Do vinho as roupas: a venda direta já percorreu um longo caminho

Sessenta anos após a primeira festa da Tupperware, o mercado de venda direta está crescendo

Para as mulheres na década de 1950 na Grã-Bretanha do pós-guerra, convites para festas nas casas de seus amigos passaram a ser frequentes. Com muito chá e bolo, além dos potes de plástico, o objetivo da anfitriã era vender uma marca inovadora que tinha vindo dos Estados Unidos e que sobrevive até hoje – a Tupperware.

Sessenta anos depois,  senhoras (e senhores em uma menor escala) ainda são convidadas para as festas, das quais o anfitrião vende coisas que vão desde vinho até peças de roupa, e que hoje correspondem por 35% da venda direta.

Um artigo divulgado pelo jornal inglês, The Guardian, mostra que a fatia do mercado inglês mais que dobrou nos últimos cinco anos, e de acordo com a DSA (Direct Selling Association) os encontros de venda direta são ocasiões sociais onde é possível comprar de uma maneira agradável de um amigo, em vez de uma loja que você não tem nenhuma conexão. “O aumento nas festas, em parte, tem sido alimentada pela recessão, com pessoas levando para casa algo de concreto em vez de gastar dinheiro em, digamos, comida e bebida”, disse Lynda Mills, diretora da DSA.

 

Esses eventos tem aumentado da mesma forma que as pessoas têm procurado fontes alternativas de renda, seja para completar uma renda existente ou para substituir um salário, por exemplo. Alguns 68 mil vendedores diretos (17%) já trabalham em horários de tempo integral (mais de 30 horas por semana).


Um relatório publicado no início deste ano por uma empresa de pesquisa de mercado mostrou que o mercado de venda direta cresceu 2% em 2013, um aumento que foi atribuido à recessão. Com a melhorar a economia, a empresa prevê um crescimento igual para este ano, mas os eventos em casa irão continuar.