Agência Brasil – FGV: confiança do consumidor volta a subir após dois meses em queda

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 1 ponto de setembro para outubro deste ano e interrompeu uma trajetória de dois meses em queda. Com o resultado, o indicador chegou a 76,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

A alta foi influenciada principalmente pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança do consumidor brasileiro no futuro. O subíndice subiu 1,3 ponto, atingindo 82,4 pontos em outubro, puxado pela melhora das perspectivas sobre a situação financeira familiar.

O Índice da Situação Atual, que mede a percepção do consumidor sobre o presente, variou 0,2 ponto e chegou a 69 pontos.

“Contudo, consumidores se mantêm cautelosos em relação à intenção de compra de bens duráveis. O aumento da incerteza, o aumento dos preços e a demanda represada por serviços na pandemia podem estar contribuindo para frear o consumo desses produtos”, disse a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt.

Edição: Denise Griesinger

2021-10-25T11:19:58-03:00outubro 25th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Agência Brasil – Dólar cai e bolsa reduz perdas após discurso do ministro da Economia

Depois de enfrentar turbulências na maior parte da sessão, o mercado financeiro acalmou-se após o discurso conjunto do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente Jair Bolsonaro. O dólar reverteu a alta e passou a cair, e a bolsa de valores reduziu as perdas. Mesmo assim, a moeda norte-americana teve a pior semana desde julho, e a bolsa registrou a pior semana desde o início da pandemia de covid-19.

O dólar comercial encerrou a sexta-feira (22) vendido a R$ 5,627, com recuo de R$ 0,04 (-0,71%). No pico da sessão, por volta das 12h30, a cotação chegou a R$ 5,75. O movimento só se inverteu no meio da tarde, após o ministro Paulo Guedes garantir que não pediu demissão e dizer que os gastos públicos deverão cair de 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 18,5%, mesmo com o Auxílio Brasil de R$ 400.

Mesmo com a queda de hoje, a moeda norte-americana encerrou a semana com alta de 3,16%. Essa foi a maior valorização semanal desde a semana terminada em 8 de julho, quando a divisa tinha subido 4%. Em 2021, o dólar acumula alta de 8,44%.

O mercado de ações também se acalmou após a fala de Guedes, mas o alívio foi insuficiente para reverter as perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 106.296, com queda de 1,34%. No pior momento do dia, às 12h25, o indicador chegou a cair 4,5%.

Em baixa pelo segundo dia consecutivo, a bolsa fechou a semana com queda de 7,28%. Essa foi a maior perda semanal desde a semana encerrada em 18 de março de 2020, no início da pandemia de covid-19. Na ocasião, o Ibovespa tinha perdido 18,88% em cinco dias.

Nos últimos dias, o mercado financeiro tem enfrentado momentos de tensão com a confirmação de que o governo pretende financiar parte do benefício de R$ 400 do Auxílio Brasil com despesas fora do teto de gastos. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que adia o pagamento de precatórios, aprovada ontem (21) na comissão especial da Câmara dos Deputados, abre espaço de R$ 84 bilhões fora do teto para serem gastos no próximo ano. Há o temor de que a conta fique ainda maior caso o Congresso amplie o benefício para R$ 500.

*Com informações da Reuters

Edição: Valéria Aguiar

2021-10-25T11:14:50-03:00outubro 25th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Meio Ambiente Rio – Natura faz doações para combater queimadas na Amazônia

Para colaborar no combate aos focos de incêndio na floresta amazônica – mais frequentes durante o período de seca na região e agravados devido aos efeitos das mudanças climáticas -, a Natura anunciou apoio para aquisição de materiais e equipamentos de proteção individual (EPIs), além de treinamentos de brigadistas e mobilizações. A iniciativa contempla quatro territórios em risco e onde a companhia tem relacionamento com comunidades agroextrativistas para fornecimento de insumos.

Os locais foram escolhidos por serem alvos de grande incidência de focos queimadas, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). São eles: Alto Madeira, Xingu, Tapajós, Baixo Tocantins. As ações serão implementadas e articuladas por associações e instituições que atuam na Amazônia, como o Saúde e Alegria-PSA da região do Tapajós/Pará, e em parceria com entidades públicas, como o Corpo de Bombeiros e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As doações, no valor total de R$100 mil, serão divididas igualmente entre os quatro territórios.

