Money Times – Investidores ficam ricos em 2020 com algumas apostas de crédito

Os mercados de crédito despencaram no início da pandemia. Empresas antes sólidas de repente pagavam rendimentos de dois dígitos em busca de liquidez, enquanto títulos de companhias conhecidas e veneráveis podiam ser comprados por centavos de dólar.

Então, com a mesma rapidez, as medidas sem precedentes do Federal Reserve para apoiar os mercados de dívida corporativa desencadearam uma alta dos preços que transformou apostas arriscadas em vencedoras praticamente da noite para o dia. Um forte volume de negociações gerou bilhões de dólares em receitas extras em Wall Street e aumento dos bônus.

Em meio ao ano excepcional, algumas apostas se destacaram entre as demais. Confira algumas:

Airbnb
Silver Lake e Sixth Street Partners mais do que dobraram o capital com uma linha de US$ 1 bilhão para o Airbnb em abril. O segundo empréstimo que subscreveram para a empresa veio com garantias, que geraram retornos extraordinários assim que a empresa concluiu sua oferta pública inicial. Em apenas oito meses, as duas empresas registram ganhos acima de 100%.

Tupperware
Um boom na comida caseira e um plano ambicioso de corte de custos liderado pelo novo CEO Miguel Fernández deu à Tupperware Brands um impulso muito necessário em 2020, tirando a empresa do abismo.

As ações da Tupperware dispararam mais de 300% este ano, mas seus títulos de dívida também trouxeram ganhos para os investidores. Os US$ 600 milhões em títulos da empresa com cupom de 4,75% e vencimento em 2021 eram negociados a a 30,125 centavos de dólar em maio, depois de anunciar planos de recomprar apenas algumas das notas a preços com grandes descontos.

Os investidores que adquiriram os títulos a preços baixos e os mantiveram tiveram sorte em dezembro, quando a Tupperware obteve um novo empréstimo da Angelo Gordon & Co. e JPMorgan Chase e comprou os títulos restantes em torno do valor nominal, por um retorno total de mais de 230%.

Linhas de cruzeiro
Quando a pandemia se espalhou, poucos setores precisavam mais desesperadamente de capital do que as linhas de cruzeiro. Não apenas as viagens ao redor do globo pararam, mas os navios surgiram como foco de contágio, lançando dúvidas sobre quando a navegação poderia ser reiniciada.

A Carnival foi a primeira a levantar capital no mercado de títulos, oferecendo US$ 4 bilhões em títulos de três anos garantidos por navios e propriedade intelectual com um cupom de 11,5%, um dos mais altos de uma empresa com grau de investimento. A dívida, emitida a 99 centavos de dólar, ofereceu retorno de cerca de 25%.

Títulos garantidos da Norwegian Cruise Line e Royal Caribbean Cruises, empresas com classificação mais baixa, oferecidos em maio mostram retorno de cerca de 29% e 27%, respectivamente.

Fonte: Money Times

2020-12-30T10:12:13-03:00dezembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Exame – De Natura a Burger King: 5 campanhas marcantes de 2020

Campanhas publicitárias de 2020 falaram da pandemia em tom emocional, enquanto outros vídeos usaram bom-humor para entreter e informar

O ano de 2020 obrigou a reinvenção das agências de publicidade e das empresas em suas campanhas de marketing. Com a pandemia da covid-19 e, consequentemente distanciamento social, as produtoras passaram a testar seus elencos e funcionários até pedir para que as campanhas fossem produzidas em casa.

Pensando nisso, a EXAME separou cinco campanhas que deram o que falar e apontaram para diferentes modelos de se fazer marketing.

Profissionais da Saúde da Dove: A marca de higiene e cuidados pessoais lançou um vídeo que mostrou as marcas nos rostos dos profissionais da saúde na linha de frente do combate contra a covid-19. Como agradecimento, a marca doou o equivalente a mais de 5 milhões de euros de produtos Dove e equipamentos de proteção para iniciativas globais incluindo os profissionais da saúde no Brasil.

Páscoa da Lacta: A marca de chocolates revisitou seu posicionamento, que passou a ser “Lacta. Cada pedacinho aproxima. Mesmo estando cada um na sua toca”. Para a divulgação foram produzidos vídeos com apelo emocional, no tom de carta narrada. Veja aqui um dos vídeos, em que uma avó fala da saudade e do sentimento ao não estar presente fisicamente na primeira Páscoa do neto.

Dia dos Pais Natura: a campanha apresentou um grupo de 14 influenciadores, entre eles o ator Thammy Miranda, o que causou reações positivas e negativas nas redes sociais. Segundo Andrea Alvares, vice-presidente de marca, inovação, internacionalização e sustentabilidade da Natura, a intenção não foi criar polêmica ou chocar, foi apenas mostrar as nuances da masculinidade.

Pix do Santander: Em campanha para divulgar na o novo sistema de pagamento, o banco Santander convocou para explicar as vantagens da ferramenta a “sumida” Ana Paula Arósio, atriz global protagonista de novelas e séries como “Os Maias”, que estava reclusa há 10 anos da televisão.

Halloween do Burger King: a rede de fast-food Burger King realizou uma promoção que permitia a retirada grátis de um sanduíche Whopper para quem fosse ao drive-thru “voando” em uma vassoura. Nas 172 unidades participantes o Burger King distribuiu cerca de 140.000 sanduíches, um número quase três vezes maior do que o prometido, que eram de 300 unidades por loja.

Fonte: Exame

2020-12-30T10:04:57-03:00dezembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Venda on-line sobe 54% no Natal, em linha com expansão do digital no ano, diz ABComm

Parte do movimento reflete migração de compras em lojas físicas para o canal, em razão da pandemia

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) informou nesta terça-feira que as vendas on-line no Natal atingiram R$ 21,7 bilhões, alta nominal de 54% sobre o ano anterior. Parte dessa demanda se refere a transferência das compras que ocorrem em lojas físicas, canal de venda que registrou retração nos resultados na data, segundo dados já publicados por consultorias nos últimos dias.

O ritmo de crescimento no Natal está em linha com o verificado no varejo digital ao longo do ano. O comércio eletrônico apurou elevação de 57% nos oito primeiros meses de 2020 em comparação com igual período do ano passado, segundo pesquisa realizada pelo Movimento Compre&Confie em parceria com a ABComm.

Com a pandemia e mudança no horário de funcionamentos de lojas, houve migração de vendas dos pontos físicos para o digital no Natal. Por conta desse movimento de transferência, especialistas passaram a acompanhar mais de perto os dados totais do setor — e não apenas o do digital, como no começo da pandemia — para avaliar o desempenho geral do consumo.

