Mercado & Consumo – Varejistas transformam clientes em vendedores

Cliente ou vendedor? A barreira entre esses papéis parece mais uma a ser derrubada nesse período de pandemia do novo coronavírus, que empurrou as empresas – sobretudo as de varejo – à uma corrida sem precedentes para aumentar a presença no comércio eletrônico e tentar segurar as vendas.

Se o primeiro movimento foi concentrado em desenvolver – ou reforçar – plataformas que permitissem aos vendedores das lojas físicas ou de venda direta trabalhar remotamente, agora, o objetivo é tornar essa rede ainda mais abrangente, transformando clientes (ou como as empresas gostam de dizer, os “lovers” das marcas) em vendedores.

A Quem Disse, Berenice?, marca de maquiagens do Grupo Boticário, acaba de dar um passo nesse sentido, com o lançamento do “Chega+”, que chama as clientes para serem revendedoras dos produtos da marca – dando a elas uma comissão de 10% sobre suas transações.

Por meio de uma nova plataforma, desenvolvida pela Rakuten Advertising (divisão do conglomerado japonês Rakuten, Inc) e suportada no próprio e-commerce da Quem Disse, Berenice?, a cliente faz um cadastro rápido no site e, após aprovação, recebe um código para ser usado nos links dos produtos que ela escolher repassar à sua rede de contatos por meio de redes sociais ou WhatsApp.

É um processo similar ao já utilizado com o time de venda direta do Grupo Boticário, mas aperfeiçoado e ampliado à uma nova realidade. “A ideia é dar às nossas consumidoras, que têm uma rede legal de contatos, com vários amigos, a possibilidade de ter uma renda extra nesse período de crise. Ao mesmo tempo, claro, aumentamos a nossa própria abrangência no mercado”, diz Renata Gomide, head de marketing da Quem Disse, Berenice?.

Quando a venda é concluída a companhia identifica sua origem e repassa a comissão à vendedora – além de se responsabilizar pela entrega do produto diretamente ao comprador, como faria em seu e-commerce normalmente.

Tendência de consumo

Não se trata, portanto, apenas de vendas – embora, evidentemente, a venda seja o objetivo principal. É também uma forma prática, explica Renata, de adotar uma postura mais alinhada às novas tendências de consumo. “As indicações feitas por pessoas do nosso convívio têm um impacto cada vez maior nas decisões de compra”, diz Renata. “É crucial ampliarmos as possibilidades para mostrar a marca por meio desse tipo de relacionamento.”

Usar as redes sociais para vender produtos (o chamado social selling) não é exatamente novidade. Mas colocar os próprios clientes (e não os influencers, sempre pagos para divulgar produtos) como agente dessas vendas dá à estratégia um novo status. “Já tínhamos a ideia de fazer isso há algum tempo, mas a pandemia acelerou tudo. Ela nos desafiou a buscar novidades e implantá-la rapidamente”, afirma Renata.

Em poucos dias no ar, o programa da Quem Disse, Berenice? já cadastrou mais de 200 clientes como revendedoras. Ainda não há resultados de vendas, mas a estimativa é que essa forma de comércio represente, em breve, 20% de todas as vendas de afiliados (que considera também as vendas diretas). A ação pode ser expandida também para outras marcas do Grupo Boticário (O Boticário e Eudora).

Investir em iniciativas assim faz todo o sentido para o atual momento, em que o comércio online expandiu e transformou-se, em muitos casos, na principal fonte de receitas das companhias. Na Rakuten Advertising (que desenvolveu a plataforma para o Grupo Boticário), a demanda de clientes por soluções tecnológicas para e-commerce aumentaram de forma vertiginosa nos últimos meses.

“Desde o início da pandemia, mais de quatro milhões de novos usuários começaram a comprar online e as empresas, obviamente, querem atrair essas pessoas”, diz Luiz Tanishio, vice-presidente das operações da Rakuten Advertising no Brasil. “Percebemos que era hora de trazer para o Brasil algumas soluções que já estavam começando a ser oferecidas lá fora e colocar consumidor para vender produtos da marca é uma delas.”

No mundo, a plataforma de social selling da Rakuten que permite a diferentes clientes operar com uma rede de afiliados comissionados (sejam somente vendedores, influencers ou mesmo consumidores) soma mais de 150 mil cadastrados – incluindo muitos clientes da rede de moda inglesa H&M – umas das pioneiras em dar robustez à força de vendas com suas próprias consumidoras.

