Início/2020/novembro

Marie Claire – Nova loja conceito da Natura oferece experiências que vão além do consumo

Localizada na Rua Oscar Freire, em São Paulo, o espaço tem políticas sustentáveis, mescla galeria de arte com ponto de venda e permite ao público vivenciar experiências além da compra

Quando começou a história da marca, em 1970, o fundador da Natura, Luiz Seabra, abriu um pequeno espaço na rua Oscar Freire, em São Paulo. Entregando um cartão e uma rosa branca, ele convidava o público para conhecer o lugar e atendia pessoalmente os clientes, ouvindo suas solicitações. Hoje, com cinco décadas de história e mais de 500 lojas físicas, a Natura volta à rua onde tudo começou e oferece novas experiências em uma loja conceito cheia de simbolismos.

Desenvolvida pelo escritório de arquitetura METRO, a loja traz uma galeria de arte com obras inspirados na alma da Amazônia e assinadas pelos Irmãos Campana, com local de compras. Com modelo phygital – termo, em inglês, para indicar espaços físicos que fazem conexão com experiência virtual -, o espaço permite ao público vivenciar experiências além do consumo: experimentar produtos da linha de perfumaria por meio da solução digital perfum.Ar, viajar para uma comunidade da Amazônia com os óculos de realidade virtual biodegradável, medir a hidratação da pele, analisar o fio de cabelo ou personalizar presentes no Gift Studio. “É uma loja em movimento que oferece conteúdo relevante para o público e tem como foco principal a experiência e a conveniência do consumidor”, explica Paula Andrade, vice-presidente de Varejo de Natura &Co.

Além disso, a loja também traz trocador de fraldas oferecido, estúdio de maquiagem com espelho virtual, jardim suspenso com plantas nativas da biodiversidade brasileiras e um ponto de coleta logística reversa para contribuir com a diminuição do impacto ambiental gerado pelo despejo inadequado de embalagens – a cada cinco embalagens vazias retornadas das marcas o grupo Natura &Co (Avon, Natura, The Body Shop e Aesop), os clientes receberão um novo produto Natura.

Para garantir a segurança de todos, segundo a marca, o novo espaço seguirá todos os protocolos recomendados de saúde e higiene, como limitação de público, exigência de máscaras, álcool em gel, distanciamento social e ausência de testers.

Fonte: Marie Claire

2020-11-30T10:48:13-03:00novembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Sistema “traduz” desejo de compra

Software estabelece correlações entre palavras digitadas e as terminologias corretas usadas nos e-commerces

Grandes varejistas no Brasil e no exterior contam com ferramenta genuinamente brasileira para impulsionar vendas on-line. Foi desenvolvida pela startup Simplex, que utiliza inteligência artificial para identificar termos e expressões mais usados por consumidores nos mecanismos de busca e sugerir aqueles que eles estão procurando na página do site de um e-commerce.

O sistema da Simplex basicamente monitora e identifica como as pessoas buscam produtos na internet e, a partir dos termos e expressões usados, estabelece correlações com as terminologias corretas usadas nos e-commerces e sugere os produtos nas páginas dos varejistas. Normalmente, o consumidor usa “geladeira prateada em promoção”, por exemplo, para descrever o produto em sua busca na internet. O que a ferramenta faz é correlacionar essa expressão com “refrigerador de 350 litros em inox, 110 volts” ou algo mais técnico utilizado pelo e-commerce.

João Lee, sócio fundador da Simplex, explica que, com base nesse acompanhamento, o sistema cria uma landing page automaticamente com os produtos que o consumidor está buscando, com layout idêntico ao do e-commerce. “Na prática, o sistema analisa expressão por expressão e verifica, utilizando árvore de categoria, sistemas de busca e até mesmo outras páginas já existentes, se há alguma correspondência nos sites dos e-commerces. Daí ele avalia se o termo usado tem correlação com algum produto e gera uma pontuação. Se esse escore indicar que há uma correlação forte, o sistema automaticamente constrói a página, seleciona o produto e coloca no ar”, detalha.

