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Clipping – Agência Brasil – Indicador do Ipea mostra avanço de 28,2% nos investimentos em maio

O indicador econômico que mede o nível de investimentos teve crescimento de 28,2% em maio frente a abril deste ano, divulgou hoje (7), no Rio de Janeiro, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).

Segundo o Ipea, o resultado representa uma recuperação dos investimentos em relação às quedas verificadas nos dois meses anteriores, resultantes da crise provocada pela pandemia de covid-19.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), como é chamado o indicador, mostra os investimentos no aumento da capacidade produtiva da economia e na reposição da depreciação do seu estoque de capital fixo.

Máquinas

Em maio, houve crescimento de 68,7% nos investimentos em máquinas e equipamento frente a abril.

A produção nacional desses bens avançou 22%, enquanto a importação cresceu 145,6% no mesmo período.

A construção civil também apresentou resultado positivo em maio (14,1%).

Na comparação com maio de 2019, a queda nos investimentos atingiu máquinas e equipamentos (-23,7%) e construção civil (-16%).

Fonte: Agência Brasil 

2020-07-07T14:37:21-03:00julho 7th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – O Globo – Em carta a Mourão, empresários defendem combate ao desmatamento ilegal na Amazônia

Imagem negativa no exterior tem impacto na reputação do país, mas também nos negócios, diz documento

Um grupo de 40 empresários, além de representantes de entidades setoriais, entregou uma carta ao vice-presidente Hamilton Mourão, que é presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, pedindo ao governo o combate ao desmatamento na Amazônia.

Segundo o grupo, a imagem negativa do Brasil no exterior em relação às questões socioambientais tem impacto não só na reputação do país, mas também nos negócios realizados por essas companhias.

No final do mês de junho, um grupo de investidores internacionais que gere US$ 3,75 trilhões (cerca de R$ 20 trilhões) em ativos também enviou uma carta aberta a embaixadas brasileiras em oito países manifestando preocupação com o aumento do desmatamento no Brasil.

A carta ao vice-presidente, que também será protocolada no Supremo Tribunal Federal, Senado Federal, Câmara dos Deputados e na Procuradoria Geral da República (PGR), está sendo entregue um dia depois de o Ministério Público Federal pedir que a Justiça Federal afaste em caráter de urgência o ministro Ricardo Salles da pasta do Meio Ambiente.

O pedido faz parte de uma ação civil pública movida por 12 procuradores da República, que acusam Salles de “desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente”.

Assinam a carta não só empresários do agronegócio, mas também presidentes de companhias que atuam no setor de serviços e da indústria, como Jean Jereissati Neto, da Ambev; Octavio de Lazari Junior, do Bradesco; Candido Bracher, do Itaú Unibanco; João Paulo Ferreira, da Natura; Sergio Rial, do Santander; André Araújo, da Shell; Marco Stefanini, da Stefanini, de tecnologia; Fernando Serec, do escritório de advocacia TozziniFrreire, entre outros.

Além de chamar a atenção para a imagem negativa do país no exterior, os empresários apontam ações a serem adotadas para reduzir o sentimento negativo de investidores e consumidores estrangeiros em relação ao Brasil.

Os executivos apontam que a imagem negativa tem enorme potencial de prejuízo para o Brasil, não apenas do ponto de reputação, mas também para o desenvolvimento de negócios e projetos fundamentais para o país.

“É preciso que o governo federal dê garantias ao setor empresarial brasileiro de que algumas das ações e compromissos que estamos apresentando sairão do papel”, defende Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Na Amazônia e outros biomas brasileiros, o grupo defende o combate ao desmatamento ilegal.

“Para o setor empresarial que atua dentro da lei e de forma correta, social e ambientalmente responsável, não há controvérsia entre produzir e preservar. O desmatamento ilegal é crime”, defende Paulo Hartung, presidente da Indústria Brasileira da Árvore (Ibá).

No comunicado, os empresários lembram que muitas empresas já desenvolvem soluções de negócios integradas à bioeconomia, com rastreabilidade dos produtos, inclusive, na Amazônia.

