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ABEVD divulga pesquisa sobre o Perfil do Empreendedor Independente durante webinar

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Nesta quarta-feira (30), foi realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) um webinar abordando os resultados de uma pesquisa feita para conhecer o perfil do empreendedor independente, além de apurar as mudanças antes e durante a pandemia no comportamento de quem vende e compra por meio da venda direta.

O webinar foi conduzido pelo palestrante Sandro Cimatti, que é diretor geral da CVA Solutions. Participou da conversa como moderadora a presidente executiva da ABEVD, Adriana Colloca. No webinar foram debatidos temas como categorias que mais vendem durante a pandemia, principais meios online de venda dos revendedores, dificuldades dos revendedores com a pandemia e apresentados resultados da pesquisa conduzida pela CVA Solutions.

Os estudos são sobre as vendas diretas em julho e agosto em comparação com o mesmo período do ano anterior e envolveu mais de 1,2 mil empreendedores independentes. “Muitas coisas aconteceram, tiveram períodos difíceis, mas coisas boas estão por vir”, afirmou Sandro.

De acordo com a pesquisa, 57,8% dos empreendedores independentes pertence ao grupo feminino. As pessoas com idades entre 23 e 29 anos representam 32,5%. Já os empreendedores na faixa de 30 e 40 anos são 35,8%. O grau de escolaridade predominante é o 2º grau completo e superior incompleto, com 49,6%.

Já as principais categorias vendidas pelos empreendedores são cosméticos com 68,2% e roupas e acessórios com 54,4%. Os revendedores ou consultores vendem, em média, de duas a quatro categorias.

“São cerca de quatro milhões de empreendedores independentes que chegam a 40/60 milhões de famílias, mais que a metade da população. Ou seja, a venda direta é muito expressiva e tem um papel social muito importante”, afirmou Sandro.

Na pesquisa, os 1.225 empreendedores entrevistados, também falaram também sobre as principais vantagens de trabalhar com venda direta. Para 76,2% é o fato de ser um complemento de renda; para 48,1% é a flexibilidade de tempo, já para 41,6% é a autonomia que o trabalho proporciona. A maior dificuldade mencionada pelos empreendedores independentes, com 51,8%, é a dificuldade ou atraso do pagamento pelos clientes.

Sandro abordou também um panorama do cenário 2020/2021 no Brasil. De acordo com os resultados da pesquisa, a recuperação econômica do país é melhor que a média dos países da região, muito por conta da aceleração digital.

Com a informação de que o catálogo impresso é em média a 2º maior despesa de marketing das empresas, depois de mídia, o especialista trouxe dados referentes a esta ferramenta. 32,6% dos consumidores preferem o catálogo digital, por ser mais fácil e prático de usar e encontrar os produtos que deseja.

“O catálogo digital vai representar uma redução importante de despesas e é bem aceito pelos consumidores. Podendo gradualmente reduzir ou substituir o catálogo impresso”, ressaltou Sandro.

As revendedoras aumentaram as vendas por meio da internet e das redes sociais. 21,3% dos empreendedores independentes vendem pelos meios digitais e o canal mais utilizado com os clientes é o WhatsApp com 87,5%, enquanto o contato direto/pessoal ficou em 57,7% neste ano.

Adriana Colloca mediou perguntas que chegaram dos participantes do webinar a respeito do tema. Sandro finalizou afirmando que “com esses dados, podemos perceber que as vendas diretas são o futuro. Outros segmentos já estão caminhando para a venda direta. Isso só reforça o impacto social que a venda direta representa”.

2020-10-13T22:00:38-03:00setembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Papo Direto: Adriana Colloca conversa com Viviane Figueiroa, Superintendente de Marketing da Demillus

No Papo Direto da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), realizado nesta terça-feira (29), a presidente executiva da ABEVD, Adriana Colloca conversou com Viviane Figueiroa, superintendente de Marketing da Demillus.

Adriana abordou temas sobre a história da marca, seu desenvolvimento até se tornar referência, bem como as ações adotadas e dicas da superintendente aos empreendedores individuais.

A DeMillus foi fundada em 1947 e em pouco tempo conquistou a liderança que mantém até́ hoje, consolidada como a empresa que mais vende lingerie no Brasil. Viviane contextualizou a história da marca e falou sobre os fatores de sucesso. “Trabalhamos para superar as expectativas do cliente, com qualidade a um preço justo. A peça precisa atender a todas as classes”, completou.

A empresa conta com cinco mil funcionários, cinco fábricas, cerca de 200 mil peças vendidas por mês e 44 milhões vendidas ao ano, sendo assim, é líder no segmento de roupas intimas, Viviane atribui esse sucesso da DeMillus ao dizer que “a empresa é voltada para a mulher brasileira”.

Assim como afirmar que a digitalização foi acelerada pela pandemia do coronavírus, a venda dos produtos também cresceu na pandemia, seja por conta do conforto em resolver pelos meios digitais, seja pela praticidade com que são feitas as compras e vendas neste período.