Fonte: Valor Econômico

2020-12-30T09:56:19-03:00dezembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Comércio tem otimismo moderado com sinais positivos

O ritmo das vendas já começa a superar o período mais crítico da pandemia, mas as empresas preferem esperar para ver

O setor do comércio deverá entrar em 2021 ainda com as sequelas do coronavírus, mas com expectativas de recuperação, na medida em que as ações de combate à pandemia, em especial a vacinação, sejam colocadas em prática e flexibilizem as normas de distanciamento social e de horários de funcionamento do comércio varejista. De acordo com relatório elaborado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), com base na Pesquisa Mensal do Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já há uma tendência de recuperação no comércio ampliado (comércio restrito, mais material de construção e carros, motos e peças automotivas), que superou em 4,9% os níveis de venda de fevereiro, mês que antecedeu a pandemia.

A alta, no entanto, vem sendo puxada por segmentos específicos, como móveis e eletrodomésticos (10,8% no período janeiro/outubro), artigos farmacêuticos e de perfumaria (7,2%) e alimentos e bebidas (5,7%). “As pessoas deixaram de consumir em serviços e direcionaram seus gastos para outros itens, principalmente os de primeira necessidade, em supermercados e farmácias, que não tiveram restrições de funcionamento no primeiro semestre”, afirma Rafael Cagnin, economista do Iedi.

Segmentos que ficaram devendo ao longo de 2020, como tecidos, vestuário e calçados (queda de 27,6%) e combustíveis e lubrificantes (queda de 10,4%) ainda deverão sofrer nos primeiros meses. O público está acostumado com a compra presencial. Quem pôde aproveitar a força do e-commerce se deu bem, como foi o caso do Magazine Luiza (ver reportagem seguinte).

O segmento de combustíveis está na dependência do tamanho da frota urbana e de viagens rodoviárias e do retorno paulatino do turismo. Pode haver uma compensação por meio do crescimento do transporte de mercadorias. Setores de alimentação e de produtos farmacêuticos devem continuar em alta, mas o avanço da inflação pode reduzir o ritmo de consumo, principalmente entre a população das classes C, D e E.

Com cautela, as empresas estão preparadas para enfrentar um cenário desafiador no próximo ano. “Estamos sempre atentos a novas formas de energia e desenvolvendo ações baseadas no crescimento sustentável”, afirma Ricardo Mussa, presidente da Raízen. O grupo mantém suas estratégias para 2021 na convicção de uma retomada do fluxo pré-pandemia. Entre as ações a serem adotadas está a aceleração da parceria firmada com a Femsa Comércio, batizada como Grupo NÓS, que prevê a inauguração de 500 lojas de conveniência nos próximos três anos, com as marcas OXXO e Shell Select. Os primeiros pontos da marca OXXO começaram a ser abertos em dezembro.

No longo prazo, as ações estão voltadas dentro do conceito de sustentabilidade, com foco na busca de soluções em energias renováveis, como biomassa, biogás, solar, pellets (biocombustíveis sólidos, cuja matéria-prima é a madeira) e etanol de segunda geração. “Nossos projetos estão alinhados com 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, afirma Mussa.

Entusiasmado com a demanda por máquinas e equipamentos para infraestrutura, Renato Pimentel, diretor executivo de negócios da Sotreq, prevê um crescimento até 20% superior na receita a ser obtida em 2020. “A cada ano, dependemos cada vez menos de obras públicas na venda de produtos. O importante é que haja um ambiente favorável para a iniciativa privada promover investimentos que busquem produtividade e eficiência”, afirma o executivo.

O grupo, atrás apenas do Magazine Luiza em crescimento de receita em 2019, pretende aprimorar o modelo de atendimento remoto na manutenção e no monitoramento de frota, implantado com sucesso em 2020 nos canteiros de obras e de mineração. Segundo Pimentel, a rapidez no atendimento virtual agregou ainda mais valor à marca Caterpillar e estimulou a adesão dos clientes a novos processos digitais. No campo comercial, o grupo pretende manter o atendimento por meio de lives, principalmente na área de vendas e de fornecimento de peças de reposição.

Com a saúde em dia, o grupo RaiaDrogasil deve manter o ritmo de crescimento e ampliar seus canais de distribuição, principalmente por meios digitais. Prova da boa performance foi o anúncio de distribuição de R$ 47 milhões em juros sobre capital aos acionistas, ainda em dezembro. “Esperamos retomar o fluxo nas lojas físicas instaladas em shoppings, que foram as mais afetadas pela pandemia, e manter o crescimento nas vendas pelo e-commerce, fortalecendo o conceito de ser uma rede de farmácias multicanal, com amplo marketpalce de produtos de saúde e de bem-estar”, diz Marcilio Pousada, presidente da RaiaDrogasil.

Na prática, serão ações iniciadas dentro do plano estratégico iniciado em 2018, no qual não houve alterações significativas em razão da pandemia, exceto a aceleração de estratégias digitais. Ao expandir a oferta de itens para um marketplace, a rede pretende oferecer novos produtos, como óculos de grau, lentes de contato e medicamentos manipulados, nichos nos quais ainda não participava. A expansão de lojas físicas tende a seguir o mesmo ritmo de anos anteriores, buscando atingir mercados inexplorados, como nos Estados da região Norte.

No setor de vestuário e utensílios domésticos, o grupo Renner deverá acelerar o ritmo de construção de seu terceiro centro de distribuição, em Cabreúva (SP), cuja conclusão está prevista para 2022. O imóvel terá 150 mil metros quadrados e irá dobrar a capacidade de armazenamento da empresa, o que deverá permitir a consolidação de seu projeto de expansão digital. “Será um centro de distribuição com alto grau de automatização, com uso de ferramentas de inteligência artificial e machine learning. O objetivo é aprimorar o relacionamento do grupo com clientes e fornecedores e nos tornarmos uma empresa multicanal, na qual o cliente pode comprar e receber os seus produtos em qualquer local”, afirma Fabio Faccio, diretor-presidente da Lojas Renner.

A expansão de lojas físicas deve ser retomada no próximo ano, com a inauguração de 45 novas lojas das marcas Renner, Youcom e Camicado. No primeiro trimestre, por meio da financeira Realize, o grupo estará apto a promover operações por meio do PIX, o que deverá agregar novos clientes, principalmente os desbancarizados.

