Direct Selling News – The Avon Company anuncia que o principal produto Skin So Soft será vendido em lojas de varejo

Em um evento recente, The Avon Company anunciou que um de seus principais produtos, Skin So Soft, será lançado para venda em lojas de varejo.

“Na The Avon Company, juntamente com nossa empresa-mãe LG H&H, sentimos fortemente que essas novas parcerias irão apoiar e desenvolver nossa já forte consciência do consumidor”, disse Susan Small, Gerente de Relações Públicas da The Avon Company. “Isso proporcionará uma oportunidade de alcançar novos públicos com nossos produtos premiados e inovadores líderes do setor. Continuamos comprometidos com nossa forte comunidade de vendas diretas de centenas de milhares de representantes da Avon, ao mesmo tempo em que abraçamos nossa história de 135 anos de empoderamento de mulheres. ”

Skin So Soft foi lançado em 1961 como um óleo de banho e posteriormente apresentado como um sabonete em barra e mais suave após o banho. A linha de produtos Skin So Soft agora inclui uma variedade de óleos, sabonetes e loções corporais e se tornou uma parte icônica da linha de produtos da Avon como a marca número um em vendas de produtos para o corpo.

Fonte: Direct Selling News

2021-01-28T09:58:35-03:00janeiro 28th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Pandemia tira fôlego da confiança do comércio no curto prazo, diz FGV

O aumento no número de casos de covid-19 no país, em cenário em que a vacinação avança a passos lentos, inibe uma retomada robusta da confiança do empresário do varejo brasileiro no começo de 2021, segundo o economista Rodolpho Tobler, da Fundação Getulio Vargas (FGV), ao comentar o recuo de 0,9 ponto no Índice de Confiança do setor do Comércio (Icom), para 90,8 pontos em janeiro ante dezembro, divulgado hoje pela instituição.

Além de ser a quarta queda consecutiva, levou o indicador ao menor patamar desde julho de 2020 (86,1 pontos) — e o nível do Icom não deve avançar muito mais no primeiro trimestre, ressaltou ele.

Ao comentar o desempenho do Icom em janeiro desse ano, o economista nota que, na prática, o contexto para o consumo de 2021 não é muito favorável. Com o fim do auxílio emergencial em dezembro de 2020, que ajudou a sustentar a demanda interna ao longo do ano passado em meio à crise, além de um mercado de trabalho ainda fraco, o brasileiro eleva cautela em relação a novas compras, pontuou ele.

Ele lembra que o varejo ensaiou recuperação na metade de 2020, mas agora essa retomada arrefece. “Desde fim do ano passado, o setor de comércio tem perdido fôlego em sua recuperação”, observou o técnico.

Isso é perceptível na evolução dos dois sub-indicadores componentes do Icom. O Índice de Situação Atual (ISA) que antes sustentava em alta o resultado completo do Icom, caiu 3,6 pontos entre dezembro e janeiro, para 90 pontos. “Os empresários estão notando que as vendas, no momento presente, não estão mais crescendo como antigamente”, resumiu ele. Em contrapartida, influenciada por começo de vacinação, o Índice de Expectativas (IE) subiu 2 pontos no mesmo período, para 92,1 pontos.

Mas ele observou que o ritmo de vacinação no país não é tão rápido quanto a cadência de aumento de casos de covid-19, nesse começo de 2021. Isso, na prática, desestimula circulação social, e prejudica setores intensivos em emprego, como o comércio, notou ele, além de afetar negativamente projeções de economia para o primeiro trimestre. “Já temos projeções de queda para o PIB do primeiro trimestre no mercado”, observou Tobler.

A possibilidade de uma nova rodada de auxílio emergencial poderia ajudar a tornar menos desfavorável o desempenho do Icom no começo do ano, admitiu ele. Mas, ponderou que nesse sentido não há nada certo ainda, por parte do governo. “Com as informações que temos, acho díficil que o Icom consiga subir muito nesse começo de ano”, disse, classificando também que dificilmente o índice retornará à tendência de alta, registrada em meados de 2020, no começo desse ano.

Fonte: Valor Econômico

2021-01-28T09:54:32-03:00janeiro 28th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Mudança de hábito do consumidor é o pior temor dos pequenos negócios

Um dos grupos mais afetados pelos impactos da pandemia, os pequenos negócios tentam se adaptar para sobreviver à crise. Cerca de 90% dos proprietários mudaram a forma de operar nos últimos três meses. Para além das preocupações com a questão sanitária, o que mais tira o sono desse grupo são as mudanças de hábitos do consumidor, revela um estudo feito pela Visa em novembro. Os dados do Brasil integram um levantamento global sobre o tema e têm como base entrevistas com 250 empreendedores e 500 consumidores.

