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IJXDroid – O mercado de Vendas de óleo de erva deve crescer rapidamente nos próximos anos com os principais Symrise AG, Givaudan SA, Young Living Essential Oils LC, Biolandes SAS

O relatório Mercado Vendas de óleo de erva considera os principais fatores responsáveis ​​por impulsionar o crescimento da indústria Vendas de óleo de erva , além dos principais obstáculos e desafios. No segmento inicial do relatório, a definição de mercado, visão geral do mercado, descrição do produto, escopo do produto, caracterização do produto e especificação do produto foram discutidos.

As informações apresentadas neste relatório fornecem uma visão geral das últimas tendências e planos de desenvolvimento, padrões e políticas observados no mercado global. Além disso, o estudo oferece uma análise dos últimos acontecimentos, como os avanços tecnológicos e os lançamentos de produtos e suas consequências no mercado global Vendas de óleo de erva. O mercado global também inclui os dados acumulados de várias fontes primárias e secundárias.

Clique aqui para mais informações e para ler o relatório completo.

Fonte: IJXDroid

2020-08-28T13:06:57-03:00agosto 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

NeoFeed – O desafio da Polishop e do setor de varejo: o descompasso com a indústria

Por conta do descasamento da indústria com o varejo, muitos produtos estão em falta e a demanda em alta. João Appolinário, CEO da rede varejista, afirma que isso deve afetar a Black Friday e a volta ao normal deve acontecer só em 2021

No início da crise do coronavírus no Brasil, em março deste ano, o principal problema de João Appolinário, CEO e fundador da rede varejista Polishop, foi o fechamento abrupto de suas 278 lojas espalhadas pelo País. Ali, naquele momento, ele via 78% de seu faturamento desaparecer de uma hora para a outra.

Passados três meses, num esforço de guerra, numa batalha para a conversão digital e com a abertura gradual das lojas, Appolinário contou ao NeoFeed que a Polishop conseguiu atingir o mesmo faturamento de antes da pandemia com 90% de suas lojas abertas atualmente. Mas agora surge um novo desafio para a empresa e para um setor como um todo.

“Estão faltando produtos. O grande problema agora é o descasamento entre o varejo e a indústria. O consumo voltou e a indústria parou”, diz Appolinário, explicando que, muita gente que ficou em casa nos últimos meses, resolveu trocar aparelhos como liquidificador, aspirador de pó, entre outros. “Haverá falta de produtos nesta Black Friday e durante o ano todo. Essa questão só será resolvida em 2021.”

De acordo com o empresário, produtos como eletroportáteis estão em falta, com a produção atrasada em até cinco meses. “Os varejistas pararam de fazer pedidos e as indústrias pararam de fabricar. Agora que o consumo, que estava represado, voltou com mais força, não estamos conseguindo vender”, diz ele.

Appolinário acredita que, se não houvesse problemas de abastecimento, hoje a Polishop estaria faturando mais do que no mesmo período do ano passado. E, além dos problemas de abastecimento da indústria, principalmente a chinesa, ele também vê barreiras no transporte. “Estamos com problemas para embarcar os produtos para o Brasil.”

O empresário afirma que categorias como as de panelas elétricas e panelas antiaderentes, por exemplo, estão sofrendo com o desabastecimento. “O eixo do consumo mudou e muita gente passou a comprar produtos que antes não compravam, como essas panelas elétricas”, afirma.

A saída tem sido focar em equipamentos fitness, cujas vendas cresceram 300%, e são fabricados aqui em Manaus. “Acabou todo o nosso estoque dessa linha fitness, mas estamos trabalhando em dois turnos e contratando mais gente para aumentar a produção”, diz Appolinário.

NeoFeed conversou com o CEO de uma grande empresa de eletroportáteis e ele confirmou o problema. “Existe sim problema de supply chain e falta de produtos. Mas é porque a demanda está alta. Não dá para dizer que é uma ruptura da cadeia de fornecimento”, diz ele. E prossegue. “O varejo está louco por produtos. E a indústria não está estocada.”