Já a rede holandesa C&A dará continuidade ao plano de investimentos iniciado em 2020, após a IPO promovida no fim de 2019. “Alguns pilares ganharam mais relevância após a pandemia, como as ações ligadas à transformação digital. Após um ciclo voltado para eficiência, queremos entrar em uma fase de expansão”, afirma Roberta Noronha, diretora de relações com investidores da C&A Brasil. A expectativa da companhia é que a participação do e-commerce nas vendas alcance a marca de dois dígitos. “Será uma evolução marcante, já que em 2019 as vendas virtuais ficavam entre 2% e 3%”, diz a diretora. Ações digitais aceleradas na pandemia tendem a permanecer, como a venda pelo WhatsApp, que ofereceu um atendimento personalizado às clientes acostumadas à compra presencial. “É um atendimento consultivo para tirar dúvidas desde detalhes da peça até condições de pagamento”, explica.

Fonte: Valor Econômico

2020-12-30T09:54:23-03:00dezembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Desemprego e fim do ‘coronavoucher’ afetam varejo em 2021, diz CNC

Alta nas vendas já vem murchando e pressão inflacionária cresce, o que reforça cenário de incertezas para o ano

A CNC, confederação que representa o comércio e serviços, tem uma visão mais otimista para o desempenho do varejo neste fim de ano, baseada no reflexo econômico das últimas parcelas do “coronavoucher” no período. Mas esse efeito deve perder força em dezembro em relação aos meses anteriores. Segundo a CNC, a recente escalada do desemprego no país, apesar da leve melhora, como informado hoje pelo IBGE, reforça os cenários de incertezas de 2021.

Para a entidade, a reação do mercado nos primeiros meses do auxílio emergencial surpreendeu o comando, mas o aumento da pressão inflacionária já em 2020, e em 2021, além do fim do auxílio, deve esgotar esse efeito.
“Nós fomos surpreendidos por um varejo retomando as vendas mais rapidamente já a partir de junho. Mas entendemos que as altas passadas, de 6%, 7%, 8% no mês contra mês anterior, não se sustentam. Por isso projetamos um Natal com taxa positiva, mas menos forte”, disse o economista da CNC, Fabio Bentes.

A CNC estima avanço de 3,4% nas vendas natalinas, chegando a R$ 38,1 bilhões.

Segundo o economista, a questão central hoje é que a alta nas vendas que vinha acontecendo está ‘murchando’ aos poucos e a pressão inflacionária cresce.

“O varejo segurou os repasses de preços ao consumidor por meses em certas categorias, mas as redes já começam a soltar parte desses aumentos porque não conseguem barrar mais por conta do câmbio e de custos internos. E isso vai acontecer no começo de 2021, num cenário de renda mais comprimida, afetando o consumo diretamente”, diz Bentes.

Apesar dessas questões, economistas têm ressaltado que uma eventual manutenção do auxílio em 2021, ou parte dele, precisa ser discutida considerando cenário de maior pressão das contas públicas e do maior impacto fiscal.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial no país, acelerou para 0,89% em novembro, após fechar em 0,86% em outubro. Esse é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o indicador foi de 1,01%.

O economista diz que houve forte redução de importados pelo varejo, já por conta da pressão cambial maior. “As pesquisas de compras do comércio antes das festas mostram que para o Natal de 2020 o varejo importou a menor quantidade de produtos de fora desde 2009”, disse ele.

“Para 2021, haverá maior pressão por aumento de juros num ambiente de pressão inflacionária e 14 milhões de pessoas, pelo menos, procurando emprego. A não ser que a PNAD [pesquisa de taxa de desemprego] venha com algo surpreendente, a gente pode ter uma revisão de expectativas para 2021”, disse.

A pesquisa publicada hoje mostra que a taxa de desocupação (14,3%) no trimestre de agosto a outubro de 2020 cresceu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre de maio a julho (13,8%). Mas sobre o trimestre encerrado em setembro, caiu de 14,6% para 14,3%.

Um dos aspectos positivos para o consumo em 2021 é que haverá naturalmente um efeito da base de comparação mais baixa de 2020. “Há uma transferência de demanda não atendida para 2021, e com isso nossa base de comparação acaba ficando comprometida, o que favorece os números de 2021”, diz Bentes.

Dados do varejo colhidos pelo IBGE mostram uma reação um pouco mais forte do varejo após setembro, ao se analisar o acumulado do ano. De janeiro a setembro, as vendas do varejo restrito (exclui automóveis e material de construção) ficaram estáveis sobre 2019. De janeiro a outubro, há alta de 0,9% no acumulado, após fechar o primeiro semestre em queda.

Em 2019, o varejo restrito cresceu 1,8% — caso consiga superar essa taxa considerando novembro e dezembro, o ano terá recuperado o seu desempenho com os números da segunda metade do ano — , “turbinado” de forma temporária pelo coronavoucher.

Fonte: Valor Econômico

2020-12-30T09:52:26-03:00dezembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Atraso na vacinação terá impacto na economia

Demora para imunizar população e recrudescimento da pandemia deverão afetar o consumo

O recrudescimento da pandemia no Brasil, ao mesmo tempo em que o país fica para trás de outras nações no plano de vacinação, reforça a percepção dos analistas de quanto uma questão sanitária mal resolvida pode segurar o processo de retomada da atividade em 2021. A avaliação geral é de um primeiro semestre que deve andar mais “de lado”. Um calendário de imunização que comece a se concretizar, por sua vez, poderia ajudar o consumo e o mercado de trabalho a partir do segundo semestre, dizem economistas.

O aumento de casos e mortes por covid-19 eleva os riscos para a economia brasileira nos próximos meses, aponta relatório do Credit Suisse divulgado ontem. Os governos estaduais, provavelmente, terão de adotar restrições de mobilidade, o que terá impacto “substancial” na atividade e no emprego, escrevem a economista-chefe do banco, Solange Srour, e o economista Lucas Vilela.

O Credit Suisse calcula que o Brasil só chegará à imunidade de rebanho (pelo menos 70% da população imunizada) no quarto trimestre do ano que vem. Isso se o governo conseguir adquirir nos prazos previstos as vacinas produzidas pelos laboratórios Sinovac (Instituto Butantan), AstraZeneca (Fiocruz) e Pfizer / BioNTech.

O banco simulou a dinâmica da imunização a partir de três cenários de disseminação da doença: manutenção da atual média diária de novos casos (35 mil), queda pela metade (18 mil) e o dobro da média atual (70 mil). Em todos os cenários, a imunidade de rebanho só seria atingida no último trimestre de 2021.

