BMJ – Governo Federal edita Medidas Provisórias Flexibilizando Regras Trabalhistas

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.045 DE 27 DE ABRIL DE 2021 – Institui o Novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e dispõe sobre medidas complementares para o enfrentamento das consequências da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (covid-19) no âmbito das relações de trabalho.

 

  • Traz as regras para a redução de jornada e salário e a suspensão temporária de contratos de trabalho, dentro do Novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.
  • Tem como objetivo a preservação do emprego e renda, a garantia da continuidade de atividades e a redução do impacto social causado pela pandemia do coronavírus.
  • De acordo com o texto da MP, o governo federal pagará uma complementação de renda para os trabalhadores incluídos, como ocorreu no ano passado por meio da MP 936, depois convertida na Lei Federal de 14.020.
  • A MP estabelece medidas como o pagamento do Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm); a redução proporcional de jornada de trabalho e de salários, bem como a suspensão temporária de contratos de trabalho.
  • O programa é exclusivo para empregados formais, ou seja, com carteira assinada. Tanto a redução de jornada e salário quanto a suspensão de contrato de trabalho poderão durar até 120 dias.
  • Os trabalhadores incluídos terão garantia provisória de emprego enquanto estiverem enquadrados no programa e por período equivalente quando retornarem à jornada normal.
  • Se for demitido sem justa causa nesse período, o trabalhador terá direito a indenização.
  • O governo destinou quase R$ 10 bilhões (mais precisamente, R$ 9.977.701.233) para o pagamento do benefício aos trabalhadores nesta segunda edição do programa. O dinheiro virá de crédito

extraordinário – isto é, emissão de títulos da dívida pública – aberto pela MP 1.044, também publicada nesta quarta. A despesa foi excluída da contabilidade do teto de gastos, graças a uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

    • Sobre a redução de Jornada e Salário:
      • A jornada de trabalho poderá ser reduzida, com corte salarial na mesma proporção.
      • Essa redução pode ser feita por meio de acordo individual escrito, acordo coletivo (da empresa com seus empregados) ou convenção coletiva (válida para todos os profissionais de determinada categoria). OBS: As negociações coletivas têm de envolver os sindicatos.
      • Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm): será calculado com base no valor do seguro-desemprego a que o funcionário teria direito em caso de demissão sem justa causa (que varia entre R$ 1.100 e R$ 1.909,34). O pagamento do Bem será feito da seguinte maneira:
        • Quem tiver jornada e salário reduzido em 25% receberá do governo o equivalente a 25% do seguro-desemprego;
        • Para redução de 50%, o benefício corresponderá a 50% do seguro-desemprego;
        • Redução de 70% dará direito a 70% do valor do seguro.
      • OBS: O benefício não prejudica o seguro-desemprego a que o trabalhador terá direito caso seja demitido no futuro. O seguro serve apenas como referência de cálculo.
      • Acordo coletivo ou convenção coletiva poderão definir reduções de jornada e salário diferentes, mas, nesse caso, o valor a ser pago pelo governo é diferente:
        • Se a redução for menor que 25%, o trabalhador não receberá o benefício do governo;
        • Para redução de mais de 25% e menos de 50%, o benefício pago pelo governo será equivalente a 25% do seguro-desemprego;
        • Para redução de mais de 50% e menos de 70%, o valor será de 50% do seguro-desemprego;
        • Para redução de jornada e salário superior a 70%, o benefício vai corresponder a 70% do seguro-desemprego.
    • Sobre a Suspensão Temporária do Contrato de Trabalho:
      • Poderá ser pactuada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva.
      • O trabalhador que tiver contrato suspenso também terá direito ao Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, o Bem, observado o seguinte valor a ser pago pelo governo:
        • 100% do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito em caso de demissão sem justa causa, no caso de empresa com receita bruta de até R$ 4,8 milhões em 2019; ou
        • 70% do seguro-desemprego, para empresa com receita bruta superior a R$ 4,8 milhões em 2019. Empregadores desse porte serão obrigados a pagar 30% do salário do empregado enquanto ele estiver com contrato suspenso.
    • Tipos de acordos ou convenções coletivas que podem estabelecer a redução de jornada e salário ou a suspensão do contrato de trabalho:
      • Empregados com salário de até R$ 3,3 mil e empregados com diploma de nível superior e salário a partir de R$ 12.867,14 (duas vezes o teto do INSS) podem ser incluídos no programa por meio de acordo individual escrito, acordo coletivo ou negociação coletiva.
      • Demais empregados*: a inclusão no programa depende exclusivamente de acordo coletivo ou convenção coletiva – exceto no caso de redução de jornada e salário de 25%, que também poderá ser feita por acordo individual escrito.
      • Exceção!!! se o trabalhador com redução de jornada e salário não sofrer redução na remuneração total que recebe por mês (considerando a soma do salário pago pela empresa e com o benefício pago pelo governo), também poderá ser incluído no programa por meio de acordo individual escrito.

 

Para conhecer o inteiro teor da norma, clique aqui.