“Entendemos que o combate às queimadas e aos focos de incêndio deve ser liderado pelo poder público, e estar associado às comunidades, mas a iniciativa privada também pode contribuir. Afinal, a Amazônia é o bioma importantíssimo para todos”, afirma Denise Hills, diretora de sustentabilidade de Natura &Co para América Latina. “As queimadas ameaçam e reduzem a integridade da floresta Amazônica e aumentam o risco de colapso do bioma, eliminando a vida e o habitat de várias espécies, além de prejudicar a soberania e a saúde das pessoas”, explica.

Denise ainda lembra que a marca Natura mantém um compromisso histórico com a floresta. Desde o ano 2000, data do lançamento da marca Ekos, a Natura atua em um modelo que incorpora ingredientes da sociobiodiversidade brasileira na fabricação de seus produtos. O objetivo da empresa é contribuir para o desenvolvimento sustentável por meio da transformação de desafios socioambientais em oportunidades de negócios. Atualmente, a operação da Natura contribui para a conservação de dois milhões de hectares de floresta em pé. Até 2030, a expectativa é chegar a 3 milhões de hectares conservados.

2021-10-22T11:31:30-03:00outubro 22nd, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

Migalhas – LGPD impõe às empresas a revisão de suas estratégias de marketing

Não cabe dúvida de que a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, exige que todos os departamentos das empresas revisem e adequem os seus fluxos de tratamento de dados pessoais, mas, passados três anos desde a promulgação da Lei, constata-se que a área de propaganda e marketing é uma das maiores – se não a maior – impactada pelo novo modelo de proteção e privacidade.

Até o advento da LGPD, eram práticas comuns – e, a rigor, sem vedações legais específicas – a coleta da maior quantidade possível de dados pessoais de consumidores (muitos deles até desnecessários), a aquisição de mailing lists1, a contratação ou desenvolvimento de serviços de profiling2, enfim, as mais variadas práticas visando atingir, aproximar e atrair clientes.

Doravante, estas práticas encontram limites na LGPD, sobretudo nos princípios da finalidade, necessidade, adequação e transparência, bem como na necessidade de que o tratamento de dados pessoais se realize com a observância de uma das bases legais dos artigos 7º ou 11 da lei.

Em outras palavras, para além de observar o princípio da minimização, ou seja, cuidar para que os dados pessoais coletados sejam adequados, oportunos e limitados ao que é exigido pelas finalidades que determinam o seu processamento, as ações promocionais das empresas devem partir de uma das hipóteses legais que autorizam o tratamento.

No caso específico do marketing, o tratamento de dados pessoais, via de regra, se dará com fundamento no legítimo interesse do controlador (artigo 7º, IX) ou no consentimento do titular (artigos 7º, I, e 11, I) e, excepcionalmente, com base na execução do contrato (artigo 7º, V).

O legítimo interesse é a base legal mais subjetiva e flexível da LGPD, que inclusive não define o conceito, limitando-se a consignar, em seu artigo 10, que somente pode ser utilizado para “finalidades legítimas, consideradas a partir de situações concretas”. De maneira geral, entende-se que haverá legítimo interesse sempre que o tratamento do dado pessoal, da forma realizada e para os fins pretendidos pelo controlador, estiver na esfera de expectativa do titular e não viole os seus direitos e liberdades fundamentais.

Nesse aspecto, a própria LGPD aponta que, entre as finalidades que consubstanciam o legítimo interesse, está o “apoio e promoção de atividades do controlador”, numa clara referência às ações de marketing.

Ainda assim, e não obstante seja um conceito aberto, não é qualquer atividade de marketing que poderá ser realizada com base no legítimo interesse. O considerando 47 da General Data Protection Regulation – GDPR, norma que regula a privacidade e proteção de dados no âmbito da Comunidade Europeia e que serviu de inspiração para a LGPD, ressalva expressamente que se considera no legítimo interesse do controlador o tratamento de dados pessoais efetuado para fins de “marketing direito”, que pode ser entendido como aquele pautado em ações focadas no acesso direto, sem intermediários, e no esforço de fortalecimento da relação com clientes que já demonstraram algum interesse pelos produtos ou serviços da empresa.

