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Novo crédito da Caixa vai beneficiar milhões de trabalhadores autônomos

Lançado nessa segunda-feira, o Crédito Caixa Tem pode ser solicitado, recebido e pago por aplicativo

A Caixa Econômica Federal lançou, nesta segunda-feira (27/09), o “Crédito Caixa Tem”. O programa disponibilizará duas linhas de crédito, ambas, com o valor de contratação que varia de R$ 300 a R$ 1000, taxa de juros de 3,99% e com o pagamento em até 24 vezes.

O que difere as linhas são as destinações dos recursos, o Crédito Caixa Tem Pessoal é um empréstimo livre para que o cliente utilize de acordo com sua necessidade, e o Crédito Caixa Tem para o Seu Negócio será destinado a despesas com as empresas, como aluguel, pagamento de fornecedores, contas de água, luz, internet, compra de matérias-primas etc.

A nova linha de crédito foi projetada para abranger um grande número de trabalhadores informais que não estão com acesso ao sistema bancário formal. “O que estamos fazendo nessa fase é ajudar as pessoas que estavam recebendo o auxílio emergencial e outras também, a grande maioria informal, que quando vão tomar um crédito elas pegam [com juros] a partir de 15% ao mês, fora do sistema financeiro”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

“Com o tempo, outras instituições poderão atuar com esse público, como reflexo da concorrência de mercado”, conclui Guimarães.

Como faço para participar?

Primeiramente, se já possui acesso ao Caixa Tem, é necessário atualizar o aplicativo no seu celular, e em seguida, o cadastro. Depois de digitalizar o documento de identidade e enviar uma foto do rosto, em até 10 dias a avaliação do cadastro será concluída.

Quando a possibilidade de crédito for aberta de acordo com a data do seu aniversário, poderá ser realizada, pelo aplicativo, uma consulta do possível limite a ser disponibilizado e fazer uma simulação. O empréstimo será creditado na Poupança Digital, assim como as parcelas de pagamento.

Confira as datas:

  • Nascidos em março e abril: 18 de outubro
  • Nascidos em maio e junho: 8 de novembro
  • Nascidos em julho e agosto: 29 de novembro
  • Nascidos em setembro e outubro: 13 de dezembro
  • Nascidos em novembro e dezembro: 27 de dezembro

Não tenho Caixa Tem

Se não possui uma conta digital no aplicativo Caixa Tem, a partir de novembro, poderá solicitar acesso às linhas de crédito disponíveis do banco. A inclusão de novos usuários também obedecerá ao mês do aniversário, confira:

  • Nascidos em janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho: 8 de novembro
  • Nascidos em julho e agosto: 29 de novembro
  • Nascidos em setembro e outubro: 13 de dezembro
  • Nascidos em novembro e dezembro: 27 de dezembro

Fonte: Agência Brasil

 

2021-09-28T12:37:02-03:00setembro 28th, 2021|Categories: ABEVD News, Notícias do Setor|

NeoFeed – Para XP, a Natura está montando um exército de microinfluenciadoras

A Natura&Co, dona das marcas Natura, Avon, The Body Shop e Aesop, tem treinado as suas consultoras e representantes de vendas para atuar com mais força nas redes sociais e tem em mãos a possibilidade de transformá-las em um “exército de microinfluenciadoras”, segundo a XP Investimentos, que começou a cobrir a empresa, em relatório das analistas Danniela Eiger e Marcella Ungaretti, obtido em primeira mão pelo NeoFeed.

Na avaliação da XP, o trabalho da Natura&Co é um reforço à estratégia da venda direta – a tradicional interação presencial entre as vendedoras e as consumidoras. Nas redes sociais, o que tem ganhado força é o social commerce, nome que se dá a uma compra que é efetuada após o cliente ser impactado por alguma comunicação da marca, de vendedores ou de influenciadores.

“O social commerce é uma espécie de interpretação digital da venda direta, em nossa visão”, diz Daniella, ao NeoFeed. “E a venda direta segura bem em tempos de crise, pois se torna uma possibilidade de trabalho para autônomos, como os motoristas de Uber. Além disso, os produtos da Natura são direcionados a um público de classe alta.”

As duas analistas, no relatório, ressaltam que a principal estratégia ‘omnichannel’ da Natura&Co baseia-se em equipar suas consultoras “com um conjunto de ferramentas e soluções para permitir que suas vendas ocorram quando e onde o consumidor quiser”.

A Natura&Co, por exemplo, ​​tem oferecido uma biblioteca de imagens e vídeos desenvolvidos pela companhia que podem ser customizados e compartilhados para os consumidores por meio de Facebook, Instagram e WhatsApp.

Para as analistas, as consultoras e representantes podem ser “fundamentais para alavancar os recursos de social commerce da companhia, pois as vemos em fase transição para microinfluenciadoras omni.”

A XP ressaltou ainda que a Natura&Co tem uma forte presença nas redes sociais. A companhia tem 3,3 milhões de seguidores no Instagram, 15,2 milhões de curtidas no Facebook, 900 mil inscritos no YouTube e 336 mil seguidores no TikTok.

“Embora haja espaço para melhorar, principalmente nos seguidores do Instagram e assinantes do YouTube, em relação a O Boticário (que tem 8,8 milhões de seguidores no Instagram e 2,2 milhões de inscritos no YouTube), notamos que a Natura ​​tem uma forte presença em todas as plataformas de mídia social, com destaque para TikTok e Facebook”, escreveram as analistas.

Com essa estratégia, as vendas por canais digitais da Natura&Co devem chegar a representar algo entre 20% e 25% do total até 2023, estima a própria empresa.

Este é um dos pilares que levam a XP a recomendar a compra do papel da companhia, com um preço de R$ 65. Nesta segunda-feira, dia 27 de setembro, a ação fechou o pregão cotada a R$ 46,63, queda de 0,55%.

Outra base de sustentação para a expectativa de valorização da Natura&Co é a integração com a Avon. Adquirida em 2020, em um acordo de US$ 2 bilhões, a Avon tem potencial para crescer mais sob o guarda-chuva da Natura&Co, afirmaram as analistas.

“As sinergias entre as duas estão sempre sendo revisadas para cima, mesmo em anos de pandemia”, diz Danniela. “A Avon será o grande destravamento de valor da Natura.” Juntas, por exemplo, a Natura e a Avon tem 711 produtos de maquiagem, contra 484 para O Boticário, comparam.

Além disso, a Natura&Co é apontada pela XP como uma das empresas mais bem posicionadas em relação aos princípios ESG, em comparação às outras empresas cobertas pela corretora. “Desde 2007, por exemplo, a Natura é carbono neutra”, diz Marcella.

