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Desemprego recua para 12,3% em julho, mas ainda atinge 12,9 milhões de pessoas, diz IBGE

Desalento recorde atinge 4,8 milhões de brasileiros e cresce 17,8% em 1 ano. Taxa de força de trabalho subutilizada ficou em 24,6%, o que significa que falta trabalho para 27,6 milhões de brasileiros.

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,3% no trimestre encerrado em julho, na quarta queda mensal consecutiva, mas ainda atinge 12,9 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando havia 13,3 milhões de desempregados no país, a população desocupada caiu 3,4% (menos 458 mil pessoas).

Apesar do crescimento da população ocupada, os dados do IBGE mostram que a queda da taxa de desemprego tem sido puxada também pelo grande número de brasileiros fora do mercado de trabalho, subocupados ou que simplesmente desistiram de procurar emprego.

Desalento cresce 17,8% em 1 ano

O número de desalentados (que desistiram de procurar emprego) bateu recorde, atingindo 4,818 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em julho, segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Em 1 ano, o crescimento é de 17,8%, ou um aumento de 728 mil no número de desalentados.

No 2º trimestre do ano, o número de desalentados já tinha atingido 4,8 milhões. O IBGE trabalha, entretanto, apenas com trimestres comparáveis na divulgação mensal da pesquisa Pnad Contínua.

Segundo o IBGE, o contingente fora da força de trabalho também é recorde, considerando os trimestres comparáveis. O número de brasileiros que nem trabalham nem procuram emprego atingiu 65,5 milhões, um aumento de 1,08 milhão em 1 ano.

Falta trabalho para 27,6 milhões

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,5% no trimestre encerrado em julho, ante 24,6% no trimestre encerrado em abril. Ou seja, ainda falta trabalho para 27,6 milhões no país.

“Quase um quarto da força de trabalho ampliada do Brasil está subutilizada”, destacou Azeredo.

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no trimestre encerrado em julho:

  • 12,9 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias
  • 6,6 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 8,1 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham(força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,8 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,3 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

A população subutilizada (27,6 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior (27,5 milhões). Em relação a igual trimestre de 2017 (26,6 milhões), este grupo cresceu 3,4%, um adicional de 913 mil brasileiros subutilizados.

Já o número de subocupados passou de 6,3 milhões no trimestre encerrado em abril para 6,6 milhões no trimestre encerrado em julho.

Trabalho com carteira e informal

O número de empregados com carteira de trabalho assinada atingiu 33 milhões. Embora tenha caído em 359 mil na comparação com julho do ano passado, o IBGE entende que houve estabilização deste contingente.

“Existe a queda, mas ela não é estatisticamente relevante. Esta é a primeira vez, desde o início da crise, que a gente percebe estabilidade da carteira de trabalho na comparação anual, e isso é positivo”, avaliou Azeredo.

Já o número de empregados sem carteira de trabalho (11,1 milhões) mostrou estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas subiu 3,4% (mais 368 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017.

O número de trabalhadores por conta própria (23,1 milhões) também ficou estável na comparação com o trimestre de fevereiro a abril, e cresceu ,1% (mais 483 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano anterior.

Aumento da população ocupada

O nível da ocupação (53,9%) subiu em relação ao trimestre móvel anterior (53,6%) e ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2017 (53,8%).

Segundo Azeredo, a queda da taxa de desemprego “vem sendo provocada, principalmente, pelo aumento da população ocupada”. Porém, ele ponderou que o aumento da população em desalento também contribui para a redução da taxa de desocupação.

“O que a gente está vendo no mercado de trabalho é reflexo da economia, que pode ter interferência expressiva, já que estamos às vésperas de eleição”, disse o coordenador do IBGE

Na comparação com o trimestre terminado em abril, aumentou em quase 1 milhão o número de trabalhadores ocupados, sendo:

  • 252 mil novos trabalhadores com carteira assinada
  • 189 mil novos trabalhadores sem carteira assinada
  • 110 mil trabalhadores domésticos
  • 284 mil trabalhadores no setor público
  • 44 mil novos empregadores
  • 88 mil novos trabalhadores por conta própria

Por outro lado, neste período, diminuiu em 40 mil o número de trabalhadores familiar auxiliar.

  • Brasil deve criar em 2018 menos da metade dos empregos previstos

Renda estável

O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 2.205 no trimestre de maio a julho, apresentando segundo o IBGE estabilidade frente ao trimestre anterior (R$ 2.215) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.188).

