Folha de S. Paulo – Natura vai estimular assinaturas para projeto de lei de proteção à Amazônia

Pela primeira vez na história da Natura, a companhia decidiu ajudar a coletar assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular em defesa da Amazônia.

A empresa vai estimular consumidores, funcionários e a rede de revendedoras a entrarem no esforço pelo projeto de lei chamado de Amazônia de Pé.

Serão todos incentivados pela Natura a buscar assinaturas, inclusive nas lojas da marca e em seus eventos.

O texto prevê a destinação de 57 milhões de hectares de florestas públicas na região para a sobrevivência do bioma e a segurança de povos originários, ribeirinhos, quilombolas, pequenos produtores extrativistas e da reforma agrária.

O movimento, que é liderado pela ONG Nossas com cientistas, especialistas e lideranças locais, pretende encaminhá-lo ao Congresso em 2023, após reunir 1,5 milhão de assinaturas físicas em cinco estados.

A medida, segundo a Natura, está em linha com seus mais de 20 anos de trabalhos na Amazônia. A empresa diz que seu modelo de negócio em parceria com as comunidades contribui para conservar 2 milhões de hectares de floresta e quer expandir para 3 milhões de hectares até 2030.

“É o começo de um processo que vamos mobilizar ao longo do ano. Vamos convocar as pessoas a assinarem fisicamente. Nós já apoiamos outros projetos de lei vinculados a sustentabilidade, e essa é a primeira vez que a empresa endossa um projeto de lei de iniciativa popular”, diz Denise Hills, diretora de sustentabilidade de América Latina da Natura &Co, que reúne as marcas Natura, Avon, The Body Shop e Aesop.

Segundo a executiva, já existe o site do Amazônia de Pé, onde as pessoas podem imprimir o formulário para fazer a assinatura física e enviar à organização pelo Correio. “Essa convocação é para todos. A gente já fez uma mobilização através das consultoras [revendedoras de produtos Natura] para que elas possam também fazer isso. A gente vê as consultoras como agentes de mobilização como qualquer pessoa. Nos somamos com as nossas consultoras e nossos colaboradores”, afirma Hills.

A empresa ainda está definindo como será feita a abordagem nas lojas. “Para assinar, é preciso ser físico. Tem que ter título de eleitor. Tem uma descrição do processo. Então, garantir que isso ocorra, a gente vai fazer essa mobilização em algumas iniciativas daqui até o fim do ano e garantir que a nossa rede de consultoras e lojas também possa se juntar a este movimento”, diz.

2022-07-29T11:28:28-03:00julho 29th, 2022|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

Agência Brasil – Petrobras reduz preço de venda da gasolina para distribuidoras

Medida entra em vigor nesta sexta-feira

A Petrobras reduz, a partir de amanhã (29), o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras de R$ 3,86 para R$ 3,71 por litro. A queda é de R$ 0,15 por litro. A medida foi anunciada hoje (28) a empresa.

Com isso, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição do combustível comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor cairá de R$ 2,81, em média, para R$ 2,70 a cada litro vendido na bomba.

Segundo a companhia, a redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina. Além disso, acrescenta a empresa, a medida “é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio de seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.

Informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor obtidas no site da Petrobras. De acordo com a companhia, o objetivo é “contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade”.

Edição: Nádia Franco

2022-07-29T11:20:15-03:00julho 29th, 2022|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Canaltech – Xiaomi e Polishop fecham parceria para venda de produtos

A Xiaomi anunciou uma parceria exclusiva com a rede Polishop para venda de dispositivos da gigante chinesa no Brasil. Em nota, a empresa destaca que a ação teve início com a chegada da Mi Smart Air Fryer e outros 25 produtos no dia 6 de julho, incluindo aspiradores robôs, câmeras de segurança, secador de cabelo e mais.

Consumidores poderão encontrar produtos da Xiaomi em 26 lojas físicas da Polishop espalhadas pelo Brasil. Produtos vendidos incluem aspiradores e aspirador robô, balança de peso inteligente, caixas de som, câmeras de segurança, fones de ouvido sem fio, itens inteligentes para casa como abridores de garrafa, além de espelho, barbeador elétrico, escova elétrica, secador de cabelo e mais.