Sob risco. No país, mais da metade dos pequenos negócios fizeram a sua primeira venda on-line na pandemia. E subiu de 30% para 55% os que passaram a aceitar pagamentos por aproximação. Os investimentos dão mais otimismo em relação ao futuro, mas o clima ainda é de apreensão. Cerca de 70% temem que as questões sanitárias ainda vão manter clientes distantes e 42% acreditam que teriam de fechar as portas em três meses se as coisas piorarem.

Esperança. A vacinação é o que pode mudar o quadro. No lado dos consumidores, também ouvidos pela pesquisa, metade dos entrevistados disse que voltariam a comprar mais fisicamente após a imunização. Os brasileiros também se mostram mais objetivos que o resto do mundo na hora de comprar: 88% afirmam que entram numa loja, buscam o que precisam e saem – só 12% admitem entrar para olhar. No mundo, os índices são 78% e 22%, respectivamente.

Fonte: Valor Econômico

2021-01-28T09:52:47-03:00janeiro 28th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Empresas usam R$ 63,6 bi obtidos em disputas judiciais para pagar tributos

Maioria dos créditos é referente à exclusão do ICMS do cálculo do PIS/Cofins

Vitórias na Justiça facilitaram a vida dos contribuintes no ano passado. Com créditos tributários, principalmente da exclusão do ICMS do cálculo do PIS e da Cofins, deixaram de desembolsar R$ 63,6 bilhões para pagar impostos. Esse montante supera em 174% o que havia sido registrado no ano de 2019, quando as decisões judiciais representaram R$ 23,2 bilhões em compensações.

As ações judiciais responderam por quase 40% do total dos créditos tributários utilizados em 2020. Representaram um alívio para as empresas em meio à crise gerada pela pandemia. Para o governo, por outro lado, acabou virando um buraco na arrecadação.

O subsecretário de Arrecadação, Cadastro e Atendimento da Receita Federal, Frederico Faber, afirmou, nesta semana, que o forte crescimento das compensações está relacionado à chamada “tese do século”.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no ano de 2017, que o ICMS tem de ser excluído da base de cálculo do PIS e da Cofins. O caso ainda não está encerrado. O desfecho depende do julgamento de um recurso (embargos de declaração) que foi apresentado pela Fazenda Nacional. Nos tribunais regionais federais, no entanto, os processos estão tramitando e sendo encerrados. É por isso que muitas empresas já têm direito ao crédito.

A Telefônica Brasil, por exemplo, registrou R$ 1,8 bilhão de ganho com essa disputa no seu balanço. A Klabin, R$ 1 bilhão. O Grupo Guararapes, que controla a rede varejista Riachuelo, informou ter R$ 1,173 bilhão. A Lojas Marisa afirma ter obtido o direito a R$ 780 milhões em créditos e o Magazine Luiza, R$ 750 milhões. “Não há empresa que não tenha ação judicial sobre a exclusão do ICMS”, diz um advogado.

O trânsito em julgado – quando não cabem mais recursos ao processo – serve como passaporte para as compensações (o uso do crédito para quitar débitos fiscais). A empresa calcula o que entende ter direito e faz a habilitação do crédito perante a Receita Federal.

“A habilitação é um processo mais formal. A partir dali, com o carimbo da Receita, a empresa passa a ter o direito de usar aqueles valores para pagar quaisquer tributos federais. Mas o Fisco ainda tem prazo de cinco anos para fiscalizar e pode glosar o crédito se entender, por exemplo, que o cálculo do contribuinte foi feito de forma errada”, explica Leonel Pittzer, sócio do Fux Advogados.

Luca Salvoni e Gabriel Baccarini, do escritório Cascione, afirmam que, entre os seus clientes, pouco mais de 50% já obtiveram o trânsito em julgado. A maioria desses processos se encerrou no ano de 2019 e, em 2020, as empresas começaram a usar os créditos.

O “fenômeno das compensações”, segundo os advogados, tende a se repetir neste ano. Tanto porque outros processos sobre esse tema serão encerrados como em razão do estoque de créditos de quem já têm decisão judicial. “Não se esgotaram em 2020. Como essa é uma discussão que se arrasta há muitos anos, os valores envolvidos se avolumam”, diz Luca Salvoni.

