Clipping – CNN Brasil – Facebook pede ao Cade que reverta decisão e libere pagamentos pelo Whatsapp

O Facebook e a Cielo solicitaram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reversão da suspensão de um acordo que eles estabeleceram, abrindo caminho para o WhatsApp lançar um novo sistema de pagamentos, de acordo com um documento.

Ambas as empresas argumentaram que o acordo não é exclusivo e permite que os adquirentes concorrentes de cartões estabelecessem operações com o sistema de mensagens do Whatsapp.

As empresas também disseram que não operam no mesmo negócio e que apenas acertaram um contrato de serviços financeiros, mencionando que isso significa que a parceria não ofereceria riscos, em termos de concentração de mercado.

“O Facebook e o WhatsApp apenas oferecerão um canal adicional para transações de pagamentos entre consumidores e comerciantes”, disseram as duas companhias em documento enviado ao Cade, que foi apresentado na sexta-feira, mas tornou-se público nesta segunda-feira.

O Banco Central (BC) e o Cade suspenderam o recém-lançado serviço de pagamentos do WhatsApp na semana passada, alertando sobre possíveis danos nas áreas de concorrência, eficiência e privacidade de dados. Os reguladores suspenderam as parcerias do WhatsApp com Visa, Mastercard e Cielo.

2020-06-30T11:23:31-03:00junho 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Agência Brasil – Confiança do empresário de serviços cresce pelo segundo mês, diz FGV

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 11,2 pontos de maio para junho deste ano e chegou a 71,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Essa foi a segunda alta consecutiva do indicador, que havia avançado 9,4 pontos em maio (na comparação com abril).

Apesar de ter acumulado 20,6 pontos nos últimos dois meses, o indicador recuperou apenas 48% das perdas sofridas pela confiança do empresário de serviços brasileiro no bimestre de março e abril deste ano, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

A alta em junho atingiu os 13 segmentos pesquisados pela FGV. O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, subiu 7 pontos e atingiu 64 pontos. Já o Índice de Expectativas cresceu 15,1 pontos e chegou a 79,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada do setor de serviços diminuiu 0,8 ponto percentual, passando para 77,2%, atingindo um novo mínimo histórico da série iniciada em abril de 2013.

2020-06-30T11:21:27-03:00junho 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – G1 – Desemprego sobe para 12,9% em maio e país tem tombo recorde no número de ocupados

A taxa oficial de desemprego no Brasil subiu para 12,9% no trimestre encerrado em maio, atingindo 12,7 milhões de pessoas, e com um fechamento de 7,8 milhões de postos de trabalho em relação ao trimestre anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma alta de 1,2 ponto percentual na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro (11,6%) e de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2019 (12,3%).

Dessa forma, o número de pessoas na fila por um emprego teve aumento de 3% (368 mil pessoas a mais) frente ao trimestre móvel anterior (12,3 milhões de pessoas) e ficou estatisticamente estável frente a igual período de 2019 (13 milhões de pessoas).

Trata-se da maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em março de 2018, quando foi de 13,1%. E o desemprego só não tem sido maior porque muita gente simplesmente deixou de procurar trabalho em meio à pandemia de coronavírus.

Além do impacto na taxa de desemprego, a crise da Covid-19 e o cenário de recessão também tiveram forte impacto na ocupação, informalidade, desalento e população subutilizada.

População ocupada tem queda recorde
A população ocupada no país teve queda recorde de 8,3% (7,8 milhões de pessoas a menos) em 3 meses e encolheu para um total de 85,9 milhões de brasileiros. Na comparação com maio do ano passado, a queda também foi recorde, de 7,5% (7 milhões de pessoas a menos).

“Tudo indica que, de fato, essas pessoas que perdem a ocupação não estão voltando para o mercado de trabalho na forma de procura por nova ocupação. Ou seja, sem pressionar o desemprego”, acrescentou.

Pela primeira vez, menos da metade das pessoas em idade de trabalhar está ocupada. Em 3 meses, o recuo chegou a 5 pontos percentuais, atingindo 49,5% – mais baixo nível desde o início da pesquisa, em 2012.