No Brasil, além de Quem Disse, Berenice?, a Rakuten Advertising, somente nos últimos meses, também implementou soluções para as varejistas de moda Hering e Marisa. “As possibilidades para o varejo online são imensas e ainda há muito a ser explorado”, diz Tanishio.

Na Hering, que começou a promover novas ferramentas para dar um gás ao social selling – inicialmente com colaboradores da rede e franqueados – e, agora, também com clientes, são duas mil pessoas cadastradas. As vendas por meio do canal já representam 10% da operação de e-commerce da rede.

Na Marisa, o “Sou Sócia”, lançado em maio, atraiu mais de 13 mil clientes – que passaram a revender os produtos disponíveis no canal online da marca.

Fonte: Mercado & Consumo

2020-07-29T12:22:33-03:00julho 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

BNews – Empreendedorismo em tempos de crise coloca o Brasil em sexto lugar no ranking mundial de vendas diretas

A crise econômica causada pela pandemia de coronavírus obrigou muitos brasileiros a se reinventarem e o empreendedorismo foi um dos principais caminhos escolhidos por milhares de trabalhadores que perderam seus empregos. Esse cenário ajudou o Brasil a conquistar a liderança de mercado na América Latina e a sexta posição no ranking mundial do segmento de vendas diretas, atrás apenas dos Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Alemanha e Japão. O dado foi divulgado pela World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA) – Federação Mundial das Associações de Vendas Diretas.

 

A pesquisa Global Entrepreneuship Monitor (GEM), apoiada pelo Sebrae, mostrou que o Brasil atingiu, no ano passado, 23,3% de taxa de empreendedorismo inicial. Em 2020, a estimativa é que 25% da população adulta abra um novo negócio.

 

O setor de vendas diretas, também conhecido como porta a porta, contabilizou cerca de 4 milhões de trabalhadores em 2019, sendo que 55% de seus empreendedores atuam em ambientes virtuais, como Whatsapp e outras mídias sociais. O volume comercializado rendeu R$ 45 bilhões nesse período.

 

Como atrativos, o empreendedorismo é, normalmente, uma alternativa de baixo investimento inicial e proporciona mais autonomia e flexibilidade de horários para o trabalhador. A venda direta, por exemplo, não necessita de formação específica ou experiência com vendas para os empreendedores independentes. Além disso, os ganhos dependem da energia e do tempo dedicados à atividade.

 

“Os números mostram que o setor continua forte e ressaltam que as vendas diretas são uma alternativa importante na crise causada pela pandemia, uma excelente opção para quem quer mudar e empreender em um novo negócio, com baixo custo inicial e muita representatividade no mercado”, afirmou a presidente executiva da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), Adriana Colloca.

Fonte: Bnews

2020-07-29T12:41:21-03:00julho 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Webinar da ABEVD debate transformações e tendências das Vendas Diretas no pós Covid-19

O webinar realizado, nesta terça-feira (28.07), pela Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) debateu as Transformações e Tendências: Como serão as Vendas Diretas pós Covid-19?

Participaram como palestrantes Luis Bosisio, diretor de brand da Kantar Insights; Luciana Piedemonte, diretora de commerce da Kantar Insights; Raquel Ferreira, client & new business director Kantar Worldpanel e a presidente executiva da ABEVD, Adriana Colloca.

Os convidados que representam a empresa Kantar, líder global em dados, insights e consultoria falaram de suas experiências de mercado em meio à crise e apresentaram um estudo das principais transformações provocadas pela quarentena, com ponderações de como as empresas devem se preparar. Foram debatidos temas, como: o panorama brasileiro e transformações; os impactos que as empresas enfrentarão; as tendências catalisadas pela covid-19 e os reflexos da venda direta neste contexto.

O mundo todo sofreu e sofre grandes transformações por conta de todas as condições impostas pela pandemia, sejam elas potencializadas pelo distanciamento social ou que surgiram com novos hábitos desenvolvidos, como, por exemplo a relação do consumidor. “As decisões de compra mudaram neste novo contexto. Vemos que houve mudanças até nas escolhas das marcas em decorrência do contexto”, afirmou Raquel Ferreira.