A Natura&Co é avaliada em R$ 64,2 bilhões. No segundo trimestre, teve lucro líquido de R$ 235 milhões, após prejuízo de R$ 392,9 milhões em igual período do ano passado.

2021-09-28T11:11:03-03:00setembro 28th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

O Globo – Precisamos falar sobre o futuro da Amazônia

Para manter a floresta em pé é preciso diálogo e ação conjunta. Por isso, durante o mês de setembro – Mês da Amazônia –, a Natura promoveu encontros virtuais com painéis que levaram dados, informações e caminhos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Tudo isso a partir da consciência de que é possível transformar desafios socioambientais em oportunidades de negócios.

O QUE FAREMOS DAQUI PARA A FRENTE

“Decisões pelo Planeta” foi o tema do painel mediado pela diretora editorial da plataforma Um Só Planeta, Sandra Boccia, que iniciou os diálogos ressaltando a importância de se criar uma lógica econômica que esteja a serviço das demandas contemporâneas e em linha com o capitalismo regenerativo.

João Paulo Ferreira, CEO do grupo Natura &Co para a América Latina e presidente da Natura, falou sobre a constatação mundial de que a conciliação de progresso econômico com desenvolvimento social e proteção ambiental não é somente uma obrigação moral, mas um imperativo econômico.

Nesse cenário, o executivo reforçou que as Empresas B – movimento global criado em 2006 nos Estados Unidos com o objetivo de redefinir sucesso na economia para que seja considerado não apenas o êxito financeiro – representam um avanço na consciência, pois apoiam o desenvolvimento das melhores práticas.

“Movimentos assim indicam caminhos e valorizam as empresas que já estão trabalhando para a conciliação econômica, social e ambiental. Todo mundo aprende junto. A partir daí, acredito que o próximo passo virá da valorização de externalidades no balanço das empresas”, destacou.

Maria Laura Tinelli, fundadora da Acrux Partners, lembrou que companhias, bancos e o setor financeiro têm se alinhado cada vez mais com o discurso da sustentabilidade, mas ainda preocupa a baixa velocidade com que esses acordos chegam à prática. “Por um lado, temos compromissos verbais sobre a importância da sustentabilidade nos modelos de negócios, mas, ao mesmo tempo, não acontece um avanço genuíno e demonstrado em relatórios publicados anualmente.”

Guilherme Leal, cofundador da Natura e integrante dos movimentos Coalizão Brasil e Concertação pela Amazônia, reforçou a importância de aumentar a atuação em rede e indicou a necessidade de inserir as vozes das comunidades tradicionais nos debates.

“Precisamos trazer todos à mesa para desenhar soluções e caminhar na construção de um futuro diferente. As redes são a base dessa transformação.”

A discussão ganhou ainda mais destaque com Adevaldo Dias, presidente do Memorial Chico Mendes. O líder socioambiental lembrou que a bioeconomia não pode ser dissociada da cooperação com as comunidades tradicionais e do respeito a elas. “Tive a oportunidade de acompanhar, aqui na Amazônia, a primeira iniciativa para fornecimento de insumos. O que fazemos juntos neste território hoje é um exemplo de atuação”, exemplificou.

“A relação com as empresas é superimportante, mas principalmente com aquelas que se preocupam também com a qualidade de vida das pessoas que estão fazendo a economia rodar”, concluiu.

Em debate do painel “Amazônia Viva”, Salo Coslovsky, professor associado na New York University e integrante do projeto Amazônia 2030, expôs dados de estudo que ilustra uma série de produtos compatíveis com a floresta que tem grande potencial de geração de riqueza – sem derrubar nenhuma árvore. “Há um mercado de quase US$ 180 bilhões no mundo, mas o Brasil captura apenas 0,2% dele.”

Salo ainda ressaltou que a participação do país no mercado global de exportação é de 1,3%. “Se os produtos [brasileiros] compatíveis com a floresta tivessem esse mesmo market share [do mercado global de exportação], a receita seria de US$ 2 bilhões. Então, estamos deixando isso na mesa ao não prestar atenção nessa possibilidade.”

O tema do desmatamento ilegal foi abordado na fala do engenheiro florestal e coordenador do MapBiomas, Tasso Azevedo. “Pelo menos 95% [do desmatamento atualmente] tem indícios de ilegalidade”, contou. “Por essa razão, um elemento muito importante é definir o uso dessas áreas a partir de lógicas sustentáveis.”

Ao longo da apresentação, a diretora de sustentabilidade da Natura &Co para a América Latina, Denise Hills, levou uma boa notícia para a discussão: o lançamento da plataforma PlenaMata, parceria entre Natura, MapBiomas, InfoAmazonia e Hacklab.

A ferramenta permite o monitoramento do desmatamento em tempo real e traz conteúdo informativo. O objetivo da iniciativa é chamar a atenção para o tema e mobilizar a sociedade para a conservação e regeneração da floresta.

Na esteira da valorização de modelos de negócios sustentáveis, o debate passou pelo protagonismo de comunidades extrativistas cujas lideranças são encabeçadas por mulheres, segundo frisou a representante da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas das Ilha das Cinzas (Ataic), Joaquina Barbosa Malheiros. “Muitas vezes, o trabalho da mulher é invisibilizado, mas temos a possibilidade de mostrar a importância delas tanto na renda familiar quanto na cadeia produtiva, aliando o trabalho agroextrativista com o acesso ao conhecimento. Assim, valorizamos as pessoas.”

ESCUDO PROTETOR

Reunindo pessoas que defendem a vida na Amazônia, o painel “Guardiões da Floresta” contou com a participação da cantora Liège; do influenciador José Neto, indígena kaeté; do ecologista peruano Gian Piero Mubarak; e do ilustrador João Queiroz, criador do  Amazofuturismo, que usa a arte para mostrar que é possível ter uma Amazônia que reúna ciência, arte, cultura, tradições e tecnologias.

Uma das novidades foi a parceria com a Secretaria de Cultura do Estado do Pará para canalizar um investimento de R$ 3,3 milhões para a economia criativa da região.

Representando a Natura, a vice-presidente de marca, inovação, internacionalização e sustentabilidade, Andrea Alvares, reforçou a atuação pioneira da companhia na Amazônia. Afinal, são mais de 20 anos.

“Desenvolvemos cadeias de sociobiodiversidade, parcerias com mais de 8 mil famílias, 40 bioativos, quase 28 mil pessoas conectadas a essa rede, com investimentos expressivos na região.” Na última década, a empresa ajudou a preservar 2 milhões de hectares de floresta.