A massa de rendimentos (R$ 197,2 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior (R$ 195,9 bilhões) e ao mesmo trimestre de 2017 (R$ 193,4 bilhões).

Fonte: IBGE – G1

2019-12-20T14:48:05-02:00agosto 31st, 2018|Categories: ABEVD Clipping|

Por 7 a 4, STF aprova terceirização irrestrita

O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou nesta quinta-feira, 30, por sete votos a quatro, a terceirização de qualquer tipo de atividade, até mesmo das chamadas atividades-fim (que são as que identificam a atuação de uma empresa ou de uma instituição).

A possibilidade de empresas contratarem trabalhadores terceirizados para desempenhar qualquer atividade vale mesmo para processos trabalhistas abertos antes da Lei da Terceirização e da reforma trabalhista, que entraram em vigor no ano passado. A prática permite, por exemplo, que uma empresa de engenharia contrate engenheiros terceirizados.

A decisão vai destravar quase 4 mil processos que aguardavam a palavra do STF e deve gerar “estabilidade jurídica” na Justiça do Trabalho, que, em parte, resiste às alterações de 2017, segundo especialistas e ministros ouvidos pelo Estadão/Broadcast.

Também foi decidido que fica prevista, como na legislação atual, a responsabilidade subsidiária da empresa contratante. Ou seja, só arcarão com as penalidades, como dívidas trabalhistas e previdenciárias, na ausência da firma contratada (se estiver falida, por exemplo). Além disso, a decisão não deve afetar ações em que não há mais recursos disponíveis (trânsito em julgado).

Durante cinco sessões, o STF debruçou-se sobre duas ações que contestavam decisões da Justiça Trabalhista que vedaram a terceirização de atividade-fim com base na súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Antes da Lei da Terceirização e da reforma trabalhista, a súmula era a única orientação dentro da Justiça do Trabalho em torno do tema.

No entanto, mesmo após às inovações de 2017, tribunais continuaram decidindo pela restrição da terceirização, com base no texto do TST, que teve trechos declarados inconstitucionais pelo STF.

A tese aprovada pela maioria dos ministros foi concentrada no fato de a Constituição não fazer distinção entre o que é atividade-meio ou fim, e não impondo nenhum modelo de produção específico. Assim, a Corte concluiu que, mesmo antes da reforma, a súmula do TST não poderia ter restringido a medida.

Essa interpretação sempre foi defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ela cita como exemplo a indústria de produção de sucos. Apesar de ser responsável pela industrialização do suco, algumas decisões judiciais consideraram a colheita da fruta como parte da atividade-fim desse tipo de indústria.

“O STF declarou que a terceirização é possível sem que faça distinção aleatória de atividade-fim e meio. De sorte que a lei veio para dispor nesse mesmo sentido”, afirmou o ex-ministro do STF Carlos Velloso, representante da CNI, que participou como parte interessada no julgamento.

“A adoção da terceirização irrestrita prejudica enormemente todos os trabalhadores porque ao acabar com os direitos pactuados, regidos por uma convenção coletiva em cada atividade profissional, ela cria trabalhadores de segunda categoria, sem o amparo de uma legislação específica”, afirmou, em nota, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.

Votaram a favor os ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e a presidente Cármen Lúcia. Já os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski foram contrários.

Fonte: O Estado de S.Paulo

2019-12-20T14:48:06-02:00agosto 31st, 2018|Categories: ABEVD Clipping|Tags: , , |

Volatilidade afetará crescimento em 2018

A fraqueza da atividade econômica, sobretudo após a greve dos caminhoneiros, levou o mercado a revisar as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. No mercado, as apostas são de estabilidade no segundo trimestre e de que a economia cresça 1,5% até dezembro. Entretanto, os economistas alertam que as incertezas eleitorais, com valorização do dólar, redução no preço dos ativos e as pressões externas podem afetar ainda mais a geração de riquezas no país. Alguns até já sinalizaram que o viés é de baixa para as projeções do terceiro trimestre e do ano.

Os analistas explicam que o primeiro sinal de alerta em relação a redução do nível de atividade está ligado à escalada no preço do dólar. A divisa estrangeira terminou a semana cotada a R$ 4,105, com alta de 9,46% acumulada no mês. No ano, o preço da moeda já subiu 23,79%.

O encarecimento da moeda, fruto das incertezas eleitorais e da falta de clareza se o próximo presidente conseguirá apoio no Congresso Nacional para aprovar reformas e ajustes, mostra que os investidores estão mais cautelosos em relação ao Brasil. Com isso, menos negócios devem ser feitos, o que enfraquece a economia. Diante desse cenário, os empresários são obrigados a absorver o aumento de custos diante da valorização cambial e não fazem repasses para os preços. Com isso, adiam ainda mais as decisões de investimentos e contratações.