Os palestrantes discorreram bastante em torno do estudo e de seus resultados. Observando como a questão de isolamento fez as pessoas revisarem suas condições. “A Era do Self dá lugar a uma Era da Humanidade Conectada” a partir deste princípio, Luis Bosisio destacou as experiências da Covid-19. “O isolamento, as dificuldades e sacrifícios, como escassez e insegurança, tudo isso amplificou valores como humanidade compartilhada: novas formas de se conectar, cooperação, generosidade, simplicidade e bem-estar”.

Mas – como indagaram os palestrantes – qual será o efeito dessas experiências inexploradas em nossas mentalidades, atitudes e pensamentos além da crise? A resposta para isso está nos resultados do estudo feito pela Kantar. 47% dos brasileiros consideram a perda da liberdade como o aspecto mais difícil desse momento, já 53% estão focando no desenvolvimento pessoal para gerenciar a saúde mental e outros 23% pensam que devem reagir juntos para conseguir superar este momento.

A pandemia está transformando as rotinas cotidianas ao redor do mundo, à medida que as pessoas se adaptam a esse momento há uma abertura para experimentar coisas novas virtualmente – novos aplicativos, novos produtos, novos canais de compra e novas formas de se envolver com o mundo para continuar a viver suas vidas.

Como resultado do estudo, os dados mostram que, no Brasil, 12% afirmam que os hábitos vão voltar a ser o que eram antes da quarentena, já 25% afirmam que vão manter a maioria dos novos hábitos adquiridos na quarentena, pois estão começando a gostar deles.

Luciana Piedemonte, afirmou que a Covid foi um catalisador para mudanças no varejo, uma força que mudará a forma como compramos hoje e após a crise. “Estimamos que a pandemia tenha feito o comércio digital avançar de três a quatro anos somente em três meses. Essa adoção acelerada de canais digitais mudará o jogo acelerando o mundo omnichannel”.

Perspectivas para as compras online são de 41% de pessoas que pretendem aumentar as compras. Os palestrantes afirmam que muitas barreiras de compra online tiveram de ser superadas por necessidade. E que as barreiras funcionais como receio de comprar online, foram superadas. As pessoas se sentiram mais confortáveis, já que as experiências são positivas em sua maioria.

Outro dado importante que pode ser observado com o estudo é que cerca de 50% dos consumidores consideram que fazer compras online é uma experiência mais positiva do que fazer compras em uma loja física. “Essa é uma experiência que vale muito para as Vendas Diretas, como nova experiência digital que se abre para o consumidor”, afirmou Luciana.

Adriana Colloca finalizou a conversa agradecendo e destacando a importância dos resultados deste estudo sobre o consumidor para as vendas Diretas e outros negócios.

 

2020-07-29T10:28:11-03:00julho 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Reuters – Mercado melhora previsão do PIB pela 4ª vez e reduz para inflação

Mercado passou a ver contração de 5,77% na economia brasileira neste ano, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda

O mercado passou a ver contração de 5,77% da economia brasileira neste ano, na quarta semana seguida em que os economistas melhoraram a previsão, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira.

Na semana anterior, a projeção era de que o Produto Interno Bruto (PIB) sofreria em 2020 recuo de 5,95%. Para 2021 permanece a expectativa de um crescimento econômico de 3,50%.

Os especialistas consultados no levantamento mensal também ajustaram seu cenário para a inflação, vendo alta do IPCA este ano de 1,67%, de 1,72% antes. Para 2021 a projeção é de inflação de 3,0%, sem alterações.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Também não houve mudança nas perspectivas para a taxa básica de juros, com a Selic calculada em 2,0% este ano e em 3,0% em 2021.

Por sua vez, o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, fez ajustes no seu cenário, vendo a Selic a 1,88% em 2020 e a 2,25% em 2021, respectivamente de 2,0% e 2,38% na semana anterior.

Fonte: Reuters

2020-07-28T13:30:38-03:00julho 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Suno Research – Varejo moderno: vendas avançam 12,8% no 1° semestre, segundo Nielsen

A Nielsen fez um levantamento e apontou que as vendas totais do varejo moderno cresceram 12,8% no primeiro semestre de 2020, ante aos primeiros seis meses de 2019.

Para o levantamento sobre o varejo moderno, a Nielsen considerou cerca de 150 cadeias nacionais de farmácias, autosserviço e atacarejo. Segundo o estudo, o setor de atacarejo cresceu 19,7% no primeiro semestre desse ano em comparação com o mesmo período de 2019, anotando o maior avanço entre os três segmentos citados.