O debate passou ainda pela discussão sobre o mercado de carbono – a Natura é neutra desde 2007, com ambição de chegar ao carbono zero até 2030.

A modelo Gisele Bündchen, embaixadora da causa Amazônia Viva e de Natura Ekos, marcou presença deixando um importante recado: “Juntos, podemos construir um futuro diferente com as nossas escolhas de hoje”.

2021-09-28T11:09:43-03:00setembro 28th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

Agência Brasil – Desemprego cai para 13,7%, revela pesquisa do Ipea

O desemprego recuou para 13,7% em junho, último mês do trimestre móvel iniciado em abril. O percentual foi atingido depois de ficar em 15,1% em março. Já a taxa de desocupação dessazonalizada, que exclui os efeitos das variações sazonais do conjunto de dados temporais de junho (13,8%), é a menor apurada desde maio de 2020.

Os números estão no estudo, divulgado, hoje (27), no Rio de Janeiro, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ele analisou o desempenho recente do mercado de trabalho, com base na desagregação dos trimestres móveis da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e em informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

A pesquisa do Ipea mostrou, ainda, que o crescimento recente das contratações tem ocorrido, principalmente, em setores que empregam relativamente mais mão de obra informal. Entre eles, estão o da construção, que registrou alta anual da população ocupada em 19,6%, a agricultura (11,8%) e os serviços domésticos (9%).

“Deu uma melhorada. É uma coisa que a gente já estava vendo no início do segundo trimestre. O desemprego está caindo porque a ocupação está crescendo. A ocupação está voltando e a gente está conseguindo uma redução do desemprego em um ambiente de aumento de PEA [População Economicamente Ativa]. Todas aquelas pessoas que saíram do mercado de trabalho por conta da pandemia estão voltando a procurar emprego. Mesmo com essa população voltando, ainda assim a gente está conseguindo reduzir o desemprego porque a ocupação está subindo”, disse a pesquisadora do Grupo de Conjuntura do Ipea, Maria Andréia Lameiras, em entrevista à Agência Brasil.

Outro dado do estudo é que, no segundo trimestre de 2021, na comparação interanual, a expansão dos empregados no setor privado sem carteira atingiu 16% e a dos trabalhadores por conta própria, 14,7%.

Ainda com base nos dados da PNAD Contínua, o aumento do emprego no segundo trimestre se espalhou por todos os segmentos da população, se comparado ao mesmo período do ano anterior, mas teve destaque o crescimento da ocupação entre as mulheres (2,2%), jovens (11,8%) e trabalhadores com ensino médio completo (7%).

Cenário difícil

Maria Andréia chamou atenção, no entanto, para o fato de que mesmo, com os resultados positivos, alguns indicadores importantes mostram que outros aspectos do mercado de trabalho brasileiro permanecem em patamares desfavoráveis. Ela destacou que a alta da ocupação tem ocorrido muito em cima da informalidade, o que não chega a surpreender porque foi o setor mais atingido pela pandemia. “São eles que estão voltando. A gente vê um crescimento grande do emprego sem carteira e do [emprego] por conta própria”, disse.

Acrescentou que, apesar do recuo pequeno na questão do desalento, ainda há a manutenção da subocupação em patamar elevado. “Essas pessoas até estão voltando ao mercado de trabalho, mas não na condição que gostariam de estar. Tem uma parcela grande da população que pode ofertar mão de obra, mas não está conseguindo espaço”, detalhou.

Além disso, há um dado preocupante que é o aumento do tempo de permanência no desemprego. Os microdados de transição extraídos da PNAD Contínua para a realização do estudo do Ipea, indicaram que o percentual de trabalhadores desocupados, que estavam nesta situação por dois trimestres consecutivos, subiu de 47,3% no primeiro trimestre de 2020 para 73,2% no segundo trimestre de 2021. A situação se agrava com o recuo da parcela de desempregados que obteve uma colocação no trimestre subsequente de 26,1% para 17,8% no mesmo período.

“A população que está procurando trabalho há mais de dois anos tem sofrido bastante e isso é ruim porque tem uma literatura grande de mercado de trabalho que mostra que, quanto mais tempo a população fica sem trabalhar, mais difícil é a volta ao mercado de trabalho. Quando acaba de perder um emprego a pessoa tem os contatos próximos e a facilidade de se realocar é mais rápida. Quanto mais tempo fica fora, vai perdendo produtividade e deixando de saber o que tem de inovação na profissão. Fica cada vez mais difícil a pessoa voltar e ela vai ficando obsoleta”, observou.

Pandemia

Para a pesquisadora, não é possível dizer que essa situação ruim do mercado de trabalho é só culpa da pandemia, porque já não estava tão bem. “A gente estava começando a melhorar, mas, quando veio a pandemia, ainda estava com taxa de desemprego alta, de desalento alto. A pandemia piora uma situação que já não era boa. Tanto que, quando a gente começa a olhar a ocupação voltando, está voltando ao nível pré-pandemia e não é uma situação que era confortável naquele momento. Ainda que esteja voltando para aquilo que era antes da pandemia, não é suficiente para dizer que a gente está com um mercado de trabalho razoavelmente bom”, especificou.

Perspectivas

De acordo com Maria Andréia, a expectativa é que o mercado de trabalho continue melhorando, com crescimento na ocupação, mas ainda com emprego informal. “O que vai puxar a economia nos próximos meses são os serviços e eles são intensivos em mão de obra informal. A gente vai continuar vendo a melhora da ocupação, mas ainda muito em cima da informalidade. Ainda que os dados do Caged, de fato, tenham mostrado um cenário melhor para o emprego formal, eles mostram, por exemplo, que a gente já superou o contingente de trabalhadores do mercado formal do início da pandemia, mas a PNAD ainda não. Pela PNAD, a gente ainda vai ver o mercado de trabalho puxado pela ocupação informal, com uma taxa de desemprego desacelerando lentamente”, avaliou.

Na visão da pesquisadora, se o auxílio emergencial, que tem previsão de terminar em outubro, não for prorrogado, sem essa renda os beneficiários terão que voltar ao mercado de trabalho, voltando a pressionar os indicadores. Isso só será diluído caso a criação de vagas seja superior ao número de pessoas que vão tentar voltar ao mercado de trabalho com o fim do benefício. Segundo ela, é isso que está ocorrendo atualmente, com o país conseguindo gerar mais vagas do que a quantidade da população que está voltando para o mercado.

“Por isso, a desocupação está caindo, mas está caindo muito pouquinho e vai continuar nesse ritmo de queda bem suave por conta dessa pressão da força de trabalho dessas pessoas que vão voltar para o mercado de trabalho. O ritmo de criação de emprego tem que ser muito maior, porque tem que gerar vaga para tirar quem hoje já está desocupado e para também abarcar essas pessoas que estão saindo da inatividade e chegando no mercado de trabalho na condição de desempregado”, disse.

