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ABEVD participa da Semana do Brasil

Mais uma vez, como no ano passado, a ABEVD participa, junto com as entidades de classe que representam os setores de varejo, da SEMANA DO BRASIL.

Trata-se de um movimento apartidário, encabeçado pela Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República, que junto com associações, veículos de comunicação e empresas vem valorizar o orgulho de ser brasileiro e movimentar nossa economia.

A SEMANA DO BRASIL será a realiza entre os dias 3 e 13 de setembro e a ideia é a divulgação nos canais de comunicação das empresas e, se possível, promover descontos, bandeiras, fitas verde-amarelas, ou seja, disseminar essa informação e sentimento entre as pessoas que compõem a nossa força de vendas.

Nesse ano, por conta da pandemia, essa ação toma uma relevância ainda mais especial. Temos visto um sentimento de colaboração na nossa comunidade e o começo de um otimismo.

A ABEVD fará uma comunicação especial no site e em suas mídias sociais. Pedimos que divulguem e, se possível, compartilhem conosco as ações tomadas.

O site da SEMANA DO BRASIL já está no ar http://semanadobrasil.com/

Equipe ABEVD

2020-08-31T12:45:12-03:00agosto 31st, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

G1 – Após votação no Senado, Lei de Proteção de Dados só depende da sanção do presidente para entrar em vigor

Na prática, é como se o Brasil começasse a ter um Procon para dados pessoais.

Depois de uma votação no Senado, a Lei Geral de Proteção de Dados só depende da sanção do presidente Bolsonaro para entrar em vigor. Na prática, é como se o Brasil começasse a ter um Procon para dados pessoais.

O Congresso aprovou a lei em 2018 para proteger informações pessoais do cidadão, como nome, endereço, e-mail, número de documentos. As regras deveriam ter entrado em vigor em abril de 2020. Mas o presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória prorrogando esse prazo para maio de 2021.

Na quarta (26), o Senado rejeitou esse adiamento. A lei agora só precisa da sanção do presidente para começar a valer.

A Lei Geral de Proteção de Dados é uma espécie de código de defesa do consumidor para dados. Ela diz o que as empresas podem e não podem na hora de guardar, repassar ou usar as informações que cada pessoa fornece ao se cadastrar em sites, navegar em redes sociais, consumir produtos e serviços.

O usuário pode exigir que empresas privadas e órgão públicos mostrem, corrijam e excluam de cadastros e sites as informações que mantêm sobre ele. Eles também devem preservar a privacidade das pessoas. Dados de crianças só podem ser usados com o consentimento dos pais. Os de saúde, apenas para pesquisas.

As empresas que não respeitarem as regras podem ser multadas em até R$ 50 milhões. Elas terão até agosto de 2021 para se adaptarem. Até lá, apenas advertências.

O advogado Ronaldo Lemos destaca o avanço na proteção dos brasileiros: “O Brasil agora se junta a mais de 120 países que possuem modelo legislativo parecido com o modelo europeu. Então isso coloca o Brasil em um lugar em que o fluxo internacional de dados, a possibilidade de cooperar em inovação, dados, inteligência artificial cresce enormemente, porque o Brasil passa a participar de um conjunto grande de países que optaram por estabelecer regras claras para proteção de dados.”

Quando foi criada, há dois anos, a lei também estabeleceu a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que será responsável por elaborar as normas e garantir que elas sejam cumpridas. Só nesta quinta (27) o governo publicou um decreto com a estrutura do órgão.

O presidente da República vai indicar os cinco conselheiros, que terão de ser aprovados pelo Senado. Especialistas alertam para o risco de interferência política e ressaltam a importância da autonomia e do perfil técnico do órgão.

“Isso pode sugerir um viés político maior do que o mercado espera, porque a expectativa do mercado é que as orientações venham rapidamente, sejam publicadas rapidamente, definindo técnicas procedimentalmente os conceitos que hoje estão subjetivos na lei”, comenta Paula Oliveira, doutora em comportamento organizacional.

Fonte: G1

2020-08-31T12:43:50-03:00agosto 31st, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Folha Pernambuco – Empresas correm para se adequar à lei de proteção de dados

O texto ainda precisa ser sancionado pelo presidente da República para que a lei entre em vigor em setembro

Mais de dois anos após a sanção da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), empresas que ainda resistiam em se adequar às novas normas de privacidade correram para pedir ajuda a consultorias e escritórios de advocacia nos últimos dias.
Na quarta (26), o Senado derrubou trecho de uma medida provisória aprovado pela Câmara, que postergava a lei para 2021. Seria o terceiro adiamento em dois anos.

