Mais de 48% dos empreendedores que atuam na área de venda direta no Brasil são jovens de 18 a 29 anos. É o que aponta um estudo Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas. De acordo com a pesquisa, os jovens aproveitaram o boom de aplicativos e internet para a venda dos mais diversos produtos.

Adriana Cólloca, presidente executiva da associação, diz que durante a pandemia a prática acabou ganhando força, muito devido ao isolamento social que incentivou o setor. Segundo ela, empresa que já tinham canais de tecnologia fizeram maior divulgação de seus serviços por redes sociais, principalmente, no período de isolamento social.

Os dados são referentes a empreendedores independentes que atuam com Vendas Diretas e são seus próprios chefes. Esses jovens não trabalham com carteira assinada, logo não tem direito a benefícios como férias, 13°, FGTS e eventual seguro-desemprego. A pesquisa aponta ainda o crescimento de homens nesse mercado em 42% em relação ao mesmo período do ano passado.

Também houve mudanças nos meios de divulgação dos produtos, aplicativos como WhatsApp e as redes sociais hoje são os mais utilizados. Adriana Cólloca afirma que a facilidade com a tecnologia acabou contribuindo para o aumento dos jovens nesse setor.

A venda direta é uma forma de driblar a falta de vagas formais de trabalho. A pesquisa mais recente do IBGE concluiu que o país tem 14,8 milhões de desempregados. Na faixa etária de 14 a 17 anos, 46% estão em busca de trabalho. E, de 18 a 24 anos, o desemprego afeta 31% das pessoas. Hoje no Brasil, os jovens são a maior parcela das pessoas que vivem o chamado desemprego de longo prazo. É quando a pessoa passa mais de dois anos direto procurando uma colocação no mercado.

Edição: Roberto Marques Piza / Guilherme Strozi

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