 

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.046, DE 27 DE ABRIL DE 2021 – Dispõe sobre as medidas trabalhistas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (covid-19).

  • Visa flexibilizar regras sobre teletrabalho, antecipação de férias individuais, concessão de férias coletivas, aproveitamento e a antecipação de feriados, banco de horas, suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho e adiamento do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

    • Teletrabalho: o empregador poderá alterar o regime de trabalho presencial para o teletrabalho, o trabalho remoto ou outro tipo de trabalho a distância, bem como determinar o retorno ao regime de trabalho presencial, independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos. OBS: A alteração do regime deve ser comunicada com antecedência de 48 horas.
    • Antecipação de férias: o empregador também deve observar o prazo de 48 horas de antecedência para comunicar a antecipação de férias ao empregado, e o período não pode ser inferior a 5 dias corridos. Para as férias concedidas durante o período de vigência da MP, o empregador pode optar por pagar o adicional de um terço de férias após sua concessão, até a data do pagamento da gratificação natalina.
    • Férias coletivas: as empresas poderão conceder férias coletivas, devendo notificar o conjunto dos empregados com antecedência de 48 horas, sendo permitida a concessão por prazo superior a trinta dias.
    • Antecipação de feriados: autorizada a antecipação de feriados federais, estaduais, distritais e municipais, incluídos os religiosos, podendo ser utilizados para compensação do saldo em banco de horas.
    • Compensação de jornada: por meio de acordo individual ou coletivo escrito, os empregadores poderão interromper as atividades produtivas e constituir um regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas. OBS: As empresas que desempenham atividades essenciais poderão, durante o prazo previsto, constituir o banco de horas independentemente da interrupção de suas atividades.
    • Exames médicos: Está suspensa a obrigatoriedade de realização dos exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares, exceto dos exames demissionais, dos trabalhadores que estejam em regime de teletrabalho, salvo no caso dos trabalhadores da área de saúde e das áreas auxiliares no ambiente hospitalar.
    • FGTS: suspenso temporariamente o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelos empregadores por quatro meses, referente a abril, maio, junho e julho. O pagamento poderá ser realizado em até quatro parcelas mensais, sem multa ou encargos, com vencimento a partir de setembro de 2021. Caso não haja o pagamento nesse prazo, haverá multa e o bloqueio do certificado de regularidade do FGTS.

Para conhecer o inteiro teor da normaclique aqui.

2021-05-07T17:40:29-03:00maio 7th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Agência Brasil – IGP-DI acumula inflação de 33,46% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de2,22% em abril, taxa superior à apurada em março (2,17%). Com isso, o índice acumula taxas de inflação de 10,38% no ano e de 33,46% em 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A alta da taxa de março para abril foi puxada pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo passou de 2,59% em março para 2,90% em abril.

Por outro lado, as taxas de inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, e do Índice Nacional de Custo da Construção caíram.

O Índice de Preços ao Consumidor passou de 1% em março para 0,23% em abril. Já o Índice da Construção recuou de 1,30% para 0,90% no período.

Fonte: Agência Brasil

2021-05-07T08:57:14-03:00maio 7th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Valor Econômico – ‘BBB 21’, o laboratório das marcas

Antes que o público decidisse quem venceria a edição 21 do Big Brother Brasil, as agências de publicidade e as 22 marcas que realizaram ações durante o programa já comemoravam recordes de exposição na TV e em todas as outras mídias digitais.

O programa ajudou o volume de investimentos da publicidade do primeiro trimestre de 2021 a chegar a R$ 11,2 bilhões, só 1,2% menor que o registrado nos três primeiros meses de 2020, quando a pandemia ainda não tinha derrubado os negócios, segundo dados da Kantar Ibope Media.

Além de faturamento, o BBB 21 serviu como um grande laboratório de experimentação. “As agências de publicidade tiveram que acelerar mudanças que prevíamos que aconteceriam em 10 anos”, diz Adriana Favaro, diretora de desenvolvimento de negócios da Kantar. “Vimos a publicidade funcionando simultaneamente em diferentes plataformas, tanto no digital como fora dele, as avós tiverem que aprender a mexer com ferramentas digitais para falar com os netos”, exemplifica.

“Fui reler um livro que achei revolucionário em 2019 e vi que quase tudo que o autor previa para os próximos anos já aconteceu”, afirma Keka Morele, executiva-chefe da criação da Wunderman Thompson (WT). Ela atendeu a Avon, uma das patrocinadoras do BBB 21. “Não tem mais aquela coisa de botar um anúncio no domingo e ir dormir. A publicidade é só o início de um diálogo”, diz.

Para Eduardo Simon, executivo-chefe e sócio da DPZ&T, caiu a barreira entre propaganda e entretenimento: “A publicidade precisa mais do que nunca ficar atenta ao que o consumidor pensa, quer e, a partir daí, participar das suas conversas”.