O texto precisa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a lei deve entrar em vigor em setembro -apesar da possibilidade de algum recurso ao plenário do Congresso, cenário considerado remoto por envolvidos no debate.
Grandes consultorias que oferecem serviços de compliance relatam que quem estava na dúvida sobre fechar contrato para obter auxílio na adequação à lei o fez desde quarta. A percepção geral, também nos escritórios de advocacia, é de que mesmo as empresas mais maduras no processo de adequação recém iniciaram a jornada.

Das companhias que se propõem a discutir o tema, só 38% afirmam estar em conformidade com a lei, segundo diagnóstico da Ernst & Young feito em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Software, que ouviu 2.000 organizações em março.

A perspectiva é até otimista se comparada com alguns levantamentos da Europa, que indicavam que na estreia da lei de privacidade por lá, em 2018, 60% das empresas não estavam prontas. “O grau de conformidade e de maturidade é muito baixo no Brasil. A lei é de 2018. Nem dois anos ou o dobro de tempo é suficiente para quem que não colocar a privacidade como prioridade”, diz Marcos Semola, sócio da Ernst & Young para cibersegurança, que ajudou a adequar cerca de 50 empresas.

Apesar do tempo para implementação, o Brasil nunca contou com uma regulação robusta de privacidade como a Europa, que segue diretrizes para o tema desde a década de 1980. Além disso, o país também entra nessa fase sem a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) formada. O órgão é um elemento central para orientar e supervisionar a atuação de entes públicos e privados.

A autoridade foi institucionalizada na quarta (26), mas ainda depende de indicações de Bolsonaro, que escolherá cinco nomes para a direção. Essa definição vinda diretamente do Executivo preocupa a sociedade civil e lideranças empresariais, que defendem a formação de um corpo 100% técnico para a função, não político.

As multas que serão impostas pela ANPD em casos de descumprimento da lei ficaram para agosto de 2021. As empresas, entretanto, devem se preparar para receber solicitações e serem alvo de ações judiciais de outras autoridades, como de proteção ao consumidor. De forma prática, podem considerar possíveis enxurradas de Procons.

Do lado dos usuários, os principais direitos que começam a valer são relacionados ao acesso a informações. A lei coloca o cidadão na figura de titular de seus dados pessoais. Será possível, por exemplo, não só perguntar a uma empresa que dados ela armazena e como, mas pedir uma cópia dos mesmos. Em algumas situações, o cidadão poderá solicitar que dados sejam eliminados (como nome, telefone, endereço ou um dado adquirido de forma não consentida).

Se uma pessoa se sentir lesada por sistemas automatizados, como uma exclusão de um processo seletivo feito por robô ou mesmo condições de crédito diferenciadas sem explicação, terá garantia legal para obter uma resposta da empresa. Uma farmácia, por exemplo, terá que responder por que quer seu CPF e se compartilha seu histórico de compra de remédios.
Entre as maiores consultorias, a Deloitte já prestou serviço a cerca de 60 empresas. Ela resume algumas etapas de planejamento comuns a companhias de todas os setores: mapear os dados, o fluxo e o tratamento conferido a eles; buscar uma base jurídica para proteger a organização; adequar os processos à lei; e organizar a governança interna para o tema, o que inclui definir um DPO (sigla de data protection officer, o encarregado de proteção de dados).

“A empresa tem que ter muito claro o propósito da coleta de dados, para qual finalidade serve, como coleta e de que forma os usa”, diz Marcelo Farias, sócio da área de cyber risk da Deloitte. Entre as pequenas empresas, a maior dificuldade agora é direcionar recursos para a adaptação. O contexto é agravado pela ausência da autoridade, que possivelmente dará tratamento diferenciado a depender do porte da organização. Uma startup não será tratada como um gigante de redes sociais.

O mercado está precificando de modo muito aleatório a adaptação à LGPD, até porque cada empresa está em uma etapa diferente. Há quem precise alterar toda a área de tecnologia para manter os dados seguros, comprar licenças de softwares porque usa sistemas inseguros e contratar e treinar profissionais de diferentes áreas.

Há casos de grandes companhias, como bancos e de telecomunicação, que já chegaram a desembolsar mais de R$ 40 milhões para renovar todos os processos. Um grande projeto de prestação de serviço, que envolva toda a avaliação de processos internos com dados, dificilmente começa por menos de R$ 500 mil a uma empresa de grande porte, de acordo com consultorias do mercado.

O setor público, que também é regido pela lei e têm que garantir a proteção de dados de mais de 200 entidades federais ligadas aos 22 ministérios, também tem buscado soluções de mercado que ofereçam ajuda do início ao fim do processo. Alguns órgãos já indicaram seus DPOs, os encarregados a ter a interlocução com a ANPD.

“Nao existe uma certificação que diz que você é CEO, então é uma função, o mesmo vale para o DPO”, diz Renato Leite Monteiro, diretor do Data Privacy Brasil, uma das primeiras escolas que passou a oferecer cursos de privacidade e de proteção de dados.

