Início/2019/setembro

A ABEVD é a única Associação que representa o setor de Vendas Diretas no Brasil

“A ABEVD é a única Associação que representa o setor de Vendas Diretas no Brasil, reunindo empresas, executivos e empreendedores independentes e fornecedores que atuam nesse canal. Com base em um Código de Ética que segue os rígidos critérios estabelecidos mundialmente pela WFDSA, a Associação avalia o modelo de negócios e a sustentabilidade do plano de negócios das empresas que se associam. Na hora da escolha entre empresas e produtos para se associar e vender, importante ficar atento! Esteja junto das empresas sérias e éticas que reconhecem a força de vendas e valorizam a venda de produtos e não apenas o recrutamento de pessoas.”

2019-12-20T11:00:42-03:00setembro 25th, 2019|Categories: ABEVD News|

Natura – Posicionamento sobre mobilizações pelo clima

Como um grupo comprometido com a sustentabilidade, acreditamos que temos a responsabilidade de apoiar esse movimento

O mundo finalmente acordou para a crise climática. Já há tempos, as comunidades científicas têm nos alertado para o momento limite em que nos encontramos.

Como um grupo orientado por propósitos, estamos orgulhosos de ver a movimentação de estudantes e da sociedade civil contra a crise climática. Agora é a hora de governos e do setor privado agirem. 

Na sexta-feira e ao longo de toda a próxima semana, a atenção do mundo estará concentrada no debate sobre o clima e, esperamos, na construção de soluções para o futuro.

Como um grupo profundamente comprometido com a sustentabilidade, acreditamos que temos a responsabilidade de apoiar esse movimento. 

Em todos os nossos negócios, buscamos aumentar o conhecimento sobre a crise climática entre consumidores, colaboradores, consultoras e fornecedores.

Em nossos escritórios e lojas, vamos encorajar colaboradores a participar de iniciativas do movimento e contribuir para ampliar o conhecimento sobre o tema. Vamos também falar sobre o tema em nossa plataforma digital.

Mas reconhecemos que precisamos fazer mais. Para alcançar ações verdadeiramente transformadoras, essas iniciativas precisam ir além da semana do clima.

É por isso que Natura &Co se comprometeu a reduzir suas emissões de carbono em um esforço mundial pra que o aquecimento global não ultrapasse 1,5° C. 

Nossas decisões de negócio mostram um profundo comprometimento: a Natura já é uma empresa carbono neutro há 12 anos e há mais de 20 trabalha com sustentabilidade na Amazônia; a The Body Shop se relaciona há muitos anos com comunidades tradicionais para preservar o meio ambiente; e a Aesop continua a minimizar o uso de materiais, em um esforço para reduzir seu impacto ambiental.

Natura &Co tem como crença fundamental honrar e respeitar a natureza interdependente das coisas. Acreditamos verdadeiramente que existe uma forma melhor de viver e de fazer negócios.

Fonte: Assessoria de Imprensa Natura

 

2019-12-20T15:04:58-03:00setembro 20th, 2019|Categories: Associados|

EXAME – Pirâmides de Bitcoin: perda pode acabar com economias. Saiba evitar

Milhares de brasileiros são vítimas de golpes financeiros, esquemas que prometem ganhos elevados em um curto espaço de tempo; Revista Exame faz reportagem completa sobre o assunto

Um ganho dez vezes maior que o da poupança. Foi o que seduziu o professor Carlos (nome fictício), de Santa Catarina, e o fez seguir o conselho de um amigo, que em todo happy hour contava vantagens sobre como estava ganhando dinheiro em um site de investimentos.

Acostumado a investir em caderneta de poupança e fundos de previdência, o professor se convenceu diante da insistência do amigo, que mostrava os comprovantes de saques semanais com os lucros muito superiores aos das suas aplicações tradicionais.

Carlos resolveu aplicar então R$ 10 mil na Alcateia Investimentos, um site que prometia ganhos em mercados de derivativos e criptomoedas com um sistema infalível, que não perdia nunca.

Isso foi em setembro de 2017. “Fiz dois saques de R$ 250 e R$ 320 e já tinha a certeza que o negócio funcionava e era sério”, lembra. A intenção era, em março de 2018, investir mais R$ 100 mil.

O início do pesadelo

Em janeiro de 2018, o contrato de três meses na Alcateia terminou e Carlos foi então sacar o valor investido. Foi quando começou o calvário, ou o show de horrores, como ele descreve.

A plataforma só dizia “limite de saque diário excedido, tente novamente no próximo dia útil”. E Carlos tentou, escreveu e-mails, não respondidos, fez ligações para o gerente de conta, ou “líder da matilha”, que pouco depois parou de atende-lo.

Até que o telefone do líder deixou de tocar. “Publiquei um texto no site Reclame Aqui”, lembra. “Uma resposta medonhamente escrita, com vários erros de português, informava que eu deveria entrar em contato com a empresa, que não respondia questionamentos pelo site”, diz.

O professor notou então que era uma resposta padrão, exatamente a mesma dada a todos que reclamavam.

Foi aí que os podres da Alcateia começaram a surgir, como o fato de a empresa estar em nome de um vendedor ambulante, possuir inquéritos em várias partes do Brasil e ter o presidente da empresa com o nome sujo na polícia. “Some-se a isso a jogada de gênio deles: simularem a compra da carteira de clientes da Alcateia por outra empresa, a Máximus, que alegou não ter recebido os recursos dos clientes, e tudo se transformou num imbróglio”, conta Carlos.

A Máximus quebrou e saiu como lesada, vítima inocente de uma Alcateia bandida, que por sua vez alegava que passou o negócio adiante e não tinha mais nada com as dívidas.

