Valor Econômico – Varejo tem o pior Natal desde a recessão

Grandes varejistas abrem temporada de descontos, de até 80%

O varejo encerra 2020 registrando o mais fraco desempenho de fim de ano desde 2015 e 2016, quando a recessão fez o setor encolher cerca de 7% no Natal. Associações projetam números para dezembro abaixo do verificado em anos anteriores, reflexo do encolhimento do auxílio emergencial e de uma nova onda de fechamento de lojas e de reduções de horário de funcionamento do comércio no país. Grandes varejistas já abrem a temporada de liquidações com descontos de até 80%.

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostra queda de 1,8% nas vendas em lojas físicas e no comércio eletrônico no período de 19 a 25 de dezembro em relação ao mesmo intervalo de 2019. No varejo on-line, que equivale a cerca de 10% do varejo total, a alta foi de 15,5% sobre 2019.

A associação de lojistas de médio e pequeno portes que operam em shopping centers (Ablos), estima queda, em dezembro, entre 10% e 35% nas vendas de produtos como vestuário, calçados, acessórios, itens de perfumaria e ótica, além do setor de serviços. Os maiores recuos no varejo estão em moda e calçados (25% a 28%).

Em lojistas da área de serviços (cabelereiro, manicure, consertos de produtos), o recuo varia de 30% a 35%. Há projeção de alta nas vendas em apenas dois segmentos: artigos para o lar (12% a 15%) e joalheria (5% a 6%). Foram ouvidas cerca de 100 redes associadas, num total de mais de 7 mil lojas no Brasil. “Praticamente não tivemos festas de fim de ano, não houve tantas trocas de presentes, e ainda tivemos um abre e fecha de lojas o mês todo em praças importantes, como São Paulo, com as mudanças nas regras de funcionamento. Isso tudo se somou ao efeito da queda pela metade do auxílio emergencial [em setembro, diminuiu de R$ 600 para R$ 300]. É um dos piores dezembros que já tivemos”, disse Tito Bessa Jr, presidente da Ablos e fundador da rede TNG.

Redes e empresas de logística confirmam uma demanda mais forte entre a segunda e terceira semanas de dezembro, e uma desaceleração após o dia 23. “A partir do dia sete de dezembro, começou a acelerar, mas na véspera do Natal, a venda perdeu força e continua num ritmo mais fraco nessa semana”, disse Benhur Cezar, diretor da varejista on-line Estrela 10.

A FecomercioSP estima alta de 1% nas vendas de dezembro, com elevação mais representativa em segmentos como materiais de construção (43%) supermercados e atacarejo (15%), lojas de móveis e decoração (15%) e farmácias (10%). “Os números só serão melhores nas áreas ligadas ao consumo essencial, que se manteve aberto o fim de ano todo, e naquelas voltadas para cuidados com a casa”, diz o assessor econômico da entidade Altamiro Carvalho.

A população começou a compreender que o “coronavoucher” está chegando ao fim e passou a cortar gastos do orçamento. “Só o auxílio emergencial jogou R$ 197 bilhões no varejo brasileiro em 2020. Mesmo com ele, projetamos queda de 2% no comércio brasileiro em 2020. Sem ele, cairíamos 11%. Mas isso tudo deixa de existir em 2021”, afirma Carvalho.

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) tem uma visão mais otimista. “Nós fomos supreendidos por um varejo retomando as vendas mais rapidamente já a partir de junho. Mas entendemos que as altas passadas, de 6%, 7%, 8% no mês contra mês anterior, não se sustentam. Por isso projetamos um Natal com taxa positiva, mas menos forte”, disse o economista da CNC, Fabio Bentes. A CNC estima avanço de 3,4% nas vendas natalinas, chegando a R$ 38,1 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

2020-12-29T09:52:57-03:00dezembro 29th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Report Alert – Tupperware Brands lança relatório de sustentabilidade de 2019, Nutrindo um futuro melhor

O nono relatório da empresa destaca compromissos ambientais, sociais e de governança reforçados, bem como o progresso para No Time to Waste®, a visão da empresa para reduzir significativamente o desperdício de alimentos e plástico até 2025

A Tupperware Brands Corporation (NYSE: TUP), líder global no mercado de produtos premium inovadores em várias marcas e categorias, lançou hoje o Relatório de Sustentabilidade 2019, o nono relatório da empresa. O relatório detalha o investimento contínuo da empresa em melhorias ambientais como parte de sua estratégia No Time to Waste® e mostra uma resolução renovada para resolver as preocupações sociais e ambientais por meio do foco na inovação de produtos, minimizando o desperdício e apoiando comunidades prósperas.