Entre os padrões elevados de multinacionais que transacionam dados entre diferentres países, esse cargo pode chegar a US$ 100 mil ao ano, segundo a IAPP, principal certificadora desse tipo de profissional mundo. É claro que uma padaria de bairro não designará um funcionário para isso.

Um DPO não necessariamente precisa ser da área jurídica, pode ser de segurança da informação ou de outra disciplina. Sua principal incumbência é manter independência da empresa e conhecer todos os processos da corporação, para funcionar como um bom porta-voz aos consumidores ou reguladores. “É como um ombudsman, mas dos dados”, diz Monteiro.

A lei de proteção de dados serve para os ambientes online e offline. Informações sensíveis, como posição política, opção religiosa e vida sexual receberão tratamento mais rigoroso.

 

Fonte: Folha Pernambuco

2020-08-31T12:41:29-03:00agosto 31st, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

G1 – Analistas do mercado melhoram previsão para o PIB em 2020 e passam a ver tombo de 5,28%

Foi a nona semana seguida de melhora na projeção para a atividade econômica. Analistas elevaram a estimativa de inflação para 1,77% neste ano.

 

O mercado financeiro reduziu a estimativa média para o recuo Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, revisando a estimativa de uma redução de 5,46% para 5,28%. Essa foi a nona semana seguida de melhora do indicador.

 

A projeção faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

 

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nas últimas semanas, porém, indicadores têm mostrado o início de uma retomada da economia brasileira.

 

Para 2021, a expectativa do mercado financeiro de crescimento do PIB foi mantida em 3,50%.

 

Inflação abaixo de 2%

Segundo o relatório divulgado pelo BC nesta segunda-feira, os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2020 de 1,71% para 1,77%. Foi a terceira alta seguida do indicador.

 

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

 

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

 

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

 

Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

 

Taxa básica de juros

Após a queda para a mínima histórica de 2% ao ano no começo de agosto, o mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, neste patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado reduziu de 3% para 2,88% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem, embora em menor intensidade.

 

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 5,20 para R$ 5,25. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 5 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 permaneceu em US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 53,31 bilhões para US$ 53,40 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, continuou em US$ 55 bilhões. Para 2021, a estimativa caiu de US$ 65,48 bilhões para US$ 64 bilhões.

Fonte: G1

2020-08-31T12:39:23-03:00agosto 31st, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Gazeta do Povo – Comerciantes do PR correm para levar negócios para o ambiente on-line na pandemia

Um dos setores mais impactados pela pandemia do coronavírus, o varejo está passando por uma fase de reinvenção. “Aquele comércio autônomo, baseado na experiência do cliente ver uma vitrine, se interessar por um produto, entrar na loja e comprar, mudou. Agora, para vender, o comerciante entendeu que precisa estar onde o consumidor está”, diz o presidente da Associação Comercial do Paraná, Camilo Turmina.

 

A pandemia acelerou um processo de digitalização dos negócios, algo que, para muitos empresários, ainda era um plano futuro. Uma das maiores ferramentas para vendas online no país, a curitibana Olist, viu o número de seus clientes disparar desde março, quando começaram as primeiras restrições ao comércio no Brasil.

 

Plataforma que funciona como uma “loja de departamento” dentro dos marketplaces (grandes sites de compra como Americanas.com, Mercado Livre e outros), o Olist busca ajudar o lojista a ingressar no comércio online de uma maneira simples, sem que, para isso, a marca precise ter um site ou um e-commerce próprio.

 

Hoje, a ferramenta tem mais de 45 mil clientes, mais de 50% deles no Olist Shops, que completou cinco anos em 2020. Com ela, o comerciante pode criar uma vitrine virtual gratuita de seus produtos para ser facilmente compartilhada pelo WhatsApp ou pelas redes sociais. “O Olist Shops foi mais uma inovação que trouxemos para contribuir para as vendas dos lojistas de todo o país, a grande maioria deles pega de calça curta, sem nem sequer ter considerado a opção de ingressar no mercado digital”, conta o fundador da plataforma, Tiago Dalvi.

 

A ferramenta foi uma das soluções pensadas para facilitar o comércio via WhatsApp, uma das maneiras mais utilizadas por comerciantes de todo o Brasil para manter as vendas, principalmente quando as paralizações das atividades não essenciais se tornaram obrigatórias. Segundo dados do Datacenso, o aplicativo foi a principal estratégia de vendas do lojista curitibano no segundo trimestre deste ano, com 52% de utilização, seguida pelo telefone (33%) e pelo e-commerce (21%).