Fonte: NeoFeed

2020-08-28T12:56:07-03:00agosto 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

The Cap Finanças – Fraudes e Golpes Financeiros: Como Evitar e Investir com Segurança

Ofertas irregulares alcançam cada vez mais pessoas. Número de fraudes aumenta durante a pandemia.

 

No desejo de obter bons rendimentos muitos investidores caem em golpes financeiros que envolvem desde a atuação irregular de emissores e intermediários, bem como a oferta de produtos não registrados.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade que fiscaliza o mercado de valores mobiliários, recebe um grande número de reclamações de ofertas irregulares que se revelam golpes financeiros. As fraudes alcançam um número cada vez maior de pessoas, seja pela fácil divulgação pela Internet ou pela vontade da população de poupar, investir e conquistar a independência financeira.

No anseio de ganhos maiores, juntamente com a falta de um grau maior educação financeira, muitos acabam sendo vítimas de golpes financeiros e perdem dinheiro que poderia ser aplicado em investimentos regulamentados. A pandemia do novo coronavírus afetou a vida financeira de grande parte dos brasileiros. Junte a isso os sucessivos cortes na taxa básica de juros (Selic) que obrigaram os investidores a buscarem por investimentos mais rentáveis, o número de golpes e fraudes cresceu expressivamente.

Os golpistas se valem da maior exposição digital para oferecer investimentos irregulares como pirâmides financeiras e atuação irregular na gestão de recursos. Do início do ano até início de agosto, a CVM abriu 213 processos de investigação de atividades irregulares no mercado de capitais. Os golpes financeiros são mais comuns do que se imagina.

De acordo com levantamento da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), 55% dos brasileiros que afirmaram ter perdido dinheiro em investimentos fraudulentos. O motivo é quase sempre o mesmo: a busca de altas taxas de rendimento. No mercado financeiro “não existe almoço grátis”. Não há atalhos. Portanto, desconfie de oportunidades milagrosas.

Fonte:  The Cap Finanças

 

2020-08-27T15:49:15-03:00agosto 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

G1 – PIB dos EUA no segundo trimestre é revisado para queda menor, de 31,7%

Primeira estimativa apontava para queda de 32,9%. Contração ainda é a maior desde a Grande Depressão, no início do século passado.

O desempenho da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre foi revisada nesta quinta-feira (27) para uma queda de 31,7%, segundo dados do escritório oficial de estatísticas do Departamento do Trabalho do país. A primeira estimativa, divulgada em 30 de julho, apontava para uma contração maior, de 32,9%No trimestre anterior, a queda havia ficado em 5%.

 

Foi a maior contração desde a Grande Depressão, no início do século passado, conforme a pandemia atingiu fortemente os gastos das famílias e das empresas. A queda também representa mais do triplo do recuo de 10% registrado no segundo trimestre de 1958 – a maior queda já vista desde então.

Os números negativos vêm em meio à uma onda crescente de casos de coronavírus no país, que ameaça prejudicar a recuperação econômica.

Os dados ainda vão passar por uma segunda revisão.

 

Reflexo da pandemia

De acordo com o escritório de estatísticas, a queda registrada no segundo trimestre é um reflexo das respostas à pandemia do coronavírus, conforme ordens de isolamento determinadas em março e abril começaram a ser flexibilizadas e auxílios governamentais distribuídos a famílias e empresas.

 

O BEA alerta, no entanto, que os efeitos totais da pandemia de coronavírus não podem ser quantificados nas estimativas para o PIB, porque esses impactos estão geralmente são incorporados nos dados de origem e não podem ser identificados separadamente.

 

A maior parte da queda registrada no trimestre é resultado dos efeitos sentidos pela economia em abril, quando grande parte da atividade econômica foi paralisada, com o fechamento de restaurantes, bares e indústrias para conter a pandemia.