Por isso, eles defendem que é possível dar escala às boas práticas “a partir de políticas consistentes de fomento à agenda ambiental, social e de governança”, disse Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Além do desmatamento, as ações prioritárias apontadas pelos empresários incluem a inclusão social e econômica de comunidades locais para garantir a preservação das florestas e a minimização do impacto ambiental no uso dos recursos naturais.

“A valorização e preservação da biodiversidade como parte integral das estratégias empresariais; a adoção de mecanismos de negociação de créditos de carbono; direcionamento de financiamentos e investimentos para uma economia circular e de baixo carbono; e pacotes de incentivos para a recuperação econômica dos efeitos da pandemia da Covid-19”, diz o documento.

Os empresários lembram na carta que o Brasil tem a oportunidade única, os recursos, e o conhecimento para dar escala às boas práticas e planejar estrategicamente o futuro sustentável do país.

“É preciso redirecionar os investimentos para enfrentamento e recuperação da economia brasileira em um modelo de economia circular, de baixo carbono, e inclusiva”, afirmam os empresários no documento.

Fonte: O Globo

2020-07-07T14:36:14-03:00julho 7th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Valor Econômico – UE amplia previsão de queda do PIB na zona do euro de 7,7% para 8,7% em 2020

Bloqueios destinados a conter disseminação do novo coronavírus diminuem mais gradualmente do que o previsto, o que se reflete nas perspectivas econômicas

A contração econômica da zona do euro será maior do que o inicialmente esperado este ano, à medida que os bloqueios destinados a conter a disseminação do novo coronavírus diminuem mais gradualmente do que o previsto, informou a Comissão Europeia nesta terça-feira.

No último dos quatro relatórios sobre as perspectivas econômicas que são publicados anualmente, a Comissão disse que a produção econômica combinada dos 19 países que compartilham o euro cairá 8,7% em 2020, um declínio mais profundo do que os 7,7% previstos anteriormente

O braço executivo da União Europeia destacou divergências crescentes entre os membros da zona do euro e disse que é necessária uma ação compartilhada para limitar as consequências da doença na área monetária como um todo.

A Comissão disse que agora espera que a economia da Itália entre em contração de 11,2% este ano. Anteriormente, o declínio previsto era de 9,5%. Por outro lado, reduziu sua previsão de queda do PIB da Alemanha para 6,3%, de 6,5%.

“A resposta política em toda a Europa ajudou a amortecer o golpe para nossos cidadãos, mas continua sendo uma história de crescente divergência, desigualdade e insegurança”, disse Paolo Gentiloni, principal funcionário da Comissão Europeia responsável pela política econômica.

A Comissão propôs um plano de recuperação econômica que levaria a uma etapa sem precedentes de emprestar centenas de bilhões de euros dos mercados para distribuir aos Estados-membros mais afetados. Mas os líderes da UE ainda precisam assinar essa proposta.

A Comissão Europeia disse que a economia da zona do euro provavelmente encolheu 13,6% durante os três meses até junho, quando os estritos bloqueios foram generalizados em toda a área monetária. Essa seria a maior queda na produção durante um único trimestre desde que a organização antecessora da UE foi estabelecida, na década de 1950.

A Comissão disse que a recuperação em 2021 provavelmente será mais lenta do que havia esperado três meses atrás, reduzindo sua previsão de crescimento para o ano que vem de 6,3% para 6,1%

Fonte: Valor Econômico

2020-07-07T14:34:36-03:00julho 7th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Agência Brasil – Publicada lei que cria o programa de manutenção do emprego e renda

O texto foi sancionado pelo presidente Bolsonaro com vetos

O Diário Oficial da União de hoje (7) traz a publicação da Lei nº 14.020/2020, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, como forma de diminuir os efeitos econômicos e sociais causados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

O texto, sancionado com vetos pelo presidente Jair Bolsonaro, teve como base a Medida Provisória 936, editada no início de abril pelo governo e que foi aprovada pelo Congresso no mês passado, com algumas alterações.

 

A lei permite a suspensão temporária do contrato de trabalho por até 60 dias e a redução proporcional de salários e da jornada dos trabalhadores pelo período de até 90 dias. Esses prazos podem ser prorrogados. O objetivo é diminuir as despesas das empresas em um período em que estão com atividades suspensas ou reduzidas.

