BOLETIM ABEVD COVID-19 N°7 | GOIÁS SUSPENDE ATIVIDADE COMERCIAL

O estado de Goiás suspendeu toda e qualquer atividade comercial, industrial e de prestação de serviços que não seja essencial à manutenção da vida até o dia 4 de abril. Segundo a normativa, o prazo pode ser prorrogado por decreto estadual.

Apesar de não haver na norma o que é considerado como essencial à manutenção da vida, conferindo grande subjetividade à restrição, a partir da leitura do que é considerado como atividade essencial, conclui-se que, certamente, abrange os setores de saúde, higiene e alimentação.

A ABEVD já está em discussão com outras entidades de classe para avaliar eventual questionamento junto ao governo de Goiás.

Acompanhe as normativas estaduais clicando aqui.

ACOMPANHAMENTO
A ABEVD continua o contato com as autoridades com a bandeira de que a saúde pública, dos nossos colaboradores e da força de vendas é compromisso de todos, mas se não mantivermos nossa atividade viva por meio do abastecimento de mercadorias os prejuízos serão enormes e, potencialmente, irreversíveis.

Equipe ABEVD

2020-06-12T08:51:25-03:00março 27th, 2020|Categories: Boletins|

BOLETIM ABEVD COVID-19 | N°6 | AUXÍLIO EMERGENCIAL PARA TRABALHADORES AUTÔNOMOS

A ABEVD, em acompanhamento constante das ações governamentais, informa que, ontem (26.03), à noite, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que pode conferir maior segurança para a força de vendas nesse período de isolamento ao conceder auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 por mês para trabalhadores autônomos, desempregados e microempreendedores de baixa renda, com objetivo de proteger segmentos mais vulneráveis em meio à crise econômica gerada pela pandemia.

A expectativa é que o projeto de lei seja aprovado pelo Senado Federal na próxima semana.

Veja, em síntese, como o auxílio emergencial funcionará:

Requisitos do trabalhador:
– Maior de 18 anos;
– Não ter emprego formal (carteira assinada);
– Não gozar de benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou programa de transferência de renda federal. Se a família for beneficiária do Bolsa-Família, até duas pessoas poderão acumular os dois benefícios e, a partir da 3ª pessoa poderá optar pelo auxílio emergencial, caso o valor seja mais vantajoso;
– Renda individual de até ½ salário mínimo ou renda familiar de até 3 salários-mínimos (o valor recebido a título do Bolsa-Família não é computado para esse fim);
– Em 2018 não pode ter recebido rendimentos tributáveis pelo imposto de renda acima de R$ 28.559,70;
– Exerça atividade na condição de:
 MEI;
 Contribuinte individual da Previdência Social;
 Trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal;
 Se não se encaixar em nenhuma das alternativas acima, mas até a data de 20 de março de 2020, a renda individual for de até ½ salário mínimo e a da família de até 3 salários mínimos, poderá pleitear o auxílio emergencial por meio de uma autodeclaração a ser enviado numa plataforma digital (ainda não regulamentada essa operação);
– No caso da mulher provedora de família, viúva ou solteira, poderá receber duas cotas do auxílio emergencial totalizando o valor de R$ 1.200,00.

– O auxílio emergencial será operacionalizado e pago por instituições financeiras públicas federais, por meio de uma conta do tipo poupança digital com abertura automática em nome dos beneficiários, atendendo o seguinte:
 dispensa da apresentação de documentos;
 1 transferência por mês sem custo;
 Sem emissão de cartão, cheque ou ordem de pagamento.

VOTAÇÃO NO SENADO

A injeção desse valor trará maior fôlego financeiro para nossa força de vendas em um período que não tem propiciado às vendas, mesmo as não presenciais como no caso das vendas diretas. Apesar de ainda ser uma expectativa, a ABEVD avalia como provável a aprovação do texto pelo Senado Federal e, depois, sanção do Presidente da República. A estimativa é que essa tramitação se encerre na semana que vem.