“Estamos com expectativas positivas e confiantes de que essa parceria trará ótimos resultados a ambos e que vamos, em breve, aumentar o mix de produtos disponíveis nas lojas Polishop, além dos mais de 500 dispositivos inteligentes que já temos no Brasil, abrangendo diversas categorias”, reforça Luciano Barbosa, Head do projeto da Xiaomi no Brasil.

“Com essa parceria, reforçamos ainda mais essa vocação para sempre comercializar e entregar produtos diferenciados”, explica João Appolinário, presidente e fundador da Polishop. “Queremos seguir sempre como pioneiros no varejo e continuar investindo em grandes negócios como o firmado com a Xiaomi, que fabrica produtos eletrônicos inovadores.”

Um dos principais destaques promovidos pela parceria está na fritadeira Air Fryer Inteligente da Xiaomi, permitindo que usuários possam controlar o utensílio por aplicativo e comandos de voz para ajuste de temperatura e modos de uso.

“Altamente funcional, é possível fazer iogurte, desidratar frutas, carnes, além de ser um perfeito forno de micro-ondas ou forno elétrico”, destaca a Xiaomi. A fritadeira possui capacidade de 3,5 litros com temperatura máxima de 200°C. No site oficial, é vendida pelo preço sugerido de R$ 1.699.

2022-07-28T11:22:18-03:00julho 28th, 2022|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

Agência Brasil – Confiança dos serviços atinge maior patamar desde 2013, anuncia a FGV

Terceiro trimestre deve ser positivo, diz economista

O Índice de Confiança dos Serviços (ICS), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 2,2 pontos de junho para julho deste ano e atingiu 100,9 pontos, em uma escala de zero a 200. Foi a quinta alta consecutiva.

O indicador chegou ao seu maior nível desde setembro de 2013, quando somou 101,5 pontos. É a primeira vez, também desde setembro de 2013, que ele superou os 100 pontos.

Expectativas

O resultado foi provocado pelas melhoras nas percepções em relação tanto ao presente quanto ao futuro. O Índice da Situação Atual avançou 2,7 pontos e chegou a 100,8, maior patamar desde novembro de 2012 (102 pontos). Já o Índice de Expectativas cresceu 1,6 ponto e atingiu 100,9 pontos, melhor resultado desde outubro do ano passado.

Para Rodolpho Tobler, economista da FGV, o período eleitoral pode elevar a incerteza na economia, mas as medidas de estímulo adotadas recentemente pelo governo devem resultar em um terceiro trimestre mais positivo do que inicialmente esperado.

Edição: Kleber Sampaio

2022-07-28T11:14:05-03:00julho 28th, 2022|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Hinode – Julho Sem Plástico: Hinode investe em refis para redução do material em suas embalagens 

Nos últimos meses, 78% do plástico já foi diminuído, além de impactar no bolso do consumidor

Julho é o mês dedicado à redução do uso de plásticos em embalagens e descartáveis. O movimento Plastic Free July, foi instituído em 2011, na Austrália, e ganhou força ao redor do mundo, fazendo um apelo para que toda a população reduza ao máximo a poluição plástica.

Em sintonia com o período, a Hinode lança este mês dois produtos com adaptação para refis: os sabonetes líquidos das linhas Mania de Alegria Kids e Mania de Alegria Baby. Os produtos, de uso contínuo, incentivam a reutilização de embalagens, diminuindo o uso de plástico em sua produção.

O novo formato é indicado para quem já possui as embalagens dos sabonetes, representando uma redução de plástico de 78% em relação à embalagem tradicional, apresentando também uma economia de até 20% no bolso do consumidor.

Atualmente, o Hinode Group, empresa detentora da marca Hinode, recupera 22% da massa de embalagens produzidas e vendidas por meio da aquisição de créditos de logística reversa, do Programa Dê a Mão para o Futuro, da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

Ainda sobre o tema, o grupo conta com o projeto próprio de logística reversa de embalagens pós-consumo, o Hinode Recicla, implementado na fase piloto em 15 franquias da marca, com ampliação nos próximos anos, excedendo as exigências do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Com apenas 3 meses de duração do programa, já foram coletados mais de 170kg  de materiais recicláveis, impactando 774 famílias que dependem da renda proveniente da reciclagem.