De acordo com Lee, além de trazer um faturamento extra para os varejistas, o uso dessa inteligência possibilita melhores ofertas e promoções, além do gerenciamento eficaz do estoque e das entregas.

Fundada há cerca de três anos, a startup faturou em 2019 R$ 2,5 milhões e a estimativa para este ano é chegar a R$ 4 milhões.

Fonte: Valor Econômico

2020-11-30T10:38:29-03:00novembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Investimento alto é obstáculo para muitos varejistas

Tecnologia se tornou imprescindível para a competitividade das empresas do setor

Um dos setores em que a inteligência artificial (IA) mais tem avançado é o varejo. De pequenos comércios a grandes redes e marketplaces, boa parte utiliza ao menos um recurso ou ferramenta de IA, de acordo com pesquisas de mercado. Segundo especialistas, a razão dessa expansão é que, além de auxiliar na melhoria do planejamento e gerenciamento de toda a cadeia, a tecnologia se tornou imprescindível para a competitividade das empresas do setor.

Outro aspecto importante é a redução de custos. Estudo global do Gartner revela que quase 90% dos varejistas apontam a economia como o maior impacto da IA, e as tecnologias relacionadas à eficiência estão entre as mais citadas, incluindo robôs nos armazéns, IA para detecção de fraude ou anomalias e robôs de entrega. No entanto, apenas uma minoria tem essas tecnologias em produção.

No Brasil, a inteligência artificial vem sendo empregada pelo varejo mais intensamente no aprimoramento da experiência de compra do consumidor, com a oferta de produtos e serviços mais personalizados. Apenas uma minoria de varejistas a está utilizando também para controle de armazéns, previsões de demanda e cálculos de preços. Isso porque o investimento inicial ainda é obstáculo.

“Na prática, o que se vê no varejo é um uso ainda muito restrito da inteligência artificial. Ela vem sendo empregada basicamente para entender melhor o perfil do consumidor e o varejista chegar a ele de uma forma mais eficaz e fazer ofertas mais assertivas, em escala”, explica Elói Assis, diretor de varejo e distribuição da Totvs. Ele considera, contudo, que a prioridade ao chamado front end é correta, uma vez que se o cliente não tiver uma experiência positiva não há por quê a empresa desejar repor o estoque.

Assis atribui a dificuldade para o varejo aderir de vez à IA aos custos e ao fato de as soluções ainda serem muito “caseiras”. “Existem poucas ferramentas de inteligência artificial de prateleira, e mesmo estas ainda têm um custo de implantação e uso elevado.”

O enfoque maior dos varejistas no front end tem a ver com o momento que estamos atravessando, na opinião de Fábio Alves, diretor de infraestrutura e governança de TI da Linx. Segundo ele, a pandemia fez com que os investimentos na melhoria da experiência do cliente fossem intensificados, mas isso também colocou pressão nas operações de retaguarda, o back office. “Os investimentos estão ocorrendo em ambos os lados, pois uma maior geração de pedidos precisa de uma operação de back office mais eficiente.”

O investimento nas duas pontas do varejo é essencial para que a compra chegue ao destino com agilidade, em perfeitas condições e que possa gerar uma satisfação ao consumidor, que vai além do consumo, diz Anderson Benetti, líder de logística da Senior Sistemas. O aspecto principal apontado por ele é que a IA simplifica de forma significativa o trabalho manual nas operações de logística.

“Quando o cliente faz uma compra on-line, se o item não estiver disponível em estoque acontece o que chamamos de corte de pedido, ou seja, a empresa não vai conseguir atender aquela demanda”, explica Benetti. Com apoio de IA, segundo ele, é possível minimizar essas ocorrências, viabilizando e automatizando o trabalho que era feito totalmente manual.