Além disso, afirmam os advogados do Cascione, em tempos de crise, com o lucro e a receita menores, as empresas têm menos valores a pagar em tributos.

As ações judiciais são o carro-chefe das compensações. Em segundo lugar na lista de créditos mais utilizados pelos contribuintes estão os saldos negativos de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL.

É possível que as empresas tenham saldo negativo se optarem pelo recolhimento por estimativa (com base numa previsão de lucro, mês a mês). No fim do ano, ao fazerem o ajuste de contas, se registrarem que pagaram mais do que deveriam, podem usar a diferença, no ano seguinte, para quitar tributos federais. Entre eles, o próprio IRPJ e também CSLL e PIS e Cofins.

As compensações com o uso do saldo negativo representaram R$ 42,3 bilhões no ano de 2020. Em 2019 – quando ocupava o primeiro da lista dos créditos mais usados, haviam sido R$ 32,3 bilhões.

“Esse aumento das compensações, como um todo, é um sintoma da pandemia. A dificuldade de pagar os tributos incentivou o contribuinte a buscar todo o tipo de crédito. Todo mundo buscou no centavo os créditos que poderiam usar para compensar”, afirma Luiz Gustavo Bichara, sócio do Bichara Advogados.

Frederico Faber, subsecretário da Receita Federal, tem a expectativa de que ocorra uma “redução relevante” do total de compensações tributárias neste ano de 2021. Ele cita três motivos. O primeiro deles é que a Receita trabalha em uma auditoria em R$ 100 bilhões de créditos tributários.

Também deve contribuir para a redução o fato de que, no entendimento de Faber, as grandes empresas beneficiadas com a decisão do STF já utilizaram grande volume de créditos no fim de 2019 e durante 2020. “Esperamos que em 2021 seja residual”, disse nesta semana.

O subsecretário citou ainda o julgamento dos embargos de declaração. Ele afirmou que o entendimento dos ministros do STF não está fechado. “Ajudará na redução desses volumes [crédito tributário] se o STF finalmente julgar definindo ou a modulação de efeitos [para que a decisão não possa retroagir] ou confirmando o entendimento [da União] do crédito utilizado com base no ICMS efetivamente recolhido.” Esses são os principais pedidos que constam no recurso ainda pendente de análise no STF.

A Receita publicou uma Solução de Consulta, em dezembro de 2018, afirmando que os contribuintes deveriam excluir do cálculo do PIS e da Cofins o ICMS efetivamente recolhido. Para os contribuintes, no entanto, a decisão do STF é clara no sentido de que vale o ICMS que consta na nota fiscal, que é maior e gera mais volume de crédito tributário.

Em muitos dos processos já transitados em julgado, segundo os advogados, consta, de forma expressa, que o ICMS a ser excluído da base de cálculo das contribuições é o da nota fiscal.

Fonte: Valor Econômico

2021-01-28T09:49:37-03:00janeiro 28th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Governo estuda facilitar corte de jornada e salário com piora da pandemia

Ideia é usar recurso que já existe e pelo qual é possível suspender o contrato de trabalho por até cinco meses; empresários querem volta de programa lançado no ano passado, mas compensação paga pelo governo aumentaria os gastos públicos

BRASÍLIA – O Ministério da Economia estuda aprimorar e simplificar instrumento que já existe e pelo qual as empresas, em momentos de crise, podem suspender o contrato de trabalho (mecanismo conhecido como lay-off) por até cinco meses, enquanto os trabalhadores receberiam o seguro-desemprego.

Essa é uma das alternativas em estudo pela equipe econômica para substituir o Programa de Preservação do Emprego e Renda, criado pelo governo e considerado um dos mais bem-sucedidos entre as medidas de enfrentamento da primeira onda da covid-19. Nesse programa, era possível firmar acordos de redução de jornada e salário ou suspensão de contrato, mediante uma compensação paga pelo governo, o chamado benefício emergencial (BEm).

Não está descartada a possibilidade de renovação do BEm, mas o Ministério da Economia montou um grupo de trabalho que estuda outras alternativas para tentar contornar a restrição fiscal. A edição de 2020 do programa foi feita com base no estado de calamidade pública e no orçamento de guerra, que retirou as amarras fiscais do Orçamento para abrir caminho aos gastos da crise. Ambos perderam efeito em 31 de dezembro de 2020.