“Isso significa que menos da metade da população em idade de trabalhar está trabalhando. Isso nunca havia ocorrido na PNAD Contínua”, destacou Beringuy.

5,4 milhões de desalentados
A população desalentada (pessoas que desistiram de procurar emprego) bateu um novo recorde, somando 5,4 milhões, com alta de 15,3% (mais 718 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 10,3% frente a igual período de 2019.

Emprego formal e informal desabam
O número de empregados com carteira de trabalho assinada caiu para 31,1 milhões, menor nível da série. O número representa um recuo de 7,5% (menos 2,5 milhões de pessoas) na comparação com o trimestre anterior e queda de 6,4% (menos 2,1 milhões de pessoas) na comparação anual.

Já os sem carteira assinada totalizaram (9,2 milhões de pessoas), com uma redução de 20,8% (menos 2,4 milhões de pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 19% na comparação anual.

O número de trabalhadores por conta própria caiu para 22,4 milhões de pessoas, uma redução de 8,4% frente ao trimestre anterior e de 6,7% frente a igual período de 2019.

O número de trabalhadores domésticos teve uma queda de 18,9% (menos 1,2 milhão de pessoas) em relação ao trimestre encerrado em fevereiro.

O número de empregadores, por sua vez, recuou 8,5% (-377 mil pessoas) frente ao trimestre anterior.

Já a população subutilizada atingiu o número recorde de 30,4 milhões de pessoas, com alta de 13,4%, (3,6 milhões de pessoas a mais), frente ao trimestre anterior e de 6,5% (1,8 milhão de pessoas a mais) na comparação interanual. A taxa composta de subutilização ficou em 27,5%, também recorde.

Comércio lidera perda de vagas
O único grupamento de atividade que teve aumento no número de ocupados foi o de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que cresceu 4,6% em 3 meses. Isso significa um aumento de 748 mil pessoas no setor.

O que apresentou a maior queda em relação ao número de pessoas ocupadas foi o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-11,1%), com menos 2 milhões de empregados. Já a indústria perdeu 1,2 milhão de pessoas (-10,1%), serviços domésticos 1,2 milhão de pessoas (18,7%) e construção, 1,1 milhão (-16,4%).

Informalidade em queda, mas isso não é necessariamente bom
A taxa de informalidade da economia recuou para 37,6% da população ocupada, a menor desde 2016, quando o indicador passou a ser produzido, reunindo 32,3 milhões de trabalhadores. No trimestre anterior, a taxa havia sido 40,6% e no mesmo trimestre de 2019, 41,0%.

Os trabalhadores informais somam os profissionais sem carteira assinada (empregados do setor privado e trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores e por conta própria) e sem remuneração.

“Numericamente nós temos uma queda da informalidade, mas isso não necessariamente é um bom sinal. Significa que essas pessoas estão perdendo ocupação e não estão se inserindo em outro emprego. Estão ficando fora da força de trabalho”, afirmou a pesquisadora.

Com a redução no número de trabalhadores informais, grupo que geralmente ganha remunerações menores, o rendimento médio teve aumento de 3,6%, chegando a R$ 2.460, o maior desde o início da série. Já a massa de rendimento real foi estimada em R$ 206,6 bilhões, uma queda de 5% frente ao trimestre anterior.

Impactos da crise
Na véspera, o Ministério da Economia divulgou que o país fechou 331.901 vagas com carteira assinada em maio, elevando a 1,487 milhão o número de postos de trabalho formais eliminados desde março.

Outro levantamento divulgado na semana passada pelo IBGE mostrou que, entre os dias 3 de maio e 6 de junho, aumentou em cerca de 1,4 milhão o número de desempregados no país, a maioria no Sudeste.

Em meio a um cenário de recessão e previsão de tombo do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020, o Ibre/FGV projeta que a taxa média de desemprego em 2020 deva atingir 18,7%.