O relatório da Tupperware, Nutrindo um Futuro Melhor, divide os esforços da empresa em três pilares estratégicos: Foco no Meio Ambiente, Foco em Nossas Sociedades e Foco na Governança. Dentro de cada pilar, a Empresa relata o progresso e o impacto feito no ano passado e as oportunidades potenciais para impactos positivos futuros. Alguns destaques principais do relatório incluem:

Sem tempo para desperdiçar: a Tupperware Brands reconhece o papel que deve desempenhar ao contribuir para um futuro próspero. A visão No Time To Waste® da empresa, desenvolvida em 2019, destaca seu compromisso em reduzir significativamente o desperdício em cada etapa do ciclo de vida de seu produto. Os principais progressos em relação às metas incluem:

50% das fábricas de produção tornaram-se zero resíduos para aterros, o que demonstrou um progresso significativo em direção à meta da Empresa de 100% de resíduos zero para as fábricas de produção de aterros até 2025.
Progresso contínuo para reduzir o consumo de energia, emissões de GEE, água e retirada total de resíduos.
Introdução de ECO +, produtos Tupperware derivados de material feito de conteúdo reciclado, renovável ou de origem sustentável. A Tupperware também se comprometeu a expandir a linha ECO + e testar novas inovações, como o material de base biológica.

Tupperware na comunidade: o modelo de negócios da Tupperware foi construído com base no poder das comunidades e redes sociais fortes. As primeiras festas da Tupperware em 1949 foram centradas no poder da comunidade de aprender, compartilhar e apoiar uns aos outros. Hoje, com presença em comunidades ao redor do mundo, a Tupperware continua a contribuir fornecendo uma plataforma de empreendedorismo para indivíduos, para que possam adquirir habilidades e ganhar um meio de vida significativo. Os principais destaques incluem:

A Tupperware forneceu apoio aos esforços de socorro do World Central Kitchen após o impacto devastador do furacão Dorian nas Bahamas. A Tupperware também estabeleceu uma loja gratuita de contêineres reutilizáveis ​​selecionados para as equipes WCK usarem como parte de seus esforços de distribuição de refeições no local.
Nos EUA e no Canadá, a Tupperware se reuniu em torno da missão de apoiar o acesso à água potável, higiene e saneamento em países em desenvolvimento com uma campanha Compre um, dê um para aumentar a conscientização e ação em homenagem ao Dia Mundial da Água de 2019. No total, a Tupperware doou 43.000 itens de bebida reutilizáveis ​​para a Fundação Limpe o Mundo.

Este relatório foi preparado de acordo com as Normas 2016 da Global Reporting Initiative (GRI), opção Essencial, aplicando os princípios de relato para a definição do conteúdo do relatório e para a qualidade do relatório, conforme definido na Norma GRI 101: Fundação 2016. Além disso, pela primeira vez , A Tupperware apresentou relatórios de acordo com a Norma para Contêineres do Sustainability Accounting Standards Board (SASB); Indústria de Embalagens no Setor de Transformação de Recursos.

O relatório completo está disponível em https://www.tupperwarebrands.com/csr/sustainability/social-impact-reports

Sobre a Tupperware Brands Corporation

A Tupperware Brands Corporation (NYSE: TUP) é uma empresa líder em produtos de consumo global que projeta produtos inovadores, funcionais e ambientalmente responsáveis ​​que as pessoas amam e confiam. Fundado em 1946, o contêiner exclusivo da Tupperware criou a categoria moderna de armazenamento de alimentos que revolucionou a maneira como o mundo armazena, serve e prepara alimentos. Hoje, essa marca icônica tem mais de 8.500 design funcional e patentes de utilitários para cozinha e produtos domésticos voltados para soluções. Com o objetivo de nutrir um futuro melhor, os produtos Tupperware® são uma alternativa aos itens descartáveis. A empresa distribui seus produtos em quase 80 países, principalmente por meio de representantes independentes em todo o mundo. Para obter mais informações, visite Tupperwarebrands.com ou siga a Tupperware no Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter.

Fonte: Report Alert

2020-12-28T10:10:43-03:00dezembro 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Mercado vê crescimento de 3,49% do PIB do Brasil em 2021

A mediana das projeções para o crescimento da economia brasileira no próximo ano voltou a subir no Boletim Focus

A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2021 voltou a subir, de 3,46% para 3,49%, no Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira com estimativas coletadas até a última sexta-feira.