Por sua vez, o segmento de limpeza cresceu 13,3% entre janeiro e junho desse ano, ao passo que as vendas de álcool em gel cresceram 964,8% no período.

Além disso, o segmento de eletrônicos avançou 21,2% no semestre finalizado em junho, enquanto os perecíveis frescos cresceram 19,6% e os alimentos 16,6%, na comparação anual.

A companhia ainda informou que os produtos mais procurados entre janeiro e junho foram:

  • Queijos – avanço de 32,8% na procura, na comparação anual;
  • Óleo comestível – avanço de 30,8% na procura, na comparação anual;
  • Aparelho celular – avanço de 28,7% na procura, na comparação anual;
  • Arroz – avanço de 28,6% na procura, na comparação anual.

Vendas no Varejo avançam 13,9% em maio, segundo IBGE

O comércio varejista registrou uma alta no volume de vendas em maio frente ao mês de abril. O avanço nas vendas no varejo foi de 13,9% em relação ao mês anterior. Esta foi a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2000. O crescimento acontece após o mês de abril registrar um recuo recorde de 16,3% em comparação a março. Os dados foram divulgados nesta no início desse mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O avanço em maio indicou uma recuperação do comércio varejista depois de dois meses de queda por conta da pandemia de coronavírus e o isolamento social iniciado em março de 2020. O mês em questão apresentou taxas positivas em todas as oito atividades pesquisadas.

Na série sem ajuste sazonal, em relação a maio de 2019, o comércio varejista registrou uma queda de 7,2%. No acumulado do ano, as vendas no varejo tiveram queda de 3,9%. O acumulado nos últimos 12 meses, entretanto, permanece estável em 0,0%.

Na série sem ajuste sazonal, em relação a maio de 2019, o comércio varejista registrou uma queda de 7,2%. No acumulado do ano, as vendas no varejo tiveram queda de 3,9%. O acumulado nos últimos 12 meses, entretanto, permanece estável em 0,0%.

Fonte: Suno Research

2020-07-28T13:30:03-03:00julho 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Veja – Pesquisa indica aumento do interesse feminino em abrir o próprio negócio

Seguindo tendência mundial, 73% das brasileiras aspiram se tornar sua própria chefe

Uma pesquisa realizada com 9.000 mulheres em 15 países, incluindo 500 brasileiras, constatou que 72% aspira abrir seus próprios negócios. Entre as brasileiras, o número de mulheres que sonham em se tornar empreendedoras é um pouco maior, 73%.

A pesquisa apontou que 63% das brasileiras têm como principal motivação para empreender a vontade de se tornar sua própria chefe. Outro fator motivador para 46% das entrevistadas é a possibilidade de ter mais flexibilidade no trabalho. No que diz respeito às áreas de interesse, 25% desejam se dedicar ao ramo de alimentos e bebidas, 23% ao da beleza e 14% à moda.

O dinheiro é apontado como um fator comum aos três principais desafios enfrentados por quem deseja iniciar um negócio. Ganhar dinheiro suficiente para compensar custos é algo que preocupa mais de 54% das brasileiras. Já 47% das entrevistadas se preocupam em ter orçamento suficiente para crescer, enquanto 36% pensam em como financiar seus negócios.

De acordo com o levantamento, há uma percepção de diferença de tratamento entre os gêneros: 37% das entrevistadas afirmaram acreditar não existir uma equiparação salarial com os homens e 34%, ter menos oportunidades de promoção. Além disso, 73% das brasileiras acreditam que as mulheres precisam trabalhar mais para ter as mesmas oportunidades que os homens e 79% estão comprometidas em ajudar a quebrar essa barreira empreendendo.

Encomendado pela Herbalife Nutrition e conduzido pela OnePoll, o levantamento foi realizado entre 18 de março e 7 de abril de 2020.

Fonte: Veja

2020-07-28T13:29:39-03:00julho 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

LiveCoins – Justiça determina que Facebook tire do ar post que associa Hinode à Unick Forex

É direito de todo e qualquer indivíduo manifestar seu pensamento ou opinião, mas a liberdade de expressão não é absolua, diz Justiça.