 

Embora parte das atividades tenham sido retomadas em maio, a recuperação segue a passos lentos com o crescimento dos casos de Covid-19.

Fonte: G1

2020-08-27T15:45:35-03:00agosto 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

O Tempo – O que está por trás da reforma da Previdência?

Projeto não é medida efetiva contra a crise orçamentária

Nesta semana, a Comissão de Trabalho e Previdência votou parecer contrário ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 46, que trata da reforma da Previdência estadual. Além do PLC 46, também tramita na ALMG a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, e a forma como o tema está sendo tratado pelo governo do Estado nos faz questionar: afinal, o que está por trás desse projeto?

Qualquer projeto que altere a vida dos servidores ativos e inativos precisa ser discutido com eles e com a sociedade de forma ampla, o que é impossível durante uma pandemia que exige o isolamento social. Estamos falando de um contingente de mais de 600 mil pessoas diretamente atingidas (entre ativos e inativos) e de toda a população que precisa do serviço público. Não se pode tratar essas questões com um rolo compressor. O prazo exigido pelo governo federal – adiado para dezembro – não serve como desculpa, pois cabe ao governo de Minas fazer as tratativas com a União para que haja tempo de debate, sem atropelo e com transparência.

Outro motivo alegado pelo governo de Minas para a aprovação ágil da reforma da Previdência é o déficit fiscal. Segundo o secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy, boa parte da crise financeira de Minas é provocada pelo rombo no sistema de Previdência dos servidores. Esse entendimento, além de problemático, é extremamente injusto com o funcionalismo público estadual. Em primeiro lugar, porque a Previdência Social é um direito dos trabalhadores, é o direito à velhice com dignidade. E não se pode resolver a crise confiscando o salário dos servidores. É necessária a realização de auditorias nos fundos previdenciários que foram criados e desfeitos pelos diversos governos de Minas ao longo do tempo e o aumento de receitas com outras medidas, como taxação de grandes fortunas e redução da isenção fiscal de setores privilegiados.

Aumentar a contribuição dos servidores, dividir o Ipsemg e criar outra autarquia, como está proposto na PEC 55 e no PLC 46, é desmontar o atual sistema sem apresentar nenhuma explicação, estudo ou prognóstico. A proposta abre o risco de capitalização do sistema previdenciário do Estado – será por isso que pouquíssimas vezes o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, apareceu publicamente para falar sobre os projetos?

A Secretaria de Fazenda (SEF), responsável pelo projeto, esteve presente na ALMG para defendê-lo, mas não respondeu aos questionamentos. Os pedidos de informação solicitados à SEF e à Secretaria de Governo também não foram respondidos. O governo não conseguiu responder a nenhuma das perguntas apresentadas por parlamentares e servidores em seminário e audiência pública realizados pela Assembleia Legislativa de Minas.

Apesar dos mitos propagados há tantos anos, o servidor mineiro não é um “parasita” que recebe salários milionários. Dois terços recebem até quatro salários mínimos – são em sua maioria trabalhadores da educação e da saúde. Uma imagem mais adequada é a das mulheres negras: merendeiras e professoras, enfermeiras e auxiliares de enfermagem, entre tantas outras, que tornam possível a vida no Estado. São pessoas como Maria, mulher negra de 50 anos, que começou a trabalhar aos 9 em casa de família e só pôde experimentar alguma estabilidade financeira após se tornar servidora da saúde. Salário curto, tendo que conciliar com trabalhos externos e o trabalho doméstico. Sem as Marias não tem Estado, UPA, hospital, escola, não tem nada. A reforma não é medida efetiva para a crise orçamentária do Estado, então cabe a pergunta: por que o governo Zema escolhe as mulheres como alvo?

Fonte: O Tempo

2020-08-27T15:40:25-03:00agosto 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Direct Selling News – A executiva da Mary Kay oferece declaração sobre o 100º aniversário do direito das mulheres de votar

Abaixo está uma declaração de Julia A. Simon, diretora jurídica e diretora de diversidade da Mary Kay Inc.