A pressão do setor empresarial pela renovação do BEm se intensificou nos últimos dias, após diversas cidades aumentarem as restrições do comércio. O setor de bares e restaurantes é o que mais levanta a bandeira, embora o comércio em geral tenha interesse na medida com a possibilidade de prefeitos decretarem medidas mais duras de distanciamento ou até lockdown.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro levou a tiracolo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, até o gabinete do ministro da Economia, Paulo Guedes, para tentar uma solução. Na saída, Bolsonaro prometeu uma resposta em até 15 dias sobre a possibilidade de nova ajuda ao setor. Ele pregou que as cidades não decretem novas restrições de circulação.

Restrições
Na semana passada, por causa da alta de infecções pela covid-19, o governo de São Paulo anunciou regras mais restritivas para o funcionamento do comércio. Em Belo Horizonte, desde o início do mês, também vigoram medidas de fechamento com prioridade para atividades essenciais. “Tem um Estado que ao fechar tudo a partir das 20h e sábado e domingo, também, atinge diretamente o coração de garçons, donos de bares e de eventos, bem como o mesmo problema está acontecendo na capital BH (Belo Horizonte)”, disse Bolsonaro. O governo paulista reagiu e, em nota, disse esperar que o presidente “pare de sabotar publicamente as medidas restritivas” para conter a pandemia.

No ano passado, o governo permitiu com o BEm não só a suspensão de contratos, mas também a redução de jornada e salário em até 70%. Agora, a ideia é facilitar o emprego do lay-off. Na forma atual, o lay-off permite ao trabalhador receber o seguro-desemprego, mas só pode ser adotado se aprovado por acordo coletivo e desde que o trabalhador participe de um curso de qualificação presencial. O modelo foi criado no passado em apoio à crise das montadoras e é considerado ainda burocrático.

Por isso, pode sofrer aperfeiçoamentos. O governo estuda permitir a adoção do lay-off por meio de acordo individual e a realização do curso de qualificação de forma remota.

Seguro-desemprego
Outra opção é retomar uma ideia ventilada ainda no início da pandemia, de permitir a adoção das medidas de redução de jornada e salário prevendo um adiantamento do seguro-desemprego, com recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT). Essa proposta acabou não vingando porque enfrentou resistências de quem temia que o trabalhador fosse demitido e ficasse sem nada a receber – o que levou o governo a pagar o BEm com recursos dos cofres públicos. Para tentar contornar o problema, está sendo pensado algum mecanismo que garanta estabilidade para o trabalhador não ser demitido logo no fim do acordo e ficar sem o seguro-desemprego. O problema é que as empresas não são simpáticas à proposta de estabilidade.

Segundo as fontes envolvidas nas negociações, não é intenção da equipe econômica fazer programas setoriais. O que for feito será para todas as empresas.

Presente na reunião com Guedes e Bolsonaro, Solmucci explicou ao Estadão/Broadcast que dois terços das empresas do setor de bares e restaurantes estão com dificuldades para pagar tributos, e a maioria teme não ter dinheiro para começar a pagar este ano os empréstimos subsidiados contratados no ano passado, no auge da crise. Ter de pagar salários a funcionários que não estão conseguindo trabalhar sua carga horária plena seria a pá de cal na sobrevivência desses negócios.

O economista-chefe da Confederação Nacional de Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, aposta que o governo vai renovar o BEm. “Se continuar como está, com o comércio fechando em alguns lugares, como em São Paulo”, disse. Segundo ele, o Brasil ainda precisa do programa de manutenção do emprego diante do cenário de recrudescimento da pandemia. Para ele, o fim do BEm coincidiu com perspectivas negativas para o PIB no primeiro trimestre de 2021. Com esse cenário e sem o auxílio emergencial, Freitas defende o programa para minimizar o desemprego.

Fonte: Estadão

2021-01-28T09:46:28-03:00janeiro 28th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Ecoa (UOL) – Natura usa IDH próprio para criar melhorias para 1,2 milhão de revendedoras

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulga anualmente o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), que contém dados e análises sobre questões como acesso da população a direitos como saúde e educação em todo o mundo. Mas o que sempre chama mais atenção no relatório é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), famoso ranking que gera notícia toda vez que o Brasil sobe ou desce degraus – na última edição, divulgada em dezembro, o país caiu cinco posições e ficou em 84º entre 189 países.