 

Para o economista Claudio Shimoyama, CEO do Grupo Datacenso, a pandemia pegou muitos lojistas de surpresa, muitos deles sem condições de investir em plataformas digitais e, principalmente, sem qualquer conhecimento para iniciar um e-commerce. “O WhatsApp saiu na frente como alternativa para as vendas por já ser um aplicativo de ampla utilização com o qual o lojista já está habituado”, observa.

 

Um ponto importante a ser considerado é que, em Curitiba, por exemplo, a grande maioria do varejo é composto por micro e pequenos negócios (95%), com 78% deles distribuídos pelos bairros da cidade. “Para muitos desses comerciantes, digitalizar os seus negócios nunca foi uma opção. Agora, todo o comércio está passando por um momento de reflexão e mudança de comportamento. O empresário tem o desafio de entender que esse processo digital vai continuar e que ele precisa criar formas de se relacionar com seu cliente para além do balcão”, analisa Shimoyama.

 

Estar conectado é fundamental para os negócios

Empresas que já estavam conectadas conseguiram passar pelo momento mais tenso da pandemia com algum sucesso em vendas. É o caso das Lojas Gaúchas, tradicional rede de magazines do Oeste do estado, com sede em Cascavel e duas filiais em Foz do Iguaçu. Há sete anos, a empresa vem dando seus passos nos canais digitais, porém sem um site de vendas próprio.

 

Com início da pandemia, a rede ampliou sua comunicação pelas redes sociais, criando estratégias de venda direta pelo WhatsApp e telefone, como liquidação virtual e atendimento com hora marcada nas lojas. “Nós nos adaptamos a este momento com um grande esforço de comunicação, pensando em assuntos e soluções que pudessem atingir nossos clientes que já não estavam mais nas lojas, mas dentro de suas casas”, conta Andressa Kucinski, diretora de compras e marketing das Lojas Gaúchas.

“Investimento em treinamentos para a comunicação via aplicativos e redes sociais, entregas sem custo para o cliente e campanhas estratégicas foram algumas dessas soluções. No Dia das Mães, por exemplo, houve todo um esforço da empresa e seus colaboradores para impulsionar as vendas em um tipo de ação personalizado.

 

“Na impossibilidade de entregarem os presentes às mães, tornamos este momento especial, com um cartão personalizado e a opção de uma música que o cliente escolhia e a mãe ouvia por meio de um QR Code na embalagem. Tivemos muitos retornos emocionados e um Dia das Mães 20% melhor em vendas que o de 2019”, revela Andressa. No entanto, assim como todo o setor, as Lojas Gaúchas acumularam perdas de venda no primeiro semestre de 2020. “As ações contribuíram para que as quedas não fossem maiores”, sinaliza a diretora da rede.

 

Perseverança e contas na ponta do lápis

As restrições de horários e formas de operação, além da paralização das atividades como medidas de garantia do isolamento social, ao longo dos últimos meses, afetaram diretamente o comércio, que atingiu recordes de retração. Segundo um levantamento da Fecomércio Paraná, os cinco primeiros meses de 2020, de janeiro a maio, foram os piores do varejo nos últimos oito anos, atingindo uma queda de -10,83% em vendas.

 

A marca é superior a 2016, ano em que o comércio paranaense acumulou um saldo negativo de -7,6% no período, até então o pior índice do setor nos últimos anos. “Percebemos duas grandes questões para isso. A primeira é a permissão para o comércio estar aberto e em que condições, que foi o grande entrave para o varejo em abril deste ano. A segunda é econômica. Somado às restrições de funcionamento, existe o fato de estarmos passando por um momento de enorme diminuição de renda da população”, avalia Rodrigo Rosalem, diretor do Sistema Fecomércio Paraná.

 

Ou seja, mesmo com a permissão de abertura, haverá clientes para comprar nas lojas? Para Rosalem, a retração do poder de compra faz o consumidor reavaliar suas prioridades. “Estamos acompanhando um movimento de queda em todas as categorias do varejo, exceto supermercado e farmácia, que mantém índices de crescimento em vendas e empregos durante a pandemia. A incerteza em relação ao futuro atinge tanto o consumidor, que se concentra em itens mais básicos, como também o comerciante, que não vê perspectivas no curto prazo. Mas acreditamos que 2021 possa ser um ano mais promissor”, comenta.

 

Empresário do ramo joalheiro, o presidente da ACP, Camilo Turmina, avalia que o momento é de perseverança, dedicação e ajuste fino das contas. “O lojista precisa reduzir contas e ter a contabilidade na ponta do lápis para passar por este período que exige muita responsabilidade. É hora de sonhar menos e manter os pés no chão para manter os negócios em pé, com as readaptações necessárias, mesmo para quem está acostumado a ficar apenas atrás do balcão, como eu sempre fiquei”, pondera.