O hábito do delivery, que se popularizou durante a pandemia, inspirou várias ações da agência para o McDonald’s durante o BBB. A rede de lanches passou a vender camisetas, tapa-olhos e meias para dormir, depois da “Festa do Pijama” que a empresa patrocinou durante o programa em 13 de março. Naquele dia, emplacou seis menções simultâneas entre os assuntos mais comentados do Twitter.

A marca inventou também o “Look Delivery”, para os consumidores mostrarem nas redes sociais como estavam vestidos para buscar suas encomendas, muitos com roupas de dormir ou escolhidas às pressas. A ação ajudou a aumentar em 150% a procura pelo serviço de entrega durante a pandemia.

João Branco, chefe do marketing da rede de fast-food no Brasil comemora também recordes de postagens nas redes sociais e nas plataformas digitais: 1000% de crescimento nas buscas do Google e 50 milhões de downloads no aplicativo. Mas ele quer mesmo que o cliente volte para as lojas. “Nosso maior concorrente é o sofá de casa”, diz.

A Lojas Americanas, patrocinadora master do BBB 21, viu o tráfego em seu aplicativo quadruplicar durante as ações no programa. Os campeões de venda foram ovos de chocolate, aspirador de pó robô e fritadeira elétrica. “É uma super oportunidade para a marca se conectar com milhões de brasileiros”, comenta o diretor de marketing da plataforma digital da empresa, Leonardo Rocha.

Foram em média 40 milhões de pessoas conectadas nos 100 dias de programa, com a maior audiência nos últimos 11 anos, em São Paulo (51% das TVs ligadas) e Rio, (52%). Durante a temporada foram realizadas 196 ações publicitárias na TV Globo e no Multishow, outro recorde. No digital foram 537 ações, segundo dados da Globo.

Para Morelle, que atuou com a Avon, foi um BBB, além de divertido, educativo. “Onde podemos ver gente de origens tão diferentes, representantes de todos tipos brasileiros, discutindo abertamente problemas que estão presentes na sociedade brasileira? Foi uma oportunidade para todo mundo aprender”, completa.

A agência mobilizou 82 pessoas para a campanha da Avon no BBB, 16 acompanhando o programa nas redes sociais 24 horas por dia durante os últimos três meses. Morelle conta que só depois da última terça-feira, depois da final, conseguiu dormir direito.

Foi a primeira vez que a Avon participou de uma edição do Big Brother. “Nunca tanta gente se maquiou tanto durante o programa”, brinca a publicitária. “Virou forma de expressão, para os diferentes gêneros”.

O resultado também foi expressivo nas vendas. “Conseguimos triplicar o faturamento via e-commerce”, diz Danielle Bibas, vice-presidente de marketing da Avon Brasil. “O batom vermelho da Juliette (vencedora do reality show) vendeu em dois meses o que vendia em seis. Já o delineador teve alta de vendas de mais de 50%.”

Para ela, o elenco desta edição, com maior número de pessoas negras (nove participantes), e cinco LGBTQIA+, acabou contribuindo para que os temas apoiados pela Avon, como empoderamento e diversidade, viessem à tona.

A comunicação com as marcas ocorreu em diversas plataformas. “O Twitter era nosso termômetro, nossa segunda tela, além de comunicar a gente acaba sendo espectador e participante”, diz Keka Morele, da TW. “A TV ao vivo gera conversa na mídia social, uma pauta a outra.

“Temos uma geração desaprendendo o que é intervalo comercial e a mais nova que nunca soube o que é isso. É um assistir fluido, uma mídia alimenta a outra”, analisa Simon, da DPZ&T.

“O público quer ver na TV primeiro o que é inédito, o telejornal, a novela, o esporte, o show, diz ele. “Para não ficar com a sensação de que ficou de fora e perdeu alguma coisa.”

Até por isso o consumo de mídia foi recorde no ano passado, segundo a Kantar. Em 2020 foram registrados 38 das 50 maiores audiências históricas da TV aberta. O investimento publicitário em vídeo sob demanda aumentou 151% no primeiro trimestre de 2021, comparando com o mesmo período do ano passado.

Empresas nascidas no mundo digital passaram a procurar os meios não digitais para anunciar, “para incluir novos usuários”, observa Favaro. No casos dos sites de comércio eletrônico 17% da verba publicitária foi para meios não digitais; das TVs por assinatura, 44%; as fintechs gastaram 38% na internet, o restante fora dela.

Fonte: Valor Econômico

2021-05-07T08:42:04-03:00maio 7th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Mercado & Consumo – Natura é marca de cosméticos mais forte do mundo; L’Oréal é a mais valiosa

A Natura, parte do grupo Natura &Co ao lado de Avon, The Body Shop e Aesop, acaba de ser reconhecida como a marca de cosméticos mais forte do mundo, de acordo com o relatório Brand Finance Cosmetics 50 2021. Divulgada anualmente pela consultoria Brand Finance, a pesquisa avalia a força e o valor de mais de 5 mil marcas globais.