2020-06-30T11:18:51-03:00junho 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Bahia Social Vip – Natura Tododia relança linha Cereja e Avelã e apresenta a nova fragrância Tâmara e Canela

O momento de mudanças e incertezas faz com que o nosso corpo também passe por transformações, por isso é ainda mais importante se cuidar por inteiro e se conectar consigo mesma todos os dias. Natura Tododia, marca número 1 em hidratantes corporais no Brasil, reforça o convite para que você faça essa conexão diariamente, buscando uma relação mais descomplicada e prazerosa com o seu corpo.

Para isso, traz de volta a linha Cereja e Avelã – fragrância que já é um clássico e virou a queridinha da marca –, e lança ainda a nova linha Tâmara e Canela. Ambas oferecem um portfólio completo de produtos em suas fragrâncias irresistíveis e texturas surpreendentes para cuidar, perfumar e proteger a pele todos os dias.

Destaque das linhas, os cremes hidratantes possuem fórmula inteligente com nutrição prebiótica, que se adapta às mudanças da pele em todos os momentos, garantindo uma nutrição personalizada e estimulando a reposição de nutrientes de acordo com o tipo e necessidade de cada área do corpo. Em fórmula 100% vegana, deixa a pele 4 vezes mais hidratada e 2 vezes mais firme*, tudo isso em uma textura cremosa de rápida absorção que proporciona uma hidratação ainda mais profunda.

A inconfundível fragrância de Tododia Cereja e Avelã é marcada pelas notas frutais adocicadas, como cereja, amora e romã combinadas com flor de ameixa e avelã. O fundo envolvente traz a presença de acordes de castanha, amêndoas e baunilha, proporcionando uma deliciosa sensação de bem-estar.

Já a nova linha Tododia Tâmara e Canela, inaugura um caminho olfativo inédito para a marca que acompanha as tendências de modernidade do universo das fragrâncias finas. Uma fragrância amadeirada e intensa que encanta e surpreende, com notas de cereja negra e framboesa, envolvidas por uma combinação única da tâmara com o toque quente da canela. O fundo confortável traz cremosidade pela presença de tâmara e baunilha, garantindo também uma agradável sensação de bem-estar e relaxamento.

2020-06-30T11:15:40-03:00junho 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Estadão – Com crise, renda do microempreendedor cai para valor próximo do salário mínimo

Sete em cada dez microempreendedores estão ganhando abaixo de U$ 200 por mês no Brasil (R$ 1.088 considerando o dólar de sexta-feira, valor próximo ao salário mínimo, de R$ 1.045). Antes da pandemia do coronavírus, a situação era inversa: oito em cada dez profissionais ganhavam acima desse valor e apenas um tinha renda inferior ao salário mínimo, segundo levantamento feito pela fintech Neon e pelo fundo de venture capital Flourish, com apoio da empresa de pesquisa de impacto 60 Decibels.

Os pesquisadores entrevistaram, durante o mês de maio, 1.600 microempreendedores individuais (MEIs) sobre os reflexos da pandemia no trabalho e nas finanças. O resultado mostrou que quase 90% dos profissionais tiveram queda na renda, em maior ou menor grau. Se antes da pandemia mais da metade dos empreendedores ganhavam acima de US$ 400 (R$ 2,176) por mês, agora apenas 10% estão nessa faixa.

Os MEIs são um dos mais importantes instrumentos de formalização da economia. Desde 2008, quando foi criado, o programa tem sido responsável por tirar milhões de trabalhadores da informalidade, diz o Sebrae. No total, são mais de 10 milhões de microempreendedores individuais. “A preocupação é que esses profissionais, com as micro e pequenas empresas, representam entre 30% e 40% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro”, afirma o diretor da área de pessoa jurídica da Neon, Marcelo Moraes, um dos responsáveis pela pesquisa. Ou seja, o impacto desse grupo de trabalhadores na economia do País é grande.