O vice-presidente de indústria estratégicas da SAP Brasil, Jackson Borges, diz que o varejo hoje é marcado pelo “hibridismo” entre o físico e o digital. A venda pode começar no digital e terminar no físico. Antigamente, o conhecimento sobre o cliente estava na cabeça do vendedor, destaca ele. “Hoje, no entanto, ele não consegue capturar o consumidor que está on-line. Daí a importância da IA, já que ela possibilita a personificação desse cliente que está no mundo online ao fornecer ao vendedor o conhecimento sobre ele”, diz.

Ao destacar que a aplicação mais popular de IA no varejo é o chatbot, o vice-presidente sênior da Salesforce no Brasil, Fabio Costa, prevê que a inteligência artificial vai evoluir muito no front end com as ações feitas em tempo real. “Essa é a parte mais importante, e tem a ver com a capacidade de ‘hiperpersonalizar’ a integração com o cliente. Hiperpersonalização será com uma interface humana.”

Fonte: Valor Econômico

2020-11-30T10:05:53-03:00novembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Vendas na Black Friday somam R$ 4 bilhões

Considerando a quinta e a sexta-feira, o faturamento do e-commerce cresceu 25,1% na comparação com 2019, segundo Ebit/Nielsen

Em um ano marcado pela pandemia, as vendas online bateram recorde na Black Friday. O faturamento do e-commerce somou R$ 4,02 bilhões, considerando quinta e sexta-feira, 27, um aumento de 25,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento feito pela Ebit/Nielsen. Ao todo foram mais de seis milhões de pedidos gerados, crescimento de 15,5%.

A percepção foi de que o “esquenta da Black Friday”, vendas feitas antes da data oficial, foi uma estratégia que deu certo. Com as promoções durando mais tempo, as compras acabaram sendo realizadas ao longo de todo o mês de novembro.

“A pandemia fez os consumidores terem um comportamento diferente. As compras ficaram diluídas e o comércio eletrônico soube aproveitar o momento e fisgá-los com descontos, oportunidades e atratividades”, comenta a líder de Ebit/Nielsen, Julia Avila.

Entre os dias 19 a 27 de novembro, o faturamento foi de R$ 6 bilhões, 30,1% a mais que as vendas de 2019. Nesse intervalo, incluindo o esquenta, foram gerados 10,63 milhões de pedidos, q um aumento de quase 20% na base anual. “O esquenta deste ano ganhou muita relevância. Isso mostra que um esquenta Black Friday mais forte é uma tendência para os próximos anos”, afirma Julia.

Apenas na sexta-feira o faturamento ficou em R$ 3,1 bilhões, aumento de 24,8%.

O site Reclame Aqui registrou 9.160 reclamações ao longo da Black Friday, um aumento de 4,09%. Segundo o levantamento, 27,01% das reclamações foram sobre propaganda enganosa, seguida de problemas na finalização da compra (10,12%) e divergência de valores (9%).

Entre as dez empresas mais reclamadas, as companhias que compõem o chamado Universo Americanas se destacam. O marketplace terceirizado das Lojas Americanas teve o maior número de chamados, com 471, enquanto sua loja online ficou em 4º (289).

Fonte: Estadão

2020-11-30T09:46:21-03:00novembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Na pandemia, a Black Friday foi bem diferente

As reclamações subiram pouco, não houve pane nos sistemas e as vendas na data do evento, na sexta-feira passada, cresceram menos que nos dias anteriores

A décima edição da Black Friday no país foi bem diferente de todas as outras. As reclamações subiram pouco, não houve pane nos sistemas e as vendas na data do evento, na sexta-feira passada, cresceram menos que nos dias anteriores.

A alta na demanda no canal on-line antes da sexta-feira ajudou a melhorar os números da semana. E o volume de ofertas, menor do que o de 2019, evitou queda mais abrupta de preços e pode ter protegido a margem de lucro das varejistas.

Segundo dados da Neotrust/Compre&Confie, as vendas pela internet na sexta-feira subiram 28% sobre 2019, para R$ 3,86 bilhões. Ao se incluir a quinta-feira, o ritmo de expansão nos dois dias é de 31%, para R$ 5,1 bilhões.

