Venda direta de produtos de beleza é mais forte no Brasil

Trabalho feito por revendedores representa 26% do total de vendas e tem ajudado o setor a se reinventar em momentos de crise

Pesquisas do BCG e do Euromonitor mostram que 26% das vendas do setor de beleza são feitas por revendedores diretos no Brasil. A modalidade é duas vezes mais representativa que em países como China e Estados Unidos, onde o varejo virtual tem um peso maior. Esses dados apontam a força do setor e justificam a mudança de postura das grandes empresas brasileiras do setor de beleza.

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Para driblar o aumento da concorrência, diminuir os impactos da crise econômica do país e atender às necessidades do consumidor, as gigantes do mercado de beleza têm investido intensamente nos últimos anos na diversificação de seus canais de vendas.

A multicanalidade, segundo os especialistas, é uma tendência natural em momentos em que o mercado está mais concorrido e o consumidor exige a presença das marcas em canais diversos para suprir as suas necessidades.

Exemplo disso, a Contém 1g recentemente adotou a venda direta multinível como forma de acelerar o crescimento e contornar a crise causada pela retração das vendas e pela diminuição no número de investimentos no formato de franquias. “O momento pedia outro canal de venda, no sentido de agregar faturamento, e até para ajudar a ultrapassar o momento de recessão no varejo”, afirmou a gerente de expansão da rede, Joelma Francisco da Silva, em entrevista ao Jornal do Commércio de Manaus.

Hoje, a empresa, que iniciou operações no modelo de venda direta no segundo semestre de 2016, já conta com mais de 12 mil revendedores e o canal já representa cerca de 50% do faturamento total da Contém 1g. Com bons resultados no setor, a empresa espera chegar, até o final deste ano, aos 100 mil revendedores diretos e fortalecer ainda mais a sua marca no mercado de beleza brasileiro.

Fonte: Folha de S.Paulo e Jornal do Commércio de Manaus