Fonte: Gazeta do Povo

2020-08-31T12:36:06-03:00agosto 31st, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Promoview – Natura e The Body Shop criam programa de lojística reversa

Para diminuir do impacto ambiental gerado pelo despejo inadequado de embalagens, a Natura e a The Body Shop lançam um programa de logística reversa nas lojas próprias das marcas.

A cada cinco embalagens vazias, com exceção de frascos em miniatura e amostras, os clientes receberão um novo produto.

As lojas da Natura ainda receberão produtos de qualquer uma das quatro marcas do grupo Natura &Co: Avon, Natura, The Body Shop e Aesop.

“O objetivo é incentivar o descarte correto das embalagens, a reciclagem e a economia circular.”, ressalta Paula Andrade, vice-presidente de varejo de Natura &Co.

Em junho, o grupo lançou seu plano “Compromisso com a Vida”. No documento, a empresa se compromete a intensificar suas ações para enfrentar alguns dos problemas mais urgentes do mundo, entre eles a mudança da produção para alcançar maior circularidade.

Parceria para reciclagem

As iniciativas serão realizadas em parceria com a TerraCycle, empresa especializada em soluções de reciclagem, que vai recolher as embalagens e será responsável por todo o processo de reciclagem.

Os materiais reciclados deverão ser transformados em vasos de plantas, cones de trânsito, caixas para legumes e vegetais, entre outros utensílios.

Onde entregar as embalagens?

A ação é válida para todas as 60 lojas de shoppings da Natura e para 35 lojas da The Body Shop, localizadas em diversas cidades do país.

Todas as lojas da Natura e The Body Shop estão seguindo as medidas recomendadas de saúde e segurança para preservar a saúde de colaboradores e clientes, como redução de horário de funcionamento, obrigatoriedade de uso de máscaras, distanciamento entre as pessoas, higienização frequente de superfícies e limite de ocupação no interior do estabelecimento.

Fonte: Promoview

2020-08-31T12:33:02-03:00agosto 31st, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Exame – Revendedoras de Avon, Natura e Boticário reinventam negócio centenário

Com site próprio, Whatsapp e catálogo digital, consultoras de beleza digitalizam vendas, passam a ter acesso a um público maior e transformam venda direta

As vendas porta a porta mudaram. Revendedoras e consultoras de marcas de beleza estão cada vez mais digitais, com seus próprios sites, produzindo conteúdo para a internet e orientando consumidoras por redes sociais ou aplicativos de mensagens. Esse processo se intensificou ainda mais na pandemia do novo coronavírus, com as restrições para contatos presenciais.

Na Natura&Co, dono das marcas Natura, Avon, Aesop e The Body Shop, houve um crescimento de 225% nas vendas em comércio eletrônico no segundo trimestre do ano. Nas marcas Natura e Avon, dependentes da força de venda direta, as vendas online cresceram 150%. Houve alta de 70% no compartilhamento de conteúdos e de 65% na criação de lojas virtuais criadas pelas consultoras de Natura.

Segundo Erasmo Toledo, vice-presidente de negócios da Natura no Brasil, hoje 80% das consultoras estão digitalizadas e usam as ferramentas virtuais, como catálogos digitais e contato com consumidoras pelo Whatsapp. “Muitas pessoas dependem dessa renda, o desafio foi garantir que esse negócio continuasse girando”, diz.

Na Avon, marca de 130 anos comprada pelo grupo Natura em 2019 e incorporada em janeiro deste ano, a digitalização é ainda mais essencial, já que a marca não possui lojas físicas. No Brasil, a transformação digital ganhou um novo capítulo em 2018 com a greve dos caminhoneiros, que comprometeu o fornecimento de serviços e produtos, além da comunicação com a força de vendas em todo o Brasil. Já nos primeiros meses da pandemia, a digitalização na força de vendas cresceu 150%.

A Avon tem mais de 1,3 milhão de revendedoras. Para atender todo esse contingente, a marca criou diversas soluções, como a Nova, site exclusivo para revendedoras, e a Minha Avon, um aplicativo para a revendedora gerenciar o seu negócio. A Bela, a assistente virtual da Avon criada com Inteligência Artificial do Google, provê informações e serviços à força de vendas 24h por dia. As revendedoras também podem criar seu site individual para vendas.

A Natura investiu recentemente na Singu, startup brasileira de beleza por delivery e que oferece manicure, pedicure, depilação, massagem, entre outros. A startup tem 3.000 profissionais de beleza cadastrados e a Natura vê potencial para centenas de milhares. Essas profissionais podem usar os produtos da marca e há potencial para se tornarem também revendedoras. A base atual conta com 200.000 clientes ativos. A Natura anunciou ainda um investimento de 400 milhões de reais em tecnologia e comércio eletrônico para os próximos seis meses.