Equipe ABEVD

2020-06-12T08:51:12-03:00março 27th, 2020|Categories: Boletins|

BOLETIM ABEVD | COVID-19 N°5 | POSSIBILIDADE DE PRORROGAÇÃO DE PAGAMENTO DOS TRIBUTOS FEDERAIS

A ABEVD tem monitorado de perto a implementação de medidas econômicas anunciadas pelo Governo para compartilhar com nossas Associadas. Especificamente quanto ao pedido para prorrogação do prazo de pagamento de tributos federais, até o momento, concordou-se apenas parcialmente em relação ao SIMPLES (parcela da União) com a prorrogação por noventa dias (MP nº 927 e Resolução CGSN Nº 152/20).

Há a expectativa de que o Governo Federal, dentre as medidas para preservar postos de trabalho, implemente, nos próximos dias, a prorrogação do pagamento de tributos federais e contribuições previdenciárias.

Enquanto isso não ocorre, a Associação considera importante compartilhar com as empresas Associadas a discussão que envolve a aplicação da Portaria MF nº 12/12, no qual se determina a prorrogação do vencimento de tributos administrados pela Receita Federal para o último dia útil do terceiro mês subsequente no caso de municípios com declaração de calamidade pública instituída por decreto estadual (em relação ao mês da declaração de calamidade pública e o seguinte).

A ABEVD recomenda que essa discussão seja avaliada, inclusive dando mais atenção para o artigo 3º dessa portaria que estabelece que a Receita Federal e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional regulamentarão os atos necessários para sua implementação, o que não foi feito até o momento. Por outro lado, deve-se avaliar a possibilidade de prorrogação do prazo ser autoaplicável, sendo a regulamentação apenas em relação ao procedimento a ser seguido.

Por fim, é preciso lembrar que, em caso de dúvida sobre a aplicação da norma ou não, existe o instrumento de consulta à Receita Federal que suspende eventuais penalidades e, no caso de uma resposta negativa, pode-se configurar ato compulsório para eventual obtenção de mandado de segurança, se assim decidir.

Equipe ABEVD

2020-06-12T08:50:57-03:00março 27th, 2020|Categories: Boletins|

BOLETIM ABEVD | COVID-19 N°5 | NORMAS ESTADUAIS E RESTRIÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS

Visando ressaltar a importância do setor, além dos diálogos individuais em regiões em que identificamos bloqueios em rodovias interestaduais e intermunicipais, a ABEVD entrou em contato com todos os Governadores e seus respectivos Secretários de Infraestrutura e Transporte, além do Ministro de Infraestrutura (clique para acessar), solidarizando-se com as dificuldades, mas ressaltando a necessidade de se manter o fluxo de abastecimento de mercadorias do setor de vendas diretas.

O Ministro de Infraestrutura, principalmente após a decisão do STF em afirmar a competência dos estados e municípios em regulamentar a restrição de circulação de pessoas e mercadorias, tem focado seus esforços na uniformização do tratamento no transporte de mercadorias para garantir o funcionamento da logística nacional. Nesse sentido, comprometeu-se a enviar um modelo de decreto contemplando as ressalvas necessárias para assegurar a saúde pública e o fluxo de abastecimento de mercadorias.

Na reunião com os estados, no qual estavam presentes representantes de vinte e duas unidades federativas, todos se comprometeram a manter a livre circulação de mercadorias.

É preciso que fiquem atentos ao transporte no estado do Mato Grosso, o decreto atual restringe a circulação de mercadorias consideradas essenciais, assim entendidos como artigos de higiene, alimentos e medicamentos, em contrapartida anteriormente previa como atividade essencial o transporte de cargas em geral.

A ABEVD continua o contato com as autoridades com a bandeira de que a saúde pública, dos nossos colaboradores e da força de vendas é compromisso de todos, mas se não mantivermos nossa atividade viva por meio do abastecimento de mercadorias os prejuízos serão enormes e, potencialmente, irreversíveis.