Viviane também falou sobre o sucesso das máscaras com proteção antiviral produzidas pela DeMillus. Pensadas como uma alternativa para amenizar os impactos provocados pelo Covid-19, a DeMillus buscou novas tecnologias e desenvolveu um produto testado e seguro com proteção antiviral. Com isso, foram vendidas mais de quatro milhões dessas máscaras à hospitais e doadas cerca de 15 mil.

“O maior canal de vendas é a venda direta, por isso, treinar a equipe é fundamental. Assim como é fundamental ter uma equipe motivada, treinada para ter sucesso. Porque qualquer relacionamento precisa de cuidado e fidelizar é sinônimo de tratar bem”, afirmou Viviane.

A presidente executiva da ABEVD, Adriana Colloca e Viviane Figueiroa, superintendente de Marketing da Demillus, finalizaram a conversa afirmando que o elo mais importante da venda direta são os revendedores, os empreendedores independentes.

2020-09-30T16:30:48-03:00setembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

G1 – Desemprego no Brasil sobe para 13,8% em julho, maior taxa desde 2012, e atinge 13,1 milhões

País perde 7,2 milhões de postos de trabalho em 3 meses de pandemia e população ocupada encolhe para o menor contingente já registrado pela pesquisa do IBGE. População subutilizada e desalentada atinge recorde.

A taxa de desemprego no Brasil subiu para o recorde de 13,8% no trimestre encerrado em julho, atingindo 13,13 milhões de pessoas, com um fechamento de 7,2 milhões de postos de trabalho em apenas 3 meses. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Trata-se da maior taxa de desemprego da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, refletindo os impactos da pandemia de coronavírus, que vêm afetando a economia desde o final de março.

 

O índice corresponde a um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (12,6%), e de 2 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2019 (11,8%).

O resultado ainda ficou um pouco acima da mediana das previsões em pesquisa da Reuters, de que a taxa ficaria em 13,7% no período.

 

Em termos de número de desempregados, o contingente de 13,13 milhões no trimestre encerrado em julho é o maior desde abril do ano passado, quando os desocupados somavam 13,17 milhões. O recorde histórico foi registrado em março de 2017 (14,1 milhões).

 

População ocupada cai para mínima histórica

 

A população ocupada encolheu 8,1% em 3 meses, recuando para 82 milhões, o menor contingente da série. O número representa uma redução de 7,2 milhões pessoas em relação ao último trimestre pré-pandemia (o encerrado em fevereiro) e de 11,6 milhões na comparação anual.

Na comparação com janeiro, quando o país atingiu o recorde de pessoas ocupadas no mercado de trabalho, houve uma perda de 12,1 milhões de postos de trabalho.

 

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) também caiu para o patamar mais baixo da série, para 47,1%.

 

A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, apontou que a taxa de desemprego apresentou comportamento contrário ao observado nos últimos 3 anos, quando sempre apresentou queda no trimestre encerrado em julho. Segundo ela, isso dimensiona a extensão da crise provocada pela pandemia.

 

“A gente está vivendo um momento de grandes impactos no mercado de trabalho, sobretudo pela redução de pessoas na ocupação. Então, isso mostra não apenas o impacto causado dentro do ano de 2020, como a reversão de uma sazonalidade que a gente vinha observando em anos anteriores”, destacou.

 

Recorde de desalentados e subutilizados

 

A população desalentada (que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar) também atingiu novo recorde de 5,8 milhões de pessoas, com alta de 15,3% (mais 771 mil pessoas) em relação ao trimestre encerrado em fevereiro e de 20% (mais 966 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

 

O IBGE lembrou que “o isolamento social implicou ou interrupções de atividades econômicas”, impedindo a busca por emprego, mas ponderou que outros fatores podem ter inferido na alta dessa população. “Pode ser um processo que se retroalimenta, de pessoas que já vinham em uma situação de desalento, que se intensificou agora”, avaliou a pesquisadora.

 

Já a população fora da força de trabalho atingiu o recorde da série e chegou a 79 milhões de pessoas, um acréscimo de 8 milhões em relação ao trimestre anterior e de 14,1 milhões em 12 meses.

 

A população subutilizada (32,9 milhões de pessoas) também foi recorde, subindo 14,7% (mais 4,2 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e de 17% (mais 4,8 milhões de pessoas) contra o mesmo trimestre de 2019.

 

A expectativa dos analistas é que com uma flexibilização cada vez maior do distanciamento social, a tendência é que um número maior de pessoas voltem a buscar trabalho.

 

Postos com carteira assinada atingem mínima histórica

 

A categoria dos empregados no setor privado com carteira de trabalho no setor privado foi estimada em 29,4 milhões de pessoas, menor nível da série histórica, o que representa uma queda de 8,8% (menos 2,8 milhões) na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro e de 11,3% (menos 3,8 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

 

Já o número de empregados sem carteira assinada (8,7 milhões de pessoas) caiu 14,2% (menos 1,4 milhão de pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e 25,4% (menos 3,0 milhões) em 12 meses.