Os profissionais que mais tiveram redução na renda, segundo a pesquisa, foram os motoristas de aplicativos, esteticistas e comércio de rua, como mercadinhos e lanchonetes. Segundo Moraes, metade dos entrevistados teve de usar a poupança ou reduzir despesas para se adequar à nova realidade. Além disso, 39% pegaram dinheiro emprestado para honrar compromissos (em muitos casos, o cheque especial) e 18% penhoraram ou venderam algum ativo durante a pandemia.

Os MEIs, diz o professor, são a categoria mais vulnerável, que não têm reserva para enfrentar a falta de renda por muito tempo. “Como diz um colega, estamos na mesma tempestade, mas cada um no seu barco.” Neste momento, é para esse pessoal que o governo precisa estender a mão, uma vez que representa a maior força de trabalho do País, completa Kállas.

Até agora, o auxílio e os programas de ajuda dos órgãos públicos não têm se mostrado eficientes para atender quem mais precisa. De acordo com a pesquisa da Neon e da Flourish, a maioria não se sente amparada pelo governo e entende que as propostas estão distantes da realidade. Marcelo Moraes afirma que um dos dados mais impressionantes do levantamento é o índice de desesperança dos profissionais. “O sentimento de desamparo é grande: 42% deles não têm esperança de sair da crise”, diz o executivo.

Renda x preços
Na avaliação do presidente da Trevisan, VanDick Silveira, a situação desse grupo de trabalhadores é muito delicada. A renda per capita do brasileiro, diz ele, recuou dez anos, mas o patamar de preços continua inalterado. “Apesar de a inflação estar controlada, o índice de preços não recuou dez anos como a renda. Ou seja, é uma perda em dobro. Isso tem impacto direto no consumo.”

Esse reflexo também foi detectado na pesquisa da Neon e da Flourish. Para conviver com a queda na renda provocada pela pandemia, os microempreendedores tiveram de cortar despesas. O surpreendente é que mais da metade cortou o consumo de comida para se adequar à nova realidade. Muitos disseram que deixaram de jantar para fazer apenas um lanche, revela o levantamento.

Para o pesquisador da área de Economia Aplicada do FGV Ibre, Daniel Duque, esse grupo de profissionais terá grandes dificuldades para sair da crise. “A recuperação será lenta, uma vez que dependem de setores que também vão demorar para superar a crise, como serviços.”

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, afirma que neste momento os microempreendedores precisam de mais acesso ao crédito para aliviar a pressão sobre o fluxo de caixa. “Por isso, estamos trabalhando com o governo e o Congresso para a criação de novas linhas de crédito voltadas aos pequenos negócios”, diz ele.

2020-06-29T10:32:26-03:00junho 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Agência Brasil – Mercado financeiro prevê queda do PIB de 6,54% este ano

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 6,50% para 6,54%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há cinco semanas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação
As instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 1,61% para 1,63%.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%. A previsão para os anos seguintes – 2022 e 2023 – também não teve alterações: 3,50%.

A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Na semana passada, a previsão era 2,25% ao ano.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar
A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5.

2020-06-29T10:30:05-03:00junho 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Mercado & Consumo – Comércio Eletrônico pode dobrar participação no varejo em 2020

Por conta do crescimento acelerado das vendas no e-commerce como resultado do isolamento social gerado pela COVID-19, combinado com a redução das vendas do varejo físico, a participação do comércio eletrônico no varejo total em 2020 pode dobrar em termos percentuais, chegando próxima, ou superando, os 10%. E só vamos ter esse número em definitivo no fechamento do ano, pois até lá muita coisa ainda pode acontecer.

Dependendo dos critérios, das categorias e segmentos envolvidos e da fonte de apuração dos dados, pode ser estimado que o resultado das vendas do comércio eletrônico no Brasil em 2020 poderá oscilar entre R$ 100 e 120 bilhões, uma expressiva variação exatamente por conta das diferenças mencionadas e o volátil comportamento do mercado.

Antes da pandemia as estimativas apontavam crescimento entre 15 e 25% das vendas do comércio eletrônico em 2020 sobre 2019. No momento atual os números se situam na faixa de 60-70%. Esse resultado somente ocorreu em 2006 nos primórdios do e-commerce quando cresceu 76% com base ainda muito pequena chegando a R$ 4,4 bilhões em faturamento ou 25 vezes menor que a previsão deste ano.