Além disso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bolsa Brasil Balcão – B3) continua a andar de lado e terminou a semana aos 76.262 pontos. No acumulado do ano, acumula variação negativa de 0,18%. Até 22 de agosto, os estrangeiros já retiraram R$ 3,4 bilhões do mercado acionário brasileiro. Para piorar, os indicadores econômicos sinalizam que a fraqueza da atividade econômica persistiu em julho. O fluxo de veículos apresentou estabilidade na passagem de junho para julho, na série livre de efeitos sazonais do Bradesco, conforme dados da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

A venda de veículos leves avançou 3,2%, enquanto a de veículos pesados recuou 6,8%. Em relação ao mesmo mês de 2017, o movimento total de veículos caiu 3,1%, um reflexo do desempenho negativo de carros de passeio e o positivo de carretas. No acumulado em 12 meses, o indicador aumentou 0,7%.

Já as vendas de papelão ondulado alcançaram 311.541 toneladas em julho, um recuo de 5,6% em relação a junho, na série dessazonalizada do Bradesco, a partir de dados da Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO). Em relação ao mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 5%.

Na avaliação do diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do banco privado, Fernando Honorato Barbosa, esses números e outros indicadores reforçam a expectativa de recuo da produção industrial em julho.

Deterioração do PIB

As dificuldades financeiras do país, com alta do dólar e perda de valor da B3 podem afetar o PIB, avalia o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa. Ele espera estabilidade da geração de riquezas no país no segundo trimestre e alta de 1,5% no ano. Apesar disso, Rosa detalha que essa estimativa tem viés de baixa. “As empresas têm dificuldade de repassar essas pressões de custos para os preços finais, dada a fraqueza da economia. Outras adiaram a intenção de contratar empregados. Isso tem um impacto negativo na atividade”, comenta.

Para o economista, esse cenário mostra uma fraqueza do consumo nos próximos meses e é uma das justificativas para o viés de baixa do PIB nos próximos trimestres. Rosa ressalta que as incertezas políticas e externas ainda impactam negativamente as decisões de investimentos de empresários e agentes econômicos. “Todos ficam mais cautelosos. Temos ainda uma alteração dos fluxos de capitais de países emergentes, como o Brasil, para economias desenvolvidas. Os investidores querem proteção nesse momento”, ressalta.

Menos pessimista, o economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall, avalia que o nível de deterioração financeira está dentro do padrão imaginado para o período eleitoral. Segundo ele, a frustração das expectativas de crescimento no ano não está ligada as eleições. Kawall comenta que a volatilidade cambial e a desvalorização da B3 foram levadas em conta na hora que projetar o desempenho do PIB. O economista estima que a economia crescerá 0,2% no segundo trimestre, 0,7% entre julho e setembro, e 1,5% no ano.

Para ele, as expectativas em relação à economia brasileira tendem a piorar ou melhorar quando ficar claro quem será o próximo presidente da República. O economista ressalta que o compromisso ou não do presidente eleito com as reformaspara reequilibrar as contas públicas é que afetará as estimativas de mercado. “Até outubro, a situação pode melhorar ou piorar. Mas ficará tudo claro após a definição de quem sairá vitorioso das urnas”, comenta.

Risco país aumenta

Não só a alta do dólar e perda de valor da Bolsa de Valores de São Paulo (Brasil Bolsa Balcão – B3) têm preocupado os analistas. O risco país, apurado por meio dos Credit Default Swaps (CDS) brasileiros de cinco anos, chegou a 286 pontos. Os papéis são uma espécie de seguro contra calote e, quanto maior a pontuação pior a situação da economia e a percepção dos investidores em relação àquela nação. Para ter uma ideia, em março os CDS estavam com 158 pontos.

Nas contas do economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira, o PIB deve registrar variação positiva de 1,4% no ano e de 0,3% no segundo trimestre. Conforme ele, sem a greve dos caminhoneiros, seria possível um crescimento de 0,8% em abril e junho. Apesar disso, ele admite que a deterioração das condições financeiras pode limitar o crescimento do país e o nível de recuperação da atividade econômica. “Já estamos vivendo um terceiro trimestre em que as condições financeiras estão mais apertadas”, comenta.