A Natura atingiu a pontuação de 86,7 (do total de 100) no índice de força da marca, o Brand Strength Index (BSI), e a classificação de força correspondente a AAA, a máxima possível. O BSI avalia, além disso, o risco e o potencial futuro de uma marca em relação a seus concorrentes, em uma escala que varia de D a AAA. Leva também em consideração fatores como investimento em marketing, familiaridade com o cliente, satisfação da equipe e reputação corporativa.

Conforme o relatório, a Natura é considerada uma marca extremamente forte no Brasil e na América do Sul, com aumento de popularidade nas demais regiões. A diversidade de suas operações e sua atuação durante a pandemia, amparadas por um amplo portfólio de produtos, foram destacadas como fatores decisivos para a resiliência do negócio mesmo diante de um cenário desafiador. Para a consultoria, a pontuação positiva do grupo Natura &Co em medidas corporativas, incluindo governança, sustentabilidade e apelo entre os colaboradores também contribuíram para o primeiro lugar da marca. Já a The Body Shop, que estreou no ranking este ano, é apontada como a terceira marca de mais rápido crescimento, com alta de 22%, ocupando a 49ª posição.

A L’Oréal manteve a posição de marca de cosméticos mais valiosa do mundo pelo segundo ano consecutivo, apesar de ter registrado uma perda de valor de marca de 13%, para US$ 10,2 bilhões. O valor total das 50 marcas de cosméticos mais valiosas do mundo caiu 9%, de US$ 137,5 bilhões em 2020 para US$ 124,8 bilhões em 2021.

“A pandemia, sem dúvida, forçou mudanças no setor de cosméticos, desde a demanda sufocante – resultado de mudanças no estilo de vida e da incerteza financeira – ao rápido aumento da digitalização e do comércio eletrônico. As marcas que mostraram astúcia e a capacidade de se adaptar vão se recuperar da turbulência do ano passado, ao contrário daquelas que não conseguiram se adaptar com rapidez suficiente”, disse a porta-voz da Brand Finance Annie Brown.

Ainda segundo a Brand Finance, o setor de cosméticos tem a maior reputação de todos os setores mundialmente – apenas igualado pelo setor de alimentos.

Fonte: Mercado & Consumo

2021-05-07T08:29:26-03:00maio 7th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Estadão – Senado foca em reforma tributária ampla, após Lira extinguir comissão mista sobre o tema

A queda de braço em torno do fatiamento ou não da reforma tributária deflagrou um clima de insatisfação entre parlamentares, secretários estaduais de Fazenda e representantes do setor produtivo, que tentam manter viva a discussão da reforma ampla apresentada na terça-feira pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

A divisão da proposta em quatro partes é defendida pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com aval do ministro da Economia, Paulo Guedes, mas enfrenta resistências.

Antes mesmo do fim da leitura do parecer, Lira anunciou na terça a extinção da comissão e remeteu o texto ao plenário da Câmara, onde deve ser desmembrado em quatro partes e ter novos relatores. Na prática, a decisão de Lira “joga no lixo” o parecer de Ribeiro, que buscava unificar tributos sobre consumo federais, estaduais e municipais. Técnicos veem risco de as discussões retornarem à estaca zero, provocando atrasos em uma das reformas consideradas essenciais para melhorar o ambiente de negócios.

Congressistas favoráveis à proposta ampla de Ribeiro optaram por ignorar o anúncio de Lira de que a comissão mista da reforma tributária, composta por deputados e senadores, está extinta. Vice-presidente do colegiado, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) diz que está mantido o cronograma que prevê apresentação do relatório final na próxima terça-feira. “Os atos de Lira não têm influência porque a comissão é independente”, disse Rocha.

A estratégia é fazer com que o texto chegue à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, longe da alçada de Lira. A opção é viável porque uma das propostas abrangidas no parecer é a PEC 110, apresentada por senadores. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se mostrou favorável à continuidade da comissão mista em nota emitida ainda na noite de terça-feira.

Embora tenha desagradado aos parlamentares, o ato do presidente da Câmara foi bem recebido pela equipe econômica, que quer o fatiamento da proposta. Guedes é crítico da proposta de Ribeiro e vê risco de a União ter de arcar com compensação bilionária a Estados e municípios por eventuais perdas de arrecadação com a reforma. A fatura poderia atingir R$ 400 bilhões e é considerada impraticável pela equipe econômica.

A interlocutores, o ministro da Economia tem dito que, se o objetivo dos parlamentares for “saquear” a União por meio do fundo de compensação, é preferível “deixar como está”, sobretudo em um contexto de recordes de arrecadação no governo federal. O fatiamento da reforma, por sua vez, é considerado uma estratégia eficaz para o governo ter “maior controle” sobre o resultado final.

‘Fatias’
Como mostrou o Estadão/Broadcast, a repartição pretendida por Lira prevê um projeto para unificar PIS e Cofins nos moldes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) enviada ao Congresso pela equipe de Guedes. Essa primeira fase também incluiria a tributação de lucros e dividendos na pessoa física, com redução de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. Outra “fatia” deve tratar da criação de um imposto seletivo em substituição ao Imposto sobre Produtos Industrializados.