Considerando os diferentes institutos, empresas e entidades com apuração primária de dados do e-commerce, como Ebit-Nielsen, ABComm, ICVA Cielo, Mastercard Spending Pulse, Compre e Confie, Locaweb, IBGE e outros, os números e percentuais variam muito por conta das diferenças de critérios, categorias e segmentos, fonte e base de dados envolvidos.

Mas o que não varia é a clara percepção do salto que o canal e-commerce terá em sua representatividade e potencial de crescimento no varejo brasileiro. Algo que também acontecerá no mundo, com variação significativa, dependendo da maturidade do mercado e estágio anterior.

E as causas são similares.

Pressionado pela contingência do isolamento imposto pelo vírus e pela cautela derivada da preocupação com a proximidade física, do lado da demanda, consumidores ampliaram suas compras pelos canais digitais. Quem já era usuário habitual comprou mais. Quem não era, descobriu suas vantagens, comodidade e conveniência, mesmo que num primeiro momento o sistema tenha enfrentado problemas pelo abrupto crescimento.

Do lado da oferta, quem já estava estabilizado, Magalu, Carrefour, GPA, Boticário, Natura, C&A, B2W, Via Varejo, Amazon e outros, aproveitou e fez crescer sua participação de mercado imediatamente, pelas vendas diretas e pelo marketplace. Quem não era relevante, tratou de correr e jogar o novo jogo com as novas regras em operações próprias, e (ou) através dos marketplaces dos maiores operadores. E até quem nunca tinha imaginado operar no curto prazo pelos canais digitais teve que correr e implantar.

Também fornecedores do varejo de produtos e serviços trataram de criar, ou desenvolver, seus canais digitais e, na prática, já sabemos, depois de implantado o canal direto de relacionamento com o consumidor, é pouco provável o retorno à situação anterior, pelo aprendizado incorporado.

E até mesmo pequenos e médios negócios tiveram que implantar alternativas como vendas por WhatsApp e outras modalidades. Não faltaram iniciativa e criatividade precipitadas pela necessidade.

Chamaram a atenção as notícias que indicavam que no período de pouco mais de dois meses, na fase inicial da pandemia, teriam sido abertas perto de 110 mil novas lojas virtuais no Brasil, como destacado, mais de uma loja por minuto naquela fase.

Do lado da demanda, essa intimidade, a prática e os aprendizados dos consumidores com as alternativas digitais permanecerão, mantendo elevada, e crescente, a participação desses canais no todo das vendas de produtos e serviços no varejo.

Do lado da oferta, haverá a expansão de possibilidades e inovação para incorporar mais experiência, facilidades, atratividade e conveniência, como o uso iminente das moedas digitais e mais a incorporação de Realidade Aumentada e Realidade Virtual.

O que ficará é a expansão da participação do canal digital em todos os seus vetores, incluindo vendas, relacionamento, promoção, fidelização, propaganda e a reconfiguração da participação dos canais na oferta de produtos e serviços, pelo varejo e também por seus fornecedores de produtos e serviços. Sem falar no impacto da reconfiguração dos centros comerciais, planejados ou não, como shoppings centers, malls e terminais de transporte.

Em especial os shopping centers, que antes se viam como concorrentes do canal e-commerce e, por absoluto bom senso estão mudando sua postura e desenvolvendo alternativas buscando um novo e, se possível, produtivo e lucrativo convívio.

Nesse tema, com certeza, nada será como antes.

2020-06-29T10:22:53-03:00junho 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – AD News – Como competir (e sobreviver) na era dos canais digitais?