 

O número de trabalhadores por conta própria somou 21,4 milhões de pessoas, o que representa uma queda de 8,4% (menos 2,0 milhões) frente ao trimestre anterior e de 11,6% (menos 2,8 milhões) ante o mesmo período de 2019.

 

Comércio segue liderando perda de vagas

 

Todos os 10 grupos de atividade analisados tiveram perda de postos de trabalho. O comércio foi mais uma vez o setor mais atingido: 1,6 milhão de pessoas a menos, o que corresponde a uma redução de 9,7% em relação ao último trimestre. Em seguida, aparece alojamento de alimentação (-23,2% ou perda de 1,1 milhão de postos).

 

Na indústria, houve queda de 8% (menos 916 mil postos) e, na construção, redução de 9,5% (menos 559 mil pessoas), perdas menos intensas do que as verificadas no trimestre encerrado em junho.

 

“Essa queda menor pode indicar um retorno de trabalhadores nesses setores, que foram beneficiados com a flexibilização da quarentena. Por exemplo, algumas obras interrompidas já voltaram e o comércio informal também”, avaliou a pesquisadora.

 

Informalidade diminui e trabalho doméstico chega ao menor nível da série

 

Com uma perda maior de número de postos de trabalho informais, a taxa de informalidade encolheu para 37,4% da população ocupada, o equivalente a 30,7 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa fora de 38,8% e, no mesmo trimestre de 2019, estava em 41,3%.

 

Já o número de trabalhadores domésticos atingindo o menor patamar da série histórica, encolhendo para 4,6 milhões de pessoas, com queda de 16,8% (menos 931 mil pessoas) frente ao trimestre anterior, e de 26,9% (menos 1,7 milhão de pessoas) em 12 meses.

 

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.535 no trimestre terminado em julho, alta de 4,8% frente ao trimestre anterior e 8,6% em relação ao mesmo trimestre de 2019, explicada também pela queda mais acentuada no número de trabalhadores informais. Já a massa de rendimento real do trabalho teve redução de 3,8% (menos R$ 8 bilhões) em 3 meses e de 4,7% (menos R$ 10 bilhões) na comparação anual.

 

Mais de 3 milhões deixam de contribuir para a Previdência

 

Segundo o IBGE, o número de trabalhadores que contribuem para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) encolheu de 57,4 milhões no trimestre encerrado em fevereiro para 54 milhões no trimestre encerrado em julho – menor patamar da série histórica iniciada em 2012. Ou seja, mais de 3 milhões deixam de contribuir para a Previdência com a pandemia.

 

Em razão da queda recorde da população ocupada, o percentual de contribuintes entre os trabalhadores ocupados, entretanto, avançou para 65,9, ante 64,4% no trimestre encerrado em fevereiro, maior percentual já registrado pela série histórica da pesquisa. Até então, o maior nível tinha sido atingido em 2016 (65,8%).

 

Sinais de recuperação em setembro

 

A Pnad Contínua é a pesquisa mais ampla sobre o mercado de trabalho no país e é usada como indicador oficial do desemprego no Brasil.

Com a pandemia de coronavírus, o IBGE passou a realizar também levantamentos semanais para identificar os impactos da Covid-19 no mercado de trabalho.

 

Na semana passada, o IBGE mostrou que a taxa de desemprego passou de 14,3% para 13,7% entre a última semana de agosto e a primeira de setembro. As pesquisas, no entanto, não são comparáveis, devido às características metodológicas, que são distintas.

 

Integrantes do governo têm afirmado que a pior parte da crise provocada pela pandemia da Covid-19 ficou para trás e que a economia tem dado sinais de recuperação.

 

Fonte: G1

2020-09-30T14:11:25-03:00setembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Agência Brasil – Déficit primário do Governo Central atinge R$ 96,1 bilhões em agosto

Resultado foi melhor que o esperado pelas instituições financeiras

 

A retração econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus fez o Governo Central – Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – encerrar agosto com déficit primário de R$ 96,096 bilhões. Apesar de ser o pior desempenho registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997, o resultado veio melhor que o estimado pelo mercado.

 

As instituições financeiras pesquisadas pelo Prisma Fiscal, publicação do Ministério da Economia com analistas de mercado, estimavam que o resultado negativo ficaria em R$ 98 bilhões no mês passado. Pela primeira vez desde abril, as receitas totais do Governo Central cresceram na comparação mensal com 2019. Em agosto, as receitas subiram 1% acima da inflação em relação ao mesmo mês do ano passado.

 

O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando os juros da dívida pública. De janeiro a agosto, o resultado negativo do Governo Central totalizou R$ 601,283 bilhões, valor recorde da série histórica para o período. Nos oito primeiros meses do ano passado, o déficit somava R$ 52,066 bilhões.