Carlos entrou na Justiça para tentar reaver o dinheiro aplicado. Por sorte, não recomendou a Alcateia para ninguém, como incentivava a empresa, oferecendo comissões por indicações.

Mas, depois disso, promete que jamais colocará dinheiro nas mãos de aventureiros que prometem riqueza em curto prazo. “Que minha história seja exemplo a muitos, que sonham em ficar ricos sem esforço e por meios estranhos”, resume.

A nova onda das pirâmides

Carlos é apenas mais um dos milhares de brasileiros que foram vítimas de golpes financeiros, as chamadas pirâmides, esquemas que prometem ganhos elevados em um curto espaço de tempo, usando como argumentos aplicações em moedas digitais ou em mercados de moedas no exterior, o chamado Forex.

Além do ganho muito acima da realidade, essas empresas oferecem comissões para quem indicar novos participantes, uma forma de realimentar a pirâmide, que vai pagando os resgates de quem sai com as aplicações de quem entra.

Na realidade, não há investimento nenhum, apenas a troca de recursos entre os que entram e os que saem. Os que investem acreditam que estão ganhando ao acompanhar seus saldos crescendo pela internet, na maioria das vezes meras ilusões digitais.

CVM vê aumento das denúncias

O crescimento dos golpes pela internet provocou um aumento na quantidade de ordens de proibição de ofertas (stop orders) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) neste ano.

Somente de janeiro a junho, foram 15 proibições, contra 11 do ano passado inteiro, muito em função de esquemas de Forex e pirâmides financeiras, diz Guilherme Aguiar, superintendente de processos sancionadores.

Segundo ele, trata-se de uma situação que não é da competência da CVM, pois é estelionato, e não mercado de capitais. “Mas ficamos de olho mesmo assim, porque tem crescido muito a ocorrência de pirâmides, pela baixa dos juros e inflação e pelas pessoas estarem buscando outros tipos de investimento com maior rentabilidade”, explica.

Para ele, a melhor forma de evitar esse tipo de golpe é com educação financeira, para evitar que as pessoas caiam nas conversas dos golpistas. “As vezes com o mínimo de cuidado, olhando o site da CVM ou entrando em contato com nosso atendimento, a pessoa evitaria perder dinheiro e impediria que esses esquemas se propagassem”, diz.

A CVM tenta cada vez mais chamar a atenção para esses riscos e até reforçou a página do site que trata dos alertas ao mercado, mas vê também que muitas vezes o investidor sabe que o esquema é uma pirâmide e entra achando que vai conseguir sair antes, e acabam multiplicando o golpe, atraindo outras pessoas. “E há muitos incautos que estavam acostumados em investir em poupança com rendimento alto do tempo da inflação elevada que acreditam nas promessas e acabam enganados”, afirma.

Cobiça e falta de cuidado

Cobiça e falta de cuidado na hora de aplicar o dinheiro acabam favorecendo as pirâmides financeiras, diz o delegado Carlos Ruiz, da 4ª Delegacia de Crimes Eletrônicos, do Deic de São Paulo.

Ele tem acompanhado recentemente muitos casos de pirâmides vinculadas à moeda digital Bitcoin. “Muitas vezes, os golpistas criam grupos e acabam captando clientes dizendo que vão aplicar em Bitcoins, mas já chegamos a ter investigações em que não havia investimento algum”, conta Ruiz.

No caso, o golpista criou um site para a pessoa acompanhar os rendimentos da empresa, mas era tudo fictício. Para dar credibilidade, o golpista paga os primeiros saques, o que muitas vezes faz o investidor aumentar o valor aplicado e ainda incentivar amigos, parentes e conhecidos a aplicar.

Aplicação de R$ 500 mil e fim da poupança para a faculdade dos filhos

Os valores perdidos são significativos, conta Ruiz. Apenas um investidor de uma pirâmide que ele investiga aplicou R$ 500 mil com a promessa de aplicar em moeda virtual. “E muitas vezes a pessoa acaba desfalcando o orçamento familiar”, afirma.

Ele conta o caso de uma pai que tinha R$ 100 mil de reserva para pagar a faculdade dos filhos, e conversando com a esposa resolveu investir para ganhar mais. “Visando um rendimento maior, ele perdeu os R$ 100 mil para realizar o sonho dos filhos”, conta.

Há ainda os que pedem dinheiro emprestado no banco ou de agiotas para aplicar.

No rastro do dinheiro

O ponto positivo é que a polícia consegue chegar aos golpistas, pois é um crime em que a pessoa deposita o dinheiro na conta de alguém aqui no Brasil. “Mesmo que o fraudador tenha interposto outras pessoas, para contratar, receber o depósito, acabamos chegando aos culpados”, diz.

Por isso, ele recomenda que as vítimas reúnam o máximo de documentos e informações para ajudar na investigação da polícia, como contratos, recibos de depósitos, números de telefones de representantes e extratos.

A vítima deve também registrar queixa na delegacia mais próxima de sua casa. Como em geral os crimes não são violentos, é preciso convencer o juiz de que a pessoa não pode continuar solta. A pena por estelionato chega a 5 anos, mas pode ser ampliada se houver organização criminosa.

Quanto maior a ambição, maior o tombo

A primeira dica para evitar as pirâmides é: se o ganho prometido estiver muito além do que paga o mercado a pessoa precisa ficar atenta, pois quanto maior a ambição, maior o tombo, afirma Ruiz.