A declaração é no 100º aniversário da aprovação da 19ª emenda que estabelece o direito das mulheres de votar nos Estados Unidos:

Há 100 anos, a voz coletiva das mulheres nos Estados Unidos tornou-se mais alta com a aprovação da 19ª emenda. O direito de uma mulher de votar – de ter seus pensamentos, ideais e crenças reconhecidos nas urnas – foi um passo importante em um movimento de igualdade de direitos que continua até hoje. Este centenário é digno de comemoração, mas nossa luta pelos direitos das mulheres está longe do fim. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, no ritmo atual, levará 140 anos para alcançar a igualdade de gênero em posições de liderança e 99,5 anos para ter um mundo com igualdade de gênero.

Eu encorajo nossos colegas nos setores público e privado a amplificar as vozes das mulheres não apenas nos negócios, mas também em suas comunidades, país e mundo. Apoiar e acomodar o direito de seus funcionários de votar e fazer escolhas conscientes para promover e contratar mulheres em todos os níveis da organização.

Mulheres: Eu as encorajo a sempre exercer seu direito constitucional e humano de votar em todas as eleições locais e nacionais. A democracia não é um esporte para espectadores.

Fonte: Direct Selling News

2020-08-27T15:36:53-03:00agosto 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Direct Selling News – Young Living lança nova linha de cuidados com a pele

Young Living anunciou recentemente uma nova linha de produtos para a pele durante sua Grande Convenção Internacional virtual.

A nova coleção BLOOM™ Skincare da empresa apresenta três produtos:

  • BLOOM ™ da Young Living Brightening Cleanser, um sabonete facial de origem natural que ajuda a limpar e hidratar a pele.
  • BLOOM ™ da Young Living Brightening Lotion, que ajuda a hidratar a pele e minimizar o aparecimento de danos futuros.
  • BLOOM ™ da Young Living Brightening Essence, uma essência com textura de gel que infunde umidade na pele, refinando a aparência e a textura da pele.

“Agora, mais do que nunca, é importante ter saúde e bem-estar em mente”, disse Kristen Knight, vice-presidente sênior de gerenciamento de produto global e marketing da Young Living. “Nossa equipe trabalhou para desenvolver esses novos produtos para ajudar as pessoas a priorizar a saúde e o bem-estar com suas famílias e em suas casas. Ficamos ainda mais animados com os lançamentos deste ano, pois o formato virtual de nossa convenção nos permitiu compartilhar esses produtos com nosso maior público até então.”

Fonte: Direct Selling News

2020-08-27T15:34:20-03:00agosto 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Exame – Roberto Marques, CEO da Natura & Co: distribuir renda é parte do negócio

Na estreia do podcast do Exame.ESG, o executivo fala sobre como empoderar as 6 milhões de consultoras da empresa, de diversidade, Amazônia e pandemia

Compreender e medir o impacto das empresas na sociedade é a base fundamental do ESG. O conceito congrega critérios socioambientais e de governança à análise empresarial e vem ganhando aderência entre investidores por oferecer um quadro mais holístico da atuação corporativa. Para uma companhia como a Natura, que tem mais de 6 milhões de consultoras espalhadas pelo mundo, no entanto, o papel social da companhia é parte integrante do negócio.

No primeiro episódio do podcast do Exame.ESG, Roberto Marques, CEO da Natura & Co, detalha essa dimensão social da gigante de beleza e cosméticos, uma das maiores companhias do setor no mundo, presente em mais de 100 países. O contingente de vendedoras, equivalente à população da cidade do Rio de Janeiro, obriga a companhia a olhar para a questão da distribuição de renda como um aspecto estratégico para a sustentação dos negócios. “É fundamental”, afirma Marques. “Medimos continuamente esse impacto e nos preocupamos em melhorar a renda das nossas consultoras.”