Mesmo com a pandemia do coronavírus e com um cenário econômico bastante incerto, o comércio eletrônico brasileiro deverá crescer este ano. A previsão é que as compras online gerem um faturamento de R$ 90,7 bilhões em 2020, um crescimento de 21% em relação a 2019, quando o setor faturou R$ 75,1 bilhões. É o que diz o relatório NeoTrust, que analisa o varejo digital com base em dados do Compre&Confie. O crescimento do varejo online está ocorrendo em razão da mudança de comportamento dos consumidores que, através de uma necessidade inserida pelo coronavírus, estão migrando mais rapidamente para as plataformas digitais.

A pandemia definitivamente forçou a migração do varejo para o e-commerce. O fechamento obrigatório das redes de lojas físicas e shoppings centers e a maior procura pelas compras online fizeram com que os canais digitais ganhassem uma importância ainda maior dentro da estratégia de crescimento das companhias. Segundo a ABComm, 80 mil novas lojas online foram lançadas desde março e, o número de clientes que registraram pelo menos uma compra pela internet cresceu em quase 1 milhão. Alguns especialistas afirmam que, mesmo após o afrouxamento da quarentena e a reabertura total do comércio, as vendas online vão continuar se expandindo e se fortalecendo nos próximos dois anos. Este é um movimento que já estava sendo percebido há alguns anos pelos varejistas e, com a pandemia e a aceleração das vendas online, não terá mais volta.

Mudança de comportamento do mercado requer novas estratégias
Com toda essa mudança de consumo e de comportamento, será que as empresas estão preparadas para investir em novas estratégias digitais? Posso afirmar que, hoje, a companhia que está se preparando ou pensando em adotar estratégias digitais, já está, de certa forma, atrasada. As empresas que já contavam com uma estratégia digital sólida antes da pandemia possuem uma vantagem de largada neste ponto. A Via Varejo é uma das companhias que está tendo resultados positivos desde que investiu em uma estratégia de marketplace: aumentou sua diversidade de produtos, expandiu e aumentou a eficiência multi-channel (vendas online e offline) e implementou a chamada revolução digital dentro da companhia. Mesmo com a pandemia, o marketplace da Via Varejo registrou no primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 13 milhões.

A estratégia usada pela Via Varejo, bem como pelas empresas que mais cresceram na última década é um conceito chamado de plataformização, ou seja, negócios que trazem disrupção, integração entre empresas e novos modelos de negócios e oportunidades em diversos segmentos. Segundo um estudo da consultoria de negócios Applico, elaborado com dados coletados na última década, entre 2005 e 2015, negócios baseados em plataformas tiveram um crescimento de 330% em comparação à 16% das demais empresas apontadas no relatório. Uber, Facebook, Alibaba e Airbnb são alguns dos exemplos de empresas que cresceram infinitamente mais do que as outras, por terem adotado essa estratégia.

O valor no ecossistema
Quando falamos em ecossistema de negócios, estamos falando de troca de serviços, informações, produtos e valores dentro de uma mesma plataforma. Clientes, parceiros, fornecedores, reguladores: a plataformização consiste em colocar o foco no valor do ecossistema, buscando facilitar e ampliar a integração, orquestrar recursos, compor serviços e estimular a co-criação entre os agentes.

Em meio à pandemia, a digitalização do varejo ganha uma certa urgência devido aos desafios encontrados pelo setor. A entrega da experiência está evoluindo para um ecossistema de canais e parceiros, que exige uma infraestrutura de TI moderna, capaz de viabilizar uma atuação integrada, segura, monitorada e escalável. E, este ambiente de estratégias baseadas em plataformas só é possível graças às APIs (Application Program Interface), conjunto de rotinas e padrões que permitem acessar informações de softwares e tornam muito mais fácil a integração entre sistemas diferentes. As APIs são elementos-chave para a digitalização de negócios e é a tecnologia responsável por muitas inovações do mercado nos últimos anos, como marketplaces, pagamentos instantâneos e integração de negócios.

