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Qual é a principal tendência para o setor de vendas diretas em 2017?

Executivos das maiores empresas do setor falam sobre as novas perspectivas e desafios do mercado para este ano

Após um ano de incertezas na economia e do surgimento de novos modelos de negócio dentro do canal de vendas diretas, 2017 iniciou com boas perspectivas e condições para que o setor continue a crescer e a se destacar no cenário nacional.

Nesse contexto, explorar o potencial das várias categorias e marcas, visando não perder negócio e a fidelização dos clientes, é o caminho apontado pela diretora executiva daAssociação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), Roberta Kuruzu, e também por executivos das maiores empresas do setor. “Por ser uma alternativa aos momentos de crise, as vendas diretas, cada vez mais têm atraído empreendedores que procuram por novas oportunidades de negócios, razão pela qual as empresas de vendas diretas estão tendo a chance de focar suas estratégias para atrair novos empreendedores”, comenta a executiva.
Recuperação econômica e fortalecimento do setor

Para o presidente da Avon no Brasil, David Legher, o potencial de geração de renda por meio da venda direta é imenso e deve ser olhado com atenção nesses momentos de recuperação do ambiente econômico. “Em um cenário desafiador como o nosso, poder incluir milhões de pessoas na economia e fazer delas verdadeiras empreendedoras é algo que, em 2017, pode ser visto como uma turbina para nosso país”, ressalta o executivo.

Não por acaso, este tende a ser o ano em que o setor pode registrar o maior crescimento de sua história. Gilberto Guitti, diretor responsável pelo canal de vendas diretas da Polishop, lembra que as empresas precisam se planejar para isso. Afinal, os profissionais precisam de uma oportunidade de negócios para completarem suas rendas ou mesmo assumirem as vendas diretas como renda principal. “As companhias que mais rapidamente estiverem preparadas para absorver esta demanda, mais rapidamente crescerão no mercado”, afirma ele.

É preciso oferecer atratividade aos empreendedores, valorizarando a atividade comercial do setor e disponibilizar uma variedade de produtos e serviços a preços competitivos. Dessa forma, estimula-se a receptividade dos consumidores finais. Nelson Moura, consultor especializado em vendas diretas da LM Marketing, reforça que, em tempos de contenção de gastos na economia brasileira, é essencial ser proativo. ˜É preciso entender as necessidades dos clientes para incentivar o consumo”, acredita.

Empreendedorismo e inovação

Dados da pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report 2016 mostram que o Brasil é um país de enorme capacidade empreendedora. Mesmo assim, ainda temos um dos piores aproveitamentos deste potencial. Nesse cenário, Odmar Almeida, CEO da Amway do Brasil, lembra que as empresas de vendas diretas, em geral, oferecem uma forma de empreender segura e com baixo investimento – o que é muito atraente para aqueles que pretendem investir em um negócio próprio.

“Tornamos o caminho mais fácil, oferecendo treinamento e reconhecimento para o futuro empreendedor”, afirma o executivo. “Este é o maior setor “incubador” do país, tendo formado mais de 4,3 milhões de empreendedores Brasil afora. No entanto, ainda é pouco reconhecido e tratado como tal”, complementa Odmar.

Em um momento em que se ampliam as oportunidades, o setor de vendas diretas passa a ganhar destaque, também, entre os mais jovens. De acordo com o gerente geral da Omnilife, Ivon Carlos Das Neves, as novas gerações estão buscando mais flexibilidade de tempo e ganhos, assim como significativas mudanças nas relações de trabalho.

“Tudo isso vem ao encontro da essência da venda direta, que se trata de empreender, recompensando e reconhecendo o esforço do indivíduo”, comenta o executivo. “Acredito fielmente que os que estiverem preparados para alicerçar os pilares fundamentais do setor, recompensar, reconhecer e se relacionar, poderão construir um ano brilhante com excelentes resultados para as empresas e distribuidores independentes”, finaliza Ivon.

Além disso, os jovens têm o conhecimento sobre plataformas digitais como diferencial na hora de empreender. “Eles podem se aproveitar desse contexto para aumentar sua presença no mercado de venda direta, levando em conta sua vocação para os negócios, sua criatividade e sua reconhecida aptidão para o uso dos meios digitais”, acrescenta João Paulo Ferreira, CEO da Natura.