Diante disso, e em linha com a regra do artigo 37 da LGPD, recomenda-se que a empresa tenha cuidado redobrado no registro de operações de tratamento de dados para fins de marketing realizadas com base no legítimo interesse, elaborando o chamado Legitimate Interest Assessment – LIA3, que permite avaliar a viabilidade na utilização do legítimo interesse como fundamento para determinada operação de tratamento de dados pessoais.

Ademais, é fundamental que nas abordagens promocionais baseadas no legítimo interesse, as respectivas mensagens confiram ao cliente a opção de opt-out, isto é, de solicitar a remoção dos seus dados da lista de e-mails comerciais/spam da empresa remetente.

Vale lembrar, ainda, que o tratamento de dados pessoais definidos no art. 5º, II, da LGPD como sensíveis4, não pode ser realizado com base no legítimo interesse, por ausência de previsão no artigo 11 da lei.

 

Neste caso e de outros que não admitam o tratamento de dados pessoais com base no legítimo interesse, as ações de marketing deverão ser realizadas mediante a obtenção de prévio consentimento, o qual, nos termos dos artigos 5º, XII, e 8º, §4º, da LGPD, deve ser dado pelo titular mediante manifestação livre, informada, inequívoca e para uma finalidade específica, sendo nulas autorizações genéricas.

Todavia, ao pautar suas ações promocionais no consentimento, a empresa deve estar ciente de que este pode ser revogado a qualquer tempo pelo titular, hipótese em que o tratamento dos dados deverá cessar imediatamente, o que pode comprometer determinadas campanhas ou estratégias.

Excepcionalmente, algumas ações específicas de marketing, quando relacionadas a uma negociação em andamento ou a procedimentos ligados à pós-venda, podem ser enquadradas na base legal de execução de contrato (artigo 7º, V). Nesse sentido, por exemplo, o envio de e-mail ao consumidor lembrando que ele interrompeu sua compra no site da empresa e deixou produtos no “carrinho virtual”, ou que chegou o momento de realizar a revisão do produto para que não haja a perda da garantia. Em tais situações, porém, a ação deve ser bastante específica, alcançando apenas os produtos envolvidos na relação contratual ou pré-contratual.

Um último ponto que merece destaque diz respeito à aquisição de mailing lists. Essa prática, largamente utilizada e oferecida por diversas empresas, passa a ter limites na LGPD, em especial nas bases legais que autorizam o tratamento de dados pessoais.

A rigor, a única base legal que autoriza a comercialização de dados pessoais é o consentimento, ou seja, a concordância do titular no sentido de que seus dados sejam oferecidos onerosamente pelo controlador a terceiros. Nessa situação, não há como sustentar a presença do legítimo interesse, pois não é razoável supor que o titular tenha a expectativa de que seus dados pessoais sejam vendidos pelo controlador.

Mesmo dados pessoais: (i) cujo acesso é público ou (ii) que tenham sido tornados manifestamente públicos pelo titular, só podem ser tratados se forem respeitados a finalidade e o interesse público que justificaram a sua disponibilização (artigo 7º, §3º), os direitos do titular e os princípios da LGPD (artigo 7º, §4º), o que, obviamente, impede a sua exploração econômica via compilação de mailing lists para comercialização.

Dessa forma, ao adquirir mailing lists é essencial certificar-se de que os dados pessoais nela contidos tenham sido obtidos por meios lícitos, sob pena de a empresa adquirente poder vir a ser responsabilizada pelo tratamento ilegal de tais dados.

Em suma, portanto, é fundamental que as empresas revisem as suas estratégias de marketing, verificando se há base legal para o tratamento das informações contidas em suas bases de dados, elaborando o LIA sempre que necessário, redobrando o cuidado na aquisição de mailing lists, enfim, ajustando todos os procedimentos que envolvam o tratamento de dados pessoais.

2021-10-22T11:29:10-03:00outubro 22nd, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Administradores – Empresas apostam em gamificação para treinar vendedores e aumentar vendas durante a Black Friday

A Black Friday se consolidou no Brasil como uma das datas mais importantes para o comércio e ano após ano vem batendo recordes de vendas. Somente no e-commerce, a expectativa é de que o faturamento alcance cerca de R$ 10 bilhões neste ano, de acordo com levantamento realizado pela Ebit-Nielsen. Buscando oferecer uma experiência melhor para os consumidores, a capacitação dos vendedores tem se tornado o foco de atenção das empresas para a edição de 2021, tendo a gamificação como um dos produtos mais procurados.