De acordo com o Relatório Anual de Sustentabilidade da companhia, em 2021, o Hinode Group promoveu uma redução de 23,08% do portfólio lançado no ano, representando 749.652 peças que deixaram de trazer itens que podiam ser eliminados, como válvulas e diminuição do consumo de papel nas embalagens. Além disso, 8,65% dos lançamentos utilizaram embalagens com plástico de fonte renovável, representando 36 toneladas de plástico proveniente da cana-de-açúcar.

Para Erica Pagano, VP de Produtos e Branding da Hinode, a empresa já nasceu com a abordagem ESG antes mesmo da sigla existir, mas em 2021 iniciou a mensuração de todos os atos do grupo, que foi publicado no início de 2022 em seu primeiro relatório ESG. “Tivemos acompanhamento de todos os processos dentro de grupo e um dos destaques que nos traz muito orgulho, que é o de mitigar cada vez mais a interferência no meio ambiente”, conta Pagano.

A VP também informa que atualmente, para um produto ser criado, é preciso considerar inovação, qualidade, segurança e meio ambiente, além da viabilidade técnica, econômica e o conceito. Todas as fórmulas existentes estão sendo aprimoradas para seguirem a evolução da ciência e das regulamentações dos órgãos sanitários.

SOBRE HINODE GROUP

Fundado em 5 de outubro de 1988, o Hinode Group nasceu como uma empresa de cosméticos de venda direta. Em 2008, transformou-se numa das primeiras companhias nacionais a investir no modelo de marketing de rede. Uma marca feita para pessoas que assumem o rumo de suas vidas, orientados pela paixão por desenvolver produtos e criar oportunidades. A categoria fragrâncias é o carro-chefe, com itens premiados. A Hinode conta com linhas feminina, masculina, infantil e bem-estar, oferecendo aos consumidores um portfólio de produtos essenciais e a beleza integral, que cuida de dentro para fora e de fora para dentro. Os itens da marca podem ser encontrados com consultores oficiais Hinode, no e-commerce da marca e, a partir de abril, no Mercado Livre.

2022-07-27T10:48:30-03:00julho 27th, 2022|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

Agência Brasil – FMI melhora projeção para crescimento do PIB do Brasil em 2022

Previsão subiu de 0,8% para 1,7%, segundo relatório divulgado hoje

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de forma expressiva a estimativa para o crescimento da atividade brasileira, neste ano, apesar das dificuldades enfrentadas pela economia global. Entretanto, passou a ver desempenho mais fraco em 2023.

Na revisão das estimativas em seu relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado hoje (26), o FMI passou a estimar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano em 1,7%, bem acima da taxa de 0,8% calculada em abril.

Para 2023, o relatório do FMI indica que a expansão da atividade será de 1,1%, 0,3 ponto percentual a menos do que o previsto em abril.

A estimativa do FMI, no entanto, ainda está um pouco abaixo da do governo, que calcula que o PIB brasileiro deve crescer 2%, neste ano. A previsão do Ministério da Economia para 2023 é de 2,5%.

A melhora do cenário para o Brasil ajudou a impulsionar a projeção para o crescimento da América Latina e Caribe, com o FMI vendo agora aumento do PIB da região de 3% este ano, 0,5 ponto a mais do que no relatório anterior.

Mas da mesma forma, a estimativa para a América Latina e Caribe no ano que vem piorou em 0,5 ponto, para 2%.

Economia mundial

De acordo com as previsões do FMI, o crescimento do PIB global desacelerará para 3,2% em 2022, ante uma previsão de 3,6%, divulgada em abril.

O crescimento mundial se recuperou em 2021 para 6,1% depois que a pandemia da covid-19 esmagou a produção global em 2020 com contração de 3,1%.

“A perspectiva piorou significativamente desde abril. O mundo poderá em breve estar à beira de uma recessão global, apenas dois anos após a última”, disse o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, em comunicado.

Entre os motivos que levaram o FMI a reduzir a projeção para o PIB mundial em 2022 em 0,4 ponto estão a inflação mais elevada em todo o mundo, desaceleração mais forte do que o esperado na China devido a novos surtos de covid-19 e repercussões negativas da guerra na Ucrânia.

Para a China, o fundo cortou as perspectivas de crescimento em 1,1 ponto para 2022 e em 0,5 ponto para 2023, indo respectivamente a 3,3% e 4,6%.