A Justiça de São Paulo determinou que o Facebook remova um post que associa a Hinode – empresa de cosméticos que atua no modelo de marketing multinível – a empresas investigadas por prática de pirâmide financeira, como Unick Forex e 18kRonaldinho.

Além da remoção do conteúdo, publicado no perfil do Instagram piramide_dadepressao, a Justiça também solicitou que a rede social forneça os dados dos usuários responsáveis pela postagem.

O Facebook tem 15 dias para contestar a decisão liminar.

O que diz a postagem que associa a Hinode à Unick Forex?

O post foi publicado no dia 1º de maio pelo perfil pirâmide_dadepressao. Nele, o autor afirma que, por causa da pandemia do coronavírus e das medidas de distanciamento social, é preciso ficar a um metro de distância de outras pessoas.

No caso de “pirâmideiros”, no entanto, o ideal é que as pessoas mantenham uma distância de pelo menos 10 metros deles, escreveu o responsável pela publicação.

Uma das supostas pirâmides para manter distância, ainda segundo o perfil, é a Hinode.

Juiz diz que liberdade de expressão não é absoluta

Na decisão liminar que determinou a retirada do post, o juiz Renato Acacio de Azevedo Borsanelli, da 2.ª Vara Cível do Foro Central Cível de São Paulo, disse que é direito de todo e qualquer indivíduo manifestar seu pensamento ou opinião, assim como garante a Constituição Federal.

No entanto, disse ele, a liberdade de expressão – como qualquer outro direito fundamental – não é absoluta e não pode ser utilizada para atacar a honra de outras pessoas e empresas, especialmente de forma anônima.

“Assim, considerando que o conteúdo da publicação em questão extrapola a livre manifestação, pois oculta sob o anonimato (o que viola o disposto no artigo 5º, IV, da Constituição Federal), reputo presentes os requisitos autorizadores da tutela provisória de urgência e o faço para determinar à Ré, que no prazo de 48 horas, forneça os dados de cadastro disponíveis do(s) usuário(s) da conta”, escreveu na decisão.

Hinode é pirâmide?

Não há investigações que apontem a Hinode como pirâmide financeira.

A empresa, fundada em São Paulo em 1988, atua com marketing multinível. Nesse modelo de negócio – legal no Brasil – a pessoa não é remunerada apenas por vender produtos, mas também por convencer outros a participar do projeto.

Avon, Herbalife e outras empresas conhecidas atuam com marketing multinível. Por outro lado, o modelo também é usado por supostos esquemas fraudulentos, como Unick Forex, GenBit, 18k Ronaldinho, Midas Trend e dezenas de outros.

A Unick Forex, por exemplo, é acusada de pirâmide financeira e crimes contra o sistema financeiro nacional. O esquema, montado no Rio Grande do Sul, movimentou R$ 29 bilhões de forma ilegal. Cerca de 1,5 milhão de pessoas foram lesadas.

Além da associação entre marketing multinível e pirâmides financeiras, o modelo de negócios também é “manchado” porque entidades que defendem a categoria estão envolvidas com supostos esquemas fraudulentos.

 

Qual a diferença entre marketing multinível e pirâmide financeira?

O marketing multinível é uma prática legal no Brasil. Empresas que atuam com base nesse modelo ganham principalmente com a venda de produtos. Nos Estados Unidos, por exemplo, existe uma regra que estabelece que 70% da receita deve ser proveniente da venda.

 

De acordo com a ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas), o modelo de marketing multinível – também conhecido como venda direta – estaria presente em 100 países.

 

Por outro lado, as pirâmides financeiras ganham só com a adesão de novos membros. Além disso, esses esquemas, que são proibidos por lei, não oferecem produtos com valor comercial. Com o tempo, essa prática não se sustenta e a estrutura desmorona, deixando os participantes sem grana.

Fonte: LiveCoins

2020-07-28T13:28:40-03:00julho 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Mercado volta a melhorar estimativa para o PIB em 2020 e prevê tombo de 5,77%

Foi a quarta semana seguida de melhora na previsão para a atividade econômica. Analistas também reduziram previsão de inflação para 1,67% este ano.

Os economistas do mercado financeiro voltaram a melhorar a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, revisando a previsão de uma redução de 5,95% para 5,77%. Essa foi a quarta semana seguida de melhora do indicador.

A projeção faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nas últimas semanas, porém, indicadores têm mostrado o início de uma retomada da economia brasileira.