Na simulação, as vacinas das três companhias seriam suficientes para imunizar 64,2% da população. No ritmo atual de novos casos, 9,6% dos brasileiros estariam imunizados devido à própria contaminação pelo coronavírus. Se o ritmo de disseminação caísse pela metade, 6,6% da população estaria imunizada assim. No caso mais extremo, de 70 mil casos ao dia, 15,6% da população seria contaminada até o quarto trimestre.

O governo federal, lembra o Credit Suisse, anunciou negociações para comprar 460,9 milhões de doses de vacina contra a covid-19 de cinco empresas. Além dos três laboratórios mencionados, há conversas com a Janssen (38 milhões de doses) e a Covax Facility (42,5 milhões). Nenhuma das negociações foi formalizada, contudo.

A ausência de um programa de vacinação imediata, somada ao necessário fim do auxílio emergencial e uma retomada mais lenta do emprego, faz o Banco Inter prever um começo de ano mais fraco para a atividade, segundo a economista-chefe Rafaela Vitória.

O Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre não deve apresentar crescimento em relação aos três meses imediatamente anteriores, enquanto na comparação com o mesmo período deste ano ainda recuaria 0,50%, projeta ela. Rafaela lembra que a queda ocorreria sobre um primeiro trimestre de 2019 que já foi negativo. “Uma retomada do emprego mais robusta deve começar quando a vacinação estiver mais avançada”, afirma ela.

Paula Magalhães, economista-chefe da A.C. Pastore & Associados, afirma que o plano de vacinação é “imprescindível” para a atividade no ano que vem. Assim como o governo precisa reduzir as dúvidas fiscais, avançando na agenda de equilíbrio das contas públicas, é necessário um plano que reduza as incertezas da pandemia, diz Paula. “A gente fica esperando esse tipo de decisão. Não é uma decisão econômica propriamente, mas o efeito de um plano de vacinação sobre a economia é inegável.”

A expectativa, segundo ela, era que o consumo fosse, assim como nos últimos anos, um impulso para o crescimento de 2021, “mas as pessoas estão com medo de consumir por causa da pandemia, o que poderia ser melhorado com a vacina”, exemplifica.

Para Francisco Eduardo Pires de Souza, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o aumento do consumo vai depender, acima de tudo, da “desinterdição” de importantes segmentos dos serviços e, portanto, do controle da pandemia.

“Se imaginar que até o meio do ano parte importante da população esteja vacinada, é esperado que o consumo cresça bastante no segundo semestre do ano que vem”, afirma.

Nesse sentido, porém, a existência de uma segunda onda da pandemia atrapalha, diz o professor. “No curtíssimo prazo, podemos ver uma piora. Se vierem novas restrições mais severas, pode ser um banho de água fria para o começo de 2021. Seja por isso, seja pelo fim do auxílio emergencial, devemos ter, provavelmente, alguma retração do PIB no primeiro trimestre”, afirma.

Solange e Lucas, do Credit Suisse, observam que a disseminação do coronavírus tem se acelerado no país, indicando possível aumento no número de mortes nas próximas semanas, em especial na regiões mais populosas da metade sul do Brasil, onde o número de casos por milhão de habitantes já é maior do que no pico da pandemia, em agosto. Ao mesmo tempo, os indicadores de mobilidade do Google apontam tendência de alta.

Eventuais medidas que restrinjam a circulação adotadas pelos governos regionais podem se traduzir em maior pressão para que o governo federal e o Congresso retomem a expansão fiscal para minimizar os efeitos dessas restrições sobre a renda, o emprego e também as receitas de Estados e municípios, avaliam.

“Novas restrições provavelmente terão efeito não apenas no curto prazo, com um menor crescimento econômico, maior desemprego e crescimento da dívida, mas também no médio prazo, ao adiar a discussão de temas importantes como a PEC Emergencial e a reforma administrativa necessárias para cumprir as regras fiscais em 2021 e 2022 e estabilizar a dívida nos próximos anos”, escrevem.

Fonte: Valor Econômico

2020-12-30T09:49:05-03:00dezembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Rombo nas contas do governo atinge R$ 699 bilhões no ano

Em novembro, déficit primário foi de R$ 18,2 bilhões, o pior resultado para o mês desde 2016

BRASÍLIA – As contas do governo central registraram um déficit primário (receitas menos despesas, excluindo o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 18,241 bilhões em novembro, o pior desempenho para o mês desde 2016. O resultado, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, veio depois de um outro rombo de R$ 3,564 bilhões registrado em outubro. Em novembro de 2019, o resultado havia sido negativo em R$ 16,574 bilhões.

No acumulado de janeiro a novembro, o resultado primário é negativo em R$ 699,105 bilhões, o pior desempenho para o período da série histórica iniciada em 1997. Em relação a igual período de 2019, há queda de 9,7% nas receitas e avanço de 39,3% nas despesas em termos reais.

Em 12 meses até novembro, o governo central apresenta um déficit de R$ 732,9 bilhões – equivalente a 9,6% do PIB. A meta fiscal para este ano admitia um déficit de até R$ 124 bilhões nas contas do governo central, mas a aprovação pelo Congresso do decreto de calamidade pública para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus autoriza o governo a descumprir valor em 2020.

Na semana passada, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, atualizou a projeção da equipe econômica para o rombo do Governo Central em 2020, com uma estimativa de déficit de R$ 831,8 bilhões, ante projeção anterior de R$ 844 bilhões. Nesta terça-feira, 29, o Tesouro estimou que o resultado anual deve ficar ainda abaixo desse valor.

Alta nas receitas e nas despesas
Apesar de alto, o rombo do mês passado foi menor que as expectativas do mercado financeiro. Levantamento do Projeções Broadcast com 18 instituições apontava para um déficit de R$ 21,9 bilhões.

Em novembro, as receitas tiveram alta real de 5,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as despesas subiram 6,4% na mesma comparação, descontada a inflação, principalmente por causa do aumento dos gastos para fazer frente à pandemia do coronavírus.

Fonte: Estadão

2020-12-30T09:44:47-03:00dezembro 30th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Folha de S.Paulo – Faturamento com vendas online no Natal cresce 44,6%, diz Nielsen

Brasileiro aumentou o valor das compras e fez mais pedidos em ecommerces em dezembro

O faturamento das vendas online entre 10 e 24 de dezembro — período que compreende as vendas relacionadas ao Natal — foi de R$ 3,8 bilhões, alta de 44,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Ebit|Nielsen.