Uma terceira parte incluiria um amplo programa de renegociação de dívidas tributárias, chamado de “passaporte tributário”, mas que segue os moldes de um Refis, com descontos em multas e juros e pagamento em parcela única. Outra fase prevê a criação de um imposto sobre transações, nos mesmos moldes da CPMF.

No dia seguinte à decisão de Lira de anunciar a extinção da comissão, os secretários estaduais de Fazenda se posicionaram contra a medida e defenderam a reforma ampla, que inclua Estados e municípios. Para eles, o ato desconsidera dezenas de reuniões e debates realizados ao longo de mais de dois anos entre legisladores, empresas e o próprio governo federal.

“Extinguir agora a comissão mista e paralisar o debate sobre a reforma tributária seria um enorme desrespeito não apenas ao relator, aos deputados e senadores e às entidades que participaram da construção conjunta da proposta, como também à sociedade, que espera e precisa de um sistema tributário mais justo para o País”, afirma o presidente do Comitê de Secretários Estaduais de Fazenda, Rafael Fonteles.

“O fatiamento da reforma não é o ideal. Vamos seguir a agenda com parlamentares e a comunicação com o grande público pela imprensa explicando os benefícios de uma reforma ampla”, disse Renata Mendes, líder do movimento Pra Ser Justo. Especialistas também alertam que mudar PIS e Cofins por um projeto de lei pode ser arriscado do ponto de vista jurídico e pode inviabilizar a “acoplagem” dos impostos estaduais e municipais no futuro.

Fonte: Estadão

2021-05-06T10:17:43-03:00maio 6th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Folha de SP – Comércio aposta que Dia das Mães deve ser primeira data a recuperar nível pré-pandemia

Mesmo que o presente seja mais barato neste ano, comerciantes esperam que o Dia das Mães seja a primeira data comemorativa desde o início da pandemia em que as vendas sejam similares às de antes do coronavírus chegar ao Brasil.

Levantamento feito pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC (Brasil Serviço de Proteção ao Crédito) mostra que 77% dos consumidores pretendem ir às compras neste ano, dado bem acima dos 68% observados no ano passado e próximo dos 78% registrados em 2019.

Embora mais brasileiros pretendam comprar presentes, o valor despendido deve ser menor neste ano. A entidade projeta um gasto médio de R$ 197,46, frente a R$ 199,75 (valor corrigido pela inflação) registrado no ano passado.

Segundo o levantamento, cerca de um terço dos consumidores (34%) teme gastar mais diante do atual cenário da pandemia e de crise econômica.

Entre os que pretendem desembolsar valores menores, 40% justificam que o cenário econômico está pior que no último ano, enquanto 37% disseram que estão com o orçamento apertado. Outros 28% mencionaram as incertezas quanto à economia e finanças pessoais e 24% dizem querer economizar.

Ainda assim, a projeção é que a data —a segunda mais importante em vendas, atrás apenas do Natal— movimente R$ 24,3 bilhões neste ano, um aumento de 19,7% em relação ao ano passado, quando foi atingido em cheio pela eclosão da pandemia no país.

“Não conseguimos retomar com a Páscoa, mas o Dia das Mães pode ser o primeiro feriado a voltar ao que era em 2019”, afirma Daniel Sakamoto, gerente executivo da CNDL.

Nabil Sahyoun, presidente da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), também está otimista com os resultados para o comércio na data. “As pessoas estão angustiadas e têm dinheiro, principalmente a classe média”, afirma. “Não será nada excepcional, mas será melhor que o ano passado”.

Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, porém, recomenda cautela e menos empolgação. “A tendência é de um crescimento fraco, isso vai representar só uma ‘corcova’ nos resultados do varejo”, afirma. Para ele, a inflação, o auxílio emergencial com valor 15% menor em relação ao benefício no ano passado, o desemprego, e juros altos vão pesar na hora do consumidor ir às compras.

Para aproveitar a data, o setor tem apostado em promoções e parcelamentos. “O consumidor vai olhar mais o preço, o parcelamento também é uma forma de facilitar e impulsionar vendas”, diz Mauricio Stainoff, presidente da CDL-SP (Câmara de Dirigentes Logistas de São Paulo).

Na semana passada, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), estendeu o horário de funcionamento de comércios e de serviços, que voltaram a operar entre 6h e 20h no sábado (1º), seis horas a mais em relação a fase anterior. A medida vale até o dia 9.

Para Aldo Marques, do Sindlojas (Sindicato de Lojistas do Comércio de São Paulo), o prolongamento do horário de funcionamento do comércio nesta semana terá um impacto positivo para os lojistas.

As mudanças nas regras para abertura do comércio também devem impulsionar promoções do tipo “compre 1 e leve 2”. “Acaba sendo melhor para o lojista que está com o estoque cheio devido ao abre e fecha”, diz Stainoff.

Segundo Marques, o desempenho deve ser bom para os associados, já que 80% é formado por comerciantes da área de vestuários e calçados, onde os consumidores gastam mais no Dia das Mães.