Auxílio emergencial

Segundo Maria Andréia, se houver a manutenção do auxílio emergencial isso pode gerar alguma descompressão na População Economicamente Ativa (PEA). “Ainda assim vai ter uma PEA crescendo, só que de uma maneira um pouco mais suave, e a volta ao mercado de trabalho pode ser adiada por dois ou três meses, lembrando que mesmo que reduza, a gente ainda vai ter uma taxa de desemprego alta, porque ainda tem um contingente de trabalhadores desempregados, um emprego informal sem nenhum tipo de proteção e não está contribuindo para a Previdência”, afirmou, acrescentando que o emprego informal acaba refletindo no consumo, porque o trabalhador nesta condição não vai arriscar para fazer a compra, por exemplo, de bens de consumo duráveis.

Edição: Kleber Sampaio

2021-09-28T11:08:23-03:00setembro 28th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Diário do Comércio – Vendas do varejo crescem 3% em julho, aponta a CDL

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) divulgou, ontem, o resultado da pesquisa “Termômetro de Vendas”, que revelou o maior crescimento do comércio varejista da capital mineira para o mês de julho nos últimos seis anos.

O varejo de Belo Horizonte cresceu 3,06% em julho na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, dado que significa não só um alívio para o comércio em meio à pandemia da Covid-19, mas que demonstra uma elevação nas vendas não registrada desde 2015.

Segundo o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o resultado do levantamento foi uma surpresa positiva: “Nós esperávamos que o cenário melhorasse em relação ao ano passado, mas não assim. E julho é um mês normalmente fraco em Belo Horizonte, a cidade costuma ficar vazia”, aponta.

Desempenho do comércio no ano 

O Termômetro de Vendas mostrou, ainda, crescimento de 2,12% no acumulado dos primeiros sete meses deste ano em relação ao mesmo período de 2020. Considerando julho, ante o mês imediatamente anterior, a aceleração foi de 0,43%.

Para o presidente da CDL/BH, a evolução da vacinação dá mais segurança para as pessoas irem às compras, fator que se complementa ao hábito que lojistas e consumidores criaram de se relacionar virtualmente. Além disso, a reabertura do comércio, dos bares, restaurantes e locais de lazer têm sido determinantes para o crescimento, conforme Silva.

Entretanto, segundo Silva, apesar desses fatores e do aumento da empregabilidade na Capital, o que faz com o que dinheiro circule novamente, é necessário que a política econômica como um todo esteja mais ajustada. “Estamos acompanhando a inflação mais alta, a demanda global reprimida e o aumento dos juros. E isso prejudica diretamente as famílias que têm empréstimos. É necessário controlar esses pontos para que esse crescimento não fique manchado”, afirma.

Vendas por setor

Ainda de acordo com a pesquisa, entre junho e julho de 2021, os segmentos que apresentaram desempenhos mais significativos foram o de informática (1,53%), vestuário e calçados (1,48%), artigos diversos como brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, bicicletas e instrumentos musicais (1,4%) e papelaria e livrarias (1,09%).

Em relação aos setores que não acompanharam o ritmo de crescimento registrado nos meses estão os segmentos de eletrodomésticos e móveis (-1,43%), drogarias e cosméticos (-1,21%), material elétrico e de construção (-0,82%) e supermercados (-0,42%).

Como destaque, vestuários e calçados tiveram o melhor desempenho no acumulado do ano, sendo que, no comparativo entre janeiro e julho de 2021 e o mesmo intervalo do exercício passado, o setor cresceu 13,53% na Capital, seguido por artigos diversos (9,39%), drogarias e cosméticos (8,19%), material elétrico e de construção (7,16%), informática (3,3%) e supermercados (2,44%).

No acumulado do ano até julho, os comerciantes de eletrodomésticos e móveis e papelarias e livrarias tiveram, até o momento, os piores desempenhos, registrados como -6,43% e -5,7%, respectivamente.

Na comparação de julho de 2021 com o mesmo mês do ano anterior, os segmentos que apresentaram crescimento foram: vestuário e calçados (8,11%), artigos diversos (4,92%), veículos e peças (4,5%), informática (2,24%), papelarias e livrarias (1,78%) e drogarias e cosméticos (1,76%). Os segmentos que apresentaram queda foram: material elétrico e de construção (-1,36%), eletrodomésticos e móveis (- 0,64%) e supermercados (- 0,21%).

Consumidor está cauteloso no País

São Paulo – A confiança do consumidor brasileiro para as compras no comércio ficou estagnada em setembro. É o que revela o Índice Nacional de Confiança (INC), divulgado ontem pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Este mês, o índice registrou 74 pontos, mesmo valor de agosto. Considerando-se apenas o estado de São Paulo, o índice chegou a 75 pontos, dois pontos acima do registrado em agosto.

Segundo a ACSP, esse resultado interrompe a tendência que apontava para uma melhora do humor do consumidor brasileiro.

“As pessoas têm menos dinheiro por conta da crise causada pela pandemia, mas o consumo, que estava reprimido graças à falta de mobilidade urbana, está acontecendo normalmente”, disse o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa. “Entendemos que existe a cautela neste momento porque os reflexos da crise da Covid-19 ainda são muito sentidos”, explicou.

Comportamento – O Índice Nacional de Confiança vai de zero a 200 pontos e mede a visão e a segurança da população em relação ao país e às finanças e prevê, também, o comportamento dessas pessoas na hora da compra. Quando o índice soma abaixo de 100 pontos, indica pessimismo. Acima de 100 pontos significa otimismo.

Segundo a ACSP, o último registro otimista, marcando 100 pontos, ocorreu em janeiro de 2020, antes da pandemia do novo coronavírus.

A pesquisa ouviu 1.597 pessoas de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. (ABr)

2021-09-28T11:06:44-03:00setembro 28th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Agência Brasil – BNDES seleciona 25 startups para apoio financeiro gratuito

Vinte e cinco startups (empresas emergentes) receberão gratuitamente apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para alavancar seus empreendimentos. O anúncio foi feito hoje (27), no Rio de Janeiro, pelo banco, em parceria com o consórcio AWL (Artemisia, Wayra e Liga Ventures).

As 25 empresas foram selecionadas dentre 1.366 empreendimentos que se inscreveram no Programa BNDES Garagem – Negócios de Impacto, cujo objetivo é contribuir para a criação e aceleração de soluções de impacto social ou ambiental, estimulando o empreendedorismo e desenvolvendo empresas que produzam retornos de impacto positivo à sociedade e ao mercado.

O diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES, Bruno Laskowski, afirmou que os objetivos iniciais do programa foram alcançados, destacando a grande quantidade de inscrições e a multiplicidade das soluções apresentadas.

“Teremos 25 startups sendo aceleradas em todas as verticais priorizadas para o primeiro ciclo: sustentabilidade, saúde, educação, cidades sustentáveis e govtech. São negócios de todas as regiões do Brasil que trazem soluções para desafios sociais, ambientais e de produtividade, estimulando o ecossistema do empreendedorismo no país e transformando positivamente a vida dos brasileiros na última milha”, explicou.

O líder de Seleção do Consórcio AWL, Felipe Alves, observou que a seleção teve um olhar intencional para a diversidade. Dentro do grupo selecionado, cerca de 40% dos negócios têm mulheres como lideranças e 27% possuem lideranças autodeclaradas negras, salientou.

“Também percebemos um interessante grau de maturidade das startups de impacto, com muitas delas em estágio de tração e escala” disse. Acrescentou que, dentre as empresas emergentes selecionadas, destaca-se a presença de govtechs, que são startups que têm os governos como clientes como parte de seu modelo de negócio. “Um diferencial do programa é justamente poder apoiar startups que queiram gerar impacto via setor público também”, declarou.

Tração

As 25 empresas emergentes selecionadas participarão do estágio de tração, destinado a empreendedores com um produto já criado, mas que buscam apoio para dar os próximos passos e crescer. Durante quatro meses, elas receberão apoio do BNDES, do Consórcio AWL e de parceiros do mercado, para estimular seu crescimento e, também, para possíveis negócios e investimentos.

Do total de 1.366 empreendimentos, 600 se inscreveram para essa etapa. Os restantes 766 participantes se inscreveram para o estágio de criação, que apoiará até 20 negócios.

Ainda segundo o BNDES, os selecionados receberão todo o suporte necessário para desenvolver o Produto Mínimo Viável (MVP, sigla do inglês Minimum Viable Product), validar a solução no mercado, lançar a startup e conquistar os primeiros clientes.

A divulgação dos selecionados para esse estágio está prevista para outubro. Veja as 25 empresas selecionadas no link.

2021-09-28T11:03:34-03:00setembro 28th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Exame – Miguel Fernandez, CEO global da Tupperware: “Há futuro nas vendas diretas”

O mexicano Miguel Fernandez assumiu a cadeira de CEO global da Tupperware, marca de artigos para cozinha, em abril do ano passado, justamente na fase mais brava da pandemia. A missão de Fernandez é gerar mais valor em cima de uma marca poderosa — em muitos países, inclusive o Brasil, o termo Tupperware é sinônimo de potes de plástico de todos os tamanhos e formatos. A Tupperware está num bom momento para dar a guinada. As vendas globais da companhia sediada em Orlando, na Flórida, chegaram a 464 milhões de dólares no segundo trimestre de 2021, alta de 16% sobre o mesmo período do ano passado e acima da expectativa de analistas, de 460 milhões de dólares. Nos planos de Fernandez está a expansão do portfólio da marca para abarcar produtos feitos com outras matérias-primas para além do plástico, como panelas de aço e garrafas de vidro. Em outra frente, Fernandez quer incentivar a força de vendas da Tupperware a abrir lojas físicas para aumentar a exposição da marca. Na entrevista a seguir, Fernandez detalha esses planos e explica por que o Brasil é uma peça central estratégia da empresa.

A Tupperware é sinônimo de recipientes plásticos em muitos países, entre eles o Brasil. A empresa está crescendo. Qual é o desafio de uma empresa desse porte?

Miguel Fernández: A marca Tupperware de fato define a categoria de recipientes plásticos para alimentos em várias partes do mundo. Percebemos que o tamanho e o poder da marca são muito maiores que o tamanho da empresa e do nosso negócio. A marca é enorme mas o negócio não acompanha o mesmo tamanho. O desafio aqui é: como podemos expandir o negócio para o tamanho da marca? Fizemos uma análise e identificamos oportunidades justamente em colocar nossos produtos na mão de mais consumidores.

Que oportunidades seriam essas?

A primeira está nas vendas diretas. Como podemos melhorar as vendas diretas e sermos mais efetivos? Como podemos ter acesso a mais consumidores por meio do nosso canal de vendas diretas, usando treinamento e tecnologia para expandir bastante o negócio? A outra parte da oportunidade é que há consumidores no Brasil e no mundo que não gostam de comprar por meio de vendedores e preferem comprar diretamente em lojas ou no comércio eletrônico. Então a oportunidade que temos em todo o mundo é utilizar a marca em outros canais sem gerar atrito com os canais de venda direta. Assim, podemos nos tornar uma verdadeira empresa multicanal.

Há algum exemplo dessa estratégia já em vigor?

Um bom exemplo aconteceu há poucos dias no Brasil. Fizemos uma parceria com a varejista Carrefour para o programa de fidelidade deles. Se o cliente Carrefour gasta 50 reais, ganha uma estrela. Quando conseguir dez estrelas, tem acesso a um produto. Fizemos uma parceria com eles para ofertar um produto Tupperware com desconto ou a troca de produtos sem custo adicional a todos os consumidores que gastaram 50 reais no Carrefour. Nossa força de vendas ficou bem empolgada porque viram a exposição dos produtos na varejista e rapidamente os produtos acabaram por lá. Essa parceria B2B é o tipo de ação que queremos explorar ao redor do mundo para chegar a mais consumidores. O e-commerce também é parte da nossa estratégia porque sabemos que as novas gerações gostam de conveniência e estão sempre em frente ao computador ou com o celular e em poucos cliques compram seus produtos. Há ainda o grupo disposto a visitar uma loja física para comprar produto. Vamos usar nosso conhecimento para dar suporte aos nossos consultores de vendas a abrir lojas físicas também. Vamos ajudar a escolher pontos comerciais, mostrar as ruas com maior movimento e assessorar na parte financeira sobre o quanto será necessário investir no negócio. Queremos empoderar noss canal de vendas diretas para estimular a ida a também outros canais. O objetivo é ter, pelo menos, 100 lojas no Brasil em 2022. O país é enorme. Eventualmente, eu não me surpreenderia se, em três ou cinco anos, tivermos 300 ou 500 lojas em território nacional. O Brasil é um foco importante da nossa estratégia de levar a marca e os nossos produtos para os consumidores.

Essa é uma estratégia global da empresa ou será adotada só no Brasil?