Segundo ele, os dados de atividade econômica devem mostrar que os diversos setores da economia têm comportamento diferente, com alguns segmentos em melhor situação do que os outros. Oliveira explica que o nível de arrecadação de tributos federais em julho, muito superior ao que esperado, mostra esse cenário de movimentos distintos. “A economia não mostra crescimento uniforme em todos os segmentos. O resultado do terceiro e do quarto trimestre poderiam ser melhores do que o do segundo. Mas ainda temos muitas incertezas”, afirma.

Fonte: Estado de Minas

2019-12-20T14:48:06-02:00agosto 31st, 2018|Categories: ABEVD Clipping|Tags: |

Sem brechas para mais gastos

O bom desempenho da arrecadação federal em julho – que alcançou R$ 129,6 bilhões, com aumento real de 12,8% sobre o resultado de um ano antes – levará a equipe técnica dos Ministérios da área econômica a rever para cima as projeções de receitas neste ano. É o melhor resultado para o mês de julho desde 2011. No total acumulado dos sete primeiros meses do ano, a arrecadação alcançou R$ 843,9 bilhões, segundo a Análise da Arrecadação das Receitas Federais divulgada pela Secretaria da Receita Federal. Esse valor é 7,74% maior do que o arrecadado nos sete primeiros meses de 2017, descontados os efeitos da inflação do período medida pelo IPCA.

Esses números – consequência, entre outros fatores, da recuperação da atividade econômica depois do impacto da greve dos caminhoneiros no fim de maio, que paralisou parte do País – ajudarão o governo federal a cumprir a meta fiscal deste ano, que é de um déficit primário de até R$ 159 bilhões.

Mas o quadro fiscal não deixa brechas para o aumento de gastos. O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse ao Estadão/Broadcast que a folga na administração das finanças federais propiciada pelo aumento da arrecadação em julho – que pode se repetir nos meses seguintes, embora em ritmo menos intenso – será canalizada para melhorar o resultado primário (que não computa o dinheiro utilizado no pagamento dos juros da dívida). Ou será parcialmente destinada para capitalizar empresas estatais, pois esse tipo de despesa não está sujeito ao teto dos gastos públicos. Como regra, novas liberações de recursos só serão autorizadas se outras despesas forem canceladas.

Uma combinação de fatores propiciou o aumento da arrecadação no mês passado. A recuperação da indústria e o aquecimento das vendas de bens e serviços depois da greve dos caminhoneiros são dois desses fatores. De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, os próximos meses ainda deverão registrar alguma melhora da arrecadação decorrente da recuperação paulatina da atividade econômica dos impactos da greve.

O destaque de julho foi o aumento real de 28% da arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que alcançou R$ 24,2 bilhões. O bom resultado das empresas explica parte desse aumento; outra parte é decorrente da proibição das empresas de abater crédito quando a declaração desses tributos for feita com base em estimativa.

A alta do dólar igualmente favoreceu a arrecadação federal em julho. A variação cambial fez aumentar a receita com royalties, que somaram R$ 10,9 bilhões em julho, com aumento de 104% sobre o resultado de 2017. No ano, a receita com esse item somou R$ 33,4 bilhões, 56,8% mais do que o valor arrecadado de janeiro a julho de 2017. Além da valorização do dólar em relação ao real, os royalties foram impulsionados pela alta da cotação internacional do petróleo. Trata-se de receita administrada por outros órgãos do governo e que não necessariamente será apropriada pelo Tesouro nos próximos meses.

Também em grande parte por causa da alta do dólar, a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados e do Imposto sobre a Importação cresceu 25,9% de janeiro a julho, na comparação com o mesmo período de 2017, alcançando R$ 32,9 bilhões.

Já a receita previdenciária, condicionada ao comportamento do mercado de trabalho formal e à massa de rendimentos pagos aos trabalhadores, teve crescimento real bem mais modesto, de 1,15%. É mais um sinal forte da necessidade de mudanças nas regras de concessão de benefícios para assegurar a sustentabilidade do sistema ao longo do tempo.

Analistas da Receita Federal acreditam que o registro de candidaturas à Presidência da República reduziu as incertezas e tende a estimular a confiança dos consumidores, o que terá impacto positivo sobre a arrecadação. Só os resultados dos próximos meses dirão se eles estão certos.

Fonte: O Estado de S.Paulo

2019-12-20T14:48:06-02:00agosto 30th, 2018|Categories: ABEVD Clipping|Tags: |

SAVE THE DATE: ABEVD promove Seminário de Ética em São Paulo

A Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) promoverá em 25 de outubro, quinta-feira, o Seminário de Ética em Vendas Diretas.

