Vendas Diretas movimentam R$ 20,9 bilhões no 1º semestre de 2017

Setor mantém-se como meio importante para geração ou complementação de renda, respondendo por 40% do orçamento de famílias nos quatro cantos do Brasil.

A Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) fez o levantamento sobre a performance do setor durante o primeiro semestre de 2017. De acordo com a entidade, o segmento movimentou R$ 20,9 bilhões no período, volume de negócios 2,73% menor que o registrado nos primeiros seis meses de 2016, quando foram registrados R$ 21,5 bilhões.

Segundo a associação, o número de revendedores também teve uma leve retração, quando comparados os semestres: totalizavam 4,27 milhões e, agora 4,19 milhões, um recuo de 1,8%.

Ainda que o cenário macroeconômico do Brasil tenha se mantido instável, devido ao ambiente de recessão, com queda em diversos índices no período, como produção industrial (-5,9% segundo a Confederação Nacional da Indústria, CNI) e atividade comercial (-1,5%, segundo a Serasa Experian), além do aumento do desemprego (taxa de 13% em junho, segundo o IBGE), o setor de Vendas Diretas continua tendo relevância e importância para a economia brasileira, já que seu volume de negócios corresponde a cerca de 8% do PIB da indústria da transformação.

A diretora presidente da ABEVD, Ana Beatriz Macedo da Costa, conta que, apesar de o setor de Vendas Diretas ter sentido o efeito da economia no 1º semestre de 2017, o Dia das Mães – que é a segunda principal data do comércio tradicional – teve importante papel na performance do segmento no período. “A data impulsionou os negócios não só no mês de maio, mas também em abril de 2017”, revela. Ela lembra que o setor contribui para geração ou complementação de renda de muitos brasileiros: “As Vendas Diretas são um canal importante para a manutenção da saúde financeira de muitas famílias Brasil afora, pois contribuem em 40% no orçamento familiar”.

Valeria Rossi, presidente executiva da ABEVD, complementa: “As empresas associadas à ABEVD têm reiterado o compromisso de oferecer condições para que os revendedores se desenvolvam na atividade, seja com treinamentos sobre os produtos, seja com cursos para gerir os seus negócios, o que só reforça o caráter empreendedor deles. Num cenário de recessão, iniciativas assim contribuem significativamente e ainda mais para o profissionalismo da atividade, o que, em última instância, é também um serviço de cunho social”.