“Os riscos para o cenário são predominantemente negativos. A guerra na Ucrânia pode levar a uma interrupção repentina das importações de gás da Rússia pela Europa; pode ser mais difícil reduzir a inflação do que o esperado se os mercados de trabalhos estiverem mais apertados ou se as expectativas de inflação desancorarem”, destacou o FMI.

Edição: Kelly Oliveira

2022-07-27T10:44:49-03:00julho 27th, 2022|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Paraná Shop – A Pormade, maior indústria de portas do Brasil, vai investir R$ 24 milhões para ser uma empresa 100% sustentável, seguindo todos os parâmetros do ESG

A Pormade, maior indústria de portas do Brasil, desde o início do ano 2000 não usa mais nenhum tipo de madeira que não seja de florestas renováveis. Toda a matéria-prima utilizada é proveniente de chapas mecanicamente processadas. Para isso, a Pormade possui 520 hectares de área plantada.  Agora, a empresa está investindo pesado na geração de energia renovável e diminuição de emissão de gases de efeito estufa.

Um estudo prévio da Pormade demonstrou que a implantação inicial de apenas 2.400 placas já seria capaz de gerar 20% do consumo diário na unidade fabril, sendo o excedente gerado nos sábados e domingos, quando a fábrica não trabalha, diminuindo, dessa forma, a pressão sobre as usinas hidroelétricas. Atualmente, cerca de 3.200 placas já foram instaladas e o objetivo é encerrar 2022 com o total de 10 mil placas fotovoltaicas em funcionamento. O investimento total é de R$ 24 milhões com foco em transformar a Pormade em uma empresa 100% sustentável até o final da década.

“As placas fotovoltaicas estarão presentes em todo complexo, abrangendo área fabril e administrativa. Nosso projeto engloba a instalação de uma usina com capacidade de geração de 5 MW”, explica Claudio Zini, diretor-presidente da Pormade.

Ser uma indústria completamente digitalizada e sustentável é o foco central da Pormade. Para isso, a companhia segue investindo em diversas frentes, como a aquisição de uma nova linha de pintura, que permite a fabricação das portas com acabamentos amadeirados, mas sem utilizar lâminas de madeira.  Além disso, há uma preocupação em evitar os processos de pintura onde a tinta é pulverizada, dando preferência para os processos de aplicação com rolos, evitando desta forma a dispersão do produto na atmosfera.

Para ampliar ainda mais o processo de transformação digital, a empresa também contratará nos próximos meses uma equipe de desenvolvimento de software com mais de 50 programadores e investirá em novos equipamentos para pintura. “Tecnologia, inovação e sustentabilidade caminham juntas. Nossos investimentos estão direcionados em equipamentos, mas, acima de tudo, em pessoas”, reforça Zini.

Com um faturamento, em 2021, de R$ 300 milhões, a Pormade investe também em pessoas e produtos como estratégia competitiva. Para 2022, projeta encerrar com um crescimento de mais de 25% nos negócios.

Sobre a Pormade Portas

Fundada em 1939, a Pormade Portas é uma das maiores indústrias de portas do Brasil. Há mais de 80 anos, a empresa atua para manter a mais alta qualidade de seus produtos. Está localizada em União da Vitória (PR). A companhia conta, atualmente, com 900 colaboradores, 100% envolvidos em um processo de gestão inovador. Com grandes áreas de florestas plantadas e um parque industrial completo com 102 mil m² construídos, a Pormade controla toda a produção. A estrutura permite que a empresa tenha um dos melhores padrões de qualidade da América do Sul. Com um faturamento, em 2021, de R$ 300 milhões, a Pormade investe em pessoas e produtos como estratégia competitiva.

2022-07-26T10:13:18-03:00julho 26th, 2022|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

Agência Brasil – Estimativa do PIB da construção civil cresce pela segunda vez este ano

Ciclo de negócios em andamento tem garantido o ritmo de atividade

Pela segunda vez consecutiva neste ano, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aumentou a projeção do crescimento do Produto Interno Bruto da Construção Civil. As informações estão no estudo Desempenho Econômico da Indústria da Construção – Segundo Trimestre de 2022, divulgado hoje (25).

“Pelo segundo ano consecutivo a construção crescerá acima da economia nacional. Entretanto, mesmo considerando a alta de 3,5% do PIB em 2022, o setor ainda registra queda em seu PIB de 23,44% no período 2014 a 2022”, disse a economista da entidade Ieda Vasconcelos.