Um jeito simples de se precaver é pesquisar na internet para ver se outras pessoas já foram vítimas daquela empresa. “Hoje temos até grupos anti pirâmide na internet”, afirma, lembrando que a mesma rede que espalha as pirâmides também pode ajudar a combatê-las.

Há também os casos de pessoas que querem tirar algum proveito da situação. “Ouço pessoas que entendem muito de Bitcoin, que querem até dar aula para nós, mas acabam perdendo R$ 50 mil, R$ 100 mil, pois quiseram se aproveitar de uma situação”, conta Ruiz. “Em geral, vitimas de estelionato não são totalmente inocentes, estavam tentando tirar vantagem também”.

As fases da pirâmide

Os esquemas de pirâmides financeiras acabam tendo algumas fases comuns.

A primeira, de euforia, quando o número de associados está crescendo e os mais antigos estão sacando. A segunda, quando o crescimento se estabiliza e a empresa começa a atrasar os pagamentos dos saques.

A terceira, quando a empresa não consegue pagar os resgates e cria justificativas, como problemas operacionais e até ataques de hackers ou desvios de recursos.

Na quarta, a pirâmide vai enrolando os investidores, afirmando que vai pagar, mas os problemas operacionais não permitem, e pede mais uma semana, um mês ou alguns dias.

E a quinta, quando a empresa admite que quebrou e oferece um contrato de confissão de dívida para o investidor, dando a ilusão que ele terá uma garantia de que receberá. “As empresas tentam com o contrato acalmar as vítimas e fugir do crime, mas não conseguem, pois fica claro que o contrato é de má fé”, afirma Ruiz.

Viciados em pirâmides caem no golpe mais de uma vez

Pode parecer incrível, mas há pessoas que conseguem ser enganadas por pirâmides mais de uma vez. “Tem gente que arrisca muito”, diz o advogado Alisson Rodrigues Gomes, de Belo Horizonte.

Ele atende vários clientes da Alcatéia que caíram em outro golpe, da Mattos Investing, cujo responsável, Marcel Mafra Bicalho, também conhecido como Marcelo Mattos, foi preso em agosto em um resort de luxo em Arraial D’Ajuda, na Bahia.

Ele é acusado de montar uma pirâmide que lesou mais de 4 mil pessoas. “Esse do Mattos é mais sério, pois os valores eram mais altos”, diz Gomes, que tenta reaver R$ 10 milhões de clientes que aplicaram na Mattos Investing atrás de ganhos muito elevados.

Já no caso da Alcateia, Gomes representa 27 clientes com valor total de R$ 130 mil de aplicação ou R$ 240 mil se considerados os rendimentos.

O advogado já conseguiu várias sentenças favoráveis em julgamentos contra a Alcateia e a Máximus, mas não obteve sucesso em conseguir o pagamento aos investidores. “A Máximus não tem bens, encontramos apenas alguns veículos, mas estamos tentando encontrar imóveis dos sócios”, diz.

No caso da Alcateia, o caso é o mesmo. “Encontramos apenas um Audi A3 com mais de dez restrições judiciais”, afirma.

Gomes entrou com ação coletiva juntamente com a Máxima contra a Alcateia para tentar reaver o dinheiro dos aplicadores e move ações individuais contra a Máximus também. E diz que há um processo da 3ª Vara Criminal de Contagem. “Mas o estelionato no Brasil é um crime tratado de maneira branda no Brasil, infelizmente”, diz.

A pirâmide que patrocinou até novela

Um dos casos mais famosos de pirâmide financeira foi o da Fazendas Reunidas Boi Gordo, que chegou a patrocinar a novela das 9 da Rede Globo, O Rei do Gado, com Antonio Fagundes no papel principal.

Na época, em 1999, José Raymundo de Faria Junior, planejador financeiro CFP certificado pela Planejar, analisava investimentos para um escritório de advocacia. “Fui olhar esse negócio de boi, mandei e-mail para a empresa e, pela resposta, conclui que era impossível obter o retorno prometido”, lembra Faria Junior, que estima que faltavam uns 10 mil bois para cobrir os investimentos dos 32 mil participantes.

A empresa quebrou e até hoje, 20 anos depois, os investidores receberam menos de 10% do que aplicaram. E os donos da Boi Gordo não foram punidos, pois o processo prescreveu.

Prisões de responsáveis por pirâmides

Apesar das denúncias, punições ainda são coisa rara nos casos de pirâmides, com algumas exceções.

Nos anos 1990, o dono da Gallus, contemporânea da Boi Gordo, Gelson Camargo, foi preso por oferecer investimentos em frango, porco e boi.

Em 2015, Tulio Vinícius Vertullo, dono da Agente BR, uma corretora de câmbio que passou a oferecer investimentos irregulares, foi condenado a 17 anos por prejuízos estimados em R$ 100 milhões.

E, em agosto, Mafra Bicalho, da Mattos Investing, foi preso em grande estilo, em um hotel de luxo na Bahia.

Sai o boi, entra o avestruz e o VoIP

Depois do boi, foi a vez de outro bicho, a Avestruz Master, construir sua pirâmide e depois desabar com mais 40 mil investidores em 2005.

Mais recentemente, a Telexfree fez milhares de vítimas, não só no Brasil, mas em diversos países, inclusive nos Estados Unidos, vendendo pacotes de telefonia pela internet (VoIP). A empresa quebrou em 2014, deixando uma dívida estimada em R$ 1 bilhão.

Pirâmide patrocinou Neymar e o Vasco

No começo deste ano, outra pirâmide, da JJ Invest, do empresário Jonas Spritzer Amar Jaimovick, que patrocinava clubes de futebol como o Vasco, ruiu no Rio de Janeiro, levando junto parte do dinheiro de celebridades como o jogador Zico.