A Ebit Nielsen informou que as vendas de quinta e sexta, somadas, cresceram 25%, para R$ 4 bilhões. De 19 a 27 de novembro, foram faturados R$ 6 bilhões, com alta de 30% em relação a igual período de 2019. No sábado, as vendas cresceram 26,8%, para R$ 880 milhões, em relação ao mesmo dia de 2019.

De segunda a quarta passadas, a alta foi considerável, de 109% sobre 2019, numa reação às ações comerciais das redes na mídia. Até a terceira semana, como informou o Valor dias atrás, as consultorias ainda informavam demanda em ritmo normal. Nenhum resultado publicado sobre o evento considera o desempenho em loja física, que neste ano foi mais fraca que outros anos, com migração de uma parte das vendas aos sites.

Todos os anos, as vendas no evento sobem sobre o período anterior, com recordes anuais, então a alta em si já não surpreende o mercado. O que chamou a atenção foi a aceleração mais discreta na sexta-feira. Especialistas e instituições estimavam alta de 25% a 77% no faturamento on-line na sexta da Black Friday, como efeito da migração da venda das lojas. O número ficou no piso das projeções.

“As vendas de quinta e sexta-feira ficaram abaixo da maioria das estimativas, mas considerando toda a semana, o desempenho foi muito bom”, diz Andre Dias, diretor-executivo do Compre&Confie. “Não teve muita loucura, até porque o desconto foi mediano. Vamos ver agora como o investimento em logística vai fazer a diferença nos próximos dias”, diz o CEO do Reclame Aqui, Maurício Vargas.

Para os dois executivos, as vendas na sexta não subiram tanto porque o consumidor já havia comprado antes, em especial itens para casa e para o “home office”. A pandemia também desestimulou boa parte dos consumidores a visitar lojas físicas.

Um menor número de promoções na sexta ainda pode ter pesado no desempenho. Pesquisa da plataforma de descontos Promobit mostra que o volume de ofertas caiu 20% em relação ao número do ano passado, para 2,9 mil. E as instabilidades nos sistemas foram menores que em 2019, o que levou a um recuo de 34% nas perdas de vendas geradas com as falhas, atingindo R$ 12 milhões, relata a Sofist, empresa de testes de software. No estudo foram monitorados 105 sites entre quinta e sexta-feira.

Fonte: Valor Econômico

2020-11-30T09:43:12-03:00novembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Um primeiro balanço da economia global

Uma primeira observação é notar o sucesso relativo de várias regiões em lidar com a pandemia; dentro do espaço econômico, porém, a assimetria de situações e ampliação das desigualdades foram a marca universal

A covid-19 dominou totalmente 2020: pela surpresa com que apareceu e velocidade com que se espalhou pelo mundo, por sua durabilidade e pelos catastróficos efeitos sobre as pessoas, as sociedades e o desempenho econômico. O único alívio é a certeza de que teremos vacinas disponíveis já no primeiro trimestre do próximo ano.

Vai levar muito tempo para que análises mais consistentes possam ser feitas quanto aos impactos do vírus. Entretanto, é útil fazermos um primeiro balanço. Uma primeira observação é notar o sucesso relativo de várias regiões em lidar com a pandemia, pois o ano foi mostrando resultados bastante diversos. Dentro do espaço econômico, porém, a assimetria de situações e a ampliação das desigualdades entre pessoas, regiões e empresas foram a marca universal.

Não há nenhuma dúvida de que a Ásia sai ganhadora do enorme desafio de voltar à normalidade. Isso porque a maior parte dos países do continente – a grande exceção é a Índia – acabou por lidar bastante bem com a pandemia. A estratégia bem-sucedida foi similar: quarentena e testagem da população em larga escala. Após um eventual teste positivo, as autoridades sanitárias isolavam todos os contatos do paciente, o que terminou por conter rapidamente a contaminação. Como o vírus apareceu no primeiro trimestre de 2020, já a partir de abril a maior parte dos asiáticos foi voltando ao trabalho. Com isso, alguns países, como a China, apresentarão crescimento do PIB já neste ano. E todos vão crescer com robustez em 2021. Além disso, no dia 15 de outubro, 15 dos países da região assinaram um acordo comercial denominado Parceria Econômica Regional Abrangente, que certamente acentuará a já avançada integração das cadeias produtivas asiáticas, reforçando o crescimento.