É hora de repensar as vendas físicas
A mudança no modelo econômico e de consumo fez com que os shoppings centers também mudassem suas estratégias. Hoje, eles são mais um centro de experiências do que de vendas, já que ir ao shopping para comprar não é mais uma prioridade para o consumidor. O modelo online e digital do ecossistema existente hoje no mercado obrigou grandes redes de shoppings a repensar e explorar novos modelos de negócio, como fez a Aliansce Sonae, maior administradora de shoppings do Brasil e também, o Grupo Iguatemi. Ambos adotaram estratégias digitais que, habilitadas pelas suas APIs, estão transformando a experiência dos clientes e lojistas com integração das jornadas online e offline e entrega de uma experiência omnichannel.

Mas não são só os lojistas e shoppings que estão se movimentando nesse sentido. Empresas como a Ultragaz, com o lançamento do seu novo app, transformando a forma como as pessoas compram gás, ou então a Cielo, que apesar de já ter lançado a solução de pagamento via QR Code há algum tempo, mas agora o tem visto ganhar mais força devido a preferência das pessoas em utilizarem meios de pagamento sem contato. Essa tecnologia de pagamento via QR Code inclusive será utilizada em parceria com a Caixa, Cielo, Rede e Getnet para agilizar e facilitar o uso do Auxílio Emergencial do governo federal. Estes exemplos mostram que, a estratégia das plataformas digitais pode ser aplicada em praticamente todos os modelos de negócios existentes no mercado.

Mais do que nunca, para competir na era das plataformas digitais, é hora de repensar modelos de negócios, adotar estratégias de plataformização, integração e experiência omnichannel para continuar sobrevivendo ao mercado que será cada vez mais digital.

2020-06-29T10:20:37-03:00junho 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Jornal do Comércio – Dono da Polishop diz que especialistas de marketing condenaram seu negócio no início

O papel do CEO numa empresa é o mesmo papel do maestro de uma orquestra: não precisa, necessariamente, ser o melhor pianista, violinista, mas é necessário saber escolher essas pessoas e fazer com que elas apresentem um resultado final em harmonia. É nisso que acredita o fundador da Polishop no Brasil e apresentador do programa Shark Tank, João Appolinário. O empreendedor esteve presente na live do GeraçãoE na quarta-feira (24/6), pelo Instagram do GE, e contou sobre a história da empresa e como está lidando com a crise gerada pela pandemia de coronavírus.

João se considera um empreendedor por opção. Na família, tinha o pai empreendedor, que foi o seu mentor na jornada de abrir um negócio próprio, já que não quis suceder a empresa já construída. “Eu não queria entrar numa disputa em relação ao negócio dele. Meu pai era do mercado automobilístico. Não me via trabalhando nisso”, contou. Mas foi no automobilismo que surgiu a inspiração para criar a Polishop: a dieta do piloto Emerson Fittipaldi, constituída de refeições para perder 7kg em sete dias. “Esse produto foi condenado por dois grandes especialistas de marketing. Eu disse: ‘entendi os motivos, mas não aceito'”, lembrou.

Assim, João apostou na venda do benefício do produto, e não do artefato em si, pois acreditava que tinha de oferecer desejo às pessoas. “Estava focado no benefício: perda de peso, emagrecimento, desintoxicação do organismo. Produto tem preço, benefício tem valor”, explicou. Entre os anos 1999 e 2000, montou a Polishop e se viu na concorrência com grandes varejistas já existentes. Em 2003, as primeiras 10 lojas foram montadas. Hoje, esse número já ultrapassa dos 300 comércios físicos, espalhados por shoppings e centros comerciais em todo o Brasil.

Atuando em diversos canais, como a televisão, que conta com cerca de 100 horas por dia de programação, João destacou o fato de que, em 2019, o investimento em propaganda foi quase 45% no digital. Em 2020, pode chegar a 50%. Antes da pandemia, porém, o off-line se destacava. De todas as vendas, 70% eram finalizadas no ponto físico. “Mas nós sabemos, agora, que a jornada do nosso consumidor começava no digital”, explicou. Para o empreendedor, a presença em diversos meios de comunicação é essencial, pois o varejo precisa estar onde o consumidor está, seja nas redes sociais, em pequenas feiras ou em grandes shoppings.