O prejuízo total da JJ Invest foi estimado em R$ 170 milhões. Até o craque Neymar Júnior chegou a usar a camisa com a marca de Jaimovick, que desapareceu em janeiro, depois que a CVM alertou que ele não tinha autorização para operar no mercado de capitais.

Madoff, o rei das pirâmides

Mas não pensem que pirâmide é coisa só de brasileiro, ressalta Faria Junior, citando o caso de Bernard Madoff nos Estados Unidos, a maior pirâmide da história, que durou décadas e enganou grande parte da comunidade financeira, não só americana, como europeia e até brasileira.

Grandes bancos como Santander, Safra e J.P. Morgan tiveram de pagar indenizações à Justiça e aos clientes pelas perdas provocadas aos seus investidores de alta renda de private banking pela pirâmide bilionária.

Madoff, que chegou a ser presidente da bolsa eletrônica Nasdaq, deixou um prejuízo estimado em US$ 65 bilhões e só foi descoberto por causa da crise mundial de 2008.

Mas o esquema dele era diferente. Em vez de oferecer ganhos enormes, ele nunca perdia, mesmo nas crises. Na verdade, ele falsificava os relatórios de rendimentos e pagava um investidor com o dinheiro do outro.

Ganho do Bitcoin atrai os investidores

Agora, as pirâmides mudaram de novo de instrumento, usando o mercado de Forex e os Bitcoins.

No caso dos Bitcoins, a atração vem da forte alta da criptomoeda no fim de 2017 e início de 2018. A criptomoeda digital passou de US$ 900 em janeiro de 2017 para US$ 19 mil em dezembro, o que despertou uma febre mundial, ou melhor, uma bolha. Em 2019, porém, ela caiu para US$ 3,6 mil, recuperando-se depois para US$ 10 mil.

Diante de tanta oscilação, ninguém entende muito bem como funciona o mercado e fica fácil para os golpistas justificarem os ganhos. “Mas o que se pode dizer para quem recebe esse tipo de oferta, de ganhos de 100% em seis meses, um ano, é que não há nenhum tipo de investimento que dê retorno fixo, nem nesses níveis prometidos”, diz.

E, como a taxa de juros está baixa, o que aumenta a dificuldade das pessoas em guardar dinheiro, o incentivo para as pirâmides e sua atração aumentam.

Tecnologia ajuda no crescimento das pirâmides

A tecnologia também facilita a propagação dos golpes, explica Faria Junior.

Ele lembra, nos anos 1970, quando as pessoas faziam esquemas de pirâmide parecidos com cartas. Hoje, há ferramentas de marketing na internet para enviar centenas de mensagens nas redes sociais oferecendo as pirâmides.

A sofisticação das pirâmides atuais é que a propagação é rápida e as pessoas que começam acabam recebendo dinheiro e incentivam o golpe, ostentando carrões, barcos, mansões e jóias nas redes sociais e atraindo mais vítimas.

Alguns até sabem que se trata de pirâmide, mas acham que estão entrando no começo e vão ganhar e podem ser pegos no contrapé. “Mas a grande maioria não sabe que é um golpe e acaba perdendo tudo”, diz.

Movimento de rebanho e incentivo de celebridades

Há também um componente psicológico forte no fascínio das pirâmides, explica Faria Junior. Em geral, o investidor é influenciado por parentes, amigos, conhecidos, que falam dos ganhos rápidos, e fica incentivado a participar, para não se sentir excluído, entrando no movimento de rebanho.

Para completar, os esquemas mais sofisticados aparecem com uma garantia, uma pessoa famosa que endossa o esquema, como atores e celebridades, normalmente sem saber.

Na Alcateia, uma bailarina do Faustão fazia propaganda do golpe. “Mas não há possibilidade de retorno garantido, e as pessoas vão ter de se acostumar com retorno mais baixo, sob o risco de perderem tudo que guardaram”, alerta.

E cair em um golpe financeiro pode ser pior que apenas perder o dinheiro, alerta Faria Junior. Muitos também perdem o controle das próprias finanças, ao pedir empréstimos para investir ou ao ficar sem reservas para emergências.

Bitcoin pode ser investimento sério

Mas isso não significa que o investidor não possa comprar moedas virtuais, criptoativos, explica Faria Junior.

Isso deve ser feito, porém, observando-se duas coisas: um valor baixo em relação ao patrimônio, meio por cento, um por cento, uma quantia que equivaleria a deixar de comer uma pizza ou fazer um passeio. “Pode ser que a moeda suba bastante, como antes, e mas se ela cair você perde pouco”, diz.

Denuncie a pirâmide

Faria Junior recomenda que, se receber ofertas de empresas suspeitas, o investidor entre em contato com o Banco Central e com a CVM para buscar informações. E fuja de quem promete retornos de 1% ao dia. “Não existe retorno garantido, é tudo pirâmide”, diz.

Além disso, a oferta em geral não vem de um fundo, uma empresa financeira regulamentada junto ao Banco Central e à CVM. “Por isso a primeira coisa é não fazer a aplicação e entrar em contato com as autoridades”, diz. “E, se o investidor não conhece o mercado de criptomoedas ou de forex, se não consegue entender o produto, não tenha”, recomenda.

“Na dúvida, deixa o dinheiro no banco, pois até a poupança pode ser melhor do que perder o que se guardou”, alerta.

Marketing multinível e pirâmides

Outra tática dos golpistas é disfarçar a pirâmide de empresa de vendas de produtos por marketing multinível, uma estratégia de venda direta ao consumidor em que os vendedores vão formando redes de representantes que pagam uma parte dos ganhos para os níveis mais altos.