O valor supera a projeção de vendas feita pela própria Nielsen, que havia estimado alta de 30% no faturamento de compras online neste ano. No ambiente digital, o avanço nos resultados com as vendas do Natal superou o registrado na Black Friday, que teve crescimento de 26,4%, o melhor desempenho desde 2014.

No Natal da pandemia, o valor médio de compras online dos brasileiros foi de R$ 462, ante R$ 408 em 2019. O número de pedidos também cresceu — 8,1 milhões contra 6,4 milhões no ano passado.

Para Keine Monteiro, executivo da área de inteligência da Ebit|Nielsen, o agravamento da pandemia faz com que as pessoas utilizem ainda mais o ambiente online.

“Muitos consumidores entraram em 2020 [no ambiente de compras online] por conta da pandemia e do confinamento. Vemos que eles realmente se adaptaram e entraram para ficar”, afirma Monteiro.

Embora o volume de compras online siga crescente desde o início do isolamento social no primeiro semestre por causa da pandemia, de acordo com dados da Nielsen apenas 14% dos consumidores realizaram a primeira compra online neste ano — percentual mais baixo desde 2016. Na série histórica iniciada no mesmo ano, o recorde de novos consumidores foi em 2018, quando 17,3% realizaram pela primeira vez uma compra virtual.

A expectativa de faturamento para o ecommerce brasileiro em 2021 é de alta. A Nielsen projeta para o setor um faturamento de R$ 110 bilhões, crescimento de 26% em relação a 2020, além de alta de 16% no número de pedidos e de 9% no valor médio das vendas.

A empresa credita que o bom desempenho do setor também pode ser atribuído à maturidade da logística, o que agiliza as entregas, bem como à consolidação de ecommerces locais e ao fortalecimento dos marketplaces — como são chamadas plataformas onde diversas empresas realizam vendas digitais.

“O ambiente mais confortável para o consumidor é acompanhado pela maior qualificação e preparo das lojas, seja grandes marketplaces, seja pequenas lojas que tiveram que entrar no ambiente online por conta da pandemia”, afirma Monteiro.

Na avaliação do especialista, apenas o agravamento do cenário de incertezas no ambiente econômico em 2021 poderia impactar as vendas nos próximos meses.

A lista de riscos inclui o fim do auxílio emergencial, a indefinição sobre a vacinação, a expectativa de aumento do desemprego e de elevação da taxa básica de juros, bem como uma retomada da economia mais gradual do que a prevista. “Isso impõe limites a toda economia e, o ecommerce não ficará de fora”, analisa Monteiro.

No entanto, ele avalia, ainda assim, que o ecommerce teria algum crescimento mesmo em um ambiente mais hostil porque é a “opção mais viável e confortável” para as compras no atual ambiente de instabilidade.

Fonte: Folha de S.Paulo

2020-12-29T10:05:22-03:00dezembro 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

InfoMoney – Bitcoin salta mais de 270% em 2020, o que esperar para 2021? 9 especialistas respondem

Muitos investidores questionam se teremos uma correção forte pela frente, mas especialistas em cripto traçam cenário otimista

SÃO PAULO – Com uma valorização de 276% em dólar e nova máxima histórica, por volta de US$ 27 mil (segundo cotação desta segunda-feira às 13h40, horário de Brasília), mais uma vez o Bitcoin se encaminha para ser o melhor investimento do ano, firmando-se cada vez mais como uma opção de investimento aceita não só pelos investidores pessoa física, mas também por grandes instituições.

Diferentemente do que ocorreu em 2017, quando bateu sua máxima em um rápido rali de um mês, dessa vez o movimento ocorreu em um período maior. E, mesmo que isso possa indicar um alta mais “natural”, mais ligada a fundamentos do que apenas euforia, muitos investidores se questionam se teremos uma correção forte pela frente.

Olhando para trás, alguns eventos em 2020 foram responsáveis pela valorização do criptoativo, desde o esperado halving – que reduziu a oferta de bitcoins pela metade (entenda clicando aqui) – até a entrada de investidores institucionais, com grandes empresas como o PayPal passando a aceitar e comprar bitcoins, ajudando a aumentar o reconhecimento das criptomoedas.

E até mesmo a crise do novo coronavírus, que em março não deixou nem o Bitcoin e ouro escaparem de uma forte queda, também acabou se tornando um fator positivo para o mercado cripto. Isso porque a grande injeção de dinheiro feita pelos banco centrais do mundo todo, em especial o Federal Reserve, se de um lado acalma o investidor no meio da crise, pode criar sérios problemas depois nas economias globais, principalmente uma pressão inflacionária (veja mais aqui).

“A pandemia causou muito estresse nos mercados financeiros tradicionais e trouxe muitas pessoas novas para o mercado de criptoativos. Definitivamente estamos vendo mais usuários chegando, mais adoção acontecendo e mais participação institucional. No geral, as coisas estão indo muito bem, eu diria”, disse ao InfoMoney Changpeng Zhao, CEO da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo.

Diante disso, o Bitcoin, criado exatamente com a intenção de ser um ativo desvinculado de decisões de BCs e outras autoridades, conseguiu se recuperar rapidamente do choque de março, apagando completamente suas perdas em apenas um mês.

“Foi um ano excepcional para as criptos. A forte alta é, na verdade, reflexo dos diversos acontecimentos positivos que marcaram o ano. Várias validações importantes de empresas, bancos, grandes investidores, reguladores”, avalia João Marco Cunha, gestor de portfólio da Hashdex. “Quem disser que esperava mais é porque estava demasiadamente otimista”.

Leia também: Criptomoedas: Um guia para dar os primeiros passos com as moedas digitais

Mas será que essa tendência de alta se sustenta depois de uma alta de mais de 200% em 2020, sendo 150% apenas no último trimestre? O InfoMoney conversou com diversos especialistas que acreditam que sim e que, principalmente para o investidor que toma suas decisões pensando no longo prazo, o Bitcoin é uma boa opção.

A maioria prefere não fazer uma projeção de preço, apontando apenas que é possível que a moeda digital continue renovando sua máxima histórica. Em geral, a tendência agora é que o Bitcoin se fixe acima dos US$ 20 mil, enquanto no Brasil há quem acredite que a criptomoeda possa chegar a R$ 200 mil, praticamente dobrando de valor por conta da variação cambial.

Por aqui, por conta da forte alta do dólar, o Bitcoin registrou uma valorização ainda mais forte, chegando a superar sua máxima histórica ainda em outubro. A criptomoeda caminha para encerrar 2020 com ganhos de mais de 390%, atualmente cotada a R$ 143 mil.