 

No acumulado de 12 meses, o déficit primário chega a R$ 647,8 bilhões, o equivalente a 8,96% do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2020, o Ministério da Economia projeta resultado negativo de R$ 871 bilhões para o Governo Central, o equivalente a 12,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Receita

Em relação à recuperação da receita, o Tesouro Nacional afirma que a alta verificada em agosto se deve à reversão parcial de algumas medidas que adiavam o recolhimento de contribuições patronais para a Previdência Social, do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). No início da pandemia, o governo permitiu que empresas adiassem o pagamento de diversas obrigações para ajudar o fluxo de caixa dos empregadores.

 

Ao descontar a parcela da arrecadação transferida aos estados e aos municípios, a receita subiu ainda mais. Segundo o Tesouro Nacional, as receitas líquidas saltaram 5,8% acima da inflação em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado. Isso se deve, no entanto, à diminuição dos repasses aos governos locais decorrente da queda da arrecadação de tributos compartilhados – Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados – nos últimos meses.

 

Coronavírus

Mesmo com a recuperação em agosto, as receitas totais do Governo Central acumulam queda de 15% de janeiro a agosto descontada a inflação. O recuo reflete a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, que paralisou a produção e o consumo durante algumas semanas.

 

Além da queda nas receitas, o aumento de despesas com o enfrentamento da pandemia da covid-19 foram os principais responsáveis pelo aumento do déficit primário. Por causa do estado de calamidade pública aprovado pelo Congresso em março, o Governo Central está dispensado de cumprir a meta de déficit primário de R$ 124,1 bilhões para este ano.

 

Segundo os números do Tesouro, as medidas associadas à pandemia aumentaram as despesas em R$ 93,1 bilhões no mês passado. A maior despesa decorre do auxílio emergencial, que totalizou R$ 45,3 bilhões. Em segundo lugar, vem a ajuda aos estados e aos municípios, que consumiu R$ 15,2 bilhões.

 

Teto de gastos

Mesmo com autorização para gastar mais, o Tesouro fez um apelo para a preservação do teto federal de gastos, ressaltando que o dispositivo representa a única âncora fiscal que restou no Orçamento de 2020. Segundo o órgão, é necessário retomar os esforços de busca do reequilíbrio das contas públicas depois do fim da pandemia, caso contrário haverá danos para a sociedade e para a economia.

 

“Assim, se antes da crise era importante o cumprimento do teto dos gastos, a relevância do seu cumprimento no pós-crise será ainda maior. O teto significa uma redução da despesa primária por volta de 2,5 pontos do PIB até 2026”, destacou o Tesouro em comunicado.

 

Fonte: Agência Brasil

2020-09-30T14:09:09-03:00setembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

UOL – CEO da Natura: Remuneração de líderes precisa de elo com sustentabilidade

“É um compromisso nosso parar o desmatamento na Amazônia até 2025”, afirmou o CEO do grupo Natura &Co, Roberto Marques em entrevista a Ecoa. O problema, de fato, demanda ações rápidas. O Brasil lidera a lista dos 10 principais países tropicais que perderam mais floresta primária em 2019. Um terço das perdas globais foi registrado aqui, segundo dados de junho de 2020 da Global Forest Watch, ONG que monitora florestas em todo o mundo.

E o Natura &Co, do qual fazem parte também Avon, Body Shop e Aesop, também acaba de assumir outros dois desafios. Mas, neste caso, propostos pela ONU: liderar as iniciativas “Ambition to 1.5C” de enfrentamento da crise climática e a “Target Gender Equality” para promoção da igualdade de gênero. O convite foi feito na Semana do Clima, realizada em Nova York dentro da programação da 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que se encerra hoje (30).

No mesmo evento, o presidente da quarta maior empresa do setor de cosméticos do mundo também assumiu um lugar importante no Conselho do Pacto Global da ONU: será o único representante da América Latina no grupo de trabalho que tem a missão de unir lideranças corporativas de todos os setores do mundo corporativo em torno de questões como a sustentabilidade. Marques vai suceder o fundador da Natura, Guilherme Leal, que ocupou a mesma função por dois anos.

Semana do clima

Segundo Marques, durante a Semana do Clima, que aconteceu entre os últimos dias 21 a 27, falou-se bastante sobre a importância de uma abordagem mais multilateral nas soluções dos problemas. “É necessário trazer mais empresas, governo, sociedade civil, ciência para realmente trabalharem conjuntamente na busca de soluções, que não são simples, dos obstáculos centrais que o mundo está atravessando, tanto do ponto de vista climático, como do ponto de vista da desigualdade.”

A ideia é trabalhar por um mundo mais sustentável e menos desigual após a pandemia, e a proposta, defendida por Marques, é de uma coalizão da qual, segundo ele, o governo terá que fazer parte. “Ele terá que ocupar o lugar de protagonista nesse processo”. A questão é que desde a sua campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acena para outra direção, bem diferente da que busca o CEO da Natura. A promessa, que ele está cumprindo, foi de abrir a região amazônica para a mineração e a agricultura em larga escala.