Para 2020, o ponto-médio das estimativas para a variação do Produto Interno Bruto (PIB) do país permaneceu em -4,40%, vindo de um piso de -6,54% atingido no fim de junho.

Inflação
A mediana das expectativas dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2021 caiu, de 3,37% para 3,34%.

Para 2020, o ponto-médio das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 4,39%.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação oficial manteve-se em 4,34% para 2020 e 3,41% para 2021.

A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 4,00% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% para 2022, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Juros
A mediana das estimativas para a taxa básica de juros no fim de 2021 subiu de 3,00% ao ano para 3,13% ao ano entre os economistas do mercado.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, o ponto-médio para a Selic no fim de 2021 manteve-se em 3,00% ao ano.

Dólar
A mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano foi ajustada para R$ 5,14, de R$ 5,15 na sondagem anterior.

Para 2021, o ponto-médio das projeções permaneceu em R$ 5,00 entre uma semana e outra.

Entre os Top 5, a mediana das apostas permaneceu em R$ 5,23 no fim de 2020 e R$ 5,05 no de 2021.

Fonte: Valor Econômico

2020-12-28T10:06:57-03:00dezembro 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Para analistas, cotação do dólar em 2021 dependerá de medidas fiscais

Nas últimas semanas, real ganhou força ante a moeda americana, mas analistas seguem atentos a fatores políticos

O real teve forte recuperação nas últimas semanas, saindo da casa dos R$ 5,60 e chegando perto de R$ 5. Bancos, consultorias internacionais e corretoras locais até veem a moeda americana furando os R$ 5 pontualmente em 2021. Mas, para permanecer neste nível de forma sustentada, será preciso que o governo de Jair Bolsonaro avance com o ajuste fiscal – o que analistas veem como uma dificuldade para o ano que vem.

Bancos como JPMorgan, Citibank, Commerzbank, Morgan Stanley e Bank of America, além de consultorias como a Capital Economics e corretoras, como a Commcor e NGO, veem o dólar acima de R$ 5 nos próximos meses. Mas, com chance do fluxo para emergentes seguir forte, em meio à liquidez sem precedentes no mercado financeiro internacional, o real pode ter apreciação pontual no início de 2021. Cálculos de bancos como o Citibank e da gestora Verde Asset Management indicam que o dólar possa estar 20% acima do preço justo no Brasil.

“Nossa visão é de patamar de câmbio mais depreciado do que o atual”, avalia o economista-chefe no Brasil do banco americano Citi, Leonardo Porto. Para ele, o ruído político deve seguir alto, na medida em que crescem os casos de coronavírus no País. Ele projeta o dólar a R$ 5,43 no fim de 2021, ano em que o governo deve superar o teto de gastos em ao menos em R$ 75 bilhões, prevê o banco.

Se o início da vacinação no Brasil ocorrer no primeiro trimestre de 2021, será fator de comemoração nos mercados. Se ficar para depois, poderá prejudicar a recuperação da arrecadação e da economia do País, avalia o gerente de derivativos financeiros da corretora Commcor, Cleber Alessie Machado Neto.

Para ele, o começo do próximo ano tende a ser favorável a ativos de risco por causa da vacinação contra a Covid-19 em andamento em vários países, estímulos fiscais abundantes e juros baixos no mundo. Mas, para o Brasil “surfar” na onda externa positiva, será preciso que o governo consiga aprovar as reformas administrativa e tributária no primeiro semestre e cumprir o teto de gastos.

Cotação justa?
O sócio e gestor da Verde, Luis Stuhlberger, calcula que o dólar mais justo seria na casa dos R$ 4,20, mas, com a situação fiscal, a moeda opera bem acima desse patamar. Se o governo furar o teto em 2021, o nível do dólar pode subir ainda mais “10% a 15%”, disse ele, em evento recente pela internet. Para Stuhlberger, dada a situação fiscal muito frágil do Brasil, furar o teto seria muito ruim, mesmo que isso seja feito de forma provisória.

O economista e sócio-diretor da corretora NGO, Sidnei Nehme, acredita que a taxa de câmbio poderia já ter furado os R$ 5 pela pressão vinda do dólar frágil no exterior e por causa dos juros muito baixos no mundo. Mas ele antevê dificuldades políticas até o começo de fevereiro para implementar reformas e medidas de ajuste fiscal, por causa da eleição às presidências da Câmara e do Senado.