O impacto da pandemia, segundo ele, não se deu apenas nos números. “A minha central de distribuição estava trabalhando no eixo de mandar os produtos para lojas. Na hora que atende o consumidor final, muda a logística”, pontuou. Durante a crise, contou o empresário, a equipe da Polishop vem fazendo reuniões diárias, no final da tarde, em que montam estratégias de resoluções de problemas para o dia seguinte. Mesmo com tantas mudanças, João acredita que o coronavírus não vai alterar a vontade que as pessoas têm de se relacionar com produtos e de ter experiência no ato da compra. “Nada substituirá o atendimento humano”, sentenciou.

Outro ponto abordado na live foi o programa Shark Tank Brasil, reality show que conta com João e outros investidores interessados em dar apoio financeiro a ideias de empreendimento. O empreendedor contou que aceitou fazer parte do programa, basicamente, por três razões: “Levar uma mensagem diferente do empresário brasileiro, dar o que eu tive do meu pai, uma mentoria, e ter resultados financeiros positivos”, disse. João usou o momento da live para dar um dos conselhos que dá no programa: os empreendedores precisam aproveitar bem o próprio tempo para estudar o negócio, analisar quais são as suas deficiências e como passar pela crise da melhor forma. “A crise não traz oportunidade. Ela faz com que você mude o jeito de pensar e o do seu consumidor. É nessa mudança que surgem as oportunidades”, salientou.

2020-06-29T10:18:32-03:00junho 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Agora Vale – WhatsApp se torna principal canal de divulgação de produtos para vendas diretas no Brasil

As medidas adotadas para conter a disseminação de casos de coronavírus têm afetado todas as áreas do mercado – inclusive, as pessoas que trabalham no setor de vendas diretas. Mesmo assim, elas estão se adaptando às novas rotinas e utilizando ainda mais ferramentas, que já eram difundidas antes da chegada da pandemia ao país.

Esse é o caso do WhatsApp, que era o meio usado por 84,7% revendedores e empresários em 2019, de acordo com levantamento realizado a pedido da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). Os dados foram coletados entre os meses de janeiro e fevereiro de 2020, por meio de questionário online. No entanto, as perguntas eram referentes ao ano anterior.

Os empreendedores também eram adeptos de outras redes sociais, locais em que divulgavam seus produtos frequentemente. Entre os entrevistados, 79,8% afirmaram que usam o Facebook ou Instagram para mostrar os lançamentos das empresas que representam. Além disso, para 60% dos participantes, a internet é o local em que mais vendas são concluídas, mas a residência do cliente ainda é um lugar potencial para as vendas.

“Já vínhamos incentivando o uso de ferramentas digitais para a divulgação e venda de produtos. A venda direta tem que acompanhar as tendências das relações em geral. Se as relações estão cada vez mais digitais, a venda direta segue esse caminho”, pontua Adriana Colloca, presidente executiva da ABEVD.

Deste modo, a internet e as mídias sociais possibilitam a continuidade do trabalho dos revendedores, que podem divulgar os produtos e as campanhas através do Facebook, Instagram ou por uma lista de transmissão no WhatsApp. Assim, os conteúdos chegarão de forma padronizada aos clientes.

O setor de vendas diretas
De acordo com a ABEVD, o Brasil é o sexto colocado no ranking global de vendas diretas, com uma movimentação de R$ 45 bilhões em 2019. Em comparação com 2018, o valor representa crescimento de 1%. Para 2020, a entidade não fará uma previsão de faturamento.

“Assim como toda a economia, a venda direta sofreu impactos nos negócios em abril e maio. Porém, o setor foi muito rápido em se ajustar e usar as mídias sociais, sites e aplicativos para continuar o ritmo de vendas”, afirma Adriana.

Segundo ela, houve aumento na procura pela área por quem busca empreender ou ter outra fonte de renda neste momento. Os dados divulgados na pesquisa apontam que há cerca de quatro milhões de brasileiros atuando no setor de vendas diretas.

2020-06-29T16:06:13-03:00junho 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping, ABEVD na mídia|
Ir ao Topo