E na última terça-feira, 22, na sessão de abertura da assembleia geral da ONU, realizada virtualmente (como a maior parte de sua programação), por causa da pandemia da Covid-19, Bolsonaro negou em seu discurso a gravidade das queimadas na Amazônia e no Pantanal, que atingiram índices recorde no mês de setembro, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). E ainda culpou pelo fogo na floresta, indígenas e caboclos, conhecidos parceiros da Natura.

Questionado sobre ações do governo na mão contrária à preservação, Marques respondeu que nas questões ambientais não há plano B. “Não existe desenvolvimento econômico com o planeta destruído, os dados são claros, o aquecimento global é um fato. Se não fizermos nada a temperatura vai aquecer 3.9ºC, nossa meta é baixar para 1.5ºC”. O CEO da Natura lembra que para atingir o objetivo não há outro caminho. “Temos que reduzir emissões de carbono e preservar florestas.”

Para Marques, é um caminho que demanda conscientização. “Precisamos de mais fatos, dados, e menos achismo, isso é importante para a opinião pública entender o problema e ajudar na discussão”. Ele faz um paralelo com o enfrentamento da pandemia no mundo. “Vários países optaram por um caminho político no combate à Covid-19, mas os melhores resultados foram alcançados por aqueles que optaram por um caminho científico.”

Pacto Global

Do ponto de vista da sociedade civil, prossegue o executivo, cabe às empresas trazerem mais conhecimento sobre o problema. E essa deve ser a principal colaboração de sua participação no Conselho do Pacto Global da ONU. Ele prevê trocas de aprendizados.

“Temos um histórico que inclui 20 anos de experiência na Amazônia, de trabalho com mais de 30 comunidades, com uma política de geração de renda para essas populações, acredito que poderemos ajudar a trazer para outras empresas o entendimento de que é possível conciliar desenvolvimento econômico sustentável e preservação ambiental”, afirma o CEO da Natura.

A pandemia, na avaliação de Marques, está colaborando para uma mudança na percepção não apenas de empresas, mas também do mercado financeiro. “Para gestoras como a BlackRock [líder em fundos de investimentos global], programas de ESG [sigla em inglês para o tripé: meio ambiente, social e governança] já não são mais apenas um teste, mas um imperativo para operar no futuro.”

Mudar práticas mais conservadoras enraizadas na cultura corporativa é parte da solução. Para quem pretende experimentar mudanças, Marques dá uma dica. “Sustentabilidade não pode ser uma área isolada dentro da empresa, ela tem que ser central na estratégia dos negócios, não pode ser uma área isolada, para fazer algumas doações durante o ano e achar que resolveu o problema. Tem que estar presente em discussões com conselhos, com time de liderança, tem que fazer parte até do ponto de vista de como remunerar seus executivos”. Segundo ele, há anos a remuneração dos executivos da Natura está atrelada aos objetivos de sustentabilidade. “Metas agressivas e ambiciosas são necessárias.”

Outra sugestão do presidente da Natura é pensar de maneira holística. “É uma forma de buscar inovação e encontrar soluções que não sejam óbvias”. O executivo argumenta que além de não custar caro, se traduz em ganhos. “Há uma relação direta com valor agregado”. Ou seja, pode melhorar a imagem da marca e o relacionamento com consumidor, tornando empresas mais relevantes e atuais.

“Principalmente as gerações mais novas têm muito mais consciência disso, e suas escolhas hoje são por empresas que se preocupam com embalagem, ingredientes, trabalho com comunidades”. Para Marques, há um movimento dos consumidores buscando e demandando sustentabilidade.

Dedo no pulso O empresário cita exemplos do Natura &Co de inovações que buscam a sustentabilidade, como garantir a circularidade de embalagens até 2030 e que 100% de seus materiais sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis, aumentar o uso de plástico reciclado para 50% e compensar a quantidade equivalente de embalagem onde a infraestrutura de reciclagem não existe para atingir 100% do descarte responsável de plásticos. O grupo também se comprometeu com a garantia com o uso de 95% de ingredientes renováveis e 95% de fórmulas biodegradáveis até 2030 em todas as suas quatro marcas.

Ele reconhece que o modelo de negócios do grupo, de relacionamento direto com o consumidor, oferece vantagens na busca por soluções e inovação. “São seis milhões de consultoras e revendedoras e três mil lojas em todo o planeta, temos o dedo no pulso do que está acontecendo no mundo”. Problemas e oportunidades são identificados de forma muito rápida, explica Marques.