Segue a compilação das normas estaduais acerca da suspensão de eventos e circulação de mercadorias:

Amazonas: suspensão de eventos e atividades acima de 100 pessoas, mesmo que já tenha sido autorizado, até o dia 04/04/20 (Decreto nº 42.063/20). No Decreto nº 42.106/20 relaciona como atividades essenciais oficinas mecânicas e comércio de autopeças, mas não o transporte de mercadorias. Entende-se que houve algum equívoco já que incluiu empresas para suporte dessa atividade;

Mato Grosso: proibição de aglomeração de pessoas independentemente da quantidade de pessoas. Diferentemente do decreto anterior (Dec. nº 421) no qual trazia o transporte de mercadorias como atividade essencial, a nova norma (Dec. nº 425) restringe ao transporte de mercadorias de produtos considerados essenciais;

Paraná: proibição de reuniões / eventos independentemente da quantidade de pessoas até 25/05/10. Inclusão como atividade essencial, excepcionado, portanto, das restrições impostas na legislação para contenção do COVID-19, o transporte de mercadorias em geral (Dec. nºs 4317 e 4323 de 2020 / Resolução SESA 338/20);

Para acessar normativas de outros estados, clique aqui.

2020-06-12T08:50:42-03:00março 27th, 2020|Categories: Boletins|

Mary Kay fabrica e doa desinfetante para as mãos para combater a pandemia de COVID-19

A Mary Kay Inc. anunciou que a empresa dedicará parte de sua cadeia global de suprimentos e recursos de fabricação à produção de um desinfetante para as mãos. Os primeiros produtos fora da linha serão para doação para aqueles nas linhas de frente da pandemia do COVID-19, como profissionais de saúde. 

A Mary Kay tem trabalhado desde a semana passada para começar a produção, adquirindo matérias-primas, determinando a disponibilidade de embalagens disponíveis, preparando as linhas de produção e garantindo o transporte.

Clique para ler a reportagem completa.

Fonte: Financial Post

2020-03-27T10:23:28-03:00março 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Agência Brasil – Confiança da indústria recua 3,9 pontos em março

Foi a primeira queda depois de quatro altas consecutivas

O Índice de Confiança da Indústria, da Fundação Getulio Vargas (FGV), teve queda de 3,9 pontos de fevereiro para março deste ano. Essa foi a primeira queda depois de quatro altas consecutivas. Com o resultado, o indicador recuou para 97,5 pontos, em uma escala de zero a 200.

Segundo a FGV, essa foi a maior queda desde março de 2015, quando começaram as manifestações contra o governo de Dilma Rousseff e quando o indicador recuou 6,6 pontos.

A pesquisadora da FGV Renata de Mello Franco explica que o resultado do mês mostra os primeiros efeitos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A confiança recuou em 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O resultado negativo é, principalmente, reflexo da piora da percepção dos empresários sobre os próximos meses. O Índice de Expectativas caiu 5,6 pontos e passou para 96,2 pontos.

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, também teve queda, mas mais moderada, de 2,1 pontos, e passou para 98,8 pontos.

Houve piora nas avaliações sobre a demanda e a situação dos negócios e sobre as expectativas em relação aos bens de consumo duráveis.

Fonte: Agência Brasil

2020-03-27T10:10:08-03:00março 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Folha de SP – Bancos elevam juros e restringem negociação com a crise do coronavírus

Medidas mais duras com empresas vão na contramão do que foi divulgado pelo setor e geram muita insatisfação

A Febraban, entidade que representa os bancos, anunciou, no dia 16 de março, que as cinco maiores instituições financeiras do país estavam abertas para discutir a prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de empresas.

Nem uma quinzena se passou, e o que se ouve nas empresas que buscam negociar com os bancos é exatamente o oposto —não importa o setor, o porte do negócio ou o cargo do interlocutor.

A nota da Febraban destacava que a prioridade dos bancos era apoiar especialmente micro e pequenas empresas, proteger o emprego e a renda, numa eventual crise provocada pela epidemia de coronavírus no Brasil.

