PANORAMA COVID-19

Conforme os dados da vacinação divulgados até quarta-feira (16), 158.347.721 pessoas (cerca de 79,11% da população vacinável) estão totalmente imunizadas contra a COVID-19. A dose de reforço foi aplicada em 70.884.361 pessoas (43,82% da população vacinável). Ainda, vale mencionar que 10.941.925 crianças entre 5 e 11 anos tomaram a primeira dose (53,37% deste grupo). Adicionalmente, nas últimas 24 horas foram registrados 44.115 novos casos conhecidos, fazendo o Brasil alcançar a marca de 29.476.389 contaminados pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia. O país também registrou 354 mortes por COVID-19 nas últimas 24 horas, totalizando 656.003 óbitos pela doença. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 345 mortes, variação de 24% em relação há 2 semanas, indicando forte tendência de queda nos óbitos.

AVALIAÇÃO BMJ

Com esse panorama, segundo a plataforma Our World in Data, o Brasil se consagra como o terceiro país no mundo que mais aplica doses de reforço na sua população, ficando apenas atrás da China e dos Estados Unidos. Segundo pesquisa da Universidade de Oxford, a dose de reforço poderia aumentar mais de cem vezes a proteção contra a COVID-19. A pesquisa mostrou que 28 dias após a dose de reforço, a vacina de RNA mensageiro, imunizante da Pfizer, aumenta a produção de anticorpos que são capazes de bloquear a entrada do vírus nas células. As vacinas da Astrazeneca e da Janssen também tiveram resultados positivos ao serem aplicadas como reforço. Assim, com o avanço na vacinação e a redução no número de casos, o Brasil assiste a um cenário mais arrefecido com tendências ainda mais positivas. Com as novas informações, o presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou que o governo deve rebaixar o status de pandemia da COVID-19 para uma endemia até o fim de março. A troca para endemia fará com que a COVID-19 deixe de ser tratada como uma emergência de saúde e as medidas de combate ao vírus, como o uso de máscaras, podem cair nacionalmente. Especialmente, a classificação de endemia deve ter impacto administrativo ao acabar com a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN). Ou seja, normas atreladas à vigência da ESPIN podem perder a validade e afetarão as autorizações emergenciais concedidas a vacinas e remédios contra a COVID-19, além dos processos nas compras públicas.

MINISTÉRIO DA SAÚDE MONITORA CASOS DA NOVA VARIANTE DELTACRON

Recentemente, foi identificada uma nova variante do coronavírus: a Deltacron. Um hibrido das cepas Ômicron e Delta que vem sendo localizado em diversos países da Europa e conta com dois casos em análise no Brasil. Pesquisadores destacaram que a versão recombinante é rara e não se mostrou capaz de crescer a nível acelerado, portanto, não há indicação que a variante possa causar impactos significativos à pandemia. Com a identificação da nova variante, o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destacou a importância da dose de reforço da vacina e esclareceu que os possíveis casos identificados no Brasil, no Pará e no Amapá, estão sendo investigados.

AVALIAÇÃO BMJ

Para além da nova variante, os países enfrentam novos aumentos de casos. No último mês, a França registrou 800 mil casos, a Alemanha 2 milhões, a Inglaterra 623 mil e a China decretou o confinamento obrigatório para 30 milhões de pessoas. Porém essas novas ondas não vêm acompanhadas da mesma agressividade de internações e mortes, por isso o mundo mantém a tendência de redução de medidas restritivas. No Brasil, apesar da situação estar controlada, o afrouxamento da obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes abertos nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Maranhão exige cautela, visto o receio pelo aumento de casos. Todavia, o Ministério da Saúde segue monitorando o tema e deve seguir reforçando a necessidade de vacinação. Ainda assim, as chances de as novas variantes causarem uma nova onda de medidas restritivas são baixas.