A palavra que define essa estratégia de atuação é empoderamento. A Natura busca criar alternativas para as consultoras crescerem seus micronegócios. Para isso, aposta na tecnologia e na educação. “Nosso modelo de negócios é o da venda por relacionamento. Mas, esse relacionamento está mudando do porta a porta para o meio digital”, diz Marques. “Quando a gente leva a inclusão digital para nossas parceiras, por exemplo, geramos maior empoderamento e, consequentemente, aumentamos nossas vendas.”

Fonte: Exame

2020-08-27T15:29:30-03:00agosto 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

G1 – Tombo do PIB brasileiro na pandemia é menor que o de outros países da América Latina e da Europa, aponta levantamento

Ranking da Austin Rating mostra que maiores quedas entre 38 países que já divulgaram dados oficiais do 2º trimestre foram no Peru (27,2%) e Reino Unido (20,4%). Expectativa, porém, é de recuperação mais lenta da economia brasileira.

 

Apesar da projeção de tombo recorde no 2º trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil caiu menos do que o da maioria das economias da zona do euro e de outros países da América Latina como México, Colômbia, Chile e Peru, segundo levantamento da Austin Rating. O dado oficial do PIB brasileiro, que será divulgado no próximo dia 1º de setembro, deve mostrar uma contração de até 10% na economia.

 

A prévia do ranking do desempenho do PIB das maiores economias do mundo mostra que em 18 países a queda no 2º trimestre foi superior a 10% na comparação com os primeiros 3 meses do ano. Em diversos países a retração foi recorde, em meio aos abalos e restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus.

 

As maiores quedas entre os 38 países do ranking que já divulgaram dados oficiais do período entre abril a junho foram no Peru (27,2%) e Reino Unido (20,4%). Na zona do euro, os países com retração mais drástica da atividade econômica foram a Espanha (-18,5%), Portugal (-13,9%) e França (13,8%). Nos Estados Unidos, o recuo foi de 9,5% e, na Alemanha, o tombo foi de 9,7%. Já na China, houve alta de 11,5%.

 

A estimativa atual é que economia brasileira mostre um tombo recorde em torno de 8% a 10% no 2º trimestre, frente aos 3 meses anteriores, o que colocará o país oficialmente em recessão. Levantamento do G1 mostrou que, de 12 consultorias e instituições financeiras consultadas, 10 esperam um tombo de até 10% – patamar em linha com o da última projeção do governo.

 

A Austin estima uma queda de 10,1% do PIB do Brasil no 2º trimestre, o que deixaria o Brasil na 23º posição do ranking, considerando também as projeções para outros países que ainda não divulgaram os números oficiais. No 1º trimestre, o Brasil teve retração de 1,5% e ficou na 16ª posição no comparativo entre as maiores economias.

“Se o resultado oficial vir abaixo de 9% como espera parte do mercado, a queda será menor também que a registrada pelos Estados Unidos”, afirma Alex Agostini, economista-chefe da agência classificadora de risco de crédito, que faz periodicamente o ranking.

 

Perspectivas

Entre os fatores que explicam uma queda menos acentuada do PIB do Brasil no 2º trimestre, a Austin cita o bom desempenho da agropecuária, a alta das commodities metálicas e também o socorro do governo às empresas e famílias, que ajudaram a atenuar os efeitos da pandemia, que já deixou mais de 115 mil mortos no país.

 

No Brasil, as despesas autorizadas para gastos relacionados à pandemia já somam mais de R$ 510 bilhões e devem alcançar, segundo cálculos do banco Itaú, 7,9% do PIB, percentual superior ao desembolsado por outros países.

 

“Mas também é importante registrar que o país demorou para fazer a quarentena, bem como saiu mais rápido que os demais países”, destaca Agostini, citando a abertura prematura de setores da economia no Brasil.

 

Apesar da reação de diversos segmentos nos últimos meses, analisas têm alertado para o risco de perda de fôlego da economia brasileira na reta final do ano e de até mesmo uma retração no 4º trimestre, em meio ao encerramento ou enxugamento de medidas de alívio dos reflexos da pandemia no país e desemprego em alta. A avaliação é que o PIB só deverá recuperar o patamar pré-pandemia em 2022.