Mas, no negócio sério, a compensação do distribuidor ou revendedor depende da efetiva venda de produtos e serviços, e não do simples recrutamento de novos revendedores. “Por esta razão, ele não pode ser considerado um investimento, pois é uma forma de trabalho”, destaca a CVM em seu Boletim de Proteção do Consumidor/Investidor.

Várias empresas grandes usam o marketing multinível, como as pioneiras AmWay, Tupperware, Avon e a brasileira Natura.

Crime contra a economia popular

No entanto, enquanto na venda direta a remuneração dos participantes decorre da venda dos produtos ou serviços, nos esquemas irregulares não há realmente uma atividade comercial envolvida e os ganhos decorrem da indicação de novos participantes, destaca a CVM.

Dessa forma, tais esquemas podem vir a ser considerados como crime contra a economia popular.

A CVM informa que, embora as pirâmides não estejam “no escopo da fiscalização”, a autarquia analisa todas as denúncias e consultas recebidas do público e presta as devidas orientações ao cidadão, comunicando o caso ao Ministério Público quando há indícios de crime.

Além das orientações sobre a identificação de esquemas fraudulentos, a CVM recomenda que o investidor a consulte em casos de dúvida sobre a licitude de ofertas de investimento, orientando os consumidores que se sentirem lesados em ofertas de marketing de rede ou multinível a procurarem os órgãos de defesa do consumidor em sua cidade.

Como identificar uma pirâmide financeira

A CVM e a Secretaria Nacional do Consumidor elaboraram um boletim sobre como distinguir uma pirâmide financeira de um sistema de vendas multinível. São seis as principais dicas mencionadas no estudo:

1 – Exigência de pagamento inicial de valores expressivos para a adesão, especialmente se comparado com o custo do produto e muitas vezes sem uma contrapartida real (por exemplo, kit de produtos para revenda, cursos ou vídeos de treinamento pagos, taxas de inscrição)

2 – O trabalho do “revendedor” não está claramente vinculado a um esforço real de vendas efetivas do produto. Pode até haver alguma atividade envolvida, mas ela faz pouco sentido para a venda, não tem um valor econômico ou poderia ser realizada de forma automática por programas de computador; é o caso de sites que prometem dinheiro a quem dá cliques no portal da empresa ou simplesmente compartilha mensagens.

3- Há promessa de altos ganhos, normalmente em pouco tempo, mas sem que haja clareza quanto a um real esforço do participante com a venda de produtos

4- Não há menção a eventuais riscos de perdas envolvidos na operação.

5- O ganho vem mais da indicação de novos participantes do que da venda do produto em si.

6- Esquemas piramidais normalmente escolhem produtos cuja produção é barata (podem ser apenas virtuais) e não possuem um valor relevante de mercado. Ou seja, é importante que os produtos vendidos sejam realmente demandados pelo mercado.

Fonte: Exame

2019-12-20T14:46:12-03:00setembro 20th, 2019|Categories: Notícias|

Avon forma Coalizão Empresarial pelo fim da violência contra mulheres e meninas

Associação de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) marcou presença no evento e endossa a iniciativa

 

Mais de 100 representantes de empresas se reuniram em São Paulo, no último dia 29 de agosto, para assinar a carta de formalização da Coalização Empresarial pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas, elaborada pela Avon e Instituto Avon. Na prática, os representantes das companhias se comprometeram oficialmente a transformar a cultura do setor privado, em prol do respeito e da igualdade de gênero.

A iniciativa teve o apoio da plataforma dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs), da ONU Mulheres e Pacto Global, visando o cumprimento da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, principalmente o objetivo 5, que diz respeito à igualdade de gênero e empoderamento das mulheres.

Para Adriana Colloca, presidente executiva da ABEVD, esse é um passo muito importante que está sendo dado pelas empresas. “Temos que reafirmar o nosso compromisso com o fim da violência e das desigualdades, a fim de contribuir para uma sociedade mais justa”, afirma.

De acordo com o documento assinado pelos CEOs, é compromisso dessas entidades garantirem um ambiente de trabalho seguro para as mulheres, por meio da mudança da cultura organizacional das companhias e enfrentamento ao assédio sexual, sofrido por 42% das profissionais brasileiras, de acordo com dados do Datafolha.

O combate à violência doméstica contra funcionárias também é um dos pilares de ação: os participantes da Coalizão devem oferecer suporte às vítimas, de modo que elas se sintam confortáveis e seguras para pedir ajuda. A empresa, dessa forma, se torna uma ponte entre a vítima e a justiça.

Como fundadores, a Avon e o Instituto Avon tornaram-se signatários das WEPs e assumiram a responsabilidade de elaborar um plano de ação, a fim de manter o engajamento dos líderes em torno do assunto. Para isso, a mantenedora deve promover palestras e oficinas de conscientização, entre outras iniciativas.

Segundo a Carta de Declaração de apoio assinado pelos CEOs, “o tratamento igual de mulheres e homens não é apenas a coisa certa a fazer – é também bom para o negócio. A plena participação das mulheres em nossa empresa e na comunidade é saudável para a organização hoje e no futuro. Um amplo conceito de sustentabilidade e responsabilidade corporativa que inclua o empoderamento das mulheres como um objetivo-chave beneficiará todos nós”.

 A Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas – ABEVD apoia integralmente a iniciativa promovida pela Avon, e acredita que o futuro está na igualdade. Por isso, a entidade participa regularmente de palestras em órgãos que reúnem mulheres que querem ser empreendedoras, como a ONG Nova Mulher e Rede Mulher Empreendedora.