De acordo com pesquisa realizada pela Play2sell – primeira plataforma que une capacitação e incentivo de vendedores por meio de games no Brasil – 94,1% das empresas brasileiras acreditam que treinamentos gamificados são fundamentais para engajar, aumentar a performance e estimular a equipe de vendas e estão dispostas a apostar na modalidade.

Além disso, 71,9% dos gestores de vendas acreditam que o modelo tradicional de treinamento, com livros e apostilas, é ultrapassado e pouco eficiente, segundo o estudo. “Esse tipo de treinamento, baseado em um modelo educacional utilizado no século passado, hoje não estimula e pouco engaja o profissional. É por isso que as empresas estão cada vez mais buscando modelos de capacitação mais interativos e dinâmicos, que transmitam a mensagem com mais assertividade e estejam à altura de atender a necessidade de clientes informados e com maior grau de exigência”, explica Felipe dos Santos, CEO e fundador da Play2sell.

“A estratégia de incorporar a gamificação em treinamentos para profissionais de venda beneficia todo um ecossistema pelo fato de ser um excelente método para engajá-los e capacitá-los e, com isso, melhorar a experiência de compra como um todo. Ou seja, ela impacta positivamente tanto no desenvolvimento dos profissionais de venda, como nos resultados das empresas”, acrescenta o empreendedor.

Nos últimos anos, a gamificação se fortaleceu no mundo corporativo e foi além do entretenimento e diversão. “Treinamentos gamificados é o caminho mais didático e de fácil compreensão para transformar comportamentos e despertar características da vida humana no ambiente de trabalho, com competitividade e cooperação”, comenta Felipe.

Play2sell triplica no primeiro semestre e revoluciona o mercado

Fundada em 2017, a startup triplicou de tamanho no primeiro semestre em relação ao ano passado. Isso ocorre porque a Play2 Sell transforma os monótonos treinamentos de vendedores em momentos de aprendizado e diversão, gerando negócios que causam impacto em diversos setores como: imobiliário, varejo e farmacêutico.

A Play2sell desenvolve estratégias mais eficazes e estímulos corretos, que unem interação e diversão, e colabora com a transformação na forma de vender e se comunicar. “Nós acreditamos que a educação empodera profissionais e, por meio da nossa plataforma, queremos revolucionar a maneira como os profissionais de vendas aprendem no ambiente corporativo”, explica Felipe dos Santos, CEO e fundador da Play2sell.

2021-10-22T11:26:39-03:00outubro 22nd, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Agência Brasil – Após cinco anos em queda, número de empresas no Brasil cresceu em 2019

Pesquisa inédita, divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que, após cinco anos em queda, o número de empresas ativas no país aumentou em 2019. Houve um acréscimo de 6,6% na comparação com 2018. Da mesma forma, cresceu o total de assalariados que trabalham para entidades empresariais. O aumento de 774,8 mil representa alta 2,4%.

Intitulada Demografia das Empresas e Empreendedorismo, a pesquisa revela as taxas de entrada, saída e sobrevivência das empresas, além da mobilidade e idade média delas. Mostra ainda dados relacionados à ocupação assalariada. Há recortes por atividades econômicas e regiões do país. O IBGE reúne esses indicadores anualmente desde 2008. Não são considerados no levantamento órgãos públicos, entidades sem fins lucrativos, microempreendedor individual (MEI) e organização social (OS).

A análise exploratória das entidades que mais geraram empregos no período considerado pode ser utilizada como material de apoio para estudos futuros sobre o tema, sobretudo os relacionados às políticas públicas que visem a fomentar a geração de empregos no Brasil”, registra o IBGE. O órgão aponta ainda que os indicadores reunidos na pesquisa são importantes para avaliar o dinamismo empresarial no país.

Em 2019, o Brasil tinha 4,7 milhões de empresas com uma idade média de 11,7 anos. Elas contavam com 33,1 milhões de trabalhadores assalariados. Nesse mesmo ano, as entradas de novas empresas totalizaram 947,3 mil. Considerando que as saídas foram 656,4 mil, o saldo positivo foi de 290,9 mil.