 

Para o ano de 2020, o mercado reduziu a previsão para o tombo PIB do Brasil de 2020, revisando a estimativa de uma redução de 5,52% para 5,46%, segundo última pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira (24). Para 2021, a projeção é de um avanço de 3,5%.

 

A Austin estima queda de 5,1% em 2020 e expansão de 3,3% no ano que vem.

 

“Infelizmente, a recuperação no Brasil será mais lenta em relação as demais economias, com destaque para as economias emergentes, em virtude de o Brasil estar algum tempo em processo de recuperação fraca devido aos desarranjos do lado fiscal, que acumula déficit anual desde 2014, bem como os entraves entre Executivo e Legislativo que afetam a aprovação das reformas estruturantes, além das recentes discussões sobre a manutenção do teto de gastos”, avalia.

 

Fonte: G1

2020-08-26T13:31:03-03:00agosto 26th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Agência Brasil – Pesquisa mostra crise gerada pela covid-19 na economia criativa

Índice de organizações do setor que precisaram demitir é de 50,2%

 

A pesquisa nacional Impactos da Covid-19 na Economia Criativa, feita pelo Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC-BA), em parceria com o think tank (laboratório de ideias) cRio ESPM, revela que embora 50,2% das organizações tiveram que demitir em função da pandemia e 65,8% fizeram reduções em contratos, 45,1% dos profissionais e 42% das empresas conseguiram desenvolver novos projetos durante o período de isolamento social. Parcela de 12% dos indivíduos e 18% das organizações consultados buscaram novas formas de geração de receita, entre elas a antecipação de venda de ingressos, campanhas de doação ou de financiamento coletivo. Os resultados da pesquisa foram divulgados hoje (25).

 

O estudo via a analisar os efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus nas áreas culturais e gerar dados que auxiliem na elaboração de ações para a retomada do setor no período pós-pandemia. A pesquisa foi feita entre 27 de março e 23 de julho passado, com um total de 2.608 entrevistados, sendo 969 organizações e 1.639 pessoas físicas de todas as áreas relacionadas à arte, cultura e economia criativa.

 

Tecnologias

A pesquisa verificou que a demanda por capacitação digital vem crescendo entre os profissionais do setor e é apontada como solução para a retomada dos negócios: 55% indicaram a necessidade de adotar estratégias digitais de relacionamento com o público, venda de produtos e prestação de serviços e acesso a serviços e equipamentos para o trabalho remoto. A pesquisadora do cRio ESPM, Luciana Guilherme, confirmou à Agência Brasil que essa tendência está muito forte, “porque as pessoas tiveram que se adaptar para atuar no ambiente digital”. A maioria, porém, não domina todas as tecnologias. “Somente o básico, o uso de rede social, a forma como se comunica, que é mais cotidiana. Mas você usar isso como processo de monetização de um trabalho é mais complexo”. Essa demanda apareceu muito na pesquisa. Segundo Luciana, em alguns casos, a internet tem sido o único meio desses profissionais e empresas obterem renda.

 

A pesquisa mostra que a maior parte dos profissionais que trabalham com economia criativa recebe até três salários mínimos por mês; 31,5% trabalham mais de 45 horas semanais. Cerca de 71,2% dos indivíduos e 77,8% das organizações têm reservas financeiras para garantir um período máximo de três meses de subsistência, partindo de suas atividades profissionais. “Porque eram atividades essencialmente presenciais, e as previsões que a gente tem acompanhado é que esse retorno seria mais para o ano que vem. Temos percebido isso no mundo todo”, afirmou Luciana. Ela destacou que nesse ambiente de incerteza, a necessidade de compreender as tecnologias e como usá-las é urgente, especialmente para os profissionais e artistas independentes e autônomos.