As vendas digitais não chegaram a compensar totalmente as perdas causadas pelo fechamento de lojas e o grupo viu as vendas caírem 12,7% no trimestre, para quase 7 bilhões de reais, e 5,7% no primeiro semestre do ano, para 14,5 bilhões de reais, e apresentou prejuízo de 388,5 milhões de reais no trimestre.

 

Fonte: Exame

2020-08-31T12:29:39-03:00agosto 31st, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

ABEVD conquista título de Platinum da World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA)

A World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA) concedeu à Associação de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) o título de Platinum, nível mais alto que atende a todos os parâmetros de governança para uma associação.

O Brasil é um dos principais mercados do setor, sendo líder do segmento na América Latina e estando em sexto colocado no ranking de venda direta no mundo. A atuação e boas práticas desenvolvidas pela ABEVD concederam à associação o status máximo de certificação da federação.

O Status Platinum faz parte dos padrões organizacionais de desempenho e boas práticas da WFDSA, que equipararam características de governança das associações de venda direta. Desse modo, a federação busca o fortalecimento das entidades ao redor do mundo, levando em conta a excelência no trabalho desenvolvido e no enaltecimento da venda direta pelos países em que está presente.

Com mais de quatro milhões de empreendedores independentes no Brasil e para assegurar a éticas das relações, a ABEVD tem um rigoroso critério para seus associados. Todos precisam seguir o Código de Ética para que exerçam seu trabalho em consonância e harmonia. Por conta das ações da ABEVD que tiveram destaque como o aumento no número de vagas para conselho diretor, os programas educacionais e sua representatividade e o curso sobre ética, lançado recentemente, concederam à ABEVD o nível Platinum da WFDSA.

A WFDSA é uma organização não governamental que congrega as associações de vendas diretas existentes no mundo. A ABEVD é um membro atuante desta entidade internacional.

2020-08-31T20:20:01-03:00agosto 31st, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – João Paulo Ferreira, da Natura: rotina alterada

Há quatro anos ocupando o cargo de presidente da Natura&Co na América Latina, João Paulo Ferreira nunca tinha visto nada igual. A pandemia do novo coronavírus despertou no executivo algo inédito: o temor de que os funcionários fossem contaminados e morressem. Ferreira buscou a orientação de médicos e especialistas. Despachou cinco mil pessoas para trabalhar em casa e mudou a rotina de boa parte do parque fabril, que passou a produzir sabonetes, álcool em gel e álcool.

Há quatro anos ocupando o cargo de presidente da Natura&Co na América Latina, João Paulo Ferreira nunca tinha visto nada igual. A pandemia do novo coronavírus despertou no executivo algo inédito: o temor de que os funcionários fossem contaminados e morressem. Ferreira buscou a orientação de médicos e especialistas. Despachou cinco mil pessoas para trabalhar em casa e mudou a rotina de boa parte do parque fabril, que passou a produzir sabonetes, álcool em gel e álcool 70 graus, em vez de produtos de beleza.

“Hoje não temos nenhum funcionário no hospital, nenhum óbito”, disse Ferreira, no início de agosto, respirando fundo, aliviado. Na força de vendas, houve mortes e a companhia, nesses casos, concedeu um auxílio-funeral. O executivo, engenheiro elétrico de formação, comanda 18 mil pessoas, distribuídas em quatro países – Brasil, Argentina, México e Venezuela. A produção é feita em seis fábricas, sendo três em território brasileiro.

A preocupação com a saúde dos funcionários veio acompanhada de uma certa confusão para estabelecer a nova rotina de trabalho. “Aprendemos tudo na vida…” diz Ferreira. A Natura adotou o trabalho remoto a partir de 16 de março. “Eu não era adepto de trabalho remoto e no início [do isolamento social] todo dia era dia de trabalho. Foi confuso”.

O executivo percebeu que seria importante estabelecer uma nova etiqueta para o trabalho, tanto para ele como para os funcionários. “Eu faço a barba, me visto, calço sapato”, diz dele, descrevendo a rotina que cumpre de segunda a sexta-feira, pela manhã. Assim, com a “roupa de trabalho”, Ferreira despacha os assuntos da Natura no escritório de sua casa, na Vila Madalena, bairro na zona oeste da cidade de São Paulo. No fim de semana veste camiseta e bermuda, para caminhar com a mulher e tocar violão com o filho.

Aos milhares de funcionários que estão trabalhando remotamente, Ferreira fez chegar a mensagem de que é importante limitar a carga de trabalho, ter horário para fazer as refeições. Ele também determinou que os computadores e cadeiras, que estavam sem uso na empresa, fossem levados para as casas dos empregados. Apoio psicológico também foi oferecido. O isolamento social, por meses a fio, pode causar ansiedade e depressão.