Ieda acrescentou que o ciclo de negócios em andamento, iniciado nos últimos dois anos, tem garantido o ritmo de atividade do setor. Para o segundo semestre é aguardado, também, um maior impacto do ritmo de atividades originário das famílias, com pequenas obras e reformas.

Outro ponto destacado pela economista são as novas medidas para o Programa Casa Verde e Amarela, que devem gerar um efeito positivo na atividade do setor. A expectativa é de que eles poderão começar a ser sentidos nos últimos meses do ano.

Outro dado divulgado pela CBIC é que nos últimos resultados do PIB, divulgados pelo IBGE, indicam que a construção civil, na série trimestre contra trimestre imediatamente anterior, com ajuste sazonal, cresce há sete trimestres consecutivos. “Essa sequência de números positivos ainda não tinha sido observada na série histórica do indicador, iniciada em 1996. Esses resultados fazem parte do ciclo positivo de negócios em andamento, que foi iniciado no terceiro trimestre de 2020” e mostram a importância do setor para o país”, disse Ieda Vasconcelos.

Problemas

O levantamento também mostra que pelo oitavo trimestre consecutivo o principal problema da construção civil continua sendo a falta ou o alto custo dos insumos. A taxa de juros elevada e a falta ou o alto custo do trabalhador qualificado também são destaques.

Segundo a pesquisa, da qual participaram mais de 400 empresas, a falta ou o alto custo de matéria-prima foi o principal problema citado por 47,7% dos empresários. A taxa de juros elevada foi destacada por 29,8% dos entrevistados. Já a falta ou alto custo do trabalhador qualificado foi relatada por 20,3%.

“De acordo com Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os três insumos que mais sofreram aumentos nos custos entre julho de 2020 a junho de 2022 foram vergalhões e arames de aço ao carbono (99,60%); tubos e conexões de ferro e aço (89,43%) e tubos e conexões de PVC (80,62%)”, detalhou a CBIC.

Empregos

O mercado de trabalho no setor continua gerando resultados positivos e em patamares mais elevados do que os observados no período pré-pandemia. Os resultados dos primeiros semestres de 2021 e 2022 são os melhores para o período desde 2012, quando se analisa a série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do novo Caged.

“Em maio deste ano, o número de trabalhadores com carteira assinada alcançou o maior patamar desde novembro de 2015. Além disso, o mercado de trabalho formal alcançou resultados positivos em quase todos os estados, sendo São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, os destaques na geração de novas vagas na construção”, detalhou a CBIC.

O setor já gerou mais de 430 mil novas vagas com carteira assinada no período pós-pandemia (entre março de 2020 a maio de 2022). A construção de edifícios representou mais 175.640 novas vagas. Obras de infraestrutura, 93.961 e serviços especializados para a construção 166.368.

Atividade

Conforme a Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela CNI, com o apoio da CBIC, o setor, com a contribuição de todos os seus segmentos (construção de edifícios, serviços especializados para construção e obras de infraestrutura) encerrou o primeiro semestre de 2022 com o maior patamar de atividades desde outubro de 2021. A economista da CBIC ressalta que, em junho, o patamar alcançado é o maior para o período desde 2011 e supera, inclusive, o bom desempenho de 2021.

“O bom desempenho da construção exerce efeito positivo em toda a economia nacional, em função da sua extensa cadeia produtiva. Isso significa que mais atividade na construção, é mais renda, mais emprego e mais geração de tributos em toda a economia nacional. E isso merece ser destacado. Num momento em que o país busca consolidar o seu processo de crescimento, a construção civil segue se destacando e contribuindo de forma estratégica”, ressaltou Ieda Vasconcelos.

Edição: Fernando Fraga

2022-07-26T10:10:50-03:00julho 26th, 2022|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Diário Gaúcho – Conheça as estratégias das revendedoras

Mais que escolher um bom produto, é preciso saber ganhar os clientes e driblar a concorrência. Por isso, o DG conversou com quem já está no mercado e ouviu dicas de especialistas para ajudar quem está começando

Aos 35 anos, Jamille Marcon, moradora do bairro Glória, em Porto Alegre, conta que sempre teve afinidade com a área de vendas. Desde adolescente, envolveu-se com a comercialização e produção de semijoias. E, ao longo do tempo, foi se qualificando e tendo ideias.