Fonte: Assessoria de Imprensa

2019-12-20T14:46:12-03:00setembro 16th, 2019|Categories: Notícias|

ABEVD alerta para riscos dos investimentos em criptomoedas

Empresas se autodenominam “marketing multinível” e prometem ganhos rápidos e fáceis; Associação se reuniu com autoridades da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsáveis por combater crimes financeiros

A Associação Brasileira de Vendas Diretas (ABEVD) tem concentrado seus esforços para alertar os empreendedores independentes sobre os riscos de investir em criptomoedas, por meio de empresas que se autodenominam “Marketing Multinível”. Essas companhias prometem alto retorno financeiro, de forma rápida e fácil, contrariando assim, a regra fundamental de ganhos em vendas diretas: a remuneração ser sempre proporcional ao trabalho e tempo dedicado à atividade.

Por se autodenominarem Marketing Multinível, essas empresas colocam em risco a reputação do setor de vendas diretas e, por esse motivo, a ABEVD se reuniu com as autoridades responsáveis por coibir esses crimes, como o Superintendente de Orientação aos Investidores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Dr. José Alexandre Vasco, e a procuradora responsável pela Câmara Criminal, Dra. Luiza Frischeisen.

A mobilização da Associação trouxe visibilidade para a questão e, no dia 06 de agosto, o segmento obteve uma conquista:  A PL 4233/19, do Senador Flávio Arns (REDE/PR), que acrescenta ao Código Penal o crime de pirâmide financeira, tornando as penas maiores e severas. 

A ABEVD está acompanhando de perto a tramitação do projeto e, em breve, promoverá reuniões com os congressistas.

2019-12-20T14:46:40-03:00setembro 13th, 2019|Categories: Notícias|

Nova fórmula para o Aloe Avocado Face & Body Soap – Forever Living

Aloe Avocado Face & Body Soap dForever Living  líder mundial no cultivo, processamento e distribuição de produtos de Aloe Vera – está com nova fórmula e embalagem. Best seller da marca, o já consagrado sabonete de Avocado ficou ainda melhor e traz agora em sua fórmula o exclusivo gel de aloe vera da Forever Living.

O produto é indicado tanto para peles secas quanto para as oleosas, já que ele contém propriedades revitalizantes e purificantes. A combinação de abacate com Aloe Vera limpa e hidrata a pele, suavizando-a.

Os cosméticos Forever Living são reconhecidos pelo Aloe Vera Science Council, instituição que comprova a qualidade de produtos com Aloe Vera de todo o mundo. A marca também obteve o selo Cruelty Free – produtos desenvolvidos sem testes em animais -, concedido pela PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).

www.foreverliving.com.br

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Forever Living

2019-12-20T15:04:59-03:00setembro 10th, 2019|Categories: Associados|

Forever in Rio

A Forever Living reunirá líderes e FBOs qualificados, no dia 21 de setembro para o Forever in Rio Tropical. O evento reunirá os participantes em uma grande festa no Palacete, sede da empresa no Brasil, e terá um buffet delicioso com bebida tropicais. A noite será animada pelo DJ Alexandre Cappelli com muita música e a animação tipicamente carioca.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Forever Living

2019-12-20T15:04:59-03:00setembro 10th, 2019|Categories: Associados|

ABEVD realiza curso para novos entrantes da venda direta

São Paulo (SP) – No último dia 22 de agosto, a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) realizou o Curso Visão 360º em Vendas Diretas, no Hotel Transamérica Executive Paulista, em São Paulo (SP).

O evento teve como objetivo apresentar as principais questões do setor de maneira prática e didática para empresas que aderiram ao segmento das vendas diretas recentemente ou estão em processo de adesão deste canal de vendas.

Para iniciar as atividades, a presidente executiva da ABEVD, Adriana Colloca trouxe o tema Venda Direta no Brasil e no Mundo. Durante sua fala, a presidente abordou as vantagens da venda direta; dados mundiais; a evolução do segmento no mundo; as vendas diretas no Brasil; código de ética; entre outras informações.

“Nós vivemos em uma nova era onde o consumidor tem muito acesso a informações, pois os meios online facilitaram essa aproximação. O varejo por sua vez, está correndo para se adaptar e atender as demandas deste novo consumidor, por isso, está buscando, há alguns anos, esse movimento de se tornar omnichannel, ou seja, estar onde o consumidor está”, comentou Adriana Colloca.

De acordo com a presidente executiva, o varejo tem buscado uma forma de agregar experiência ao produto ou serviço, com atendimento personalizado.

“O empreendedorismo é uma tendência. Então, daqui para frente, iniciativas ou buscas por oportunidades nessa área serão cada vez maiores. Com ou sem a crise, por causa da automação e outros fatores, existe muito menos oportunidade de trabalho no mercado formal e em função desse fenômeno as pessoas buscam oportunidades para empreender”, acrescentou.

Entre as vantagens do empreendedorismo, a presidente destacou: ser seu próprio chefe, ter flexibilidade e autonomia de horário e produtividade. Adriana Colloca ainda comentou que o sucesso está no relacionamento, nas indicações e na experiência proporcionada.

“Antes de qualquer decisão de compra buscamos indicação. O produto é bom, funciona mesmo? Minha amiga está usando esse batom, vou comprar. Então tudo se resume a indicação, influência, experiência e relacionamentos”, declarou.

Ainda segundo a fala da presidente da ABEVD, a venda direta se diferencia exatamente por ser uma relação comercial humanizada. O segmento é um modelo de negócios para a venda de produtos ou serviços diretamente para o consumidor final.