É parte de uma estratégia global, mas o Brasil sairá na frente. No cenário global, temos os quatro principais mercados, e depois o resto. E esses quatro grandes mercados são China, EUA, México e Brasil. O Brasil está sempre entre os países a receber tudo primeiro. A razão é que nossos negócios no Brasil e no México estão entre os maiores e mais fortes. Tem algumas razões. Óbvio que somos uma empresa de vendas diretas, e brasileiros e mexicanos são muito sociáveis. O sistema de vendas diretas está muito ligado com a cultura local, com a forma como as pessoas vivem e do que gostam. E nós gostamos dessa coisa de proximidade. Mesmo que no último ano e meio não tenhamos tido essa proximidade toda por causa da pandemia. A questão é que temos uma grande população no Brasil e no México, e são mercados muito fortes para nós.

A Tupperware é conhecida pelos produtos de plástico. Isso vai continuar?

Também estamos explorando materiais diferentes. Não queremos que você fique com a minha única garrafa de água e jogue fora porque isso contamina o mundo. Queremos que você compre uma garrafa de Tupperware, com garantia vitalícia, e esta será a única garrafa que você terá para sempre. Existem alguns perfis de consumidores que não gostam de plástico. Então, vamos começar a produzir em vidro. Temos um hub de profissionais dedicados a entender o consumidor brasileiro em todas as suas necessidades. A ideia é desenvolver produtos para a cozinha do brasileiro, independentemente de ser de plástico ou não. Recentemente lançamos um polvilhador dedicado a ajudar as consumidoras brasileiras a fazer tapioca. Estamos lançando nossa nova linha, que se chama Tupperware Home, e, como você pode imaginar, haverá muitos produtos para o lar. É uma nova categoria com produtos de viés responsável e consciente com o planeta. Vamos expandir nossa atuação para outros espaços da casa. Os primeiros produtos desta linha são o Difusor Elétrico e os Óleos essenciais veganos. Ainda teremos outros produtos dentro da linha Tupperware Home e, uma outra novidade, será o lançamento da linha para pets, com muitas inovações. Os brasileiros amam pets. O Brasil será um dos primeiros países a receber esse produto.

Existe uma preocupação crescente com a utilização de qualquer tipo de plástico. Como você lida com essas preocupações?

Falar assim é muito fácil porque o plástico é algo muito genérico. O plástico correto é feito de resina. Existem algumas resinas completamente biodegradáveis. Então é um plástico, mas é como qualquer outro objeto que poderá ser reaproveitado. No caso dos produtos top, as resinas têm garantia vitalícia. Eu desafiaria qualquer um a dizer, “ok, o que você sabe que contamina mais o mundo?” Você vai usar o recipiente por toda sua vida, passar de geração para geração (no caso dos plásticos de Tupperware). É possível que outras marcas usem outro material, alumínio ou qualquer outra coisa, que você sabe que será usado por 10 anos e será jogado fora.  E você ainda vai ter seu recipiente de plástico, mas já estará com cerca de 7 ou 8 ou 10 anos. Isso tem a ver com educação, ainda há algumas pessoas que não gostam de plástico por qualquer motivo. Também vamos trazer o vidro para o mercado brasileiro e outros materiais. Mas o principal é que estamos constantemente trabalhando com os melhores e mais brilhantes profissionais de pesquisa e desenvolvimento, começando pela NASA, as melhores universidades dos EUA. Acabamos de assinar um acordo com o MIT para estarmos sempre na vanguarda da tecnologia, para entender qual é a melhor resina disponível para o planeta e para os consumidores. Somos conhecidos por isso. Portanto, tenha certeza de que, se algo surgir no mercado uma nova tecnologia revolucionária, seremos os primeiros a adotar as medidas.

Qual é o futuro do mercado de venda direta? Há quem preveja o fim desse mercado. Esse setor foi impactado pela pandemia, está sendo afetado pela multicanalidade e estratégias digitais?

As análises estavam erradas. Isso porque ainda somos seres humanos. Os conselhos e indicações de produtos mais importantes, eu recebo de uma pessoa, não vou a uma loja para conseguir isso. Quanto mais importantes e sofisticados são os produtos e serviços, é necessária a intervenção humana para demonstrar e orientar com informações. Vou utilizar a analogia do carro e do cavalo para contar o que houve durante a pandemia. Antes da pandemia, os consultores de venda direta utilizavam um cavalo para conversar com cada pessoa e com a chegada do carro, as pessoas perceberam que era possível ir mais rápido do que com o cavalo, bastava colocar gasolina. O cavalo ainda precisa se alimentar, dormir, vai morrer um dia… É o mesmo que acontece com a tecnologia e as vendas diretas. A pandemia forçou os consultores a utilizarem as melhores ferramentas para o momento. Foi necessário entrar em contato com os amigos, com a família ou o negócio iria morrer. Mesmo morando em São Paulo, é possível entrar em contato com amigos da Bahia e oferecer os produtos. Durante esse período vimos que crescemos muito em número no Brasil. A produtividade de todo o grupo de Consultores foi fantástica porque eles estavam usando as ferramentas. Ao invés de investir todo esse tempo e energia para mostrar o folheto, organizar uma reunião para três ou quatro pessoas, enviaram alguns links para uma reunião via Zoom, onde é possível encontrar dez ou 100 pessoas. No entanto, há muitos lares em todo o país onde ainda quero estar. Não estou mais limitado pela geografia. Posso convidar qualquer amigo no Brasil. Então, meu negócio cresceu muito mais porque eu tenho acesso a mais pessoas. O único obstáculo era a não utilização da  tecnologia, por medo ou outra razão. A pandemia impulsionou os consultores a utilizarem a tecnologia. A tecnologia torna as pessoas mais produtivas e quanto mais produtivas como vendedores diretos, mais dinheiro vão ganhar. E se o consultor está ganhando dinheiro, por que ele vai parar? Então, com esse cenário, a retenção dos consultores melhora e o número de consultores aumenta. Foi exatamente assim que nosso negócio cresceu. Definitivamente, há um futuro para esse mercado.

A economia brasileira passa por mais um período de volatilidade, com inflação em alta e expectativa cada vez mais pessimistas para o PIB. É o momento de investir no Brasil?

Para nós, é muito simples. Eu entendo esse determinado cenário. Como eu já falei, sou mexicano, e desde a minha infância me lembro que sempre ouvi as palavras crise e economia. E as pessoas tentam viver e prosperar. Quando lembramos de Tupperware, trazemos duas coisas para o mercado: um são nossos ótimos produtos e o outro é a oportunidade de ganhar dinheiro, ganhar uma renda extra em tempo integral ou parcial. Toda vez que a economia sofre, a população em geral procura uma opção para conseguir uma renda extra. Estamos tornando muito mais fácil para as pessoas começarem a ganhar dinheiro e abrir seu negócio próprio. Quando a economia está caindo, damos a oportunidade para pessoas ganharem uma renda extra ou em tempo integral. Nós ajudamos as pessoas, e as pessoas impulsionam a empresa.  Foi aí que nossos resultados começaram a subir, porque nós oferecemos uma oportunidade de negócio.