No trabalho de conclusão de curso da faculdade de Administração, chegou a construir o projeto de uma empresa com atuação no ramo. Ou seja, tinha tudo certo no papel, faltava apenas colocar em prática. Tal tarefa ficou a cargo da pandemia e da crise econômica em 2020.

– Eu venho de uma família muito humilde e sabia que dentro da periferia nada parou de funcionar. As pessoas não tinham como parar de trabalhar, mas muitas precisaram – conta.

Dessa percepção e da vontade de ajudar outras mulheres na obtenção de uma renda, nasceu a Ellegance, empresa criada por Jamille para recrutar, treinar e agenciar revendedoras de semijoias. Ela explica como funciona:

– Eu dou o produto, o marketing, a qualificação, a maquininha de cartões. Em resumo, invisto nessas mulheres. E, ao contrário de outras empresas que fazem isso, elas não precisam comprar o produto de mim para poder revender. Eu dou tudo consignado, e essas revendedoras só pagam pelo que é vendido.

Atualmente, Jamille tem uma equipe de 150 revendedoras e acabou de adquirir um espaço próprio para a empresa – que, até então, funcionava dentro da sua casa. O resultado, rápido e expressivo, reflete o movimento das vendas por relacionamento (ou vendas diretas) durante a pandemia. Ainda em 2020, o setor movimentou mais de R$ 50 bilhões, representando um crescimento de 10% sobre o ano de 2019. Os dados são da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD).

A entidade aponta ainda que 57,8% de quem empreende realizando vendas por relacionamento é do sexo feminino. Para Jamille, a aposta é a de que a atividade contribui para a independência financeira das mulheres.

– Vejo muitas meninas que engravidaram e casaram na adolescência, não concluíram os estudos e não trabalhavam, iniciando nessa atividade. E com as vendas, elas encontram uma certa liberdade, voltam a estudar, adquirem aquilo que gostariam. Muitas acabam até se divorciando quando se percebem mais independentes – revela.

O pontapé para o negócio próprio

Para Priscila Guardiola, 32 anos, a revenda das semijoias foi essencial. Moradora do bairro Oriçó, em Gravataí, conheceu Jamille quando administrava, junto com seu marido, um minimercado na cidade. Logo se interessou pela possibilidade de comercializar os acessórios. A ideia inicial era combinar a renda com sua segunda ocupação, a de depiladora.

– Eu sempre atendi em casa. Então, comecei a vender assim. Levava a maletinha, vendia pelas redes sociais e aqui no condomínio em que eu moro – explica.

De início, ela conta, o volume de vendas não era tão alto, ainda que parecesse satisfatório. Somente depois de um tempo que Priscila percebeu o potencial que o empreendimento tinha. Então, começou a ler sobre o assunto, estudar, aperfeiçoar técnicas e a “abrir a mente”, como define.

– Eu ia pesquisando sobre tudo que vendia. Como se chamava tal pedra, determinado estilo de argola. Aprendi muito sobre as semijoias e também estudei para fazer fotos legais, postar e chamar atenção – conta.

Foi quando a renda começou a crescer, e a vida profissional dela mudou. Hoje, o mercadinho é administrado apenas pelo marido de Priscila, e ela tornou-se sócia de um estúdio de beleza. Com a conquista, avalia:

– Não desistir é fundamental. Vi muitas mulheres que começaram e pararam depois de dois ou três meses. É preciso seguir, ter metas, ser persistente.

Do escritório para a venda direta

Há mais de 20 anos, Adriana Jung, moradora do bairro Petrópolis, na Capital, deixou o escritório em que trabalhava para ser revendedora Natura. Com isso, tornou-se parte de um grupo que representa 52% de quem trabalha com vendas por relacionamento, segundo a ABEVD: o de revendedoras de cosméticos e produtos de beleza. Inicialmente, o plano dela era ter mais tempo para a família e buscar a realização na área que tinha mais afinidade.

– Meu projeto era engravidar, e até sabia que não trabalharia menos, mas queria mais liberdade de horários. Sou revendedora há 27 anos, ou seja, já tinha essa ocupação, mas não como a minha principal – diz.