Fonte: Estadão

2020-12-28T10:03:29-03:00dezembro 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Reforma em impostos deve ampliar transação tributária

Mecanismo permite uma negociação para solução de conflitos fiscais entre governo e contribuinte de forma individual

BRASÍLIA- O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer aproveitar a reforma tributária para ampliar a transação tributaria – mecanismo que permite uma negociação para a solução de conflitos fiscais entre o governo e o contribuinte individualmente.

Uma lei facilitando a transação tributária foi aprovada no início da pandemia da covid-19 e tem sido considerada bem-sucedida pelo Ministério da Economia. Um modelo apontado pelo ministro como mais eficiente do que os tradicionais Refis (parcelamento de débitos tributários).

A proposta por trás da ideia vem sendo chamada de “passaporte tributário” para o novo regime de regras que surgirá com a aprovação da reforma pelo Congresso. Uma oportunidade para o contribuinte acertar o passado quando a reforma tributária entrar em vigor.

Uma fonte da equipe econômica explicou que a ideia é que a transação tributária se aplique a um espectro mais amplo de casos. Por exemplo, o contencioso do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) – contribuição previdenciária, incidente sobre a receita bruta da comercialização da produção rural, contenciosos.

O ministro Paulo Guedes também pretende incluir na proposta a possibilidade de revisão do valor declarado dos imóveis à Receita que está muito defasado. Para isso, o contribuinte paga um imposto em torno de 5%. Essa proposta já foi discutida pelo Ministério da Economia em 2019, mas não andou.

Vantagens
Para o tributarista Luiz Bichara, da Bichara Advogados, a transação tributária é um caminho que deve ser cada vez mais incentivado e aprimorado. “Havendo a possibilidade de composição, é melhor para todos os envolvidos. Melhor para os contribuintes que não terão que conviver com a incerteza do tributo até um pronunciamento final do poder judiciário (que não raro demora mais de uma década), e melhor para o Fisco que recebe logo os recursos que tanto precisa”, diz ele.

Na sua avaliação, a transação pode ser a solução para o fim da cultura do Refis. “É só comparar com outros países onde há institutos semelhantes, como Portugal, que há muito tempo pratica a arbitragem tributária”, ressalta. Bichara tem dúvidas, porém, se o passaporte tem potencial para a arrecadação de maneira considerável, pois só se aplica a litígios em que há possibilidade concreta de acordo. Hoje, os grandes contenciosos estão esperando julgamento do Supremo Tribunal Federal.

Guedes avisou à equipe que quer que o passaporte tributário seja a quinta fase da reforma. Até agora, foi enviada apenas a primeira fase da reforma.

Fonte: Estadão

2020-12-28T10:00:22-03:00dezembro 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Mulheres trabalhadoras podem sofrer outro impacto da crise: a aposentadoria

As mulheres costumam ganhar menos do que os homens, e é maior a probabilidade de elas interromperem o trabalho e a carreira para cuidar de filhos ou de pais idosos

Durante os primeiros meses da pandemia, Leah Tyrrell descobriu que tinha habilidade para o equilibrismo: trabalhava como vendedora de uma fabricante de roupas de San Diego e cuidava das três filhas pequenas em casa. A jornada dela tinha sido reduzida, e o trabalho remoto no turno da manhã a deixava livre para ficar com as crianças no restante do dia.

“Na época, pensei que daria conta”, disse Leah. Isso mudou em agosto, quando o empregador dela começou a pedir aos funcionários que retomassem a atividade em período integral. A empresa era flexível, mas seria necessário abrir mão de alguma coisa e, como o marido dela ganhava mais, ela largou o emprego para cuidar das meninas, com idades de 9 anos, 8 anos e 5 anos, e ajudá-las com o ensino à distância.

“Foi uma decisão muito difícil, mas concluímos que, com a nossa filha mais nova acompanhando o jardim da infância pelo computador, eu teria que acompanhar com ela o conteúdo passado pelos professores”, disse ela.

A aposentadoria ainda está distante para Leah, 43 anos, mas ela espera que o estrago nos seus planos para o longo prazo seja mínimo. Tinha o plano de aposentadoria oferecido pela empresa, que equiparava suas contribuições, e pretende retomar a poupança quando voltar a trabalhar tão logo a pandemia recue.