Lauro Pimenta, conselheiro executivo da Alobrás (Associação de Lojistas do Brás), afirma que a inflação tem reduzido os ganhos dos comerciantes, que têm segurado os repasses para os clientes para garantir o consumo. “Temos feito marketing coletivo e promovido descontos, como ações chamar as pessoas para o bairro”, diz.

A expectativa de grandes redes de shoppings também é alta. Entre as estratégias que foram adotadas pela BRMalls, que tem 21 shoppings centers no Brasil, está programa de fidelidade e sorteio de smartphones.

Para Jini Nogueira, diretora comercial da BRMalls, a aposta no digital, com a criação de um app próprio durante os primeiros meses da pandemia, é uma forma de manter o consumo dos clientes, que compram pelo aplicativo e retiram no local.

Já a Multiplan, rede com 19 shoppings, também aposta em promoções e programa de fidelidade via app. “Nos adaptamos a realidade e as promoções acabam sendo mais modestas”, explica Vander Giordono, vice-presidente da Multiplan.

Sakamoto reforça que o consumidor brasileiro segue tendência de cada vez mais realizar pesquisas na internet, e lembra que o lojista deve estar atento a isso para ser mais competitivo. “Para chamar a atenção do cliente, ainda mais em uma momento de queda de renda, é necessário de descontos, liquidação e um marketing agressivo”, diz.

Foto: Folha de SP

2021-05-06T10:13:52-03:00maio 6th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – DSN – Herbalife Nutrition seleciona Mark Schissel como novo diretor de operações

A Herbalife Nutrition nomeou Mark Schissel como o novo Diretor de Operações (Chief Operating Officer). Schissel sucederá David Pezzullo, que se aposentará após trabalhar na empresa por mais de 17 anos, e assumirá este novo cargo em 2 de agosto de 2021.

“Mark é um líder incrível, que ao longo dos anos tem demonstrado sua capacidade de liderar uma organização global complexa e tem nossa confiança para nos guiar em nosso crescimento contínuo”, disse John Agwunobi, presidente e CEO da Herbalife Nutrition. “Ele faz parte da bancada executiva da empresa, que consiste em um grupo impressionante e capaz que continuará a liderar com paixão e visão.”

Anteriormente, Schissel atuou como vice-presidente de aplicativos corporativos da Herbalife. Em sua nova função, Schissel supervisionará as operações mundiais da empresa, bem como os serviços de negócios globais, finanças regionais e funções operacionais, tecnologia da informação e infraestrutura e segurança cibernética e global.

“Estou extremamente animado com a oportunidade de desempenhar um papel ainda maior no crescimento da empresa, pois ela fornece produtos nutricionais de excelente sabor e uma oportunidade de negócio comprovada para pessoas em todo o mundo”, disse Schissel.

Pezzullo, que ingressou na empresa em 2004 e ocupou vários cargos, incluindo vice-presidente sênior de finanças e diretor de contabilidade, permanecerá em uma função de consultor até março de 2022 para garantir uma transição perfeita.

“A liderança e as contribuições de Dave em várias funções foram essenciais para o sucesso de nossa empresa”, disse Agwunobi. “Embora sentiremos muita falta de sua liderança e personalidade cativante, ele deixa para trás uma equipe e operação de classe mundial.”

Fonte: DSN 

2021-05-06T09:39:27-03:00maio 6th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Herbalife – Herbalife anuncia crescimento de 18,9% nas vendas do primeiro trimestre de 2021

A Herbalife Nutrition anunciou os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2021, incluindo um aumento de 18,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, criando um novo recorde da empresa de US $ 1,5 bilhão.

“Neste trimestre, obtivemos resultados recordes no primeiro trimestre, com crescimento de vendas líquidas de 18,9%, pois nossos distribuidores entregaram valiosas soluções de nutrição para consumidores em todo o mundo”, disse John Agwunobi, Presidente e CEO da Herbalife Nutrition.

A empresa está observando o interesse contínuo do consumidor em produtos de saúde e bem-estar, o que está impulsionando a demanda por sua gama de ofertas de produtos nutricionais. Os produtos globais da empresa e o canal de vendas diretas permitem que seus distribuidores independentes apoiem os consumidores enquanto eles alcançam suas metas de nutrição.

Os fundamentos do negócio são sólidos, evidenciados pelo crescimento ano a ano e pelo primeiro trimestre recorde. Cinco das seis regiões da empresa tiveram crescimento de vendas líquidas, com três das seis regiões: América do Norte, Ásia-Pacífico e EMEA, crescendo mais de 20%. Em particular, a Índia estabeleceu um novo recorde de vendas líquidas trimestrais pelo terceiro trimestre consecutivo, com um crescimento ano a ano de 37%.