Além do RDH Global, existem os RDHs nacionais, que são temáticos e feitos esporadicamente. O Brasil realizou esses relatórios em 1996, 2003, 2005 e 2009. No último, para se definir o tema, que foi a importância dos valores humanos no alcance do desenvolvimento, houve uma extensa campanha com o apoio de algumas empresas brasileiras.

Uma delas foi a Natura. Ao participar dessa iniciativa, a companhia se aproximou do universo do IDH e passou a “questionar a própria influência no mundo por meio dessa visão”, nas palavras de Penélope Uiehara, diretora de marketing de relacionamento da empresa. O IDH é uma ferramenta criada em 1990 para medir o progresso das nações sem ter indicadores escancaradamente econômicos, como o PIB, no centro da questão. A Natura queria, então, adaptar esse índice para avaliar a qualidade de vida de suas revendedoras, as chamadas consultoras Natura.

Em 2013, Flávio Comim, economista e ex-consultor do PNUD, desenvolveu, a partir de paradigmas da ONU, o Índice de Desenvolvimento Humano de Consultoras e Consultores Natura (IDH-CN). Ou seja, a metodologia original do IDH foi adaptada para fins corporativos. “A intenção principal era entender se ser consultora Natura traz algum benefício para o desenvolvimento humano dessas profissionais”, resume Uiehara.

Como funciona

O IDH-CN considera três áreas: trabalho, educação e saúde. Cada uma gera uma nota, de zero a um, como o IDH original. Elas têm peso igual e, juntas, formam o resultado final. “Além disso, utilizamos KPI’s [sigla em inglês para ‘indicador-chave de desempenho’, uma ferramenta de medição de gestão] na avaliação das ações sociais. O levantamento é realizado bienalmente desde 2017 e ajuda a entender diferenças regionais”, diz Uiehara, que ressalta que os dados são avaliados localmente, para se obter um resultado mais preciso da realidade das trabalhadoras não só do Brasil, como também de Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru, países onde a pesquisa também é feita.

Com base nos resultados do IDH-CN, a Natura organiza ações e concentra esforços em áreas de maior necessidade. O último índice foi divulgado em 22 de setembro de 2020, dia da consultora e do consultor de beleza. Houve um avanço de 3,1% do IDH-CN em relação a 2017. O índice também mostrou que um ano de trabalho como consultora aumenta o IDH da pessoa em 1,8%.

Em medições específicas dentro do ranking, houve mudanças mais expressivas, como uma melhora de 26,1% em educação financeira e de 11,5% em saúde. Por outro lado, no quesito cidadania, houve retração de 15,5% entre as consultoras.

Trata-se de um universo de 1,2 milhão de pessoas espalhadas pelo país. São 92% mulheres, 67% casadas, 78% com filhos. Em média, têm 12,4 anos de estudo, ante 9,3 anos do brasileiro em geral.

Ações práticas

Para a empresa, esse significativo avanço em educação financeira se deve aos cursos lançados nos últimos tempos. Uma série de vídeos foi desenvolvida para as consultoras com dicas de compras em supermercado, otimização de orçamento doméstico e aproveitamento de alimentos disponíveis em casa, entre outros.

Já as líderes de negócios, cargo que a consultora pode ocupar quando chega ao nível prata (o terceiro dos cinco níveis de progressão de carreira para as consultoras Natura no Brasil) tem outra ferramenta à disposição. Trata-se de um curso de educação financeira via WhatsApp, em que elas enviam áudios para tirar dúvidas, resolvem exercícios, recebem material complementar e têm acesso a uma tutora especializada.

Conforme avança nos estágios da carreira, a consultora Natura sobe de nível e ganha um aumento de porcentagem de ganho com as vendas. Além disso, ela desbloqueia o acesso a cursos, capacitações e outras formas de suporte.

Quanto ao avanço em saúde, Uiehara credita isso ao programa que a empresa implementou em 2017 que oferece serviços subsidiados para as consultoras, podendo ser extensivos a um membro da família. A iniciativa dá descontos de até 60% em consultas, exames e medicamentos, além de atendimento psicológico e telemedicina (algo que ganhou relevância em tempos de covid-19).

Já a queda no pilar de cidadania, segundo a diretora de marketing de relacionamento da empresa, se deve mais ao contexto do Brasil. “Há indícios de um afastamento e desinteresse das pessoas em relação às questões da vida pública e política”, diz.