O tema do encontro foi escolhido com base na importância e na preocupação da entidade e de seus associados sobre o assunto. Em tempos de transformação, o papel da ABEVD é estabelecer o mais alto nível de conduta que garanta uma gestão de qualidade.

Durante a manhã, serão apresentadas estratégias de reputação em vendas diretas, reflexões sobre uma gestão ética e como aplicar na prática os Códigos de Ética da ABEVD.

Os códigos de Ética são instrumentos norteadores da atuação das companhias de vendas diretas. Os documentos reforçam os compromissos das empresas para os empreendedores independentes e os consumidores finais.

Reserve a data já em sua agenda. O evento acontecerá na cidade de São Paulo, das 8h30 às 12h. As inscrições serão abertas, em nosso portal, a partir de setembro.

SERVIÇO
Seminário de Ética da ABEVD
Data: 25 de outubro de 2018
Horário: das 8h30 às 12h
Local: São Paulo
Investimento:
Associados ABEVD: R$ 200,00
Não associados: R$ 350,00
Inscrições: A partir de setembro
Informações: abevd@staging7.abevd.org.br

2019-12-20T12:17:27-02:00agosto 28th, 2018|Categories: ABEVD News|Tags: , |

O impacto social das vendas diretas na vida dos brasileiros

Empresas atuam com empoderamento feminino e combate à violência

São Paulo, 22 de agosto de 2018 – Em 2017, o setor de vendas diretas movimentou uma força de vendas de 4,1 milhões de brasileiros. Destes empreendedores, muitos estão em cidades distantes das capitais e comprovam a alta capilaridade da atividade que atinge consumidores em locais nos quais grandes varejistas ainda não chegaram.

A presença das empresas do setor de vendas diretas nos quatro cantos do país revela ainda outro aspecto de suma importância: o impacto social causado pelo setor na vida de milhões de pessoas.

Estudo encomendado pela Avon, empresa associada à ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas), mostrou que a renda proporcionada pelas vendas diretas da empresa ajudou a fazer com que a voz das revendedoras fosse ouvida dentro dos lares. Para 74% das mulheres consultadas, a renda conquistada era importante para as contas da casa.

A Tupperware também realizou um estudo com consultoras em 3 países na qual atua: Brasil, Estados Unidos e África do Sul. Neste caso, a pesquisa buscou entender a importância de cultivar a confiança no ambiente de trabalho. Os resultados revelaram que colaboradores mais confiantes são 24% mais propensos a superar desafios encontrados no trabalho, fortalecendo assim a autoestima das consultoras.

O impacto social das empresas de vendas diretas é visível em diversas causas que mobilizam a sociedade, como por exemplo: o combate ao câncer de mama e o enfrentamento contra a violência doméstica.

Ainda há outras iniciativas que buscam o empoderamento da mulher, além do fortalecimento da educação para crianças e jovens, a promoção da alimentação saudável para crianças em situação de risco social e disponibilização de empregos diretos nas comunidades impactadas por estas empresas.

“O setor de vendas diretas se destaca por ser democrático. Qualquer pessoa maior de idade pode aderir à atividade, independentemente do sexo ou classe social. Além disso, há todo o trabalho desenvolvido pelas empresas para auxiliar os empreendedores na busca por autonomia, desenvolvimento pessoal e independência financeira”, explica Adriana Colloca, presidente executiva da ABEVD.

2019-12-20T12:18:33-02:00agosto 23rd, 2018|Categories: ABEVD News|

Natura cresce no comércio eletrônico e muda a cara das consultoras

Depois de abrir lojas físicas, empresa agora foca no digital para diversificar modelo de negócio, que há alguns anos era baseado apenas em vendas diretas.

– A Natura, conhecida por suas vendas porta a porta de cosméticos e maquiagens, está entrando com tudo no comércio eletrônico. A companhia lançou recentemente um novo site que reúne dicas de beleza, canais de relacionamento das consultoras e até vendas diretamente ao consumidor.

Junto com as lojas físicas, a empresa diversifica seu modelo de negócio, há alguns anos baseado apenas em vendas diretas. Essa mudança irá exigir que a empresa e os consultores se adaptem, sob o risco de ficar para trás, de acordo com especialistas ouvidos por EXAME.

“O varejo como um todo está se diversificando, com novos canais de venda”, afirma Adriana Adriana Colloca, presidente executiva da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). A estratégia, adotada por diversas companhias, também busca atender consumidores diferentes ou em momentos distintos para, assim, aumentar as vendas.