Inovação e tecnologia como aliadas

Para isso, a tecnologia surge como mais um complemento para a força das vendas diretas. “Em tempos de economia em baixa e restrições ao crédito, a criatividade e a inovação devem ser intensificados em todos os segmentos”, reforça Renato Toshihiro Kotsuka, treinador Silver da Kenko Patto.

Com uma premissa de incorporar e transformar o que é novidade em material para os negócios, as vendas diretas têm se reinventando e evoluído desde o final do século 18. E agora não é diferente. “No momento em que vivemos, a tecnologia digital é, provavelmente, a transformação mais relevante”, reitera o CEO da Natura.

O executivo afirma ainda que a associação entre a venda direta e os progressos na comunicação e na transmissão de dados têm proporcionado oportunidades de inclusão social, digital e econômica de cidadãos. “Do ponto de vista do negócio, os avanços digitais vão potencializar o canal e dar mais recursos à prática da venda consultiva, possibilitando explicações mais precisas e customizadas sobre os benefícios de produtos e serviços”, pontua Ferreira.

Trabalhar inovação e tecnologias como aliadas de negócio é, antes de tudo, ampliar e deixar mais claras as estratégias de multi-canal, “market place” e utilização de aplicativos para desenvolvimento de vendas e prospecção de novos. No entanto, a diferenciação entre as empresas deverá ocorrer pelo domínio dos processos e métodos de vendas, lembra Luciano Linardi, sócio diretor da Bla Brasil.

“Garantir que a proposta de valor seja praticada pela força de vendas será o diferencial. Para isso, o investimento na construção e aplicação de módulos de treinamento será determinante para o sucesso de 2017”, pontua o executivo.

Novos caminhos para as vendas diretas e para as relações de trabalho

Para Ana Paula Inoue, diretora de operações e marketing da DirectBiz Consultants – consultoria especializada em estruturação de negócios em venda direta -, os efeitos da multicanalidade e do novo perfil de consumidores e revendedores que chegam até as empresas atualmente apontam que 2017 será o ano de inovações comerciais e de relacionamento.

“Para nós, além de ser quase impossível acreditar que uma empresa possa nascer e sobreviver no mercado sem ter contemplado pelo menos dois canais em sua concepção, é preciso estar pronto para controlar, convergir e tornar as relações entre revendedores e clientes integradas virtualmente”, explica a executiva.

Os especialistas da DirectBiz acreditam também que o relacionamento nos dias de hoje deixou de ser baseado tão somente em proximidade física para ser, também, fortemente digital. Assim, além de uma oportunidade de negócios atrativa, produtos e serviços bem posicionados, estar conectado e disponível para interagir na velocidade de um “click” se tornou um diferencial competitivo real, com mais possibilidades de sucesso.

Uma vez que as relações são um dos pilares das vendas diretas e os profissionais utilizam as suas redes para ter sucesso nos negócios, as perspectivas para o setor são animadoras.

Gioji Okuhara, diretor geral da Herbalife Brasil, lembra que a oportunidade de se ter um negócio próprio, com maior flexibilidade de horário, baixo investimento inicial e retorno proporcional ao tempo dedicado, é um forte atrativo principalmente para o novo empreendedor. Além disso, vejo também a oportunidade de o profissional ter um plano B, para agregar uma renda extra, o que torna realmente o setor com maior potencial de crescimento.

Da mesma forma, Mirassul Pereira, presidente da 4Life, complementa e afirma que, cada vez mais, as pessoas buscam por sua liberdade de tempo, tendo a perspectiva de estudar por anos e trabalhar por toda a vida para um dia se aposentar e ter tempo já não mais tão aceita pela nova geração. “Hoje, as vendas diretas proporcionam às pessoas a possibilidade de alcançar a liberdade de tempo imediatamente, e, assim, poder desfrutar da vida e da família enquanto busca sua liberdade financeira”, finaliza o executivo.