Hoje, aos 50 anos, ela mantém a revenda de produtos de beleza como sua única ocupação “bem ocupada”, classifica. É que Adriana foi se aperfeiçoando: começou montando grupos de vendas, expandindo a atuação e, atualmente, faz até eventos. Neles, demonstra os produtos e trabalha o relacionamento com os clientes. E o resultado garante a ela mais que o sustento, dá também a realização. Sem hesitar, conta o quanto gosta de sua atividade, ainda que demande muito tempo e esforço:

– Em todos esses anos, ganhei um carro pelas vendas, viagens. Então, preciso dizer que trabalho muito. Na maioria dos dias, começo às 7h e termino por volta das 19h. Mas consegui minha realização, financeira e pessoal.

Para Adriana, a dedicação é a chave do sucesso de quem trabalha com vendas diretas. Estar disponível para os clientes, para ouvi-los e dar um tratamento atencioso são pontos que salienta serem fundamentais na atividade. Tudo feito a fim de se construir uma relação de confiança.

– Não é como muitos pensam, trabalhar o quanto quiser e quando quiser. Quem pensa assim não prospera. E também é necessário sempre aprender. Na pandemia, eu precisei quase parar de trabalhar e tive que me reinventar – define.

Outra dica diz respeito à organização financeira. Adriana considera fundamental separar as duas figuras: a pessoa e a empresa. E alerta:

– Não é porque você vendeu muito em um mês que o dinheiro é todo seu. É necessário estar sempre atento ao que é preciso investir para aprender. Nunca se pode dizer que não há mais para se fazer.

Como construir o relacionamento

– A venda por relacionamento baseia-se no elo de confiança entre as duas partes. A chave não é vender sempre, mas estar na hora certa e no lugar certo quando o cliente quiser comprar algo – diz Emerson Reis, professor de Marketing e Vendas do Senac de Novo Hamburgo.

E a relação construída com os clientes, ele alerta, não pode servir apenas para concretizar as vendas. É preciso que esse relacionamento seja uma fonte de dados sobre os clientes, que ele permita a quem vende conhecer mais o consumidor.

Emerson aponta que os empreendedores da área devem saber quem é seu público-alvo, criar uma estratégia e seguir um método. Após conseguir o cliente e fechar a venda, é preciso analisar, ver o que deu certo e adaptar o que ainda não está em sua melhor versão.

– Não se pode trabalhar baseado em achismos. Tem de fazer nem que sejam duas perguntinhas, o básico para saber quem é o cliente, por que está comprando ou por que deixou de comprar – orienta.

A necessidade de conhecer bem seus clientes é um ponto destacado também pela diretora de marketing de relacionamento da Avon Brasil e América Latina, Ana Carolina Albuquerque. Ela diz que, atualmente, a busca por um relacionamento com os clientes não requer proximidade física.

– Uma das formas de aumentar os resultados é se capacitando, especialmente para atuar de forma digital por meio de cursos e treinamentos. Nós constatamos que as representantes que utilizam as ferramentas virtuais têm um volume maior de pedidos, se comparadas às não digitais – ela explica.

Guia para vender bem

Produto: conheça bem o que está vendendo. “Nada melhor do que você contar para seus clientes os benefícios de um produto ou que eles possam ver a diferença em você”, salienta Ana Carolina.

Cliente: saiba tudo sobre ele, pergunte do que gosta ou não, por que está comprando e o que pode estar desagradando-o.

Comportamento do consumidor e do mercado: esteja atento às mudanças. E sempre se questione se o seu produto ainda atende às necessidades do cliente. Uma boa fonte sobre o assunto é o site ecommercebrasil.com.br.

Redes sociais: comunique-se através delas e aproveite os dados que elas produzem. No Instagram, por exemplo, a ferramenta Insights oferece informações sobre interações para perfis comerciais.

Tempo: gerencie-o bem, organizando-se para atender a prazos de entrega, pagamentos e outras demandas.

Dinheiro: mantenha registrados seus gastos e pagamentos recebidos. Separe o que é o seu lucro e uma parcela para investir em alguma melhoria.

Futuro: planeje-o. Tenha um plano de ação e monte alternativas para cenários bons e ruins, pois quando seu negócio crescer ou houver problemas, você já saberá o que fazer.

Inteligência emocional: esteja preparada para ouvir mais ‘não’ do que ‘sim’. “A tendência é vendermos para menos de 50% das pessoas que atingimos. E isso é normal”, frisa Emerson.