Essa conexão com o planeta pode ter relação com os objetivos agressivos com os quais o grupo se comprometeu para 2030. Entretanto, o executivo admite que ainda não sabe quais serão os caminhos para atingir muitas das metas. Porém acredita que são tangíveis. “Isso cria uma mentalidade na empresa de ‘buscar as soluções’, dentro e fora, criando parcerias”. Mas, apesar de esbanjar otimismo, Marques reconhece que as mudanças para salvar o planeta e as pessoas precisam ser contundentes e rápidas. “Não dá mais para esperar muito tempo.”

Fonte: UOL

2020-09-30T14:05:06-03:00setembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Executive Digest – Ações da Tupperware disparam 345%: há cada vez mais pessoas a comer em casa

A receita da Tupperware para ver o valor das suas acções na bolsa escalarem 345%, no terceiro trimestre, é composta por apenas dois ingredientes: um novo CEO e mais pessoas a comer em casa. De acordo com a Bloomberg, a marca de artigos para o lar foi mesmo a que mais cresceu no S&P 1500 Composite Index, que também inclui empresas como a Amazon.

Os analistas consideram que a subida não ficará por aqui, considerando o contexto de pandemia que resultou num aumento das vendas de caixas de conservação de alimentos ou formas para bolos, por exemplo.

No último trimestre, 15% das vendas totais da Tupperware nos Estados Unidos da América corresponderam a comércio electrónico, mostrando que o confinamento terá sido positivo para as contas de alguns negócios. Além disso, os envios de Junho atingiram o nível mais alto de qualquer mês, nos últimos 20 anos.

Segundo a Bloomberg, o sucesso na bolsa será explicado também pela chegada de um novo CEO. Miguel Fernandez aterrou na Tupperware em Abril deste ano e não se tem poupado a esforços para garantir que a empresa sobrevive à pandemia, levando a cabo uma reorganização e reduções de custos: só no segundo trimestre, as mudanças propostas pelo CEO resultaram na poupança de mais de 60 milhões de dólares. Até ao final do ano, Miguel Fernandez espera cortas as despesas em cerca de 180 milhões de dólares.

Fonte: Executive Digest

2020-09-30T14:02:45-03:00setembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Agência Brasil – União libera R$ 5 bi para financiar MEI, micro e pequena empresa

Programa integra pacote de auxílio durante pandemia da covid-19

 

Os microempreendedores individuais (MEI), as micro e pequenas empresas têm acesso, a partir de hoje (28), à primeira parcela de R$ 5 bilhões do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito na modalidade de garantia de recebíveis (Peac-Maquininhas). O programa facilita o acesso ao crédito durante a pandemia da covid-19 para pequenos negócios, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, durante a pandemia de covid-19.

 

A liberação foi possível depois que o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou, na semana passada, o escopo e o prazo para as instituições financeiras reduzirem o provisionamento (reserva) de recursos em caixa nas operações de crédito com recursos de programas federais. A medida reduz as travas que as instituições financeiras tinham para começar a emprestar.

 

Instituído pela Lei 14.042, de 19 de agosto, o Peac-Maquininhas oferecerá R$ 10 bilhões de recursos da União, liberados em duas parcelas de R$ 5 bilhões. Por meio do programa, o MEI, micro e pequeno empresário pode pegar empréstimos, fornecendo como garantia os recursos a receber originados nas máquinas de cartão de crédito e de débito.

 

O valor do crédito está limitado ao dobro da média mensal das vendas de bens e prestações de serviços recebidos pelas maquininhas de cartão, até o valor máximo de R$ 50 mil. Essa média será calculada com base no período de 1º de março de 2019 e 29 de fevereiro de 2020, no período anterior à pandemia.

 

Garantia facilitada

O Peac-Maquininhas é financiado integralmente com recursos da União. Além dos recebíveis originados nas maquininhas, as operações de crédito têm garantia do Tesouro Nacional. A instituição financeira está proibida de pedir garantias adicionais, como aval ou fiança do contratante.

 

Em vigor até 31 de dezembro, o Peac-Maquininhas emprestará recursos com juros de 6% ao ano. Os financiamentos têm 30 parcelas e seis meses de carência, com o tomador começando a pagar a primeira parcela apenas no sétimo mês, totalizando 36 meses. A instituição financeira não poderá cobrar quaisquer tarifas, encargos ou emolumentos para a concessão de crédito no âmbito do Peac-Maquininhas.

 

O MEI, os micro e pequenos empresários poderão pedir empréstimos a partir de quinta-feira (1º) em qualquer canal de atendimento das instituições financeiras habilitadas a participar do programa. Além disso, as próprias instituições participantes do programa poderão oferecer o crédito diretamente na máquina de cartão de crédito e de débito.

 

A lista das instituições financeiras habilitadas ao Peac está disponível na página do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) na internet. O banco de fomento é o agente operador do programa.

 

Fonte: Agência Brasil

2020-09-29T14:41:01-03:00setembro 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Agência Brasil – Contas públicas podem ter déficit de R$ 871 bilhões este ano

Valor corresponde a 12,1% do Produto Interno Bruto (PIB)

 

As contas públicas do governo federal devem fechar este ano com um déficit de R$ 871 bilhões. O valor corresponde a 12,1% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB).