Vendas Diretas movimentam R$ 40,4 bilhões em volume de negócios em 2016

Segundo a ABEVD, número de revendedores diretos do setor apresentou estabilidade

São Paulo, fevereiro de 2017 – De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) o setor registrou R$ 40,4 bilhões em volume de negócios durante o ano passado. Ainda que o cenário macroeconômico do país tenha apresentado números negativos, evidenciados pela retração do PIB (-3,5, segundo indicador Serasa Experian*) e do consumo das famílias (-4,4%), o desempenho do setor, apesar da leve retração em volume de negócio (-2,4%), foi considerado dentro do esperado.

Já o número de revendedores diretos – profissionais autônomos – apresentou estabilidade, encerrando o ano com aproximadamente 4,3 milhões de empreendedores atuantes nas vendas diretas. “Temos trabalhado no fortalecimento dessa rede, pois o objetivo, além de fomentar a economia, é possibilitar a essas pessoas chances reais de empreender, por meio de um modelo de negócio que ofereça oportunidades concretas de crescimento”, explica Roberta Kuruzu, diretora executiva da ABEVD. “Constatamos também que a venda direta se apresentou melhor que outros canais ao longo de 2016″, acrescenta a executiva.

A entrada de novas empresas para o canal reforça a relevância do setor. “Em 2016, confirmamos mais uma vez que a distribuição de produtos por canal de vendas diretas tem sido uma tendência para empresas já consolidadas em outros canais e categorias, o que mostra respaldo e confiança neste modelo de negócio”, concluí Kuruzu.
As vendas diretas seguem como um dos setores mais representativos para a economia do país, sendo responsável pela renda de milhões de famílias brasileiras.

*https://noticias.serasaexperian.com.br/indicadores-economicos/

2017-03-15T18:23:00-03:00março 15th, 2017|Categories: Sem categoria|

Diretora executiva da ABEVD fala sobre os novos desafios das vendas diretas

Em entrevista, Roberta Kuruzu, ressalta mudanças no setor e reforça a importância do empreendedorismo dentro do modelo de negócio

Por ser uma alternativa aos momentos de crise, as vendas diretas, cada vez mais, têm atraído empreendedores que procuram por novas oportunidades de negócios. Por isso, o setor tem se reinventado para suprir as demandas de mercado e continuar crescendo.

Um novo cenário vem sendo estruturado com novas perspectivas e desafios para as vendas diretas. Pensando nisso, entrevistamos a diretora executiva da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas, Roberta Kuruzu, para falar sobre a representatividade e os caminhos para o setor em 2017. Confira:

Depois de um ano de crise, quais são as perspectivas para o mercado de vendas diretas neste ano?

O setor de vendas diretas tem um potencial de crescimento para a base de empreendedores. É um setor que oferece uma real oportunidade de empreender com baixo risco e baixo investimento. Dado ao grande número de pessoas que estão fora do mercado de trabalho, as empresas de vendas diretas terão a oportunidade de dirigir suas estratégias para atrair novos empreendedores.

Quais foram as principais mudanças no setor ao longo do último ano?

Observamos que novas categorias de produtos estão implementando a distribuição de produtos pelo canal de vendas diretas e acompanhando a tendência da multicanalidade para atendimento de seus consumidores.

O setor de vendas diretas se destaca dos demais pela capacidade de superar adversidades socioeconômicas e proporcionar oportunidades para os profissionais. As empresas e os empreendedores devem esperar melhorias no mercado?

As empresas de vendas diretas tem se dedicado a oferecer cada vez mais oportunidades para os empreendedores, tanto na forma de treinamento sobre produtos e gestão de negócios, como oferecendo inovação e novas tecnologias para facilitar o dia-a-dia dos profissionais independentes.

Com os empreendedores mais capacitados e com ferramentas tecnológicas que facilitam a gestão de seus negócios, a tendência é a de melhoria nas vendas e qualidade nas relações com os clientes finais.

Como a ABEVD vê o surgimento de novos modelos de negócios de venda direta? De que maneira isso melhora a representatividade do setor?

Assim como a venda direta evoluiu do modelo door-to-door para a venda por relacionamento e vendas em rede, entendemos que outras inovações, principalmente tecnológicas têm contribuído para o crescimento do canal globalmente. As pessoas jamais deixarão de se relacionar e confiar na indicação ou recomendação de uma outra pessoa, seja em uma relação pessoal ou virtual.

2019-12-20T11:04:44-03:00março 14th, 2017|Categories: ABEVD News|Tags: , , , , |
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