Direitos da Mulher e Fake News

Em 2019, a Natura se dedicou mais a temas como violência doméstica, com treinamentos presenciais e virtuais sobre direitos da mulher, um canal online para vítimas que oferece suporte e acolhimento 24 horas, com assistente social e advogada disponíveis. O serviço é exclusivo para líderes de negócios. Entre março e setembro, a ferramenta contabilizou 1.834 relatos.

Outro tema que ganhou mais atenção foram as fake news. A Natura vem tentando proteger suas revendedoras desses boatos travestidos de notícias que espalham-se rapidamente no WhatsApp. “Criamos uma série de vídeos, produzidos pelo jornalista, professor universitário e especialista em fake news [além de colunista de Ecoa] Rodrigo Ratier”, conta Uiehara. “Os vídeos abordam temas importantes no contexto da pandemia. Há dicas de como nos manter psicologicamente saudáveis diante de uma enxurrada de informações sobre a doença, além de passos fáceis para nos informarmos com qualidade, consumindo sempre conteúdos verdadeiros e de credibilidade.”

A Natura investiu também em outras frentes, além da educação financeira, como matemática básica, habilidades de escrita, leitura, bolsas de estudos para graduação e pós-graduação na Universidade Estácio de Sá e parcerias com escolas de idiomas. A empresa celebra os números sociais alcançados. Em 2019, foram 52,5 mil consultoras cadastradas no serviço de saúde e 59 mil treinamentos concluídos, sendo 38 mil referentes a matemática básica e a direitos da mulher.

Em 2019, surgiu o Comitê de Enfrentamento à Violência Doméstica. Essa medida, assim como todas as outras, é fruto do IDH-CN. Um índice que existe, no fim das contas, para ouvir as demandas dessas profissionais.

Fonte: Ecoa (UOL)

2021-01-27T09:51:21-03:00janeiro 27th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Folha de S.Paulo – Após reduzir salário na pandemia, Natura devolve dinheiro a funcionários

Corte fez parte de programa voluntário para dar suporte a esforços como doações e crédito

SÃO PAULO – Sem fazer alarde, a Natura decidiu reembolsar o dinheiro dos funcionários que se ofereceram para ter seus salários reduzidos no ano passado por causa da pandemia.

No segundo trimestre de 2020, a fabricante de cosméticos fez um programa de adesão voluntária entre os trabalhadores que topassem ter um corte temporário para ajudar nos esforços como doação de álcool em gel, auxílio psicológico às revendedoras, prorrogação de crédito e outras iniciativas de apoio à rede.

Segundo a empresa, 2.600 trabalhadores participaram, em todas as marcas do grupo no mundo, incluindo Avon, The Body Shop e Aesop. A adesão foi maior nos cargos de liderança, chegando a 60% entre os diretores.

A Natura diz que a iniciativa não foi tomada para fazer caixa nem estava ligada à medida provisória do governo que permitiu às empresas reduzir salário e jornada para superar a crise da quarentena.

Agora que os funcionários do programa de corte voluntário da Natura tiveram a diferença restituída, a notícia repercutiu como um pavio de pólvora entre executivos de outras grandes companhias que fizeram redução de salário pela medida provisória. Alguns deles também querem pedir reembolso, mas até os mais otimistas reconhecem que dificilmente vai virar tendência.

No terceiro trimestre, os resultados da Natura trouxeram uma receita líquida de R$ 10,4 bilhões, 32% superior ao mesmo período do ano anterior, com crescimento sustentado nas vendas digitais.

Fonte: Folha de S.Paulo

2021-01-27T09:45:47-03:00janeiro 27th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Guedes diz que país será “economia de mercado’ e descarta alta de impostos

Ministro critica proposta de IVA com alíquota acima de 30% que ganhou prioridade na Câmara

O governo está transformando a economia brasileira numa economia de mercado, por isso não vai subir impostos, disse há pouco o ministro da Economia, Paulo Guedes, no evento Latin America Investment Conference, promovido pelo Credit Suisse. “Vocês viram: em São Paulo, subiram o imposto; o povo foi pra rua e baixaram.”

Ele comentou que “tinha gente querendo botar o IVA [Imposto sobre o Valor Agregado] acima de 30%”, o que “ia quebrar comércio e serviços”. Ele se refere a propostas como a que está em análise na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45, um projeto que ganhou prioridade na gestão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à frente da Casa. Essa proposta, disse o ministro, é apoiada por cartéis que não se importam com a alta de impostos no geral, pois conseguem reduzir sua carga setorialmente por meio de pressões políticas em Brasília.