Fonte: diretora de marketing de relacionamento da Avon Brasil e América Latina, Ana Carolina Albuquerque, e professor de Marketing e Vendas do Senac de Novo Hamburgo Emerson Reis

Disponível em: Diário Gaúcho.

 

2022-08-01T11:01:47-03:00julho 25th, 2022|Categories: ABEVD na mídia|

Mirian Gasparin – Natura Lança Programa ‘Avante’ Para Acelerar A Carreira Dos Colaboradores Negros No Brasil

Dando sequência às ações para promover diversidade, equidade e inclusão nos seus times, o grupo Natura &Co – formado por Natura, Avon e The Body Shop – criou o Programa Avante com o intuito de acelerar a carreira dos colaboradores que se autodeclaram pretos ou pardos. A proposta é aumentar a presença de pessoas negras em posições gerenciais da equipe no Brasil, valorizando e estimulando a potência desses profissionais de forma cuidadosa, assertiva e responsável.

O grupo Natura &Co que valoriza a diversidade como fonte de riqueza, tem como ambição que seus times reflitam a a composição das sociedades em que opera, e para tanto estabeleceu entre as metas urgentes do seu Compromisso com a Vida fazer com que pelo menos 30% de pessoas de grupos subrepresentados (pessoas pardas ou pretas, PcDs, comunidade LGBTQIA+) ocupem cargos de liderança até 2030.

Para Milena Buosi, gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão de Natura &Co América Latina, essa é uma forma de impulsionar o desenvolvimento integral e equitativo dos colaboradores. “Nossos negócios devem ajudar a transformar a sociedade, tornando-a mais justa, próspera e com oportunidades para todos. Programas como esse buscam enfrentar as desigualdades ao mesmo tempo em que investem na promoção de uma liderança cada vez mais diversa, que valorize diferentes contribuições, pontos de vista e características das pessoas. Dessa forma, promovemos um processo de tomada de decisão cada vez mais pautada na pluralidade”, explica.

Programa Avante

Criado para endereçar os desafios adicionais de desenvolvimento de carreira enfrentados pelas pessoas negras ao mesmo tempo que valoriza as trajetórias individuais como alavancas desse processo, o Avante está dirigido aos colaboradores que fazem parte das quatro empresas do grupo Natura &Co, e tem entre os pré-requisitos de participação residir no Brasil, se autodeclararem negros ou pardos, e que, dentro da estrutura da organização estejam a um passo de alcançar uma posição gerencial. A seleção das pessoas é feita com base em fatores que representem as suas aspirações de crescimento, agilidade de aprendizagem e seu histórico de performance. Nesta fase inicial o programa contempla 30 vagas.

Com duração de um ano, o programa oferece jornadas de desenvolvimento individual por meio de mentorias e coaching, e coletivo por meio de workshops e encontros, bem como jornadas de desenvolvimento diretamente com a alta liderança do grupo Natura &Co, além da possibilidade de aprender ou melhorar a fluência em um novo idioma, sendo que todo o processo é customizado.

“Queremos dar suporte aos nossos colaboradores para que desenvolvam de forma acelerada habilidades e competências para ocupar posições de liderança no curto e meio prazo, de forma que esse desenvolvimento se reflita nas avaliações de performance ao longo do processo e se torne em alavanca para esse movimento de posição. É uma jornada em constante evolução na qual cada passo importa, mas sabemos que ainda há um grande desafio pela frente, por isso, para atingirmos nosso objetivo contamos com parceiros como a Singuê que tem nos apoiado na criação de iniciativas que visam acelerar a carreira de pessoas negras no mercado de trabalho”, conclui Milena Buosi.

Para a construção da jornada de desenvolvimento individual e coletiva dos participantes, a Natura &Co conta com a parceria da consultora especializada Singuê, que realizou um diagnóstico corporativo prévio em que contou com a contribuição de lideranças e áreas chave da organização.
Com programas como o Avante, o grupo Natura &Co capitaliza aprendizados da gestão da causa de equidade e inclusão feminina tanto na Avon, como na Natura. Essa jornada permite que a organização desenvolva ações afirmativas estruturadas e orientadas a potencializar ao máximo o desenvolvimento de seus colaboradores.

2022-07-25T10:47:30-03:00julho 25th, 2022|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|
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