“Quando retomar o trabalho, espero que seja em uma empresa que equipare as contribuições para o plano de aposentadoria, mas sem dúvida perderei um ano de poupança”, disse ela.

O impacto para os planos de aposentadoria dela – e de outras mulheres em situação parecida – pode ser consideravelmente mais profundo.

Especialistas em políticas públicas reconhecem faz tempo uma lacuna de gênero na segurança da aposentadoria. As mulheres costumam ganhar menos que os homens, e é maior a probabilidade de interromperem o trabalho para cuidar de filhos ou de pais idosos. Mesmo as interrupções breves na carreira reduzem o crescimento salarial, a poupança para a aposentadoria e os benefícios da previdência social, determinados pelo histórico salarial. As mulheres também tendem a viver mais que os homens, usando esses recursos por mais anos. Em particular, enfrentam despesas de saúde mais altas na aposentadoria.

Agora, a recessão causada pela pandemia está afetando desproporcionalmente as carreiras de mulheres, a ponto de alguns especialistas falarem em uma “recessãe”.

Em novembro, o índice de desemprego nos Estados Unidos caiu de 6,9% para 6,7%, de acordo com dados do departamento do trabalho divulgados na semana passada. Mas o ritmo de criação de empregos estagnou, e milhões de pessoas simplesmente deixaram o mercado de trabalho, especialmente as mulheres. Um estudo recente apontou uma queda desproporcional no emprego para mulheres no auge da idade de trabalho, entre 25 e 55 anos, em comparação aos homens — e as mais afetadas foram as mães.

As mulheres formam uma fatia desproporcional dos trabalhadores das indústrias que mais estão cortando vagas, de acordo com relatório recente publicado pela YWCA USA. Mulheres latinas, negras e asiáticas foram as mais atingidas, segundo o relatório. Muitas já ganhavam menos no início da pandemia, e o desemprego cresceu mais entre elas com o declínio, de acordo com a coautora do estudo, Victoria M. DeFrancesco Soto, diretora-assistente da Faculdade de Assuntos Públicos Lyndon B. Johnson, da Universidade do Texas.

“Elas já se encontravam em situação de vulnerabilidade, e é possível que muitas jamais retomem o emprego em período integral”, disse ela.

As perdas podem se acumular com o tempo
Até uma interrupção breve no salário pode ter um impacto surpreendente na aposentadoria. Na carreira, cada ano fora da força de trabalho representa um prejuízo bem maior que o salário perdido, de acordo com pesquisas do Center for American Progress. Esse prejuízo se acumula com o tempo na forma de perdas no crescimento salarial, na poupança para a aposentadoria e nos benefícios da previdência, conforme ilustrado por uma calculadora desenvolvida pelo centro.

Por exemplo, uma mulher de 35 anos que ganhe US$ 80 mil anuais e deixe a força de trabalho por cinco anos pode esperar um prejuízo de US$ 197 mil em benefícios e poupança para a aposentadoria, supondo que se aposente aos 67 anos, de acordo com a calculadora.

“Ao pensar no que vai acontecer no longo prazo em decorrência da pandemia, minha maior preocupação é o prejuízo dramático para as famílias”, disse o economista Michael Madowitz, que desenvolveu a calculadora do centro.

A proporção de mulheres desempregadas saltou. Somente em setembro, o número de mulheres que deixaram a força de trabalho foi quatro vezes maior que o de homens, e nem metade delas voltou à força de trabalho em outubro e novembro, de acordo com as pesquisas do Center for American Progress.

Para Edith Ben Ari, o limite chegou em agosto. Ela lutava para manter o emprego como diretora de uma escola em Oakland, Califórnia, voltada para crianças com dificuldades de aprendizado, enquanto cuidava das necessidades dos filhos, de 8 e 6 anos. Os pais dela estão na casa dos 80 anos, moram perto e têm boa saúde, mas a pandemia fez com que ela se preparasse para dar atenção a eles a qualquer momento.

O marido de Edith, consultor de finanças, é quem ganha o maior salário; com a necessidade de dar atenção à família, isso a levou a deixar o cargo em agosto. Ela planeja seguir trabalhando no ensino especial como consultora.

Esse cálculo financeiro é comum, de acordo com C. Nicole Mason, presidente e diretora executiva do Institute for Women’s Policy Research, centro de estudos estratégicos voltado para a ampliação do poder e da influência das mulheres e à superação das desigualdades de gênero.