Inflação abaixo de 2%

Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro baixaram a estimativa de inflação para 2020 de 1,72% para 1,67%.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa básica de juros

O mercado segue prevendo nova queda da taxa básica de juros da economia brasileira em agosto deste ano. Atualmente, a Selic está em 2,25% ao ano. A previsão dos analistas é de que a taxa recue para 2% no início do mês que vem e que assim permaneça até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado permaneceu estável em 3% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 continuou em R$ 5,20. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 5 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 recuou de US$ 55,15 bilhões para US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado caiu de US$ 53,40 bilhões para US$ 53,35 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, ficou estável em US$ 53,95 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas permaneceu em US$ 64,10 bilhões.

 

Fonte: G1

2020-07-27T14:12:00-03:00julho 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Varejo digital cresce 104% no 2º trimestre e faturamento chega a R$ 33 bilhões

A pandemia e o isolamento social trouxeram efeitos negativos para a vida de grande parte dos brasileiros: sob a ótica da economia, a falta de mobilidade social “quebrou” muitas companhias, sem perspectivas claras de retomada.

Na contramão desse cenário, empresas de tecnologia crescem cada vez mais – o que, dentro do varejo, tem seu equivalente claro com o sucesso do e-commerce.

Longe de ter motivos para se preocupar com falta de dinheiro, o setor faturou R$ 33 bilhões no segundo trimestre deste ano, mais do que o dobro da cifra registrada no mesmo período do ano passado (ao todo, o crescimento foi de 104,2%).

O resultado foi apurado pela Neotrust/Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, e apresentado no relatório homônimo, apresentado trimestralmente pela companhia com foco total no varejo eletrônico do país.

Sem sair de casa, brasileiros buscaram ao máximo itens utilizados em seu dia a dia na internet. O conforto de consumir com apenas alguns cliques ganhou popularidade e 82,8 milhões de pedidos foram realizados nesse período – aumento de 112,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O “boca a boca” a respeito das facilidades de comprar on-line foi tão grande que fez 23,6 milhões de pessoas comprarem pelo menos um item durante os meses de abril a junho, volume 82,1% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Desse total, 5,70 milhões de pessoas ingressaram no e-commerce pela primeira vez – ou seja, quase um quarto dos consumidores do período foi formado por brasileiros que nunca haviam comprado online.

O aumento significativo das vendas via e-commerce também impacta diretamente os números da fraude no setor, aponta levantamento da ClearSale, também presente no relatório trimestral. Nos seis primeiros meses do ano, foram mais de R$ 765 milhões em fraudes evitadas.

O valor, apesar de ser 63,5% superior aos prejuízos evitados no e-commerce no mesmo período de 2019, é inferior ao aumento das vendas pelo canal no cenário de pandemia e restrição da circulação de pessoas nas ruas. Ou seja, as vendas boas crescem mais do que as tentativas de fraude.

Na quebra por regiões, a Norte é a que teve maior índice de tentativas de fraude no período, com 3,44%. Em seguida, a região Nordeste aparece no ranking com 2,17%, praticamente empatada com a Centro-Oeste, que ficou com 2,13%.

As regiões Sudeste, com 1,25%, e Sul, com 0,79%, foram as que apresentaram os menores índices.

Fonte: Money Times

2020-07-27T14:10:23-03:00julho 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Como o varejo conseguiu crescer na pandemia?

Por causa da pandemia do novo coronavírus, as previsões eram de que o setor varejista seria um dos que mais sofreria com a queda no volume de vendas por causa do aumento do desemprego e da diminuição da renda dos brasileiros. No entanto, números dos últimos 3 meses mostraram que houve crescimento bem acima do esperado. Em junho, a Receita Federal identificou que as vendas registradas por meio de notas fiscais eletrônicas em todo País atingiram o maior patamar do ano, com uma média diária de quase 24 bilhões de reais. O número foi puxado, principalmente, pelo aumento das vendas no comércio eletrônico, seja através do site das lojas ou aplicativos de celular. Afinal, o que explica o crescimento do comércio varejista durante a pandemia? Na edição de hoje, conversamos sobre o assunto com a repórter do Estadão, Márcia de Chiara, e com a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Trajano. Confira a entrevista clicando aqui.

Fonte: Estadão

2020-07-27T14:09:05-03:00julho 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|
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