 

A previsão foi divulgada hoje (28), em Brasília, pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, em audiência pública na Comissão Especial do Congresso Nacional que acompanha as medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus (covid-19).

 

O cálculo anterior, no início do mês, indicava que o valor ficaria em R$ 866,4 bilhões, totalizando 12,1% do PIB.

 

A meta de déficit primário para este ano era de R$ 124,1 bilhões (1,7% do PIB), mas o decreto de calamidade pública por causa da covid-19 dispensou o governo de cumprir esse objetivo.

 

Durante a apresentação de hoje, o secretário disse que o impacto fiscal devido às medidas de enfrentamento à crise gerada pela pandemia já soma R$ 607 bilhões.

 

Desse total, R$ 586,6 bilhões representam aumento de despesas e R$ 20,6 bilhões, perdas de receita geradas por redução de tributos. A maior perda de receitas é com a redução a zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em empréstimos: R$ 14,1 bilhões.

 

Do total das despesas, R$ 582,4 bilhões estão em execução orçamentária. A maior parte é de despesas com o auxílio emergencial: R$ 321,8 bilhões.

 

Desse valor, R$ 67 bilhões são do pagamento adicional de até quatro parcelas no valor de R$ 300, anunciado pelo governo esta semana. Inicialmente, o auxílio emergencial teria três parcelas de R$ 600 e depois foram incluídas mais duas parcelas de R$ 600.

 

O secretário disse ainda que o governo vai gastar R$ 2,5 bilhões para a aquisição da vacina do programa da “adesão ao Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19 (Covax Facility)”, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Setor público consolidado

Se for considerado todo o setor público – governos federal, estatais federais, estaduais e municipais, o déficit primário chega a R$ 895,8 bilhões, o que corresponde a 12,5% do PIB. Os cálculos do ministério consideram a previsão de queda do PIB em 4,7%.

 

O déficit dos entes subnacionais (estados e municípios) deve ficar em R$ 23,6 bilhões, e as estatais devem ter um resultado negativo de R$ 1,2 bilhão em 2020.

 

De acordo com Rodrigues, a previsão do governo para o PIB pode melhorar. “É um número muito elevado, mas ele é justificável e mostra a severidade dessa crise. Mas, também, mostra a ação do governo, buscando transparência, conservadorismo [fiscal] e eficácia”, disse. “Vamos revisar esses dados, a tendência é eles melhorarem”, afirmou.

 

Além disso, a expectativa é que a dívida bruta do governo geral, que contabiliza os passivos dos governos federal, estaduais e municipais, alcance 93,9% do PIB ao final de 2020.

 

O secretário especial Waldery Rodrigues voltou a defender o teto de gastos, como uma “super âncora fiscal”. O teto não permite que a maior parte das despesas do governo cresça acima da inflação do ano anterior.” Ele disse, ainda, que a medida vai evitar que o país entre em riscos fiscais desnecessários.

 

Fonte: Agência Brasil

2020-09-29T14:38:32-03:00setembro 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Gazeta do Povo – Transformação digital do varejo é definitiva e é preciso se sustentar nas vendas on-line

“As transformações impostas pela pandemia de coronavírus parecem ser definitivas para o varejo. O “novo normal” já é uma realidade para muitos lojistas que precisaram se adaptar às mudanças para manter as vendas em um período marcado por incertezas, portas fechadas e faturamento em queda.

“A digitalização da economia não só forçou o comerciante a buscar alternativas de vendas on-line, mas a repensar o seu negócio para um formato também digital. O omnichannel, estratégia de convergência de múltiplos canais de comunicação para criar uma experiência única para o cliente nos ambientes on-line e off-line, nunca esteve tão em alta como agora. Para muitos especialistas, o omnichannel deixou de ser uma tendência para definir as possibilidades de compra e venda de produtos e serviços.

 

Para o diretor do Sistema Fecomércio, Rodrigo Rosalem, o empurrão para a digitalização dos negócios abriu novos horizontes para o consumo. “Mas, independentemente dos canais, a essência do comércio não mudou. Continuamos comprando por necessidade ou interesse, mas de formas diferentes, até mais fáceis, ágeis e dinâmicas”, avalia.

 

Digitalizar as vendas é um processo que envolve muitas etapas e pode apresentar dificuldades no pequeno e médio prazo. No entanto, sabendo usar as ferramentas de que dispõe, o comerciante pode atingir bons resultados.

 

“Mesmo o pequeno lojista tem grandes possibilidades de conseguir manter as vendas. Além da necessidade e do interesse, o consumidor compra aquilo que já conhece e no que confia. Sabendo gerir seus contatos, o comerciante pode criar opções personalizadas para seus clientes habituais, usando alternativas simples como o WhatsApp para ter bons resultados”, diz Rosalem.