Você tem um público bastante engajado para impulsionar as pessoas sobre a marca. Como você usa esse ativo nas mídias sociais? Como usa essa conversa para falar sobre a marca, novas lojas? Como está medindo o público nessas redes?

Eu sei que no Brasil as pessoas estão sempre nas redes sociais. O Brasil é um dos países que mais usa as redes no mundo, é uma loucura. Nós desenvolvemos essa ferramenta chamada TuppSocial. Todas os conteúdos que a marca produz, os consultores podem usar. Eles podem linkar diretamente para suas redes, ter tudo programado. As pessoas vão clicar nessas peças para comprar, você ganha sua comissão. Tudo muito simples. O Brasil é o país com maior número de usuários cadastrados no Tuppsocial. São quase 74.000 consultores que usam a ferramenta para complementar suas vendas nas redes sociais. E o trunfo aqui é combinar os profissionais engajados com a equipe de conteúdo da nossa força de vendas ou representantes, como a mãe do seu amigo porque eles trazem conteúdos que não são profissionais para as mídias sociais, mas é muito real porque aconteceu com eles. O que fazemos é colocar um pouco de profissionalismo no material. Podemos combinar a experiência real desses consultores com uma experiência profissional e isso torna um mix perfeito para qualquer pessoa que está assistindo. É assim que somos e estamos tentando fazer, uma mistura de autenticidade com profissionalismo. Um belo vídeo de uma pessoa cozinhando e usando nossos produtos, isso engaja e chama atenção do público. Quando vemos os números e quantas pessoas estão adaptando e adotando tecnologia dá para perceber a sede do consumidor sobre esse aprendizado. Eles realmente querem ser mais produtivos e pular para o novo mundo. É possível combinar as ações na rede social e ter oportunidade de ganhar dinheiro.

Está no radar de vocês algum vídeo explicando aos consumidores como não perder as tampas de seus produtos Tupperware?

Vou te contar um segredo que é ainda mais sério que a fórmula da Coca-Cola. É normal os filhos crescidos voltarem para a casa dos pais para algum almoço de família e, no final, levarem alguma sobra de comida para a casa na Tupperware dos pais. Quando demoram para devolver, a mãe vai até a casa dos filhos em busca da Tupperware perdida. Então, os filhos dizem que perdeu, que não sabe onde está a Tupperware. Mas, na verdade, dizem que o problema na verdade é que os filhos (ou seus cônjuges) escondem a tampa em um outro quarto. Então, a mãe encontra o recipiente, mas nunca a tampa. E o pote de Tupperware então nunca é devolvido. É uma brincadeira envolvendo o problema das tampas perdidas que corre mundo afora, e imagino que no Brasil não é diferente (risos).

2021-09-27T12:36:01-03:00setembro 27th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

Paraíba Total – Curso online ensina atitudes empreendedoras para jovens de rede pública nacional

O protagonismo jovem envolve diversas habilidades que podem ser aprimoradas e conquistadas. Com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de alunos de escolas públicas que tenham entre 14 e 17 anos, de famílias com renda de até 3 salários mínimos, a primeira jornada do curso Avance está disponível online para todo o Brasil, além de Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru, com tradução para o espanhol.

O curso é um programa do Instituto FAR, do Grupo Hinode, em parceria com a JA Brasil, organização social na área da educação, e coloca em prática o propósito do FAR de ser um agente de transformação na sociedade, promovendo a educação para o futuro. “Queremos trazer uma reflexão sobre atitudes e conhecimentos, projetos e sonhos, convidando o jovem a colocar em prática os ensinamentos da jornada que irão ajudá-lo a alcançar seus sonhos”, conta Angelo Teixeira, diretor executivo do Instituto.

A jornada 1 do curso trata do que são atitudes empreendedoras, com foco em situar o jovem no mundo contemporâneo, debatendo os desafios da atualidade e os comportamentos e habilidades que precisam desenvolver. Ao longo do primeiro módulo, são trabalhadas ferramentas e atitudes para mudança, aprimorando competências sociocomportamentais como autoconhecimento, tomada de decisão, autorregulação, habilidades de relacionamento, flexibilidade, autoconfiança.

Os alunos também aprendem e desenvolvem ‘soft skills’, termo bastante usado hoje para relacionar habilidades ligadas à capacidade de lidar positivamente com fatores emocionais, como resiliência, proatividade, resolução de conflitos, senso de liderança e comunicação interpessoal. Além disso, também é incentivada a reflexão sobre as ‘hard skills’ necessárias para colocar em prática cada plano profissional, que são as competências aprendidas em sala de aula, aquelas que geralmente são citadas no currículo.

Instituto FAR – Criado em 2015 para compor as ações de responsabilidade social do Grupo Hinode, tem como causa a educação e o propósito de gerar a transformação de vidas. Busca promover conhecimentos e a atitude empreendedora em crianças e jovens, por meio de apoio a iniciativas terceiras e de projetos próprios, gerando oportunidades para milhares de pessoas.

2021-09-27T12:33:36-03:00setembro 27th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Notícias do Setor|

Agência Brasil – CNC: comércio terá a melhor contratação de temporários desde 2013

O comércio varejista terá a melhor contratação de trabalhadores temporários para o Natal desde 2013, de acordo com a previsão divulgada hoje (24) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo o economista sênior da CNC, Fabio Bentes, as contratações no comércio vinham crescendo desde o final de 2016, lentamente, embora sem alcançar o ritmo observado em 2013 (115,5 mil), até que veio a pandemia no ano passado e as contratações despencaram de 91,6 mil trabalhadores, em 2019, para 68,3 mil, em 2020. Esse foi o menor número desde 2015 (67,4 mil).

Para 2021, a expectativa é de mais de 94,2 mil vagas para atender o movimento sazonal de fim de ano. Fabio Bentes disse à Agência Brasil que caso a previsão seja confirmada, essa será a maior contratação de temporários desde 2013. A previsão é de que as vendas deverão crescer 3,8% no Natal.

O economista explicou que apesar do cenário de inflação elevada e juros mais altos, o que está fazendo com que as vendas e, em consequência, as contratações, evoluam, é o aumento da circulação dos consumidores, além do comércio eletrônico que tem registrado aumento de vendas de dois dígitos.