O texto até destacava que os bancos associados estavam “sensíveis ao momento de preocupação dos brasileiros com a doença provocada pelo novo coronavírus e vêm discutindo propostas para amenizar os efeitos negativos dessa pandemia no emprego e na renda”.

Representantes de entidades do setor privado, altos executivos de grandes empresas, proprietários de médios e pequenos negócios contaram à Folha, muitos na condição de não terem o nome revelado, que os maiores bancos elevaram os juros em todas as operações.

Capital de giro, antecipação de recebíveis e até de empréstimo de longo prazo, que já estavam em negociação havia tempos e prestes a serem liberados, tiveram as taxas de juros elevadas de uma semana para outra. Há casos em que as taxas dobraram e até triplicaram.

Setores mais atingidos tiveram o crédito cancelado.

Roriz Coelho, vice-presidente da Fiesp, federação das industrias de São Paulo, resume um pouco a situação. Para exemplificar, conta que uma grande empresa triplo A (jargão que define um negócio como seguro, com baixíssimo risco de calote) tinha acesso a juro de 6% ao ano.

Agora, explica ele, essa empresa paga juros de 12% e ainda tem que apresentar uma série de garantias adicionais.

Roriz questiona em particular o fato de os bancos não estarem oferecendo recursos liberados pelo BC (Banco Central) justamente para dar alívio às empresas.

O BC vem liberando os chamados depósitos compulsórios (parcela de depósitos que, por determinação do BC, são retidas pelos bancos para reduzir o dinheiro em circulação). Foram liberados mais de R$ 200 bilhões desde fevereiro.

“Eu acho que esse dinheiro, de uma forma ou de outra, tem que chegar às empresas, ou vai empoçar nos bancos, que estão fazendo mais exigências. Precisa haver garantia de que esse dinheiro irá para ajudar na folha de pagamento, no capital de giro —o dinheiro precisa ser carimbado”, diz.

Entre executivos de grandes empresas, a percepção é que que os bancos esperam uma posição do BC ou do Tesouro Nacional sobre quem vai assumir o risco de crédito.

Também há queixas sobre a inércia do Ministério da Fazenda em relação à questão. O ideal, dizem, é que o governo já tivesse um pacote de apoio financeiro, com taxas subsidiadas, via bancos públicos.

Os mais afetados até agora são os donos de restaurantes e bares, que relatam dificuldades para prorrogar parcelas de financiamentos.

Em São Paulo, o setor é um dos mais atingidos pela suspensão dos serviços não essenciais decretada pelo governo de São Paulo. Muitos fecharam as portas, outros optaram pelo delivery, mas alegam que a operação não cobre os custos do negócio.

A situação levou entidades e movimentos ligados à gastronomia a enviar uma carta a instituições bancárias nesta quinta-feira (26). O documento, segundo Paulo Solmucci, diretor da Abrasel (Associação Nacional de Restaurantes), também foi entregue ao governador João Doria.

“O que está acontecendo com as empresas quando vão renegociar é que os bancos estão aumentando significativamente as taxas de juros. A carta foi elaborada nessa situação”, afirma Solmucci.

Há cinco dias, quando o empresário Edrey Momo, sócio da Tasca da Esquina e da Padaria da Esquina, em São Paulo, foi tentar renegociar parcelas de empréstimos com os bancos Safra e Santander, recebeu a notícia de que poderia contar com uma prorrogação de três meses —mas sem a garantia de que as taxas de juros seriam as mesmas.

“Tenho 30 anos de negócio e demorei para construir uma boa avaliação e ter boas taxas. Agora a gente vê isso desmoronar em um momento de crise”, diz.

Outro empresário que relata problemas com banco é Bruno Bocchese, proprietário dos bares Fel, Cama de Gato e Mandíbula, no centro de São Paulo, e cliente no Itaú.