Código de Ética ABEVD e Conduta Ética das Empresas

 Na sequência, a advogada e sócia da Derraik & Menezes Advogados, Lucilene Prado abordou o tema Código de Ética ABEVD e Conduta Ética das Empresas. Dentre os tópicos apresentados, destacam-se: relação entre empreendedores independentes e empresas; relação com os consumidores; e o Código de Ética diante do consumidor.

“É indiscutível que o Brasil caminha agora para uma visão mais liberal do mercado. A gente percebe com a Medida Provisória da Liberdade Econômica, os movimentos que o Ministério da Economia vem fazendo no sentido de fortalecer uma disposição constitucional que nós já temos há muitos anos que é a liberdade de mercado. Então esse ambiente que se mostra mais promissor, por outro lado acaba exigindo do próprio mercado outros níveis de auto regulação”, iniciou a advogada.

De acordo com a advogada, a esfera de limites e molduras de limites impõem segurança ao próprio mercado. Sendo assim, as pessoas entendem que as normas legais ou as normas de auto regulação são impeditivas, barreiras de entrada para um determinado negócio, mas na verdade é o contrário, pois são elas que protegem o ambiente de negócio.

Referente ao Código de Ética, Lucilene Prado explicou que a atuação da ABEVD e das empresas associadas precisam se pautar em uma ética de operações, uma ética de negócios.

“No Código nós temos duas abrangências: diante do consumidor e diante das empresas e empreendedores. Vocês como empresários das vendas diretas precisam olhar para o Código na relação de vocês com os seus revendedores, na relação com os competidores e a relação da sua empresa diante do consumidor”, comentou.

Overview Jurídico

 Coube a diretora jurídica da Natura, Kassia Reis fazer um overview jurídico sobre o segmento das vendas diretas. Durante a sua explanação, foram abordados temas como tributação, contratação, relacionamento com o empreendedor, revendedor direto, entre outros assuntos.

“Nós sabemos hoje, até olhando o próprio conceito de vendas diretas, que temos múltiplas combinações de vendas diretas com outros canais. Venda direta com franquia, venda direta com varejo, venda direta com distribuição”, iniciou a diretora jurídica.

Sobre os aspectos jurídicos prioritários, Kassia Reis explicou que é muito falado sobre o Legal Status das vendas diretas, que são os aspectos trabalhistas e previdenciários, sobre vínculos empregatícios, entre outras questões.

A diretora ressaltou a importância de realizar o cadastro das revendedoras e de guardar toda a documentação, pois um dia pode ser necessária.

“Por isso nós reforçamos a nossa política interna de como guardar os dados, como fazer, porque sabemos hoje que para guardar documentos há um custo, mesmo que no meio digital. Guardar na nuvem tem custo, e na Natura a gente avalia esse armazenamento”, comentou Kassia Reis.

Desenvolvimento do Plano de Negócio

 Na sequência, a chefe de estratégia e suporte de vendas da Amway do Brasil, Adriana Paes abordou o tema Desenvolvimento do Plano de Negócio, discorrendo sobre conceitos de estratégia na indústria de vendas diretas e inovação.

“Estratégia a gente consegue traduzir em uma palavra: escolhas. Você pode ler um monte de livros sobre estratégia, mas no fim, são suas escolhas que impactam seu negócio e são elas que vão te ajudar a entregar o resultado planejado”, declarou Adriana Paes.

Para ela, as escolhas têm que estar alinhadas ao posicionamento, pois são as escolhas que posicionam a companhia, porém não pode ser qualquer tipo de posicionamento, precisa ser diferenciado.

“Qual o seu diferencial competitivo? O que te faz único no negócio? E através desse posicionamento diferenciado é que você entrega um valor superior para os seus consumidores. Sem isso não tem jogo, porque em estratégia a gente não trabalha para competir, a gente trabalha para ganhar”, comentou.

Adriana Paes ressaltou que o mercado é competitivo, mas as pessoas escolhem a empresa que vão utilizar diante da maneira que elas se posicionam.

“Qual o nosso papel? É ser janela e não espelho. Aliás, é mais do que ser janela. É você pular a janela e sentar no banco da praça. Você tem que estar lá com as pessoas, porque se você ficar olhando para o espelho, o seu futuro vai ser igual a hoje. Se você está olhando o futuro daqui há dez anos e ele for parecido com o que você está vivendo hoje, pense de novo, porque certamente está errado”, encerrou.

Gestão de Logística na Venda Direta

 O diretor de operações da Avon, Felipe Votto abordou a Gestão de Logística na Venda Direta durante o Curso 360º. Na sua fala, os principais tópicos apresentados foram: desafios logísticos na venda direta, distribuição na Avon, e ferramentas para centros de distribuição e transportes.

“Nós da Avon democratizamos a beleza. Eu não tenho direito de dizer que não entrego aqui ou não vou nessa região. Nos mais de 5.400 municípios cadastrados, nós entregamos. Em muitas casas só entram duas pessoas: o entregador de gás e o da Avon”, declarou Votto.

 

De acordo com o diretor, a empresa está ciente que por trás de toda a tecnologia, existem pessoas, e são elas que fazem a diferença, por isso a Avon pensa sempre no funcionário, e disponibiliza inúmeros benefícios para eles.

Para finalizar, o diretor de operações deixou uma frase para os participantes refletirem: “A Avon inventou a venda direta, e agora estamos tentando reinventá-la”.

Programa para Força de Vendas

 A diretora de marketing e vendas da Royal Prestige, Catia Bandeira apresentou o assunto Programa para Força de Vendas durante o Curso. Para ela, resumidamente, a venda direta é relacionamento.