No início, houve bastante discussão dentro da companhia, pois havia o receio de que os meios digitais empobrecessem o relacionamento das consultoras com clientes ou mesmo que substituíssem as vendas diretas, afirma diz Murilo Boccia, diretor de negócios digitais da Natura. Um de seus trabalhos é desmistificar essa ideia, conta.

Os revendedores também precisam se adaptar à nova realidade. Por um lado, “as consultoras conseguem deslanchar no comércio eletrônico, porque a venda direta física tem restrição regional”, diz Boccia. Por outro, “nem todas as consultoras se adaptam ao mesmo tempo”, afirma.

Muitos revendedores já usam tecnologia para suas vendas, com vídeos no Youtube, dicas pelo Facebook ou Instagram, entre outros canais. “O influenciador digital é a consultora do presente”, afirma o diretor.

Para Haroldo Monteiro, coordenador do MBA em Gestão Estratégica no Varejo do Ibmec-RJ, os novos canais de venda exigem uma readequação dos revendedores. “A consultora que apenas mostrava o catálogo e levava os produtos não terá mais espaço. Ela precisará ter mais conhecimento e um papel mais consultivo, de indicar os melhores produtos para cada cliente”, afirma ele.

Com uma estratégia omnichannel, ou seja, de atuar com vários canais de vendas, a concorrência tende a aumentar. “Por isso, quem quiser se manter no mercado precisa se diferenciar”, afirma Monteiro.

O novo site

A nova plataforma engloba o blog Adoro Maquiagem, a Rede Natura e o site institucional. A consolidação é boa tanto para os consumidores, que encontram todas as informações no mesmo lugar, quanto para a companhia: o site ganha mais visitas e, assim, fica com em uma posição melhor nas pesquisas do Google.

As consultoras têm uma página no novo site, na qual podem recomendar produtos ou dar dicas de uso. É possível comprar com a ajuda de uma consultora, que receberá o valor da revenda.

O pagamento é processado pela companhia, assim como a logística e o transporte. Dessa forma, o tempo de entrega é menor e a consultora não precisa comprar um produto para revender. 

Cerca de 250 mil consultoras digitais vendem pelo comércio eletrônico e aproximadamente 70% das pessoas compram através de uma consultora, diz a empresa.

Além do novo site, a companhia também desenvolve um aplicativo para consultores, no qual é possível gerenciar pedidos, acompanhar o progresso na carreira e receber treinamentos. Cerca de 600 mil consultoras já usam o aplicativo.

O perfil dos empreendedores é diferente. Enquanto nas vendas diretas físicas 90% das revendedoras são mulheres, no meio digital essa participação cai para 70%.

As vendas pela internet são um dos fatores para o crescimento das receitas da empresa, que aumentaram 12,4% no primeiro semestre do ano. A marca Natura cresceu 8,6% no semestre e a companhia também engloba as marcas The Body Shop e Aesop.

Na marca Natura, houve “forte crescimento de dois dígitos nas vendas online no Brasil e intensificação da estratégia online no Chile e na Argentina”, escreve a companhia na divulgação de resultados do trimestre.

A Natura ganhou participação de mercado nas categorias-chave, “com melhora na produtividade das consultoras e avançando positivamente com o novo modelo de Vendas por Relações e digitalização de seus canais”, diz a companhia.

Mesmo com a maior concorrência, a venda direta deve continuar forte para a Natura e o mercado brasileiro, dizem os especialistas. O modelo movimentou cerca de 45,2 bilhões de reais em vendas no ano passado, através de 4,1 milhões de empreendedores, de acordo com a ABEVD.

2019-12-20T14:48:07-02:00agosto 22nd, 2018|Categories: ABEVD Clipping|

Venda direta ganha gás com amostra grátis e redes sociais

Empreendedores fazem demonstrações de produtos e criam grupos virtuais

Revendedores de cosméticos porta a porta têm buscado novas maneiras de enfrentar a concorrência da internet e manter a clientela. Além do catálogo impresso, eles anunciam hoje seus produtos via redes sociais e procuram lugares movimentados para oferecer demonstrações gratuitas de como usar o que vendem.

“As vendas diretas estão se modernizando para atender mais rápido com ajuda da tecnologia”, diz Adriana Colloca, presidente-executiva da Associação Brasileira de Vendas Diretas (Abved).

Segundo ela, o serviço prioriza o que grandes varejistas não conseguem fazer no ecommerce: interagir com os clientes e dar atendimento personalizado.

Atentas ao potencial do mercado, grandes marcas têm investido em treinamento e suporte de comunicação para vendedores independentes, afirma a associação.