A aprovação de reformas como a administrativa e a tributária, além de marcos regulatórios, isso deve criar o “crowding in”: ondas de investimento privado. É o que o governo persegue. “Ficar pedindo para governo investir muito dinheiro é violar responsabilidade fiscal e bloquear horizonte de investimento privado”, disse. Não são medidas populares, mas o presidente Jair Bolsonaro enfrenta pressões. “Presidente xingando pode ser mais efetivo do que outros políticos que estão aí rezando.”

Guedes, disse que os pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro são um “descredenciamento da democracia brasileira”. “O presidente foi eleito, 60 milhões de votos. E todo dia, desde o início, tem conversa. Primeiro é impeachment porque derrubou um passarinho, depois é impeachment porque deu um tapa na cabeça da ema, depois é impeachment porque teve um assassinato lá no Maranhão, depois é impeachment porque morreu um indígena. É um descredenciamento da democracia”, afirmou.

Segundo ele, o conflito é natural da democracia, mas tem um grupo que “não sabe perder eleição”. “Se diz democrata, mas não sabe perder eleição. Acha que democracia depende de eleger a mesma pessoa quatro vezes presidente da Câmara”, acrescentou.

Fonte: Valor Econômico

2021-01-27T09:42:56-03:00janeiro 27th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Alta dos casos de covid-19 coloca em risco retomada, diz BC

Ata do último encontro de política monetária, quando a taxa de juros foi mantida em 2% ao ano, cita pela primeira vez a possibilidade de uma “reversão temporária” da recuperação econômica

BRASÍLIA – Com a demora do governo de Jair Bolsonaro em vacinar a população, a alta dos casos de covid-19 coloca em risco a retomada da atividade econômica no Brasil, avalia o Banco Central. Na ata de seu último encontro de política monetária, divulgada nesta terça-feira, 26, o BC citou pela primeira vez a possibilidade de uma “reversão temporária” da recuperação econômica.

A avaliação do BC é de que a alta dos casos de covid-19 em vários países e o aparecimento de novas cepas do vírus afetam a atividade econômica global no curto prazo. No Brasil, especificamente, a autarquia afirmou que os dados econômicos relativos ao fim de 2020 “têm surpreendido positivamente”, mas “não capturam os efeitos do recente aumento no número de casos de covid-19”.

A conclusão do BC, contida na ata, é de que a evolução da pandemia e o fim dos auxílios emergenciais – que vinham sustentando a recuperação na segunda metade de 2020 – podem levar a “mais gradualismo ou até uma reversão temporária da retomada econômica”. Em outras palavras, o Produto Interno Bruto (PIB), que subiu 7,7% no terceiro trimestre e deve ter registrado novo avanço no quarto trimestre de 2020, pode iniciar 2021 novamente em queda.

As preocupações do BC estão em sintonia com uma percepção que vem crescendo no mercado financeiro nas últimas semanas. Alguns economistas têm alertado que a nova onda de lockdowns (confinamentos) em várias cidades do País prejudicam a retomada. Na última segunda-feira, 25, voltou a valer a “fase vermelha” no Estado de São Paulo, que permite apenas o funcionamento de serviços essenciais de segunda a sexta-feira, das 20h às 6h, e durante todo o dia nos finais de semana e feriados.

Algumas instituições acusam o impacto. Na sexta-feira, 22, antes mesmo da divulgação da ata do BC, o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, alertava que o aumento nas restrições de funcionamento do comércio em São Paulo reforçava o viés de baixa para o PIB no início de 2021. Segundo ele, não é possível descartar nem mesmo uma nova recessão, com queda do PIB no primeiro e no segundo trimestre deste ano.

Levantamento do Projeções Broadcast publicado no dia 18 mostra que o mercado financeiro estima crescimento de 2,50% do PIB no quarto trimestre de 2020, ante o terceiro trimestre. Já a mediana para o primeiro trimestre deste ano é de alta de apenas 0,05%. Neste segundo caso, de 20 instituições consultadas, cinco já esperavam por retração do PIB nos primeiros três meses de 2021.