“Depois do anúncio da Febraban fui procurar minha gerente, e o que ela informou é que eles não poderiam postergar, mas sim fazer um refinanciamento, com mais juros em cima do valor do empréstimo”, diz.

Hugo Delgado, dono da Taquería La Sabrosa, perto da avenida Paulista, em São Paulo, afirmou que conseguiu com seu banco, Bradesco, o respiro de três meses para começar a pagar o empréstimo, mas a surpresa “foi perceber que as parcelas estavam 5% mais caras do que as anteriores. Isso depois de uma dura conversa, porque os valores eram maiores”, diz.

“Sabemos que precisamos ter um sistema bancário saudável. Mas agora todos estão apertando o cinto, e o que queremos entender é se o banco está disposto de abrir mão de parte de sua lucratividade para absorver o impacto da crise com a gente, que somos parceiros”, diz.

Outras associações relatam os mesmos problemas: juros caros, prazos menores e exigência de mais garantias para conseguir crédito.

Segundo o assessor econômico da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens e Serviços) Guilherme Dietze, o problema reflete não uma falta de liquidez do sistema financeiro —muitos bancos alegam que há falta de dinheiro para encarecer ou limitar a operação—, mas sim a fluidez com a qual esses recursos chegam à ponta tomadora de crédito.

“Os recursos estão empoçados nos bancos porque eles sabem o risco de desemprego e da possível incapacidade das empresas em honrar seus compromissos. O risco de inadimplência faz com que haja restrições maiores no sistema bancário”, afirmou.
Segundo o presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Fernando Pimentel, além da dificuldade de crédito nos bancos, os associados também relatam discricionariedade entre os setores.

“Os bancos estão diferenciando os segmentos e dando preferência para aqueles que estão funcionando efetivamente, como os de alimentos e bebidas. Para os setores cuja expectativa é de queda de consumo e imprevisibilidade de retorno, os ratings [notas dadas pela capacidade de pagamento] setoriais estão caindo. Isso é normal em uma economia regular, mas estamos vivendo uma economia de guerra”, afirmou o executivo.

Pimentel afirma que a Abit também já apresentou ao governo federal a necessidade de que o setor tenha um seguro de crédito.

“Ele seria bancado pelo Tesouro mesmo, para que as operações consigam fluir aos custos vigentes, que já não eram baratos”, disse.

OUTRO LADO
Em nota, a Febraban afirmou que a decisão de conceder crédito, assim como a taxa de juros que será cobrada e o prazo de pagamento, varia de um banco para o outro de acordo com a metodologia de cada um deles e para a avaliação de risco de cada operação.

Também em nota, o Itaú Unibanco disse que “está cumprindo rigorosamente o compromisso assumido de atender a pedidos de prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de Clientes Pessoas Físicas e Micro e Pequenas Empresas para os contratos vigentes em dia e limitados aos valores já utilizados”.

Ressalta ainda que, caso se concretize o adiamento, “as taxas de juros permanecem as mesmas do contrato original e o cliente evita atrasar seus pagamentos e sofrer com incidência de multas e encargos adicionais”.

O banco esclarece que, “em alguns casos, o valor da parcela do cliente pode aumentar em função de IOF e da aplicação dos juros do contrato original sobre a carência adicional.” O banco afirma que “em nenhum momento haverá aumento nas taxas de juros ou cobranças adicionais pela operação”.

Também em nota, o Bradesco disse que “está à disposição para prorrogar por 60 dias as prestações de financiamento de seus clientes. A taxa de juros inicialmente contratada será mantida e haverá a cobrança proporcional dos juros, considerando a carência solicitada, para o período restante da operação”.

O banco disse ainda que “podem prorrogar o financiamento, por até 60 dias, todos os clientes que estiverem em dia com os seus pagamentos”.

O Banco Safra disse que não comentaria o assunto.

Fonte: Folha de SP

2020-03-27T09:48:26-03:00março 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – R7 – Natura converterá fábricas na América Latina para produzir itens de higiene pessoal

Natura & Co vai converter temporariamente todas as suas linhas de produção de maquiagem e perfumaria na América Latina para a fabricar apenas de itens de higiene pessoal, incluindo álcool gel e líquido, disse a empresa em memorando interno visto pela Reuters.