Para quem ainda não conseguiu aproveitar esse rali do ativo, especialistas dizem que é preciso primeiro pensar qual a sua estratégia. O investidor que estiver olhando para retorno de curto prazo precisa ter mais cuidado com potenciais correções no preço. Por outro lado, ao olhar para um horizonte maior, além de ser uma estratégia melhor quando se fala em Bitcoin, também leva a um menor “sofrimento” com estas fortes variações pontuais.

“Eu realmente acredito no valor de longo prazo do Bitcoin, então eu sugeriria aos investidores uma estratégia simples chamada Dollar Cost Averaging (DCA), significa investir em Bitcoin por um padrão de compra recorrente [ir comprando aos poucos, fazendo um preço médio]. É a maneira mais equilibrada de obter benefícios de longo prazo da valorização do Bitcoin com risco relativamente menor”, avalia Beibei Liu, CEO da corretora Novadax.

Para 2021, eles não esperam nenhum grande evento, mas sim uma continuidade do que se viu nos últimos meses com a maior maturidade do mercado cripto.

Entre os pontos que devem mais afetar os preços, os especialistas citam os reflexos das ajudas financeiras dos bancos centrais e também o crescimento da entrada e uso pelos players institucionais, como bancos e grandes empresas, caso do PayPal, que em outubro anunciou que seus mais de 26 milhões de comerciantes poderão ser pagos com bitcoins a partir de 2021.

É possível encontrar grandes analistas falando em Bitcoin a US$ 100 mil, ou até US$ 318 mil no caso do Citibank, no próximo ano, mas o que o investidor precisa ter em mente, segundo os especialistas consultados pelo InfoMoney, é que este ainda é um mercado volátil e de maior risco, e que, portanto, deve ser pensado pra longo prazo, sem preocupações com o valor exato que atingirá nos próximos meses.

Confira as projeções de 9 especialistas ouvidos pelo InfoMoney para o Bitcon em 2021:

João Marco Cunha, gestor de portfólio da Hashdex

O que esperar em 2021: “Mais do mesmo do ano passado, com grandes investidores entrando, bancos recomendando, empresas aderindo, reguladores assimilando, etc…”

Qual outro criptoativo pode chamar atenção: “O boom de DeFi (finanças descentralizadas, em inglês), que começou em 2020, tem tudo pra continuar no ano que vem e, consequentemente, os tokens desse segmento vão ter holofotes no próximo ano”.

Projeção de preço do Bitcoin em 2021: “Se os avanços em termos de adoção, regulação e infraestrutura vistos em 2020 se repetirem em 2021, podemos esperar outro ano positivo em termos de preço”.

Safiri Felix, diretor da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto)

O que esperar em 2021: “Continuidade do fluxo comprador, impulsionado por avanços regulatórios e criação de novos veículos de investimento […] Os pacotes de estímulos fiscais e monetários nas principais economias tendem a intensificar a busca por proteção e alocação em ativos escassos, como o Bitcoin. Nesse cenário, será importante observar a correlação entre ouro e Bitcoin, que tendem a dividir espaço em muitos portfólios. A aprovação de algum ETF negociado nos EUA pode ser uma surpresa positiva, impulsionando ainda mais o fluxo comprador”.

Qual outro criptoativo pode chamar atenção: “Ether, token nativo da rede Ethereum, tende a se beneficiar com o começo do funcionamento do upgrade do protocolo (mudanças e melhorias no sistema) e a expansão dos projetos DeFi (finanças descentralizadas)”.

Projeção de preço do Bitcoin em 2021: “Vejo espaço para uma valorização ainda maior do que esse ano, portanto não me surpreenderia a cotação acima dos R$ 200 mil”.

Changpeng Zhao, CEO da Binance

O que esperar em 2021: “Não gosto de prever – até para não parecer uma indicação de investimento -, mas todo mundo no mercado sabe que sou muito otimista em relação ao Bitcoin. O preço continuará volátil no curto prazo, mas os investidores devem continuar a focar no resultado de longo prazo”.

Qual outro criptoativo pode chamar atenção: “É muito difícil prever qual será a ‘coisa mais quente’ no próximo ano no mercado de criptoativos. Se você me perguntasse em 2016, eu não teria dito ICOs (Oferta Inicial de Moeda). Se você me perguntasse em 2019, eu não diria DeFi. Eu realmente não tenho ideia. Você tem?”

Projeção de preço do Bitcoin em 2021: Não fez

Beibei Liu, CEO da Novadax

O que esperar em 2021: “Iremos continuar a experimentar as turbulências econômicas. Com isso, é claro que os clientes globais individuais e institucionais recorrerão cada vez mais à rede Bitcoin. É absolutamente inevitável que as moedas digitais sejam cada vez mais aceitas e difundidas”.

Qual outro criptoativo pode chamar atenção: “O Ethereum (ETH) vale a pena investir […] O ETH provavelmente subirá mais que o Bitcoin. Ele é como um ‘sistema Android’ descentralizado, é naturalmente de código aberto e já vimos aplicativos descentralizados (DApps) e protocolos construídos no Ethereum, que têm sido o caso de uso mais quente”.

Projeção de preço do Bitcoin em 2021: Não fez.

Ricardo Da Ros, country manager da Ripio

O que esperar em 2021: “O Bitcoin continuará firme em seus fundamentos: emissão limitada de novas moedas, segurança da rede na máxima histórica e demanda crescente. Como isso vai afetar o preço no curto prazo é impossível prever, mas tem um efeito positivo no longo prazo […] O mercado está crescendo e acredito que 2021 será o ano em que o Brasil verá esse mercado atingindo um ponto de maturidade bem interessante”.

Qual outro criptoativo pode chamar atenção: “Há vários projetos com alguma utilidade, mas na minha opinião apenas o Bitcoin tem função monetária. Alguns outros ativos podem se valorizar, mas acredito que seja muito mais arriscado tentar adivinhar quais ativos podem ser bons investimentos. O Bitcoin já oferece um potencial muito grande de retorno, não vejo a necessidade de entrar em posições de risco muito mais alto”.

Projeção de preço do Bitcoin em 2021: “Não gosto de previsões, porém acredito que o Bitcoin se consolidará acima dos US$ 20 mil e poderá ter um pico de euforia similar ao de 2017 durante o próximo ano. No Brasil, poderemos ver o preço do ativo acima dos R$ 200 mil nesse cenário”.