“Na hora de calcular quem deve deixar a força de trabalho, a desigualdade salarial significa que é maior a probabilidade de serem as mulheres a interromper a carreira quando há duas pessoas trabalhando no lar”, disse ela.

O que pode ser feito quanto a isso?
A previdência social desempenha um papel-chave enquanto fonte garantida de renda vitalícia na aposentadoria, e a maioria das propostas apresentadas pelos democratas inclui mudanças que buscam melhorar a segurança econômica das mulheres.

Um plano do presidente-eleito Joe Biden ajustaria a fórmula de cálculo dos benefícios da previdência social para conceder créditos de trabalho a pessoas que cuidaram de filhos e outros parentes. Também seriam ampliados os benefícios para as viúvas em determinadas circunstâncias, e os benefícios para os idosos que tiverem feito pagamentos por 20 anos. Finalmente, seria adotado um novo critério para determinar o ajuste anual da previdência para compensar a alta no custo de vida — o CPI-E, medida experimental da inflação criada pelo departamento do trabalho para medir de maneira mais precisa a inflação que afeta os idosos, especialmente em relação às despesas de saúde.

Reformas no sistema de aposentadoria podem desempenhar um papel na superação das diferenças entre os gêneros. Em 2019, o acúmulo médio de um plano de aposentadoria era de US$ 131.000 para os homens e US$ 88.000 para as mulheres, de acordo com a Vanguard.

Biden propôs, por exemplo, permitir que aquelas encarregadas de cuidar de filhos ou parentes façam contribuições de “compensação” aos planos de aposentadoria ou contas individuais, mesmo se não estiverem atualmente empregadas em um cargo que patrocine tais planos.

As políticas e leis que melhoram a igualdade salarial também ajudam, de acordo com Nicole; um exemplo há muito defendido pelos democratas é a Lei do Salário Justo.

Mas os especialistas apontam que a mudança mais significativa poderia ser uma reforma no sistema nacional de creches.

Biden indicou que apoiar as cuidadoras seria uma prioridade do seu governo, e propôs US$ 775 bilhões em novos gastos para os próximos 10 anos que incluem licença familiar paga e mudanças no Medicaid.

Victoria Soto, diretora assistente no Texas, disse, “As mulheres não podem ser participantes plenas na força de trabalho e contribuir para a própria aposentadoria se não puderem contar com creches — ou se os funcionários das creches não ganharem o suficiente nem receberem benefícios”.

Fonte: Estadão

2020-12-28T09:57:00-03:00dezembro 28th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Hinode lança catálogo virtual e vende R$ 5 milhões em um mês

A pandemia acelerou a transformação digital também das empresas de vendas diretas que tinham na tradicional de revista de papel e, depois, no site a vitrine de produtos. Há um mês, a Hinode, há 30 anos atua no mercado de venda direta de itens de higiene pessoal e cosméticos, lançou um catálogo virtual interativo. Teve 12 milhões de consultas e R$ 5 milhões em vendas, superando as expectativas.

Em alguns cliques, o cliente escolhe os produtos e envia automaticamente a lista de compras para o celular do consultor de vendas, via WhatsApp. Quase 70% dos acessos foram feitos por meio de dispositivos móveis e o valor médio de cada compra por cliente foi de R$ 214.

Empresa tentou preservar ganhos de vendedores porta a porta
O objetivo da nova ferramenta, segundo Liana Moreira, diretora de marketing da Hinode é criar uma alternativa de trabalho remoto para os 651 mil consultores da empresa em tempos de pandemia. O grupo brasileiro, que também atua na Bolívia, Colômbia, Equador, México e Peru, deve fechar este ano com faturamento de R$ 1,9 bilhão. O Brasil responde por 70% das vendas.

Fonte: Estadão

2020-12-23T09:59:38-03:00dezembro 23rd, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

PR Newswire – Tupperware Brands é eleita uma das empresas mais responsáveis da América pela Newsweek

Classificado em 18º na categoria de Bens de Consumo em reconhecimento por seu compromisso com as pessoas, o planeta e produtos ambientalmente responsáveis

A honra coincide com o lançamento do nono relatório de sustentabilidade da empresa, Nurturing a Better Future

A Tupperware Brands Corporation (NYSE: TUP) tem o orgulho de ser reconhecida pela lista da Newsweek das Empresas Mais Responsáveis ​​da América 2021. Esta homenagem é concedida pela Newsweek e Statista Inc., portal de estatísticas líder mundial e provedor de classificação do setor.