Eis aí mais um custo da gestão Trump, que em uma de suas primeiras medidas retirou os Estados Unidos de outro acordo longamente negociado no governo Obama, o Acordo Transpacífico. Essa negociação buscava reforçar a posição dos parceiros americanos na Ásia de sorte a conter a expansão chinesa. A decisão de Trump criou a oportunidade para a China, que dela alegremente se aproveitou. O crescimento de boa parte dos países da Ásia entre 2020 e 2021 será significativo, especialmente na China, cujo PIB expandirá 10%, segundo as últimas projeções do FMI.

Os Estados Unidos, por outro lado, ainda estão sofrendo muito com a disseminação do vírus. Na média móvel de sete dias terminada no dia 23, ocorreram quase 170 mil novos casos e mais de 1.500 mortes por dia, um número elevadíssimo. Isso é o resultado do negacionismo do governo americano – aliás, similar ao do brasileiro. A economia deve se contrair 4,3%, o que não será compensado pela projeção de um crescimento de 3,1% no próximo ano. No biênio, a economia americana, embora apresente dinamismo na área tecnológica e no mercado imobiliário, ainda andará de lado porque largas frações dos serviços e o mercado de trabalho continuarão sofrendo com a imposição do distanciamento social. O resultado da eleição mostrou um país muito dividido, que torna muito mais difícil implantar novas políticas públicas.

Com essas projeções, a distância entre a economia da China e a americana encolherá incríveis 10% em dois anos!

O terceiro bloco econômico relevante é o europeu. O impacto da segunda onda da covid no Velho Continente está sendo muito grande. O FMI projeta queda no PIB em torno de 10% na França e na Itália e de 13% na Espanha. O ponto positivo é que, em meio à tormenta, França e Alemanha se puseram de acordo quanto à política fiscal, decidindo pela emissão de € 750 bilhões em bônus para apoiar a retomada. Além disso, o grupo decidiu também estimular investimentos de uma agenda de futuro: descarbonização e novas energias, baterias e eletrificação da frota, inteligência artificial e outras.

Finalmente, e lamentavelmente, as perdas na América Latina serão enormes, especialmente na Colômbia, no México, no Peru e na Argentina, com retração próxima ou superior a 10% no PIB. Mesmo no Chile, país exemplo da região, a economia deve recuar 6%. Em todos os países, exceto o Uruguai, vemos crises políticas significativas. O Brasil, com nossa projeção de queda de 4%, até que não se sai tão mal no meio desse banho de sangue.

Fonte: Estadão

2020-11-30T09:40:36-03:00novembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Investe – Expectativa para inflação em 2020 sobe por quatro meses, aponta Focus

A expectativa para a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, subiu de 3,45% para 3,54% neste ano, na 16ª correção semanal para cima. Confira as demais projeções no Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central

A expectativa para a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), subiu de 3,45% para 3,54% neste ano, na 16ª correção semanal para cima. Para o ano que vem, a projeção também subiu, de 3,40% para 3,47%.

A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% para 2022, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

As expectativas estão no Boletim Focus, que é divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central e traz as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos do país.

Selic
O mercado prevê que a taxa básica de juros, a Selic, permaneça em 2% ao ano em 2020, mesma projeção há 22 semanas. Para a Selic em 2021, a estimativa é de 3,00% ao ano, mesma expectativa da semana passada.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros em em 2% ao ano. A próxima reunião, a última do ano, está marcada para 8 e 9 de dezembro.

PIB
A estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2020 subiu de -4,55% para -4,50%, segunda alta seguida, vindo de um piso de -6,54% atingido no fim de junho.