Por trás do pessimismo com a retomada está o entendimento de parte do mercado de que a vacinação vai mal no Brasil. Até a noite de segunda-feira (25), apenas 685 mil pessoas haviam sido vacinadas no País contra a covid-19 – muito pouco, considerando os cerca de 150 milhões de pessoas (70% da população nacional) que precisam ser imunizadas para se interromper a circulação do vírus, conforme a versão mais recente do Plano Nacional de Imunização. A visão de uma parcela do mercado é de que, sem a vacina, a normalização das atividades vai demorar.

Caso o PIB de fato recue neste início de 2021, o movimento jogará por terra a chamada “retomada em V” alardeada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ficando mais próxima de uma “retomada em W”. Neste caso, após crescer no segundo semestre de 2020, a economia voltaria a recuar no primeiro semestre deste ano para, depois, retomar a recuperação.

Cercado pelos números, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na segunda-feira, em sua primeira fala pública do ano, que a vacinação em massa é “decisiva” e vai garantir o retorno seguro ao trabalho. Os comentários de Guedes sobre a vacinação surgem na esteira das críticas ao governo de Jair Bolsonaro, que elevaram a pressão pelo impeachment nos últimos dias.

Em declarações recentes, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, também defendeu a vacinação como um fator importante para a retomada econômica.

Juros
Mesmo com a perspectiva de que a covid-19 possa frear novamente a atividade econômica, os dirigentes do BC passaram indicações, na ata desta terça-feira, de que a Selic (a taxa básica de juros) pode aumentar nos próximos meses. Isso porque a inflação segue em aceleração.

Na semana passada, o BC manteve a Selic em 2% ao ano, mas eliminou de seu comunicado o chamado forward guidance (prescrição futura, no jargão em inglês), que funcionava como uma “barreira técnica” para a alta de juros. O movimento ocorreu após a escalada mais recente de preços no Brasil, puxada por alimentos e combustíveis.

Na ata, parte dos dirigentes do BC indicou que, além da inflação, existe um processo de normalização do mercado de trabalho formal, o que também contribuiria no sentido de elevação dos juros. Outros dirigentes, no entanto, acreditam que as incertezas com a pandemia ainda são grandes. Na dúvida, o BC decidiu aguardar as próximas divulgações sobre “a evolução da pandemia, da atividade econômica e da política fiscal” para avaliar o nível dos juros.

Fonte: Estadão

2021-01-27T09:41:20-03:00janeiro 27th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Confiança do comércio tem 4ª queda seguida em janeiro, aponta FGV

Piora é influenciada pela redução no ritmo de vendas atual, resultado da cautela dos consumidores

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 0,9 ponto em janeiro, passando de 91,7 para 90,8 pontos, na quarta queda consecutiva. Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 1,7 ponto, mantendo a tendência de queda pelo terceiro mês consecutivo.

“A confiança do comércio começa 2021 mantendo a tendência de queda observada desde o último trimestre de 2020. A piora segue sendo influenciada pela redução no ritmo de vendas atual, resultado da cautela dos consumidores. Apesar do avanço das expectativas em relação aos próximos meses, a melhora ainda não reflete otimismo, apenas uma redução do pessimismo. Diante desse cenário, ainda não é possível vislumbrar uma retomada consistente do setor nos próximos meses, que depende da recuperação do mercado de trabalho e da confiança do consumidor”, avalia Rodolpho Tobler, coordenador da sondagem, em comentário no relatório.

Em janeiro, a confiança caiu em três dos seis principais segmentos do comércio e foi influenciada totalmente pela piora da percepção sobre a situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 3,6 pontos, para 90,0 pontos, menor nível desde junho de 2020 (86,1 pontos). O Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 2,0 pontos para 92,1 pontos, após queda de 2,6 pontos no mês anterior.

Desde o final de 2020, a recuperação do comércio vem perdendo força influenciada principalmente pela piora da percepção sobre o momento atual. Analisando as empresas em dois grupos, o de revendedores de bens essenciais e os de demais bens, é possível observar comportamentos diferentes ao longo da pandemia.

O primeiro quase não sofreu o impacto inicial justamente por revender itens de necessidades básicas, enquanto o segundo sofreu forte impacto e depois se recuperou. Nos últimos meses, ambos vem percebendo piora do ritmo de vendas, sendo mais acentuada nos revendedores dos demais bens.

“A cautela dos consumidores, o fim dos programas emergenciais do Governo, e a lenta recuperação do mercado de trabalho contribuem para essa piora, principalmente quando se trata de revendedores de bens não essenciais”, completa Tobler.

Fonte: Valor Econômico

2021-01-27T09:38:44-03:00janeiro 27th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|
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