“Desde o final da segunda onda da pandemia, o que se tem observado é um crescimento consistente da circulação de consumidores no comércio. O avanço da vacinação de certa forma afasta o cenário de novas medidas restritivas. E se a circulação vai aumentar nos próximos meses, a tendência é contratar mais. Apesar da inflação e dos juros altos, o aumento da circulação foi o que ditou o ritmo do comércio ao longo da pandemia”, disse Bentes.

O economista explicou que mesmo quando a inflação estava baixa, bem como os juros, as vendas estavam mal porque a circulação estava baixa. Por isso, reiterou que é a circulação dos consumidores que tem ditado o ritmo de crescimento das vendas, não só para o Natal, mas nos últimos meses.

Fabio Bentes argumentou que poderíamos ter um Natal com taxa de crescimento parecida com a de 2013, da ordem de 5%, mas isso não vai acontecer por conta da inflação e dos juros altos. “Mas, de qualquer forma, os 3,8% projetados são um crescimento razoável, na principal data comemorativa do setor”.

Segmentos

Os segmentos que vão concentrar a maior parte das contratações são vestuário (57,91 mil) e hiper e supermercados (18,99 mil), que vão responder, juntos, por mais de 80% das vagas a serem criadas.

Segundo Bentes, o ramo do vestuário é o mais impactado pelas vendas de final de ano, que quase dobram na passagem de novembro para dezembro. É esse ramo que tem também um leque amplo de tíquetes médios, o que acaba favorecendo esse segmento.

De acordo com a CNC, enquanto o faturamento do varejo como um todo cresce em média 34% na passagem de novembro para dezembro, no segmento de vestuário o faturamento costuma subir 90%.

Em relação a hiper e supermercados, o economista destacou que esse ramo responderá por 19 mil vagas, porque é o maior empregador do comércio ao longo do ano e, ainda, o que mais fatura. “Então, qualquer movimento, mesmo que sazonal das vendas, faz com que se produza um número absoluto de vagas ali bastante expressivo”.

O ramo passou a oferecer um leque diversificado de produtos e deve ser o segundo que vai mais contratar para o Natal.

Regiões

A pesquisa da CNC sinaliza que o estado de São Paulo deve concentrar o maior número de contratações temporárias para o fim do ano (25,55 mil). “A expectativa é que as vendas em São Paulo também cresçam acima da média. É o estado que se recupera mais rápido. E ao se recuperar mais rápido, acaba demandando, proporcionalmente, mais postos de trabalho temporários”.

Em seguida, aparecem Minas Gerais (10,67 mil), Rio de Janeiro (7,63 mil) e Paraná (7,19 mil), que concentrarão mais da metade (54%) da oferta de vagas para o Natal deste ano. Nessas quatro regiões, a CNC projeta variações das vendas locais em relação ao Natal passado de 7,2%, 6%, 5,8% e 6,6%, respectivamente.

O salário médio de admissão deverá alcançar R$ 1.608, com crescimento, em termos nominais, de 5,1% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a remuneração média ficou em R$ 1.531.

A pesquisa da CNC indica que o maior salário de admissão deverá ser pago pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação (R$ 1.866), seguidas pelo ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.647). Em contrapartida, esses segmentos deverão responder por apenas 0,8% das vagas totais a serem criadas.

A pesquisa sinaliza ainda que além da maior oferta de vagas, a taxa de efetivação dos trabalhadores temporários deverá ser a maior dos últimos cinco anos, com expectativa de contratação definitiva de 12,2% desses trabalhadores.

Edição: Fernando Fraga

2021-09-27T12:31:56-03:00setembro 27th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|

Agência Brasil – FGV: confiança da construção fica estável com melhor nível desde 2014

O Índice de Confiança da Construção (ICST) de setembro, divulgado hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), ficou em nível de estabilidade, variando 0,1 ponto, para 96,4 pontos. Este é o maior nível desde fevereiro de 2014, quando o indicador estava em 96,7 pontos. Em médias móveis trimestrais, é o quarto mês seguido de alta, com 1,3 ponto.

O indicador é composto pelos quesitos Situação Atual dos Negócios, Carteira de Contratos, Expectativas com relação à evolução do Volume de Demanda nos três meses seguintes e Expectativas em relação à evolução da Situação dos Negócios da Empresa nos seis meses seguintes. A série histórica começou em julho de 2010.

De acordo com a coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, Ana Maria Castelo, a expectativa de melhora da demanda foi corrigida para baixo, pressionada pela elevação das taxas de juros do crédito imobiliário.

“O segmento de Edificações Residenciais foi o que acusou a maior queda do indicador de demanda prevista. Ainda assim, a confiança das empresas acomodou num patamar mais favorável desde 2014 por uma ligeira melhora da percepção sobre à situação corrente. O Indicador de Evolução Recente da atividade alcançou o melhor resultado desde dezembro de 2012. Ou seja, a retomada da atividade ganha força na percepção empresarial, mas diminui o otimismo com a continuidade desse ciclo”.

Ana Maria explica que houve melhora no Índice de Situação Atual (ISA-CST), que subiu 0,8 ponto, para 92,7 pontos, alcançando o maior nível desde agosto de 2014, quando o índice estava em 93 pontos. A alta foi influenciada pelo aumento da satisfação em relação à situação atual dos negócios, que refletiu na alta de 1,8 ponto no indicador, para 92,2 pontos. Já o indicador de carteira de contratos caiu 0,2 ponto, para 93,3 pontos.

Por outro lado, foi registrada queda nas expectativas em relação aos próximos meses, com o Índice de Expectativas (IE-CST) recuando 0,7 ponto, para 100,2 pontos, nível considerado neutro. A queda foi influenciada pela piora de demanda prevista, que caiu 1,6 ponto, para 101,2 pontos. Já o indicador tendência dos negócios ficou relativamente estável, subindo 0,3 ponto, para 99,2 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da Construção aumentou 1,9 ponto percentual e agora está em 75%. O Nuci de Mão de Obra avançou 1,9 ponto percentual, para 762%, e o Nuci de Máquinas e Equipamentos aumentou 1,2 ponto percentual, para 68,3%.

Ana Castelo destaca que a evolução recente das atividades das empresas de Edificações Residenciais alcançou o melhor resultado desde setembro de 2013.

“O indicador começa a refletir de forma mais significativa o ciclo de negócios do mercado imobiliário, que desde o ano passado vem acusando bons resultados. Crédito em expansão e baixas taxas de juros contribuíram para impulsionar as vendas que agora se traduzem em obras e emprego”.

Edição: Denise Griesinger

2021-09-27T12:19:57-03:00setembro 27th, 2021|Categories: ABEVD Clipping, Economia|
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