Para 2021, a projeção subiu de 3,40% para 3,45%.

Dólar
A expectativa para o dólar no final deste ano caiu de R$ 5,41 para R$ 5,38. Para o ano que vem, a estimativa permaneceu em R$ 5,20.

Fonte: Valor Investe

2020-11-30T09:37:34-03:00novembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Até 15 milhões devem buscar emprego no pós-pandemia

Número considera desempregados que no isolamento deixaram de procurar nova colocação e aqueles que vão tentar ingressar no mercado; para Ricardo Paes de Barros, estudioso da desigualdade, País tem de investir em amplo programa de reinserção

BRASÍLIA – O governo brasileiro deveria investir recursos em um amplo programa para auxiliar a reinserção de até 15 milhões de trabalhadores no mercado durante a retomada pós-pandemia, defende o economista Ricardo Paes de Barros, pesquisador do Insper e estudioso da desigualdade no País. Esse é o número de trabalhadores que podem voltar a buscar emprego nos próximos meses e, se não houver oportunidades, acabarão engrossando as estatísticas de pobreza no Brasil.

A covid-19 levou mais de 11 milhões de pessoas a perder seus empregos, tanto formais quanto informais, segundo dados da Pnad Contínua do terceiro trimestre de 2020, na comparação com igual período de 2019. Mas a taxa de desemprego não explodiu porque 10 milhões deixaram de procurar trabalho – e, por isso, não são contabilizados pela metodologia do IBGE.

Paes de Barros alerta que esse enorme contingente, em algum momento, voltará a buscar trabalho, seja porque o auxílio emergencial chega ao fim em dezembro deste ano, seja porque os trabalhadores têm desejo de voltar à atividade. Essas pessoas se somarão a outros 3 milhões que, anualmente, ingressam no mercado de trabalho. Os números sequer consideram quem, antes da pandemia, já estava à procura de colocação profissional. “Como vai ter uma entrada (de mais trabalhadores), o governo tem de se preparar para arranjar espaço para uns 15 milhões”, diz Paes de Barros.

“A gente precisa de uma política urgente, bem pensada, bem desenhada e que vai requerer um volume de recursos significativo para assistir essas pessoas no retorno ao mundo do trabalho”, defende ele.

A preocupação com o destino desse exército de trabalhadores que hoje está à margem do mercado de trabalho também cresce no governo. Embora os números positivos de geração de postos formais sejam celebrados pela equipe econômica, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, demonstrou que está atento ao tema. “Tenho preocupação de como o governo vai tratar a questão de quem perdeu o emprego”, disse em evento virtual na última quarta-feira.

Para Paes de Barros, o Estado precisará ter uma atuação forte para orientar em áreas como intermediação de mão de obra, formação, busca de clientes e até marketing do produto. Será preciso dialogar tanto com quem busca uma vaga com carteira assinada quanto com quem quer empreender ou trabalhar de forma autônoma.

Uma política dessa envergadura demandaria um investimento entre R$ 50 bilhões e R$ 100 bilhões, calcula o economista. Mas a autonomia financeira dada aos trabalhadores a partir dessa iniciativa representaria um bom retorno do investimento. O dinheiro seria injetado pelo governo federal, mas sua aplicação teria de ser feita em coordenação com Estados, municípios e organizações da sociedade civil para garantir que a política esteja alinhada com as necessidades locais.

“Enquanto você não tiver resolvido a crise, esquece o teto de gasto”, diz o economista. O teto é a regra que limita o avanço das despesas à inflação. Se por um lado ele é a “superâncora” da equipe econômica para manter a credibilidade na sustentabilidade das contas, por outro ele acaba travando aumentos de despesas, inclusive sociais. O economista, porém, lembra que o auxílio emergencial – que deve consumir R$ 322 bilhões até o fim do ano – acabou beneficiando famílias que não precisavam da ajuda do governo.