O IBGE considera que parte desse resultado pode refletir um ajuste na base de dados. Isso porque a pesquisa usa como referência o Cadastro Central de Empresas (Cempre) do próprio instituto, que é atualizado todos os anos a partir de outros estudos. Ele também leva em conta a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), registros administrativos do Ministério do Trabalho e Previdência. Mas em 2019, ambos começaram a ser substituídos pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

“Observa-se que as 4,7 milhões de empresas ativas tinham 5,2 milhões de unidades locais também ativas, das quais 50,5% estavam localizadas na Região Sudeste; 22,5%, na Região Sul; 14,9%, na Região Nordeste; 8,4%, na Região Centro-Oeste; e 3,7%, na Região Norte”, constatou o IBGE.

As áreas econômicas de maior destaque foram “atividades profissionais, científicas e técnicas”. O saldo positivo foi de 61.388 empresas. Nesse setor, segundo o IBGE, enquadraram-se muitos profissionais liberais que atuam oferecendo serviços e consultorias em gestão empresarial, engenharia, direito e contabilidade. “Saúde humana e serviços sociais” foi outra atividade econômica que se destacou. O saldo positivo, de 44.294 empresas, se deve principalmente à atenção ambulatorial exercida por médicos e dentistas.

Os números revelam a interrupção da sequência de quedas que se observou entre 2014 e 2018. Antes desse período, o Brasil registrou pelo menos seis anos de crescimento do número de empresas: o saldo anual foi positivo de 2008, quando as análises começaram a ser realizadas, até 2013.

É importante notar que o IBGE não avaliou ainda impactos da pandemia de covid-19, que teve início no Brasil em março de 2020. A influência da crise sanitária no país poderá ser observada na próxima edição da pesquisa, que deverá ser publicada no ano que vem e trará os dados de 2020.

Sobreviventes

Das 4,7 milhões de empresas no país existentes em 2019, 79,8% eram sobreviventes e 20,2% representavam novas entradas. A pesquisa aponta que a média salarial mensal das empresas sobreviventes, de R$ 2.549,36, é superior à média salarial mensal das empresas iniciantes, de R$ 1.553,62. Revela também que 96,9% do pessoal ocupado assalariado estava empregado nas entidades sobreviventes e 3,1% nas iniciantes.

A pesquisa apurou ainda a evolução das empresas que foram criadas cinco anos antes, isto é, em 2014. Os resultados mostram que 77,2% sobreviveram após um ano de funcionamento, 64,9% após dois anos, 54,8% após três anos e 46,3% após quatro anos. Em 2019, passados cinco anos, as sobreviventes eram 37,6%.

É possível notar diferenças na taxa de sobrevivência conforme o porte da empresa. Aquelas que não possuem pessoas assalariadas, com atividades sendo desenvolvidas apenas por proprietários ou sócios, registraram índice de 32,1% após cinco anos. Entre as empresas criadas em 2014 com dez ou mais assalariados, 64,5% estavam ativas em 2019. Nas empresas intermediárias, que têm entre um e nove trabalhadores que recebem salário, esse índice foi de 49,1%.

Edição: Graça Adjuto

2021-10-22T11:22:44-03:00outubro 22nd, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Whow! – Marketing multinível é a mesma coisa que esquema de pirâmide?

Marketing multinível é uma estratégia de marketing em que uma empresa desenvolve uma rede de revendedores de seus produtos ou serviços, em que os envolvidos podem receber lucros tanto pela revenda em si quanto pelo recrutamento de outras pessoas para participarem do negócio. O modelo é geralmente lembrado pelas técnicas de venda direta e costuma envolver, no Brasil, produtos de saúde ou cosméticos, muitas vezes direcionados a donas de casa, para vendas boca a boca. A questão é que, muitas vezes, os lucros auferidos pelos vendedores do baixo escalão podem ser mínimos, sendo que em alguns casos eles chegam mesmo a perder dinheiro para participar do modelo, tudo em troca da ilusão de lucros futuros.

Aqui no Brasil, costumamos pensar em empresas como Avon, Herbalife e Mary Kay (lembrando que o marketing multinível pode ser uma das estratégias usadas pelas empresas para impulsionar as vendas, não necessariamente a única). No mundo todo, a Amway é a maior empresa que adota este modelo.

Marketing multinível nos EUA

Os problemas deste modelo de marketing são mais claros nos EUA, onde pesquisas apontam dados um tanto deprimentes sobre a estratégia de marketing e o custo que traz aos vendedores. Por lá, no entanto, o marketing multinível adotado por essas empresas é um tanto mais agressivo e os produtos, muitas vezes, chegam a ter suas características aumentadas ao ponto de parecerem milagrosas. Isso acaba atraindo muita gente, até porque a promessa de lucros costuma ser, igualmente, próxima de algo milagroso, o que não se concretiza na prática.