Ninguém sabe quando a pandemia vai passar, mas Ferreira diz que alguns dos hábitos adotados por causa da covid-19 devem ser incorporados para sempre. “Vou adotar o trabalho remoto e [no futuro] vai ser raro ter todo mundo na empresa ao mesmo tempo”. O contato físico entre as pessoas “é importante, para criar intimidade e confiança. Mas não precisa ser todos os dias, das oito às cinco”, diz ele.

O cenário que Ferreira traça para a economia brasileira neste ano é negativo. “O PIB [Produto Interno Bruto] vai cair, é inevitável”. Para 2021, a previsão é mais otimista. “O PIB deve voltar a crescer, timidamente, até 2% a 3%”, diz. O executivo espera que a agenda de reformas, em especial a tributária, volte a ser pautada pelo governo e votada no Congresso Nacional, o que poderia dar um impulso adicional ao nível de atividade.

Na Natura, enquanto perdurar o clima de incerteza em relação aos rumos e efeitos da pandemia, Ferreira vai ser mais cauteloso quanto aos investimentos. “Não vamos cumprir a totalidade do que estava orçado”, diz. O plano de expansão da rede de lojas físicas é citado como exemplo de área onde o ritmo de gastos será menor. Mas vai haver mais recursos para a área de tecnologia voltada ao comércio on-line.

“Vamos acelerar muito a digitalização, o uso de ferramentas digitais”, diz Marques. O grupo anunciou que, a partir de agosto deste ano, vai deslanchar um programa de investimentos de R$ 400 milhões cujo foco é a área digital e que deverá durar seis meses. A companhia ainda vai decidir a fatia desse valor destinada à operação brasileira.

Assim como várias empresas de bens de consumo, a Natura vem reagindo ao consumidor que ampliou suas compras ou que aderiu agora ao varejo on-line por causa da pandemia. As vendas pela internet cresceram 225%, embora no segundo trimestre, a receita global do grupo, que inclui Natura, Avon, The Body Shop e Aesop, tenha encolhido 13%, em relação a igual período de 2019.

Fonte: Valor Econômico

2020-08-28T17:36:50-03:00agosto 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Agência Senado – Setores econômicos pedem simplificação e redução da carga tributária

O Brasil precisa entrar numa rota de crescimento sustentável. E para que seja efetiva a reforma tributária em análise no Congresso Nacional deve adotar um modelo que assegure investimentos para o setor público, garanta o destrave do crescimento econômico e permita a criação de um ambiente de negócios favorável e seguro. Essa é a sugestão do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney Menezes Ferreira, apresentada nesta quinta-feira (27) à Comissão Mista da Reforma Tributária, que se reuniu remotamente para ouvir representantes do setor produtivo.

Em nome do setor financeiro, Isaac Ferreira lembrou que a reforma tributária tem sido discutida há cerca de 30 anos e considerou que o país está maduro do ponto de vista institucional para definir a questão. Para ele, o novo texto deve levar em conta princípios como o da neutralidade, da redução gradativa de tributos e da simplicidade. E todas as decisões relacionadas a produção, consumo e investimentos, disse, devem passar a ser tomadas em função da lógica econômica, de modo a eliminar as distorções do sistema atual.

— É fundamental não haver aumento da carga de tributos. O sistema deve permitir uma redução gradual da carga tributária atual e não deve interferir no funcionamento da economia, nem nas decisões dos agentes econômicos. É um tema que deve levar em conta também o princípio da simplicidade, garantindo ao contribuinte a compreensão do seu funcionamento, para que ele possa cumprir com suas obrigações sem incorrer em gastos excessivos, tanto de recursos humanos quanto financeiros.

Complexidade

Ex-ministro da Previdência, o representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Roberto Brant, observou que o sistema tributário nacional é complexo e oneroso. Segundo ele, o governo precisou recorrer a uma série de improvisações para acomodar o aumento das despesas até chegar ao limite atual. Apesar de concordar com a necessidade de o Brasil rever seu sistema tributário, Brant demonstrou preocupação com o fato de o assunto estar sendo discutido no momento de crise provocada pela pandemia de coronavírus, que, segundo afirmou, ajudou a aprofundar a recessão econômica no país.

Brant ponderou que não são neutras as propostas em tramitação — as propostas de emenda à Constituição (PEC 45/2019), na Câmara , e (PEC 110/2019), no Senado, e o projeto de lei apresentado pelo governo federal (PL 3.887/2020). Para ele, essas proposições representam grande transferência de carga de tributos, que deverá incidir principalmente sobre os setores rural e de serviços.

— Não posso deixar de expressar nossa inquietação com o fato de que vivemos uma séria crise e uma economia mergulhada numa grave recessão e tenhamos de tratar de uma reforma tão ampla no âmbito do Estado. Temos de raciocinar que a alíquota prevista vai girar em torno de 30%. Será a mais alta alíquota de imposto de valor agregado em todo o mundo. Autoridades que vivem o dia a dia do sistema tributário acham mesmo que vai acabar ficando inviável.