A classificação reconhece 400 empresas em 14 setores que continuam a impactar positivamente suas comunidades. A Tupperware está classificada entre as 200 maiores empresas e está listada como a número 18 na categoria de Bens de Consumo em reconhecimento ao seu compromisso em cultivar um futuro melhor por meio de uma abordagem integrada às iniciativas ambientais, sociais e de governança.

A lista completa de empresas foi preparada por meio de uma parceria com a empresa global de pesquisa de dados Statista, avaliando indicadores de responsabilidade corporativa de mais de 2.000 empresas em 14 setores e pesquisando mais de 7.500 residentes nos EUA.

“É uma honra ser reconhecido pela Newsweek pelo compromisso que assumimos em criar um futuro melhor para as gerações vindouras. Ao celebrarmos nosso 75º aniversário no próximo ano, estou animado para acelerar nossos compromissos com nosso planeta, nosso povo e como operamos para continuar a oferecer os produtos amados e confiáveis ​​pelos quais somos conhecidos “, disse Miguel Fernandez, CEO da Tupperware Brands. “Com as crescentes questões sociais e ambientais enfrentadas por cada um de nós, entramos em 2021 com um foco agudo em abordar a maneira como criamos, pensamos e agimos como uma empresa como resultado.”

Além do reconhecimento da Newsweek, a Tupperware anuncia hoje o lançamento de seu Relatório de Sustentabilidade 2019, o nono relatório da Empresa. O relatório detalha o investimento contínuo da empresa em melhorias ambientais como parte de sua estratégia No Time to Waste® e mostra uma resolução renovada para resolver as preocupações sociais e ambientais por meio do foco na inovação de produtos, minimizando o desperdício e apoiando as comunidades.

O relatório da Tupperware, Nutrindo um Futuro Melhor, divide os esforços da empresa em três pilares estratégicos: Foco no Meio Ambiente, Foco em Nossas Sociedades e Foco na Governança. Dentro de cada pilar, a empresa relata o progresso de 2019, o impacto feito no ano passado em resposta à pandemia global e as oportunidades para um impacto positivo futuro. O relatório completo está disponível em tupperwarebrands.com.

Sobre a Tupperware Brands Corporation
A Tupperware Brands Corporation (NYSE: TUP) é uma empresa líder em produtos de consumo global que projeta produtos inovadores, funcionais e ambientalmente responsáveis ​​que as pessoas amam e confiam. Fundado em 1946, o contêiner exclusivo da Tupperware criou a categoria moderna de armazenamento de alimentos que revolucionou a maneira como o mundo armazena, serve e prepara alimentos. Hoje, essa marca icônica tem mais de 8.500 design funcional e patentes de utilitários para cozinha e produtos domésticos voltados para soluções. Com o objetivo de nutrir um futuro melhor, os produtos Tupperware® são uma alternativa aos itens descartáveis. A empresa distribui seus produtos em quase 80 países, principalmente por meio de representantes independentes em todo o mundo. Para obter mais informações, visite Tupperwarebrands.com ou siga a Tupperware no Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter.

Fonte: PR Newswire

2020-12-23T09:57:25-03:00dezembro 23rd, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Sweet Water Now – Comunidade doa produtos Mary Kay para residentes de centros de atendimento

Mais de 90 residentes de centros de assistência e assistência domiciliar da Rock Springs e todos os funcionários desses centros receberam ou receberão presentes da Mary Kay.

Hoje, os representantes da Mary Kay, Barbara Casper, Amber Plemel e Stephanie Swanson, entregaram 40 caixas de presente e cerca de 75 presentes menores ao Sage View Care Center. Os presentes para os residentes incluíram protetor labial, loção, meias, um alce com cheiro de chocolate e um sino de rena. Todos esses itens foram comprados e doados por membros da comunidade por meio do programa Angel Gifting.

Amanhã, os representantes entregarão cerca de 55 presentes aos residentes da Deer Trail Assisted Living, além de presentes menores para seus funcionários.

Casper disse que ela e os outros representantes souberam do programa com o diretor de Mary Kay, que fazia o programa há anos nos Estados Unidos.

“Então, decidimos tentar”, disse Casper.

Tanto Casper quanto Plemel perderam suas avós e sabem como pode ser difícil viver em casas de repouso ou em casas de repouso. Eles sabem que este ano foi ainda mais difícil, já que a visitação foi limitada devido ao COVID-19 Coronavirus.