De acordo com uma pesquisa de 2017 feita pela Consumer Awareness Institute (Instituto para a Conscientização dos Consumidores, em inglês), 99% dos vendedores de produtos em esquemas de marketing multinível acabam perdendo dinheiro. Outra pesquisa, feita pelo site Magnifymoney, apontou que diversas companhias que seguem esse modelo de negócio acabam gerando a seus vendedores ganhos de apenas 70 centavos por hora.

Apesar de nem todas as empresas que empregam esse tipo de marketing terem práticas abusivas, muitas delas inevitavelmente podem ser enquadradas como esquemas análogos aos de pirâmides. nos quais o maior percentual de lucro é direcionado para aqueles que estão no topo e a constante entrada de capital tem como base o constante recrutamento de novas pessoas.

Essas pessoas geralmente acabam investindo seu próprio dinheiro em um período inicial e muitas vezes não vendem o suficiente nem para cobrir os custos que tiveram, o que torna a prática, em muitos casos, totalmente questionável.

Falta de normas e parâmetros no Brasil

Aqui no Brasil, para conter os abusos, foi criado um projeto de lei que até hoje não foi sancionado, o que deixa a prática em um limbo jurídico. No entanto, mesmo assim é possível ver anúncios de empresas que dizem que seguem essa lei, mesmo que ela não tenha sequer sido aprovada ainda.

Portanto, caso você se depare com alguma oportunidade nesse ramo de negócios, seja cético e tome todos os cuidados necessários, sobretudo em relação a investimentos iniciais, formas de ficar financeiramente envolvido em um negócio que pode causa prejuízos a você, enfim, use o bom senso e não se deixe levar por empresas que prometem ganhos muito acima do que poderia ser esperado de uma operação de vendas comum.

Afinal, é ou não uma pirâmide financeira?

Marketing multinível pode não ser necessariamente uma prática abusiva em relação aos revendedores, mas existe uma vasta literatura apontando que as empresas abusam desse tipo de prática, usando brechas nas legislações ou na falta de legislação para criar um esquema que lembra, sim, um modelo de pirâmide.

Para definir melhor, um esquema de pirâmide envolve, sobretudo, uma remuneração pela indicação de novos membros e o pagamento de uma taxa de entrada no negócio. Quando essa é a única forma de a empresas conseguir capital, fica óbvio que o modelo não é sustentável e que, em algum momento, as novas pessoas recrutadas não conseguirão chegar a um patamar em que vão gerar lucro.  Caso você perceba que a empresa opere um esquema desse tipo, fique atento e evite qualquer contato com esse tipo de empreitada, já que é uma prática ilegal.

Geralmente as empresas que recorrem ao marketing multinível promovem a venda direta de um produto, mas também dependem fortemente do recrutamento de novos revendedores, uma vez que cada pessoa que leva um novo revendedor para a empresa acaba recebendo comissões em cima de suas vendas, o que cria algo semelhante a uma pirâmide.

Isso acaba tornando as margens de lucros desses líderes de equipes bem superiores aos dos revendedores, que por vezes acabam mesmo tendo que desembolsar algum valor para obter os produtos a serem revendidos, o que lembra a taxa de entrada dos negócios dos esquemas de pirâmide. No entanto, como há, de fato, um produto na operação, ainda existe a possibilidade de um revendedor da parte da “base” do modelo conseguir transacionar o suficiente para que a atividade gere lucro.

Conclusão sobre marketing multinível

Como pode ter percebido, embora os esquemas de marketing multinível não sejam, exatamente, um esquema de pirâmide financeira, e que na teoria sejam uma modalidade legítima de marketing, o que ocorre na prática, em diversos casos, é a exploração de profissionais que procuram uma atividade rentável e que lhes dê autonomia, lembrando bastante o formato básico de uma pirâmide.

Cabe, portanto, o máximo de cuidado ao lidar com qualquer negócio que use esse tipo de estratégia, pois você pode acabar sendo prejudicado financeiramente.