João Canhada, CEO da Foxbit

O que esperar em 2021: “A expectativa é de que novos gigantes, como alguns bilionários e grandes empresas fizeram esse ano, devem ceder e anunciar que estão trabalhando com Bitcoin, ou adquirindo Bitcoin, posicionando ainda mais esse ativo como reserva de valor. Isso definitivamente vai trazer impactos no preço, nos últimos halvings (quando a oferta é cortada pela metade) sempre no ano seguinte o Bitcoin teve alta histórica de preços superando em até 10 vezes os topos anteriores”.

Qual outro criptoativo pode chamar atenção: “Ethereum (ETH) deve ser a altcoin [criptomoeda alternativa ao Bitcoin] mais empolgante, o preço deve buscar seu topo de US$ 1.400, e ela segue sendo a altcoin mais completa em que pese a tecnologia. É no ETH que praticamente todos os tokens de stablecoins são movimentados e nele que temos grandes investimentos e criação de tokens atrelados a tudo. O mundo está sendo tokenizado e ETH é a principal cripto utilizada para infraestrutura nesse novo mundo de tokens”.

Projeção de preço do Bitcoin em 2021: “Grandes analistas mundiais apontam um possível patamar de US$ 100 mil como um topo para o Bitcoin em 2021”.

Thiago Cesar, CEO da Transfero Swiss

O que esperar em 2021: “Nós podemos ver finalmente o que é falado há muito tempo: a questão da entrada dos institucionais. 2020 foi marcado pela entrada de alguns grandes players no mercado e isso pode ser de fato a consolidação desse movimento e alguns outros players podem entrar nesse trem, o que vai pressionar o preço do Bitcoin para cima. Cada vez mais o Bitcoin está no mainstream, isso está deixando de ser tabu, a regulação tem avançado muito nos países desenvolvidos. A tendência é que os anos de ‘faroeste’ acabem e, com a institucionalização desse mercado, o equilíbrio do preço deve ficar mais para cima”.

Qual outro criptoativo pode chamar atenção: “A gente vai ter um ano de teste nestas plataformas de DeFi que nasceram em 2020, como Compound e Curve.fi. Todos os tokens que nasceram ou cresceram muito em junho e julho de 2020, vão agora passar pelo teste do caso de uso, da adoção e massificação. Também vai ser um ano para a estrutura disso tudo, que é o Ethereum, amadurecer na versão do Ethereum 2.0, que vai ser um processo longo. Eu colocaria essas, e também a Chainlink e a Aave”.

Projeção de preço do Bitcoin em 2021: “Eu acredito que o Bitcoin deva chegar aos US$ 25 mil e se manter negociado nessa faixa de preço, talvez com algumas esticadas até US$ 30 mil. Tudo vai depender do dinheiro novo entrando nesse mercado, se de fato os players institucionais vão pegar o Bitcoin […] E tem um outro fator, se os bancos centrais continuarem o ritmo de impressão de moeda, a tendência é que não só as criptomoedas, mas os ativos em geral, se valorizem […] Tudo isso pode fazer o Bitcoin ultrapassar os US$ 30 mil”.

Vinicius Frias, CEO do Alter

O que esperar em 2021: “Vejo o mercado brasileiro entrando em ponto de inflexão interessante, por alguns motivos: players estrangeiros de relevância entrando na competição do mercado local; amadurecimento das empresas brasileiras onde algumas estão bem capitalizadas e com ótimos profissionais; venture capital olhando para as empresas blockchain e cripto e entendendo que há um grande mercado a ser construído”.

Qual outro criptoativo pode chamar atenção: “Vejo potencial em mais cases de uso envolvendo stablecoins e um leve amadurecimento nas aplicações descentralizadas, que ainda são tímidas e estão se desenvolvendo”.

Projeção de preço do Bitcoin em 2021: “Não gosto de fazer essa futurologia, mas estou bem ‘bullish’ (sentimento de alta). Haverá, sim, correções, mas não visualizo o mercado descendo dos atuais patamares que estão sendo testados no médio prazo”.

Lucas Schoch, CEO da Bitfy

O que esperar em 2021: “Penso que será um ano de ainda mais crescimento para o mercado de criptomoedas. Não somente no valor do Bitcoin, mas das tecnologias utilizando moedas estáveis (stablecoins) para melhorias de serviços, como remessas internacionais e projetos relacionados ao impacto social e doações. Há muito a ser implementado e todas essas novas tecnologias vão mostrar que os criptoativos são um caminho sem volta e cada vez mais aderente à nossa sociedade. Penso que será um ano ainda mais vitorioso para quem sempre acreditou no potencial das criptomoedas”.

Qual outro criptoativo pode chamar atenção: “Acredito que a Ripple (XRP), conseguindo algum contrato grande para ser o blockchain de uma ‘Central Bank Digital Currency’, pode ser uma aposta simpática. Altcoins com utilidade de interoperabilidade entre blockchains tem em sua tecnologia meus olhos também”.

Projeção de preço do Bitcoin em 2021: “Absolutamente impossível responder essa questão, e por isso que é tão interessante. Se fosse para lançar um valor, diria R$ 250 mil, mas certamente é um chute”.

Veja o que outros especialistas projetam

Tom Fitzpatrick, diretor administrativo do Citibank
Em meio a um macroambiente incerto e semelhanças com o mercado de ouro dos anos 1970, o Bitcoin pode chegar a mais de US$ 318 mil em 2021. Sua avaliação é feita usando análise técnica, seguindo trajetória semelhante da criptomoeda nos últimos sete anos. “Você vê a ação do preço sendo muito mais simétrica ao longo dos últimos sete anos, formando o que parece ser um canal muito bem definido, dando-nos um movimento ascendente de prazo semelhante ao da última alta (em 2017)”, disse ele.

Analistas da Bloomberg
“O Bitcoin manterá sua tendência de alta em 2021 e, em nossa opinião, há indicadores macroeconômicos e técnicos que apontam US$ 50.000, implicando em cerca de US$ 1 trilhão de capitalização de mercado”. Segundo eles, o crescimento do Bitcoin no próximo ano também será mais firme do que o visto no rali de 2017. Um dos motivos é que, atualmente, apenas 900 novos bitcoins são extraídos a cada dia, ante 1.800 daquele ano, o que diminui a oferta e aumenta a procura.

Irmãos Winklevoss
Tyler e Cameron Winklevoss acreditam que há uma “questão existencial” para o dólar americano por conta do aumento da oferta de dinheiro e da dívida acabará tornando “implausível” para o governo pagar suas contas.

Os gêmeos ganharam fama no mercado ao processarem Mark Zuckerberg por conta da criação do Facebook. Nos anos após a batalha judicial, os dois decidiram apostar em startups e estiveram entre os primeiros grandes nomes a mergulhar no mundo das criptomoedas. Hoje eles possuem uma corretora de criptos, a Gemini.