No ano passado, o setor de vendas diretas recrutou 4,1 milhões de empreendedores e movimentou R$ 45,2 bilhões, segundo a Abved. Para este ano, a expectativa é de um incremento de outros 3%.

O perfil dos vendedores de cosméticos tem se diversificado. “As donas de casa deram lugar a homens e jovens que não querem ter horário e salário fixo para trabalhar.”

Kimberly Soares, 22, vendedora de cosméticos, posa de pé em academia em São Paulo
Kimberly Soares, 22, vendedora de cosméticos, em academia em São Paulo – Alberto Rocha/Folhapress

Kimberly Soares, 22, consultora de vendas da Hinode, é uma dessas profissionais que tenta achar formas diferentes de vender. A paulistana tinha 18 anos quando começou a representar a marca. Na época, havia acabado de iniciar a graduação no curso de biomedicina, o que achava ser seu sonho.

“Fiz três anos de faculdade e larguei no último. Não penso em retomar os estudos. Encontrei nas vendas a minha paixão. Gosto de levar benefícios para as pessoas e ganhar com isso”, diz.

Em seu primeiro dia como vendedora, Kimberly não usou a tática tradicional de oferecer aos conhecidos.

Ela colocou amostras de produtos no porta-malas do carro do pai e saiu pelo bairro batendo em portas de academias, salões de beleza e supermercados para demonstrar o que queria vender.

“Ninguém me ensinou como, nem me disse para fazer assim e, mesmo sendo tímida, consegui”, conta.

Hoje ainda usa a estratégia, mas também vai a salões fazer maquiagem nas clientes para demonstrar seus produtos, oferece massagens com seus cremes para alunos de academias e lidera um grupo de centenas de pessoas no WhatsApp, onde faz promoções e troca experiências com seu público.

O faturamento da ex-estudante de biomedicina varia de R$ 3.500 a R$ 8.000 mensais. Como a empresa funciona com marketing multinível, em que a pessoa também ganha com a indicação de outras, atualmente ela lidera um time de 650 pessoas.

A estratégia de carreira de Kimberly é diferente da adotada pela bióloga Fabiana do Amaral Cortinolle, 43. Fabiana usa a venda porta a porta para complementar o salário que recebe em seu emprego fixo, em uma fábrica no interior paulista.

Há quatro anos, ela trabalha como consultora da Natura nas horas vagas e, até este ano, vendia só pela internet. “Mas vi que ganharia mais se vendesse pessoalmente, com ajuda do catálogo impresso. Comecei em julho”, afirma.

A vantagem das vendas online, afirma a bióloga, é o gerenciamento fácil das compras e a entrega rápida.

“Mas vender presencialmente é outra coisa. Você conhece as pessoas e elas preferem comprar de você depois, coisa que a internet não traz.”

O número maior de profissionais do ramo aumenta a concorrência entre eles, principalmente para atender consumidores que não têm vendedor cativo. Foi pensando nisso que o empresário curitibano Rafael Luciano, 31, criou o aplicativo Lilibox.

Divulgado como o “Uber dos cosméticos”, ele conecta consumidores com revendedores que atendem a requisitos, como preço, data de entrega e localização. A receita para o empresário e seu sócio vem da taxa paga pelos revendedores de 6% do valor da venda.

“Tive a ideia do negócio quando um produto que uso acabou e eu só notei de noite, quando seria impossível encontrar algum revendedor. Pensei: por que não conectar pessoas como eu a esses vendedores?”, diz.

Luciano trabalhava no marketing de uma grande empresa de cosméticos. Conhecia o mercado e sabia haveria uma tendência de alta nos próximos anos. “Chamei meu melhor amigo para ser meu sócio e criamos a empresa.”

Em um ano, o aplicativo já atendeu 4.000 clientes em 37 cidades do país e conta com produtos de sete grandes marcas, incluindo Natura, Avon e Boticário.

Fonte: Folha S.P

2019-12-20T14:48:07-02:00agosto 21st, 2018|Categories: ABEVD Clipping|

Falta trabalho para 27,6 milhões de brasileiros, aponta IBGE

Taxa de força de trabalho subutilizada fica estável no 2º trimestre, em 24,6%. Número de desempregados cai, mas desalento bate recorde e atinge 4,8 milhões de brasileiros.

No Brasil, falta trabalho atualmente para 27,6 milhões de brasileiros. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) trimestral divulgada nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,6 % no 2º trimestre de 2018.

