A Presidente Executiva da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), Adriana Colloca, participou na manhã da última quinta-feira (14.05) do Webinar “Vendas Diretas: Como continuar vendendo durante a crise do coronavírus”, promovido pela ClearSale, empresa de soluções antifraude para setores como e-commerce, vendas diretas e telecomunicações.

Adriana iniciou sua participação explicando que todos os setores da economia, em âmbito mundial, foram afetados pela pandemia do coronavírus. No entanto, o setor de Vendas Diretas, ao contrário do varejo tradicional, continuou operando.

“Principalmente porque a divulgação e a própria venda do produto podem ser feitas pela internet, pelas mídias sociais. Temos incentivado muito que a força de vendas faça uso de aplicativos e de toda a tecnologia possível para divulgar seus produtos e continuar vendendo. É um dos melhores momentos para investir no ramo”.

Motivos de sucesso
A Presidente Executiva da ABEVD afirmou que o setor de vendas diretas cresceu de forma expressiva na América Latina como um todo e no Brasil. Ela acredita que esse crescimento se deve a alguns fatores demográficos e específicos do Brasil.

“O consumidor brasileiro valoriza muito a questão da confiança na hora da compra. Nas grandes cidades, valoriza a questão da praticidade e economia de tempo. O Brasil é um país com dificuldades de logística. Há produtos, como batons por exemplo, que são entregues de canoa. Muitas vezes, a mercadoria chega aonde outro tipo de varejo não entregaria”.

Outro interesse em empreender, segundo Adriana, viria do alto índice de desemprego. “A venda direta é uma atividade onde a pessoa pode, com baixo custo, iniciar seu trabalho e ir crescendo aos poucos. Além de tudo, a venda direta oferece um suporte a todas aquelas barreiras que o empresário normalmente tem no Brasil, como a questão financeira. Muitas vezes, o kit inicial custa de 100 a 200 reais e as empresas garantem a compra desse produto caso haja desistência da atividade”.

O setor oferece outros suportes para vencer as principais barreiras do empreendedorismo, como a identificação do público, do produto e do serviço, treinamentos e questões legais e tributárias. A ABEVD possui ainda um código de ética que regulamenta a atividade de venda direta e que foi inspirado nas regras da Associação Mundial de Vendas Diretas.

O webinar contou ainda com as participações de Rodolfo Ribeiro, Executivo Comercial da ClearSale, e de Pedro Monteiro, Product Manager da Mundipagg.