2021-10-21T11:04:35-03:00outubro 21st, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

Mercado e Consumo – Instituto Embelleze lança plataforma com cursos de empreendedorismo e negócios

A rede de franquias Instituto Embelleze anunciou o lançamento de seu primeiro produto 100% online. O produto consiste em um modelo de assinatura de cursos nas áreas de empreendedorismo, administração, negócios e beleza. A ideia é o estudante sair pronto para conseguir abrir o seu próprio negócio.

De acordo com a empresa, o objetivo do lançamento é ampliar o portfólio através do lançamento de um produto totalmente online. A assinatura da plataforma custará R$ 29,90 por mês e dará acesso a todos os conteúdos disponíveis, cursos, livros, vídeos e outros. Para ex-alunos do Instituto, o custo de assinatura fica em R$ 19,90. O estudante também terá o direito de acessar os principais jornais e revistas do Brasil.

“É uma forma de ter na palma da mão um conteúdo de altíssima qualidade, com o DNA do Instituto e que é muito valioso para um profissional que quer se desenvolver na beleza, mas com um custo mensal hiper acessível, menos de R$ 1 por dia”, comenta Daniel Narcizo Pereira, CEO do Instituto Embelleze.

O projeto recebeu o nome de Embelleze Educa e foi desenvolvido em parceria com o Bookplay, startup brasileira de streaming de educação. Ao final, a pessoa interessada receberá toda a certificação do curso que realizou na plataforma.

Ao todo serão 96 livros destinados para empreendedorismo, beleza e estética; 134 cursos nas áreas de administração e informática; e 42 audiolivros abordando temas como finanças, economia, e finanças pessoais. Além disso, serão produzidos e lançados conteúdos semanais em formato de vídeo que abordam temas como barbearia, bem-estar, cabelos, design de unhas e outros. Esses novos vídeos completarão os 266 vídeos que já estarão presentes desde o lançamento da plataforma.

“Esta parceria resultou em um projeto totalmente customizado, de sinergia entre educação e beleza, por meio do uso de tecnologia, e que vem ao encontro da nossa estratégia de modernizar, fomentar e ampliar as opções de entrega de conteúdo e formatos de estudos”, disse Rodrigo Escanhuela, CEO do Bookplay.

2021-10-21T10:59:36-03:00outubro 21st, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

SEGS – Mais de 70% dos consumidores pretendem comprar na Black Friday 2021

Em tempos de crise econômica, a ordem é aproveitar ao máximo os descontos

Estamos no segundo semestre do ano e uma das datas mais importantes do varejo bate em nossas portas. A Black Friday é um evento que vem carregado de expectativas dos consumidores e também dos lojistas, que querem atingir números de venda recordes.

A segunda maior data sazonal do calendário comercial brasileiro promete ser animada em 2021. A empresa de tecnologia Codeby divulgou o e-book Expectativas para a Black Friday 2021, com vistas a compreender melhor quais são as tendências que se apresentam no varejo para a data. O estudo concluiu que cerca de 71,2% dos brasileiros pretendem comprar no evento.

O levantamento também mostra que, ao contrário do que vimos em 2020, 63,9% dos consumidores demonstraram interesse em comprar itens de desejo durante o evento. Desses, 29,9% farão a compra para substituir itens antigos por itens novos ou de outros modelos.

Além da expectativa do consumidor, as lojas também aguardam bons resultados este ano.

E-commerce reaquecido, expectativas altas

O cenário caminha a passos lentos para uma normalização e, por consequência, diminuição de restrições aos consumidores. Isso significa que eles podem voltar a realizar compras no varejo tradicional. O comércio tem buscado maneiras diferentes de atrair o público para as lojas. Apesar desta expectativa, acredita-se que a pandemia tenha forçado muita gente a se acostumar com o e-commerce. Ou seja: nem todos voltarão às lojas de forma presencial.

Fellipe Guimarães, CEO da Codeby, comenta sobre as expectativas. “Fatores como a vacinação em massa da população e o reaquecimento dos negócios após um longo período de restrições, ocasião e experiência voltam à pauta para muitos dos consumidores”, explica.

Outro dado interessante é referente a representação do público feminino, 56,7% dos compradores se identificaram como mulheres nas compras feitas na edição 2020. Pensando nesse importante e crescente público, a empresa paulista La Femme, referência no segmento de calçados flats com pedrarias no Brasil, tem criado campanhas diferentes para se conectar com seu público. Uma das ações organizadas pela empresa é o investimento na personalização de peças com a inicial do nome da cliente.