“Enquanto a crise durar, a gente tem de gastar o que precisar para atender as pessoas. Por outro lado, a gente tem de gastar isso muito bem gasto. Mais importante do que ficar protegendo o teto de gastos é proteger a eficiência do que é gasto”, avalia. Segundo ele, é temerário que o governo espere que os trabalhadores consigam recuperar sozinhos seus empregos de forma automática, na esteira da recuperação aguardada para a economia em 2021.

Fonte: Estadão

2020-11-30T09:33:55-03:00novembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Investe – ‘A inflação vai ressurgir muito mais rápido que o esperado’, diz Manoj Pradhan

Economista é coautor de livro selecionado pelo Financial Times como um dos melhores do ano

Os bancos centrais de países desenvolvidos estão prestes a enfrentar um problema que arrisca mudar toda a dinâmica dos mercados globais: um ressurgimento rápido da inflação. Fatores estruturais, como a redução da força de trabalho, a reversão da globalização e o salto no endividamento, agora se somam aos efeitos da pandemia. Tudo isso deve gerar uma aceleração nos preços a partir de 2021.

Esse é o alerta do economista Manoj Pradhan, coautor do livro “The great demographic reversal: ageing societies, waning inequality, and an inflation revival” (“A grande reversão demográfica: envelhecimento das sociedades, diminuição da desigualdade e um ressurgimento da inflação”, em tradução livre), que foi selecionado por Martin Wolf, do Financial Times, como um dos melhores livros de economia do ano.

“Se a inflação aumentar muito rapidamente, é um problema, veremos um banho de sangue no mercado de títulos”, diz.

Ao Valor, Pradhan afirmou que os bancos centrais “não estão equipados para lidar com a inflação alta, porque os mercados também não estão equipados para lidar com ela”. Para ele, os investidores não estão acostumados a pensar na inflação por períodos consideráveis de tempo. Logo, se o processo de alta inflacionária acontecer mais rápido, “veremos um banho de sangue no mercado de títulos”.

Com doutorado em economia pela George Washington University e mestrado em finanças pela London Business School, o economista lidera a consultoria Talking Heads Macro, depois de ter ocupado o cargo de diretor-executivo no Morgan Stanley, onde se concentrou nos temas macroeconomia quantitativa, mercados emergentes e economia global. Veja os principais trechos da entrevista.

Fonte: Valor Investe

2020-11-30T09:25:11-03:00novembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Glamurama – Larissa Luz, Daniele da Mata, Cris Vianna e time de mulheres estrelam a campanha ‘Essa é Minha Cor’ da Avon

Para ampliar sua mensagem e contribuição na luta pela equidade racial, a Avon lança a campanha “Essa É Minha Cor’, que foi co-criada por Larissa Luz, que fez a música e escreveu o texto manifesto da campanha e é um dos destaques do filme ao lado de Cris Vianna, Ana Paula Xongani, Magá Moura, Geovana Ribeiro, Glória Abreu, Lub Big Queen, Odara, Onika Bibiano, Vilma Caetano e Daniele Da Mata, maquiadora especialista em pele negra, que desenvolveu as novas cores criadas entendendo a diversidade de tons e subtons das peles negras do Brasil.

Há sete anos, a marca estuda a diversidade global e já investigou os tons de pele de seis países, incluindo o Brasil. Como resultado, a Avon traz uma estratégia de tonalidades mais diversificada, levando em conta toda expertise global da marca, porém identificou que o Brasil precisava de mais opções de cores por conta das especificidades da pele brasileira. Em novembro de 2019, a cientista Candice Deleo-Novack, chefe de desenvolvimento de maquiagem, e foco nos produtos para olhos, rosto e design técnico de produtos da Avon, nos Estados Unidos, e a maquiadora expert em beleza negra Daniele Da Mata, iniciaram uma parceria para desenvolver uma paleta mais inclusiva, inteligente e diversa para a marca no Brasil.

Fonte: Glamurama

2020-11-27T10:41:11-03:00novembro 27th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|
Ir ao Topo