Sobrevivência

O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, disse que uma empresa no Brasil gasta, em média, 1,5 mil horas por mês para honrar suas obrigações tributárias. E essa realidade, segundo afirmou, gera uma série de empecilhos aos investimentos e à retomada do crescimento econômico. Para o especialista, no entanto, o momento não é oportuno para a discussão da reforma tributária. Isso porque, na opinião de Bentes, a pandemia de covid-19 provocou uma crise sem precedentes, levando a economia brasileira a encolher cerca de 10% no segundo trimestre de 2020 e à previsão de fechamento do ano com queda desses índices em torno de 5%.

Bentes observou ainda que a discussão do tema se torna fragilizada pelo fato de o Congresso Nacional estar deliberando remotamente desde março, em decorrência das medidas de distanciamento social adotadas para combater a pandemia de coronavírus.

— Portanto, a gente entende que discussão neste momento se torna muito prejudicada. Uma matéria de tamanha complexidade não deveria ser analisada sem debates presenciais. Na realidade, deveríamos focar em garantir a sobrevivência das empresas. Recentemente, a Confederação Nacional do Comércio divulgou um balanço mostrando que 135 mil empreendimentos do comércio, com vínculos empregatícios, foram fechados no semestre. Então, eu acredito que, no momento atual, a gente deveria estar discutindo a sobrevivência das empresas no curto prazo — ressaltou.

Cooperativismo

O presidente da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), Márcio Lopes de Freitas, ressaltou a necessidade de tratamento tributário que se adeque à atividade cooperativa. Ele argumentou que não se trata de um pedido de vantagem, nem diferenciação, mas de justiça a ser prevista no novo texto. Ao reforçar a necessidade de simplificação dos tributos sobre o setor, Freitas observou que o cooperativismo é uma atividade econômica, prestadora de serviços, reconhecida na Constituição.

— É uma questão complexa, mas, para nós, é muito simples. Quando as cooperativas buscam o adequado tratamento tributário, elas buscam, na realidade, uma maior vantagem competitiva ou comparativa tributária, não é um processo diferenciado. É um tratamento justo, correto. Não há sentido em se tributar uma operação de pessoa jurídica chamada cooperativa, e o cooperado, dono desta cooperativa, que entregou sua mercadoria, seu serviço, sua energia ou seu recurso financeiro, pagar também. Não há sentido pagar tributo duplamente.

Seguros

Diretor da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Alexandre Leal ressaltou que a discussão sobre a reforma tributária tem causado instabilidade no setor. O debatedor demonstrou preocupação com trechos das propostas em tramitação no Congresso, como uma possível omissão da PEC 45 relacionada ao IOF, incidente sobre as operações. Leal também defendeu a simplificação, principalmente dos tributos referentes ao consumo, de modo a garantir uma tributação não cumulativa.

— A visão do setor é que dificilmente o legislador não estava querendo manter o seguro dentro desse imposto [IOF], mas, para evitar qualquer discussão futura, o nosso posicionamento e a nossa contribuição, foi que deixassem explícito que no segmento de seguros incidiria o IBS sobre essas operações. A ideia é que a tributação sobre o IOF, que hoje incide sobre as operações de seguro, caia. A PEC 45 é omissa em relação à questão. A PEC 110, sim, prevê que, ao longo do tempo, a alíquota do IOF vá caindo até ser zerada algum tempo depois da entrada em vigor do imposto. A nossa proposta, no âmbito da 45, é que efetivamente o seguro saísse do escopo do IOF.

Convergência

Esta foi a primeira audiência pública da comissão mista para ouvir representantes do setor privado. O relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), destacou a convergência de opiniões observada entre os especialistas. E concordou que a reforma deve ser planejada sob os pilares da simplificação, da equidade e da segurança jurídica, abrangendo as peculiaridades de cada setor.

— A nossa visão é justamente sobre a necessidade de simplificação, compreendendo e conversando com todos os segmentos, para não termos a intranquilidade dos produtores rurais. Estamos trabalhando e dialogando com todos para construir um texto que enxergue cada um com sua importância e buscando a neutralidade, sem resultar em peso para qualquer atividade — explicou.

Em diligência do governo federal no Maranhão, o presidente da comissão mista, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), destacou o empenho dos parlamentares para cumprir o calendário de audiências públicas. Ele informou que na próxima semana será ouvido um segundo grupo de especialistas do setor privado. Na sequência está programada uma nova rodada de debates, com representantes de setores como o da tecnologia.

A previsão, segundo Roberto Rocha, é unificar os textos e consolidar uma proposta de reforma tributária a ser apresentada na primeira quinzena de outubro.

Fonte: Agência Senado

 

2020-08-28T13:11:06-03:00agosto 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|
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