A companhia , que se tornou a quarta maior empresa de produtos de beleza do mundo após comprar a rival Avon Products no ano passado, também anunciou que se compromete a suspender demissões por 60 dias e congelar salários e promoções, limitando as contratações apenas para posições críticas.

“Prosseguir com a produção é fundamental para que nossas consultores e revendedoras continuem obtendo renda com sua atividade, especialmente neste momento de crise”, disse a empresa no memorando.

Os esforços da Natura & Co são parte de uma tendência global de empresas do setor privado, que estão tomando medidas para ajudar na batalha contra o Covid-19, que dizimou mercados e pressionou os governos a tomar medidas extremas para tentar controlar a pandemia.

Amplamente reconhecida por suas políticas de respeito ao meio ambiente, a Natura & Co fechou todas as suas lojas Natura, Aesop e The Body Shop, assim como as franqueadas no Brasil.

Não ficou imediatamente claro por quanto tempo a Natura & Co vai manter suas linhas de produção dedicadas a itens de higiene. A empresa observou, entretanto, que os estoques de seus produtos devem ser suficientes para honrar os pedidos em andamento.

As ações da Natura subiam cerca de 6,4% na tarde desta quarta-feira.

Fonte: R7

2020-03-26T10:21:06-03:00março 26th, 2020|Categories: ABEVD Clipping, Corona, Notícias|

Clipping – Veja – João Appolinário, da Polishop, reclama de demissões durante a crise

Em entrevista exclusiva, dono da Polishop projeta desafios para o comércio varejista e vê com bons olhos as manifestações, contra e a favor, ao governo

Empreendedor de apetite voraz, João Appolinário ficou conhecido do público não apenas por transformar a Polishop em uma das principais redes de varejo do país, com um faturamento bilionário e presença massiva em todas as regiões. Mas, sobretudo, por ser um dos principais investidores do reality show Shark Tank Brasil. Com um faro invejável para novos negócios e conhecimento profundo do varejo brasileiro, Appolinário diz que não pretende demitir funcionários — uma opção cogitada por diversos varejistas que tiveram de fechar suas lojas em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a qual classifica não ser “só uma gripezinha”, como nomeou o presidente Jair Bolsonaro, em um polêmico discurso na terça-feira. Appolinário ainda defende o avanço da agenda de reformas econômicas e acredita que as manifestações negativas em relação ao governo são bem-vindas, pois fazem parte da democracia, mas que não é momento de pensar em uma troca de governo.

Existe um temor da sociedade de que o novo coronavírus (Covid-19) faça disparar o número de desempregados no país. Como o senhor está encarando essa situação?
Nós estamos obedecendo tudo aquilo que os governantes têm pedido. Não estamos dispostos a quebrar a nossa equipe. Não sabemos quanto tempo isso irá durar, mas vai passar. Nós temos funcionários com anos de casa, que são muito bem treinados, e acreditamos que a solução não é a demissão. Eu sou extremamente contra a demissão e diminuição de empregos, porque você está mexendo com vidas, com várias famílias. Não seria uma solução inteligente.

Como o senhor estima o impacto dessa epidemia para o comércio varejista como um todo?
O e-commerce é uma opção para mitigar os prejuízos durante esse período. Eu, como tenho uma operação omnichannel, vendo mercadorias por vários canais diferentes. Mas, de qualquer forma, uma queda de 20% a 30% no nosso faturamento é muito grande. Temos de esperar para ver até onde isso irá. O que dificulta o nosso trabalho é que os shopping centers estão trancados com mercadorias nossas lá dentro, que eu poderia estar usando para entregas a domicílio ou, até mesmo, para transformar as nossas lojas numa espécie de ponto de retirada de vendas on-line, como um drive-thru mesmo. Isso é algo que nós queremos solicitar aos shoppings. Vamos ver se conseguiremos organizar nas próximas semanas.