“Achei que seria muito bom fazer algo para colocar um sorriso no rosto deles, mesmo que seja apenas por um dia”, disse Plemel.

O grupo também está fazendo planos para entregar presentes para The Mission at Castle Rock Rehabilitation Center.

Fonte: Sweet Water Now

2020-12-23T09:49:08-03:00dezembro 23rd, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Expansão do sistema no varejo é vital, mas gradual

Grandes redes oferecem o serviço e orientações para o consumidor

Grandes redes varejistas, como Grupo Pão de Açúcar (GPA), Americanas e C&C Casa e Construção, começaram a aceitar pagamento por Pix via QR Code em lojas físicas e no e-commerce. Entre executivos do setor e especialistas, é consenso que o varejo é fundamental para o Pix ganhar fôlego como instrumento de pagamento dos brasileiros.

No GPA, o desenvolvimento da estrutura tecnológica necessária à integração do Pix com as lojas exigiu, em um período de 45 dias, o envolvimento de mais de 200 pessoas, sendo três equipes inteiramente dedicadas às operações do novo sistema de pagamentos, conta Cedric Faustino, gerente-geral de serviços financeiros do GPA.

Desde 16 de novembro, o Pix, via QR Code, está disponível em lojas das bandeiras Extra, Pão de Açúcar, Assaí, além de postos de combustível e drogarias do grupo. “São mais de oito mil pontos de vendas, em 22 Estados mais o Distrito Federal, que já estão operando com Pix em lojas das três bandeiras”, diz Faustino. Para o primeiro trimestre de 2021, a ideia é expandir essa opção ao autosserviço. A implantação no e-commerce das bandeiras deve ocorrer até o fim do próximo ano, prevê.

Não há, por enquanto, incentivo ou desconto para os consumidores que escolhem essa modalidade de pagamento. O grupo tem se concentrado em orientar os clientes sobre a opção. Materiais ilustrativos nos caixas de atendimento informam sobre o novo meio de pagamento, e mais de mil colaboradores, das lideranças aos operadores de caixas, em todo o país, passaram por treinamentos on-line para orientar os clientes sobre o uso do Pix. Para o executivo, a adoção será gradual.

A Americanas aceita Pix em dez unidades no eixo-Rio São Paulo como projeto piloto. A ideia é que o novo meio de pagamento esteja disponível nas mais de 1.700 unidades da marca por todo o Brasil nas próximas semanas. No e-commerce, a empresa já oferece aos clientes a possibilidade de pagar as compras usando o Pix com leitura do QR Code ou por meio do aplicativo da Ame Digital, carteira digital da Americanas e da B2W.

Startups vêm desenvolvendo soluções para apoiar a integração do Pix no PDV de pequenos, médios e grandes varejistas. A Shipay criou uma tecnologia que integra o novo método de pagamento e as principais carteiras digitais por meio de conexão com PDVs e sistemas de gestão empresarial (ERP, na sigla em inglês). Com cerca de 70 automações parceiras, a fintech está em mais de mil estabelecimentos comerciais, como Burger King e Sterna Café. “Estamos começando a entrar em supermercados e crescendo em postos de combustíveis”, conta Luiz Coimbra, co-CEO e fundador da Shipay.

Para Boanerges Ramos Freire, presidente da consultoria especializada em varejo financeiro Boanerges & Cia, o Pix inaugura uma nova fase no mundo de pagamentos, mas sua adoção no varejo levará tempo. “O varejo ainda vai ter um processo de ‘onboarding’, mas está indo num ritmo intenso”, aponta. No futuro, o potencial é grande. Nas estimativas da consultoria, os pagamentos instantâneos podem ultrapassar os feitos com dinheiro em dez anos e, em 2050, ter participação de 21% no consumo privado, contra 3% do dinheiro dos pagamentos em dinheiro.

A adoção do sistema, no entanto, esbarra nas festas de fim de ano, prioridade para os lojistas, que precisam recuperar as vendas perdidas durante a pandemia, diz o especialista. Não à toa, algumas empresas optaram por se concentrar na Black Friday e no Natal, em vez de adaptar sistemas e tecnologias para se integrar ao Pix. É o caso do Magazine Luiza, que não concluiu os testes e ficou de fora da lista inicial de participantes do sistema. A empresa informou por meio da assessoria de imprensa que voltou a trabalhar na tecnologia.

Fonte: Valor Econômico

2020-12-23T09:46:13-03:00dezembro 23rd, 2020|Categories: ABEVD Clipping|
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