 

Outras ferramentas digitais também podem auxiliar no processo de convergência de múltiplos canais. A curitibana Olist é um exemplo. A plataforma que possibilita a entrada de diferentes produtos em marketplaces como Mercado Livre e Americanas.com, por exemplo, traz soluções simples para facilitar o acesso de comerciantes às vendas on-line. “Onde quer que esteja o consumidor, no ambiente virtual ou físico, ele vai continuar buscando três pilares que sustentam as relações de consumo: qualidade, preço competitivo e conveniência”, comenta Tiago Dalvi, fundador da Olist.

 

Se a pandemia limitou a conveniência, ela também ajudou na evolução de soluções tecnológicas para ajudar o lojista. “Muitas startups e fintechs estão desenvolvendo alternativas que podem colaborar com a digitalização do varejo, facilitando este acesso, e o lojista pode usar isso ao seu favor. Ele não precisa reinventar a roda para vender no ambiente virtual, mas se o básico for bem feito, se ele garantir qualidade, preço e conveniência para seus clientes, usando ferramentas tecnológicas que o auxiliem nisso, poderá ter sucesso. Mas, o mais importante, é não descansar até criar um negócio que se sustente no ambiente on-line”, pondera Dalvi.

 

“Foi pensando, justamente, em ajudar os comerciantes que a Menu nasceu em 2016, desenvolvendo um sistema que pudesse otimizar a gestão de compras e estoques de pequenos negócios do ramo de bares e restaurantes, facilitando o acesso ao crédito e ofertando melhores condições de negociação, preço e entrega. Em agosto deste ano, a foodtech (startup com soluções tecnológicas para o mercado de food service) iniciou sua operação no Paraná, criando mais oportunidades para produtores e comerciantes do estado.”

“Na última semana, a Menu conquistou o primeiro lugar na terceira edição brasileira da lista Top Startups, ranking anual do LinkedIn com as 10 jovens empresas de tecnologia mais promissoras do país, nas quais o brasileiro mais quer trabalhar. No último ano, a empresa saltou de 40 para mais de 200 funcionários, revelando uma expansão exponencial.

 

Atacado on-line, a Menu reúne no seu marketplace mais de 50 mil produtos de diversos fornecedores brasileiros. Por meio de um cadastro facilitado, o comerciante pode ter acesso a diferentes opções de acordo com a sua região, com entrega rápida e gratuita, além de melhores condições de pagamento.

 

De acordo com Leonardo Almeida, cofundador da Menu, a percepção das dificuldades dos empresários em administrar uma rede de fornecedores foi o principal fator que motivou a criação da plataforma. “Rodamos uma pesquisa em São Paulo e identificamos que, em média, um pequeno restaurante precisava fazer mais de 70 contatos com cerca de 18 fornecedores diferentes todo o mês. Isso significa que, mensalmente, o empresário tinha que pagar, pelo menos, 18 boletos e coordenar um grande número entregas, algo que demanda tempo e energia”, conta Almeida.

 

Outra dificuldade percebida pela startup foi o acesso direto do pequeno comerciante aos produtos industriais. Processos muito burocratizados e canais de venda pouco acessíveis ainda levam o empresário procurar soluções que nem sempre são as melhores para o seu negócio. “O pequeno não sabe onde está o melhor preço e a melhor negociação. Por isso, recorre a diferentes fornecedores para garantir os insumos para o seu comércio, bar ou restaurante. Mas a função do comerciante é vender e não gerenciar fornecedores e entregas”, comenta

 

Por meio do seu marketplace, a Menu intermedia a relação entre o comerciante e diferentes produtores em uma jornada única de compra. De acordo com Peter de Albuquerque, diretor de criação e branding da Menu, soluções customizadas são um diferencial da empresa. “Cada formato de food service tem uma particularidade e uma logística específica e a Menu consegue atendê-lo de forma personalizada. Já são mais de 25 mil clientes em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde iniciamos a operação no ano passado”, explica.

 

O Paraná é o terceiro estado a contar com a operação da Menu, que também está chegando a Minas Gerais e já tem projetos pilotos em Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS), cidades em que a empresa pretende começar a atuar até o fim do ano. Além de parceiros nacionais, a chegada aos demais estados também abre portas para mais produtores locais disponibilizarem seus produtos na plataforma.

 

“Dentro da nossa realidade, estamos buscando transformar o setor, favorecendo acesso e melhores condições de compra e venda para o comerciante e os produtores de cada região”, revela Almeida. Para o cofundador da Menu, a mais do que uma solução tecnológica, a startup foi criada com um objetivo muito claro, o de resolver uma dificuldade do setor. “Nossa crença sempre foi aplicar nossos conhecimentos em uma tecnologia que gerasse valor, que viesse para sanar uma necessidade real, com benefícios compartilhados entre todos os envolvidos. E acho que isso estamos conseguindo fazer”.

Fonte: Gazeta do Povo

2020-09-29T14:36:21-03:00setembro 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|
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