Como o senhor avalia o desempenho dos governantes para conter essa epidemia? O Brasil perdeu tempo nessa luta?
Eu não acho que perdeu tempo. Acredito que os governantes estão preocupados em resolver tudo da forma mais rápida possível. Criou-se aí medidas até quem sabe antecipadas que, na minha visão, foram radicais demais. Mas eu não sou nenhum ministro da Saúde para avaliar isso. Existem especialistas mais preparados para comentar. Acho que nenhum dos governantes vai querer ficar marcado por ter errado por omissão. Vão preferir errar pelo excesso. As decisões estão nesta linha.

Como o senhor avalia o impacto da Covid-19 para a tramitação das reformas administrativa e tributária no Congresso?
Nós conseguimos ver que quando o Congresso quer votar alguma coisa rápida ele vota, mesmo não estando presencialmente. Isso é muito bacana. Vamos ver como serão as atitudes dos nossos políticos. Será, por exemplo, que eles estariam dispostos a disponibilizar o dinheiro do fundo partidário para ajudar na saúde? Enfim, essas reformas são importantes. É necessário que se avance com a reforma administrativa para o controle das despesas. Depois vamos fazer as coisas ficarem mais simples com a reforma tributária, para termos um imposto justo para todos.

O presidente Jair Bolsonaro tem sido alvo de panelaços após ter desdenhado do potencial da doença. Ele tem agido de forma coerente, na sua visão?
Tiveram panelaços contra e a favor do Bolsonaro. As pessoas estão em casa e agora vão começar a avaliar tudo. Antes, nós não tínhamos tempo. Se o governo não tomar as medidas corretas daqui para frente, ele corre vários riscos. Se ele tomar medidas corretas, ele pode ser aplaudido por isso. Na minha empresa é a mesma coisa. Todos os dias eu preciso tomar uma medida. E se eu não tomar a medida correta eu posso sofrer com isso. Posso demitir todo mundo? Pode não ser a melhor medida, porque depois eu vou ter que recontratar e treinar todo o quadro de novo. Vou ter todo um custo de rescisão. Eu acho que o panelaço pode ser uma ótima forma para que os governantes percebam que alguma coisa não está certa, para eles mudarem para melhor. Eu só sei que nós temos que torcer para este governo dar certo, porque nós estamos nas mãos dele. A pior coisa que pode acontecer nesse momento seria achar que temos de mudar de presidente ou de governo. Eu vejo dessa forma. Vivemos numa democracia. Quem está infeliz com o governo tem que protestar. Quem está feliz com as pessoas que estão hoje na área de saúde, tem que aplaudir. As manifestações são bacanas e têm que acontecer.

Em discurso transmitido em cadeia nacional na terça-feira, 24, Bolsonaro criticou a paralisação do comércio e das escolas e pediu para que o país volte a “normalidade”. Como o senhor avalia isso?
O pronunciamento foi de difícil compreensão num aspecto geral. Hoje, existem conflitos entre os governos estaduais e o federal. É um querendo passar por cima do outro. Acho que os mais indicados a falar sobre as medidas que visam o bem estar da saúde dos brasileiros são o nosso ministro de Saúde e os secretários estaduais, bem como o David Uip (Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo). Eles são os nossos especialistas. Mas quem sou eu para dizer que isso ou aquilo está certo? Agora, se outros países estão tomando essas medidas de isolamento da população é por algum motivo, porque talvez não seja só uma “gripezinha” mesmo. E essa questão do isolamento foi algo colocado pelo próprio ministério da Saúde. Mas, por outro lado, acredito que o governo também está pensando no problema social, de desemprego, que essa pandemia pode trazer para o Brasil. Existe uma preocupação com a manutenção dos empregos e de onde sairá essa receita. Estamos passando por um momento totalmente incerto.

Fonte: Veja 

2020-03-26T10:11:10-03:00março 26th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|
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