Silvia Barboza, diretora da La Femme, concorda com a expectativa demonstrada pelo estudo. “Temos investido em diversificar a comunicação com nossas clientes e atrair o público da região para a nossa loja física, na qual disponibilizamos a impressão das iniciais de seu nome no calçado. Em nosso e-commerce temos um programa de desconto e frete grátis. Acreditamos que nesta Black Friday alcancemos um crescimento de 20% das vendas comparadas com o mesmo período de 2020”, diz com otimismo.

A tendência é que exista maior competitividade, principalmente no meio online após a transformação digital de tantas marcas. A sofisticação do ambiente e a necessidade de diferenciação fará com que muitas empresas recorram à tecnologia para fornecer experiências únicas e inovadoras, bem como unificar canais.

Em 2021, a Black Friday está marcada para acontecer no dia 26 de novembro.

La Femme

A La Femme é referência no segmento de calçados flats com pedrarias no Brasil. Com um parque fabril de 2.500 m², a marca produz para mais de 1.000 lojas multimarcas em todos os estados do Brasil e no mundo, como África do Sul, Bolívia, Colômbia, República Dominicana, Equador, Emirado Árabes Unidos, Estados Unidos, Paquistão e Paraguai. Com produção diária de 1.500 pares, a La Femme já produziu e distribuiu mais de 3,5 milhões/pares no mercado nacional e internacional. Saiba mais: www.lafemmecalcados.com.br

Codeby

Há mais de 7 anos no mercado de tecnologia, a Codeby contribui diariamente para o crescimento de negócios online de diversos segmentos e portes. Empresa apaixonada por tecnologia, motivada a buscar constantemente as melhores e mais completas soluções através de desenvolvimento de e-commerce, plataformas e funcionalidades. Clientes: Shoulder, Lego, Valisere, CIA. Marítima etc. Países em que a empresa está presente: México, Romênia, Chile, entre outros.

2021-10-21T10:56:51-03:00outubro 21st, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Agência Brasil – Varejo paulistano cresceu 33,8% na primeira quinzena de outubro

O varejo paulistano registrou alta de 33,8% na primeira quinzena de outubro na comparação com o mesmo período de setembro, segundo Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base em amostra da Boa Vista S.A. No entanto, o varejo não recuperou os patamares anteriores ao período da pandemia.

A entidade avalia que o resultado desse mês foi impulsionado pelas compras de presentes para o Dia das Crianças e pelas vendas no e-commerce. De acordo com o economista da ACSP Marcel Solimeo, o resultado está alinhado com pesquisa anterior que havia apontado a intenção de 35,7% dos brasileiros em presentear os filhos na data.

“O indicador é sempre melhor em outubro porque há uma data comemorativa e, naturalmente, possibilita maior movimentação para o varejo”, explicou.

Dados preliminares da ACSP, comparando a primeira quinzena de outubro deste ano com o mesmo período de 2020, apontam para alta de 17,6% nas vendas do varejo. Considerando os meses de setembro de 2021 e 2020, houve alta de 24,4%, segundo a entidade.

Segundo Solimeo, apesar de positivos, os números não atingiram o mesmo patamar registrado em 2019, ou seja, antes dos impactos do período de pandemia. Na comparação entre os meses de setembro de 2019 e 2021, houve queda de 2,6% nas vendas. O resultado preliminar de outubro de 2021 – considerando os primeiros 15 dias -, em comparação com o mesmo período de 2019, mostrou recuo de 0,5%.

“Com menos restrições e mais tempo para se programarem, os consumidores estão aos poucos indo às compras. Assim, estamos recuperando o patamar de vendas anterior, mas não as perdas ocorridas durante a pandemia”, disse Solimeo.

O economista avalia que o crescimento efetivo só deve ser registrado a partir de dezembro. Para ele, o ritmo da vacinação, a retomada da confiança do consumidor para compras, a continuidade do auxílio emergencial e a oferta de crédito disponível no mercado são fatores que devem influenciar no indicador do varejo. “O auxílio emergencial tem ajudado até aqui os mais pobres e por isso é essencial que seja mantido. O fator negativo tem sido a inflação e o desemprego que continuam em patamares altos”, acrescentou.

Edição: Fernando Fraga

2021-10-21T10:54:39-03:00outubro 21st, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|
Ir ao Topo