“O resultado ficou estatisticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2018 (24,7%) e subiu na comparação com o segundo trimestre de 2017 (23,8%)”, destacou o IBGE.

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas), os desalentados (que desistiram de procurar emprego) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos.

Apesar da queda no número de desempregados no 2º trimestre, a pesquisa do IBGE mostra que aumentou o número dos que trabalham menos do que gostariam, que saíram da força de trabalho por algum motivo pessoal ou familiar, ou que simplesmente desistiram de procurar alguma ocupação.

O número de desalentados bateu novo recorde e atingiu 4,8 milhões no 2º trimestre, 203 mil pessoas a mais em relação ao 1º trimestre. Já o número de subocupados subiu para 6,5 milhões contra 6,2 milhões nos 3 primeiros meses do ano. No trimestre encerrado em junho, o número de desempregados somou 13 milhões, contra 13,7 milhões no 1º trimestre.

Número de brasileiros subutilizados
Em milhões
 

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no 2º trimestre de 2018:

  • 13 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias (no 1º trimestre, eram 13,7 milhões);
  • 6,5 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais (no 1º trimestre, eram 6,2 milhões);
  • 8,1 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial; no 1º trimestre, eram 7,8 milhões): grupo que inclui 4,8 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,3 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

Nº de pesssoas que desistiram de procurar emprego bate recorde

O número de desalentados atingiu 4,8 milhões no 2º trimestre, 203 mil pessoas a mais em relação ao 1º trimestre. Trata-se do maior contingente de desalentados da série histórica da pesquisa, que começou em 2012.

O percentual de pessoas que desistiram de procurar trabalho em relação a população na força de trabalho ficou em 4,4% no 2º trimestre, também a maior marca já registrada pelo IBGE.

Número de brasileiros que desistiram de procurar emprego

 

O coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, destacou que em um ano caiu em cerca de meio milhão o número de pessoas desempregados no país. Em contrapartida, aumentou em 1,3 milhão o número de trabalhadores subutilizados.

“Estes dados revelam um mercado de trabalho que não está tão em evolução como quando observamos somente a desocupação”, disse o pesquisador.

Segundo Azeredo enfatizou que o número recorde de desalentados revela que o contingente de desempregados pode ser muito maior. Isso porque desalentado é aquele trabalhador que desistiu de procurar emprego e que isso não significa que ele recusaria uma vaga se lhe fosse oferecida. Já o desempregado é aquele que está em busca de colocação no mercado.

O tempo de espera pela recolocação no mercado de trabalho tem relação direta com o desalento, segundo o coordenador da pesquisa. “A probabilidade de uma pessoa desistir de procurar emprego está muito relacionada ao tempo em que ela está na fila do desemprego”, disse.

O IBGE informou que avalia passar a divulgar mensalmente os dados da subutilização da força de trabalho.

60,2% dos desalentados estão no Nordeste

Entre as unidades da federação, Alagoas (16,6%) e Maranhão (16,2%) registraram a maior taxa de desalento.

A Região Nordeste concentra 60,2% dos desalentados do país. Lá, são 2,9 milhões de pessoas que desistiram de procurar por trabalho. O Sudeste aparece em 2º lugar, com 1 milhão de desalentados (20,8% do total).

taxa de desemprego recuou para 12,4% no 2º trimestre, ante 13,1% no 1º trimestre, segundo já havia sido divulgado anteriormente pelo IBGE. A queda da taxa de desemprego, entretanto, tem sido puxada pela geração de postos informais e pelo grande número de brasileiros fora do mercado de trabalho. Já o número de trabalhadores com carteira é o menor já registrado pelo IBGE.

Evolução da taxa de desemprego

Desemprego por regiões, idade e sexo

Piauí (40,6%), Maranhão (39,7%) e Bahia (39,7%) apresentaram as maiores taxas de subutilização. Já as menores foram registradas em Santa Catarina (10,9%), Rio Grande do Sul (15,2%) e Rondônia (15,5%).

Já as maiores taxas de desemprego estão no Amapá (21,3), Alagoas (17,3%), Pernambuco (16,9%), Sergipe (16,8%) e Bahia (16,5%). As menores foram observadas em Santa Catarina (6,5%), Mato Grosso do Sul (7,6%), Rio Grande do Sul (8,3%) e Mato Grosso (8,5%).

Segundo o IBGE, 67% dos desempregados no país têm entre 18 e 39 anos. Outros 23% têm entre 40 e 59 anos.

2019-12-20T14:48:07-02:00agosto 16th, 2018|Categories: ABEVD Clipping|