A demanda pela linha completa de produtos de nutrição da empresa e a adaptação das ferramentas de tecnologia fornecidas pela empresa aos seus distribuidores independentes contribuíram para o crescimento de dois dígitos em mais de 50 dos mercados da empresa. A linha de nutrição esportiva da empresa continua a impulsionar o crescimento, com vendas líquidas mundiais na categoria de energia, esportes e fitness aumentando aproximadamente 34% durante o primeiro trimestre. Além disso, a categoria de nutrição direcionada, que inclui produtos de saúde e bem-estar, cresceu 21%, enquanto a categoria de produtos de gerenciamento de peso central cresceu 16% no trimestre. Além disso, a tecnologia voltada para o consumidor usada pelos distribuidores independentes para interagir com seus clientes, especialmente nos casos em que as interações presenciais não podem ocorrer, também foi um fator chave para ajudar a impulsionar o crescimento.

Fonte: Herbalife

2021-05-06T09:28:33-03:00maio 6th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Valor Econômico – Natura &Co revê prioridades para reduzir sobrecarga

A Natura &Co está acelerando uma série de mudanças na gestão de pessoas, iniciadas no ano passado. O objetivo é diminuir a pressão sobre as agendas de trabalho dos funcionários e melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. As iniciativas incluem novas regras sobre horários, reuniões e a ampliação da oferta de recursos de telemedicina, entre outros.

“Em 2020, os colaboradores tiveram de se adaptar rapidamente às mudanças trazidas com o trabalho remoto”, disse Mariana Talarico, diretora de cultura e desenvolvimento da Natura & Co para a América Latina, em entrevista à editora de Carreira Stela Campos, durante live da série “RH 4.0” do “Carreira em Destaque”. “Neste segundo ano de pandemia, identificamos, por meio de pesquisas, que as pessoas estavam mais cansadas e investimos na escuta e no melhor entendimento das necessidades do quadro.”

Com 34 mil funcionários no mundo, sendo 9,3 mil no Brasil, a Natura & Co realizou pesquisas sobre satisfação, estresse e engajamento. Mariana diz que os estudos ajudaram a definir um plano de ação que tem como meta aumentar o bem-estar dos empregados. Desde o ano passado, as pesquisas receberam mais de 100 mil interações ou respostas de cinco mil funcionários. Um dos levantamentos mais recentes indica que o índice de engajamento alcançou 88%, acima da média de 79%, obtida por grupos globais do mesmo porte.

Para cravar esse número, a Natura & Co reformulou as rotinas de trabalho, benefícios e cuidados com o bem-estar. De saída, estabeleceu horários de almoços estendidos, das 12h às 14h, e criou regras para as reuniões, que não podem ser marcadas antes das 9h ou depois das 18h e devem ter pausas de pelo menos 15 minutos entre uma e outra. A duração e a quantidade necessária de participantes precisam ser cuidadosamente analisadas.

A cesta de benefícios deve ter alterações nos próximos meses, por conta do estabelecimento definitivo do modelo híbrido de expediente (casa e escritório), e a oferta de consultas via telemedicina agora é estendida para quatro pessoas ligadas ao funcionário, familiares ou não. Licenças remuneradas para cuidar de parentes com covid-19 continuam sendo concedidas e foram criados grupos de conversa para tratar de temas como luto e perdas familiares.

Na área de atividades ligadas à saúde mental, foram reforçadas as ofertas de aulas de ioga, meditação, ginástica laboral e terapias. “Além da pressão do trabalho, não podemos esquecer que as pessoas continuam com medo de ficar doentes ou perder pessoas da família”, justifica.

Para reduzir a carga de trabalho das equipes, foi revista a prioridade de 140 projetos em andamento na América Latina, de um total de 400. A decisão foi tomada depois de estudar o resultado de uma pesquisa sobre estresse no trabalho. “Os colaboradores falavam que estavam sobrecarregados”, diz. A escolha dos negócios que vão ser adiados é feita em conjunto, por um comitê de crise e um colegiado formado por executivos da alta liderança.

Mesmo tirando o pé do acelerador para novos negócios, o grupo não negligenciou o treinamento dos profissionais. De acordo com Mariana, 72% acessaram programas de qualificação. Do total, 61% das iniciativas foram focadas no desenvolvimento de competências comportamentais, que incluem temas como autoconhecimento e inteligência emocional, ou conteúdos ligados ao futuro do trabalho.

Fonte: Valor Econômico

2021-05-06T09:17:31-03:00maio 6th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Fashion Network – Avon Brasil triplica faturamento do e-commerce com patrocínio do BBB21

Integrante do portfólio do grupo brasileiro Natura & Co desde o ano passado, a americana Avon acertou ao patrocinar a 21ª edição do Big Brother Brasil, reality show exibido pela TV Globo, que chegou ao fim na terça-feira (4). A marca – que foi a primeira empresa de maquiagem a patrocinar o programa – e sua estratégia marcada por ações assertivas, ficou na mente dos consumidores durante os 100 dias de BBB21, resultando em um aumento significativo nas vendas, como a triplicação do faturamento do e-commerce e a forte interação nas redes sociais.