Durante a apresentação, Catia Bandeira relatou que a venda direta é feita de pessoas, pessoas fazendo coisas cada vez melhores.

“No futuro, tudo que é desumano será feito por tecnologia. Tudo que não é humano vai ser substituído. O que é humano? Relacionamento, afeto, conexão, entender e ouvir. A venda direta vem então disso, do relacionamento”, comentou a diretora de marketing.

De acordo com a diretora, o segmento possui um círculo virtuoso, em que estão o relacionamento, reconhecimento e recompensa. No primeiro tópico, as vantagens são que no relacionamento do negócio da venda direta há pessoas em vez de lojas, além disso, o consumidor quer e precisa de um atendimento diferenciado.

Em recompensa, a forma de remunerar precisa ser simples e clara; é necessário ter mais frequência de pagamentos e ter incentivos para suprir os períodos de férias e baixos pedidos.

Já o reconhecimento, está ligado diretamente a recompensa, e é de extrema importância que a frequência desse ato seja pensada mensalmente, trimestralmente ou anualmente. Sendo que o ritual de reconhecimento é primordial.

Defesa da Indústria ABEVD

 A diretora de assuntos institucionais da ABEVD, Adriana Angelozzi apresentou a Defesa da Indústria ABEVD para os participantes, ressaltando as estratégias de aproximação com o governo e com o poder executivo, legislativo e judiciário.

“Nós fazemos um monitoramento de todos os projetos de lei que podem afetar positivamente ou negativamente o setor para traçar uma estratégia de atuação em relação a todos eles”, explicou a diretora.

Angelozzi abordou alguns projetos de lei que são prioritários para a ABEVD, como o Projeto de Lei do Senado nº 413/18 (que propõe a regulamentação das atividades de marketing multinível no Brasil), o Projeto de Lei nº 5521/16 (que dispõe sobre o reconhecimento das atividades dos Gestores, Consultores, Agentes e/ou Promotores de Serviços e/ou de Artigos para Moda, Beleza, Estética) e o nº 887/2019 (que propõe a regulamentação das profissões de Promotor de Vendas e de Demonstrador de Mercadorias).

Estratégias de Marketing

 Para finalizar o Curso, a gerente de marketing e comunicação da Herbalife Nutrition Brasil, Valéria Conceição, levantou o tema Estratégias de Marketing para a venda direta, e entre os tópicos abordados, destacam-se: mercado, estratégias, produto, público, modelos operacionais e experiências de consumo.

“É muito comum a gente falar de estratégia em um espaço de tempo muito curto. Falar de estratégia de um ou dois anos, mas é pouco quando olhamos para modelos sustentáveis que preveem crescimento e sustentabilidade sob o olhar de preço e de diferenciação sob a ótica do consumidor”, declarou a gerente.

Dentre os modelos operacionais, Valéria Conceição explicou sobre a jornada multichannel (canais independentes – fragmentação de dados); jornada cross-channel (comunicação de dados/canais – integração de operações); e a jornada omni-channel (convergência de dados e operações – experiência centrada no cliente).

Para encerrar, a gerente utilizou uma frase de Walter Longo: “Empresas não morrem por fazerem coisas erradas e sim por fazerem a coisa certa por um tempo longo demais”.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

 

 

 

 

 

 

2019-12-20T14:46:40-03:00setembro 6th, 2019|Categories: Notícias|

Empreendedor, você está preparado para a Semana do Brasil?

Confira as principais dicas para vender na Black Friday brasileira

A nova “Semana do Brasil” acontecerá entre os dias 06 e 15 de setembro. O evento, que foi criado pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM) para aquecer as vendas do mês, deve funcionar como uma Black Friday brasileira, com promoções especiais no comércio.

Entretanto, se por um lado os consumidores esperam preços atrativos e condições exclusivas, por outro os vendedores precisam de preparação e criatividade. Veja as principais dicas da ABEVD para empreendedores que desejam tirar o melhor dessa oportunidade!

1 – Defina o objetivo

Quantas pessoas deverão ser atingidas pela promoção? Qual o público-alvo? Quais produtos terão desconto? O vendedor deve responder todas estas perguntas antes de começar a planejar estratégias de venda e promoções. Ter um propósito claro é um fator chave para o sucesso em eventos como a Semana do Brasil.

2 – Faça a pesquisa de valores

Para planejar estratégias promocionais, o empreendedor precisa, antes, pesquisar os valores dos produtos. Dessa forma, será possível garantir que os preços estarão, de fato, competitivos, assim como em quais mercadorias os descontos serão mais, ou menos, agressivos.

3 – Diversifique as formas de pagamento

Quanto mais opções para que os clientes consigam adquirir os produtos, melhor. Afinal, ninguém quer perder oportunidades de vendas só por não aceitar determinado meio de pagamento. Por isso, fique atento ao seu público: se o seu empreendimento é focado em jovens, é importante possuir meios de pagamento digitais, por exemplo. Fique atento!

4 – Faça propaganda prévia

Faça propaganda prévia para sua carteira de clientes. Informe seus clientes da sua participação na campanha previamente. Divulgue a porcentagem de descontos e quais produtos estarão disponíveis.

5 – Capriche no atendimento

É importante lembrar que ter uma experiência de compra positiva é tão fundamental quanto ter bons preços. Por isso, capriche no atendimento não só na loja física, mas, principalmente, pelo site e redes sociais, se o empreendimento contar com E-commerce. Ter um site de fácil navegabilidade e com design limpo será crucial para que as vendas se concretizem.

2019-12-20T14:46:12-03:00setembro 4th, 2019|Categories: Notícias|
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