“É por isso que muitas pessoas fugiram para o Bitcoin […] porque não está claro como o dólar sai dessa trilha de dívida e impressão, e o que realmente vai valer no futuro, se é que vai valer alguma coisa”, disse Tyler à CNBC.

Os irmãos acreditam que o Bitcoin atingirá US$ 500 mil na próxima década. “É uma reserva emergente de valor e é melhor do que ouro”, disse Cameron. “Achamos que poderia valorizar algo em torno de 25 a 40 vezes o preço de hoje”. Para Tyler, essa projeção é “realmente conservadora”.

Fonte: InfoMoney

2020-12-29T10:03:38-03:00dezembro 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Início de 2021 preocupa,apesar dos bons indicadores da economia

Vacinação contra o coronavírus anima o mercado financeiro, mas a segunda onda aflige comércio e varejo

O círculo vicioso, e eprevisto, que a segunda onda da covid-19 traz para o comércio e o varejo no Brasil gera muitas incertezas no setor, que devem se estender pelos próximos meses. O início da vacinação em alguns países animou o mercado financeiro e o Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, recuperou parte das perdas do ano e voltou ao patamar de janeiro. Mas como os novos dados de contaminação levam a novas restrições, os impactos sobre as vendas serão inevitáveis.

“A pandemia tem essa característica de gerar incertezas na economia. Por isso, é difícil traçar cenários porque tudo vai depender de como será a evolução da doença daqui para frente”, diz Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com ele, no primeiro trimestre do ano que vem, ainda vamos sentir o reflexo deste ano, mas não será tão dramático como foram os meses de maio e junho. “Em 2021, ainda vamos sentir o impacto da pandemia, mas a projeção é de que o resultado do ano que vem seja positivo”, diz Solimeo.

Apesar de o País acumular mais de 14 milhões de desempregados, aos poucos a economia começa a dar sinais de recuperação. O Produto Interno Bruto (PIB) fechou o terceiro trimestre com crescimento de 7,7% na comparação com os três meses imediatamente anteriores. O resultado, no entanto, mostra que a economia brasileira se encontra no mesmo patamar de 2017, com uma perda acumulada de 5% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2019.

O professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Marcos Antonio de Andrade considera que o resultado do PIB no terceiro trimestre reforça a percepção de recuperação da economia porque apresenta indicadores importantes como retomada da demanda doméstica, com destaque para os investimentos em setores como indústria e comércio. “O setor de serviços também apresentou indicadores positivos, mas ainda deve sofrer muita volatilidade até o final do primeiro trimestre de 2021”, diz. No entanto, a inflação é um indicador que preocupa, porque os reflexos dos aumentos sazonais causam significativo impacto no cenário de curto prazo, principalmente devido à expectativa de aumento no sistema de bandeiras tarifárias, como energia elétrica, entre outros.

A projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) é que o PIB tenha expansão de 4% no ano que vem. O estudo mostra que parte significativa do crescimento econômico será explicada pela base de comparação com 2020. A estimativa é que, neste ano, o PIB caia 4,3% na comparação com 2019.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, avalia que as incertezas com relação à economia continuam elevadas e só diminuirão com a imunização da maior parte da população. “O desafio é a transição da retomada para o crescimento sustentado já em 2021. Para isso, o País, mais do que nunca, precisa eliminar o Custo Brasil. É preciso prover um ambiente favorável aos negócios, que ofereça segurança jurídica, melhore as expectativas e estimule o investimento, o crescimento econômico e o desenvolvimento social”, afirma o presidente da CNI.

É importante lembrar que o auxílio emergencial disponibilizado desde abril foi peça fundamental para alavancar a economia. O benefício, que está na fase final de pagamentos, totalizou mais de R$ 275 bilhões em investimentos desde o início do programa, que atinge 67,9 milhões de cidadãos, conforme dados do Ministério da Cidadania. “O auxílio foi fundamental para dar essa arrancada na economia, mas agora está acabando e seria importante que o governo liberasse outro benefício, talvez um Bolsa Família remodelado, para garantir que o consumo siga em alta”, finaliza Solimeo.

Bares e restaurantes sentem impacto da segunda onda

O isolamento social imposto pela pandemia da covid-19 teve impacto direto nos bares e restaurantes. Com o fechamento em diversas cidades, várias empresas deixaram de operar. Só na capital paulista, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP) calcula que 30% dos estabelecimentos encerraram as atividades. “Na cidade de São Paulo, 12 mil estabelecimentos fecharam as portas em definitivo, 24 mil pequenos empresários perderam seus negócios e cerca de 72 mil trabalhadores, seus empregos, sem contar os que eram criados indiretamente”, contabiliza o presidente do conselho estadual da Abrasel-SP, Percival Maricato.

O representante do setor comenta que as empresas começavam a equilibrar as finanças com a reabertura dos negócios, ainda que com capacidade reduzida e horário de funcionamento limitado. No entanto, a segunda onda do novo coronavírus impôs novas restrições ao setor no Estado de São Paulo. “Estávamos apostando nas vendas do fim de ano para acertar as contas. Mesmo ainda que o movimento estivesse fraco, havia uma esperança. Só que agora fechados, não temos no que nos apegar”, diz Maricato.

O presidente da Abrasel comenta que a situação é ainda mais delicada para os restaurantes localizados nas áreas onde se concentravam os escritórios, como a região da Paulista e Faria Lima. Muitos desses locais só abriam na hora do almoço para atender os trabalhadores da região. Com o trabalho remoto, esses estabelecimentos perderam a clientela. Muitos restaurantes localizados em áreas comerciais se mantinham apenas com o almoço e em dias úteis, mas, com o home office, muitos deles tiveram de recorrer ao delivery, que nem sempre é suficiente para manter as despesas. “Muitos não tiveram escolha senão fechar”, avalia o executivo.

Por outro lado, aos poucos, os consumidores começam a ganhar confiança para voltar às compras em lojas de rua ou shopping. Mesmo com os preços de alguns produtos e serviços até 30% mais altos neste Natal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), bairros comerciais como o Brás e o Bom Retiro viram o movimento bem perto do normal nas últimas semanas do ano, assim como os shoppings. A pesquisa, no entanto, mostra também que a intenção de comprar dos brasileiros diminuiu. “A Black Friday transfere as vendas, não significa que há um aumento nas vendas”, diz Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Ibevar.

Fonte: Estadão

2020-12-29T09:55:27-03:00dezembro 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|
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