O BBB21, exibido em um contexto marcado por um maior número de pessoas dentro de casa, devido às restrições impostas pela pandemia, fez a emissora bater recordes de audiência e de engajamento de público nas redes sociais. Segundo dados do Painel Nacional de Televisão (PNT), o reality teve alcance médio diário de 39,8 milhões de pessoas, e de acordo com Socialbakers, acumulou de 25/1 a 27/4 172,4 milhões de posts espontâneos no Twitter. A Avon conquistou a liderança em interações entre as marcas patrocinadoras, acumulando 800 mil interações, bem como a liderança de share of voice (marca mais comentada) e 10 trending topics ao longo do programa. O investimento no reality, claro, não saiu barato e não custou menos que R$ 78 milhões, valor da cota “Big”, a mais alta do programa, adquirida pela Avon.

Durante os quatro meses de reality show, a Avon realizou oito companhas, parte do movimento #AvonTáOn, que apresentou uma renovação da marca, fundada nos Estados Unidos em 1886 e presente no Brasil desde 1958. De acordo com a marca, uma das maiores empresas de venda direta no mundo, uma de suas expectativas com o patrocínio era se conectar com o público mais jovem, e ela conseguiu fazer isso através de diversas ações, relacionando a marca com questões importantes da atualidade e temas destacados no reality, incluindo representatividade, diversidade, gênero, autoestima e empreendedorismo. Por exemplo, na ação “Camarim Avon”, os participantes do sexo masculino foram maquiados pelas mulheres, e na ação do Dia das Mulheres foi celebrado o protagonismo feminino.

“O BBB21 também foi o reality show brasileiro com maior número de pessoas negras (9 participantes), além de 5 LGBTQIA+, inclusive protagonizando o primeiro beijo gay na história do reality. Nesse sentido, um dos nossos objetivos foi estimular conversas relevantes sobre temas apoiados pela Avon como estímulo ao empoderamento e diversidade”, comenta a diretora de comunicação da Avon, Viviane Pepe.

Como parte dessa estratégia #ConversaTáOn, que promove diálogos sobre assuntos relevantes, a marca trouxe o participante Lucas Penteado – que pediu para sair do reality na segunda semana de programa , após sofrer abuso psicológico por parte de outros confinados – para uma conversa relevante sobre inclusão, racismo, cultura do cancelamento e violência psicológica e convidou para estrelar a campanha da linha Power Stay. Segundo a Avon, a decisão foi pautada pelas conversas que o ator protagonizou no programa, quando disse que pela primeira vez encontrou uma base no tom da pele dele, se referindo ao produto da companhia.

Efetivamente, a Avon deu uma verdadeira aula marketing. Além de apresentar o novo momento da marca e conecta-la com questões importantes, ela aproveitou a exposição para lançar novos produtos semanalmente. Com a casa do BBB abastecida com os produtos de seu portfólio, disponíveis 24 horas para os participantes, estes puderam inclui-los em sua rotina de cuidados e beleza, despertando o desejo de compra nos telespectadores. Na categoria maquiagem, ajudou também o fato de a queridinha do público e vencedora da edição, a paraibana Juliette, 31, também ser maquiadora e usar e abusar das cores oferecidas pela marca, principalmente nos momentos de produção antes de festas e entradas ao vivo, assim como o cantor e ator Fiuk e o economista Gilberto usarem maquiagem em diversos momentos.

Foi em oportunidades como essas, que o Batom Power Stay Vermelhaço, por exemplo, foi destaque. “Tínhamos muita confiança na performance dos nossos produtos e colocá-los à prova 24 horas, ao vivo, foi uma estratégia para que os consumidores pudessem também comprovar nossa qualidade” diz Pepe.

“Essa edição do BBB, assim como a anterior, manteve patamares altos de audiência, movimentou redes sociais e gerou muita conversa relevante. Por isso, se tornou um espaço muito poderoso para gerarmos consideração para os produtos da marca. Aumentamos os acessos nas nossas plataformas online devido a estratégia multicanal, destacando os temas quentes que rolavam na casa, como os produtos que faziam sucesso entre os participantes e que geravam desejo no espectador. E como resultado, na 12ª semana de BBB, (3º mês), triplicamos o faturamento do nosso e-commerce. No mesmo período, aumentamos os downloads do nosso app e na navegação da landing page do BBB”, diz a vice-presidente de marketing da Avon, Danielle Bibas.

De acordo com a empresa, o patrocínio também proporcionou resultados como: melhorias percebidas em efetividade de atendimentos, serviços e engajamento de representantes de vendas e colaboradores. O Brasil é onde está concentrada a maior operação da Avon, com cerca de 1,3 milhão de pessoas na força de vendas. Agora, a companhia planeja construir a estratégia #OlhaDeNovo, que seguirá ao longo ano com o objetivo de “manter a reconsideração de marca – propósito e produtos que atendem a todos os tipos de beleza”, finaliza a diretora de comunicação da Avon.

Fonte: Fashion Network

2021-05-06T09:15:56-03:00maio 6th, 2021|Categories: ABEVD Clipping|
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