 

Auxílio emergencial

Entre as sugestões feitas pelas organizações para retomar as atividades, estão a desoneração tributária, o perdão de dívidas e o apoio para o pagamento de funcionários. Já o auxílio emergencial, criado pela Lei Aldir Blanc, é priorizado pelos profissionais consultados para enfrentar a pandemia. A Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, nasceu com o objetivo de promover ações para garantir renda emergencial aos trabalhadores da cultura e a manutenção dos espaços culturais durante o período de pandemia. “É uma demanda urgente, urgentíssima”, disse Luciana Guilherme. Ela observou, por outro lado, que o auxílio está projetado para três meses e vai funcionar como um “paliativo” se as atividades seguirem fechadas por mais tempo.

 

Coordenador do Fórum Estadual de Cultura de Mato Grosso do Sul, Anderson Lima afirmou que o movimento “está na luta pela implementação da Lei Aldir Blanc e tentando fazer de tudo para que ela chegue de maneira mais democrática e consiga atender a todo mundo que está precisando desse auxílio”. Isso se explica porque muitos técnicos vinculados à cultura não foram contemplados com essa verba emergencial. Lima nabifestou preocupação por 2020 ser um ano eleitoral e esse dinheiro acabar destinado a municípios que nunca investiram na cultura. Comitês estão sendo criados em todo o país para evitar que o dinheiro do auxílio emergencial seja usado para fins eleitorais.

 

Para a pesquisadora do Obec-BA, Beth Ponte, a reduzida familiaridade com os mecanismos de financiamento realça a necessidade de procedimentos mais simples e acessíveis de acesso à Lei Aldir Blanc, para que os recursos cheguem ao setor cultural de forma rápida e ampla. Beth acentuou que o setor criativo “foi duramente afetado em sua forma de subsistir e de existir, pois a coletividade, a presença e o convívio são centrais para a criação e a distribuição de grande parte dos produtos culturais”.

 

Indefinições

A indefinição em relação ao lançamento de uma vacina contra a covid-19 e ao retorno das atividades culturais e artísticas presenciais torna mais pessimistas as expectativas do setor: 51% dos entrevistados disseram não prever quantos trabalhos serão cancelados no segundo semestre deste ano; 65% não têm condições de fazer essa estimativa para o próximo ano; 88,7 % dos indivíduos e 86,8% das organizações acreditam que as atividades ficarão restritas até o fim de 2020 ou além desse prazo. A pesquisadora do cRio da ESPM avaliou que a população também precisa ter maior disciplina e conscientização a respeito da pandemia, para ajudar a curva da doença baixar. “Isso vai adiando, esticando a onda”.

 

A sondagem revela também que 62% das organizações e 75% dos indivíduos disseram nunca ter se beneficiado de incentivo fiscal em qualquer dos níveis governamentais, embora os apoios municipais e estaduais sejam mais solicitados e acessados que os da esfera federal. Sobre o impacto pela suspensão das atividades, 83,7% das organizações e pessoas físicas entrevistados relataram ter sido muito afetados e indicaram dificuldade de captação de recursos em entidades privadas e públicas; 72% das organizações do setor audiovisual e 87,5% do teatro acessam com mais frequência apoios diretos; 57,1% das organizações do setor do teatro informaram ter projetos financiados por incentivo fiscal, seguidos pelo setor musical,com 43,4%, e as organizações de dança, com 12,8%.

 

Outras sugestões

Outras sugestões formuladas pelos consultados incluem a criação de editais simplificados e emergenciais, oferta de linhas de crédito, liberação de recursos de fundos culturais e setoriais, suspensão de contas de custeio, pagamento de editais atrasados, bolsas e prêmios, compra ou contratação antecipada de bens, produtos e serviços culturais.

 

Participaram também da realização da pesquisa o Instituto Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Federal Rural do estado e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC-BA) é um grupo de pesquisa interinstitucional que reúne docentes e discentes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), além de pesquisadores independentes e de outras instituições públicas.

 

Fonte: Agência Brasil

2020-08-26T13:28:47-03:00agosto 26th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|
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