No caso de redução de jornada e salário em 25%, 50% ou 70%, o governo paga um benefício emergencial ao trabalhador para repor parte da redução salarial. As empresas podem optar ainda por pagar mais uma ajuda compensatória mensal a seus funcionários que tiveram o salário reduzido.

O benefício é calculado aplicando-se o percentual de redução do salário a que o trabalhador teria direito se requeresse o seguro-desemprego, ou seja, o trabalhador que tiver jornada e salário reduzidos em 50%, seu benefício será de 50% do valor do seguro desemprego ao que teria direito, se tivesse sido dispensado. No total, o benefício pago pode chegar até a R$ 1.813,03 por mês.

No caso de suspensão temporária do contrato de trabalho em empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, o trabalhador receberá 100% do valor do seguro desemprego a que teria direito. Para empresas com faturamento maior, o valor do benefício pago pelo governo será de 70% do seguro desemprego, enquanto a empresa pagará uma ajuda compensatória mensal de 30% do valor do salário do empregado.

Garantias

O recebimento do benefício emergencial não alterará o valor do seguro desemprego a que o empregado vier a ter direito, caso seja dispensado. O funcionário também terá estabilidade no emprego pelo período equivalente ao acordado para a redução ou a suspensão. Caso ele seja dispensado antes, sem justa causa, a empresa deverá pagar uma indenização.

As medidas de redução ou suspensão do contrato de trabalho poderão ser celebradas por meio de acordo individual com empregados que têm curso superior e recebem até três salários mínimos, o equivalente a R$ 3.135, ou mais de dois tetos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou seja, salários acima de R$ 12.202,12. Trabalhadores que recebam salários entre R$ 3.135 e R$ 12.202,12 só poderão ter os salários reduzidos mediante acordo coletivos.

Durante a vigência do estado de calamidade pública em razão da pandemia da covid-19, a lei garante que os trabalhadores que tiveram contrato suspenso ou jornada e salários reduzidos poderão renegociar dívidas contraídas com o desconto em folha de pagamento ou na remuneração.

O presidente Jair Bolsonaro vetou 13 dispositivos da lei. As razões dos vetos também foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (7) e serão analisadas pelo Congresso Nacional.

Balanço

De acordo com o Ministério da Economia, desde a publicação da MP que institui o benefício até o dia 26 de junho, 11,6 milhões de acordos individuais e coletivos foram celebrados e R$ 17,4 bilhões já estão na conta dos trabalhadores.

As reduções de jornada somam 6,1 milhões, as suspensões totalizam 5,4 milhões e os intermitentes 167 mil. Entre as reduções, 2,2 milhões são de 70%. As reduções de 50% somam 2,1 milhões e as de 25%, 1,7 milhão.

Fonte: Agência Brasil

2020-07-07T14:33:27-03:00julho 7th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Valor Econômico – Varejo lidera ofertas de ações pós-covid, com mais de R$ 17 bi

O mercado de varejo e consumo lidera o processo de retomada mais acelerada das ofertas públicas inicias e subsequentes de ações (“follow-on”) neste ano, somando R$ 17,1 bilhões em operações já informadas desde março. O levantamento foi feito com base em apurações do Valor e nos anúncios das companhias.

Nesse grupo estão as ofertas de Via Varejo, Centauro, Natura, Lojas Americanas, JHSF, além do IPO da Pague Menos e da nova emissão da Dimed (Panvel, de farmácias), ambas em andamento. No caso destas duas últimas varejistas, os valores para cálculo foram baseados em montantes apurados com fontes, publicados pelo Valor. Na Pague Menos, trata-se da abertura de capital da rede de farmácias.

Ontem, esse conjunto de operações ganhou força com dois anúncios: o follow-on da Lojas Americanas, que pode chegar a R$ 7 bilhões – com R$ 3 bilhões sendo destinados para a controlada B2W -, e o da empresa de shoppings JHSF Participações, de cerca de R$ 400 milhões. Apesar da desaceleração econômica, essas operações ganham fôlego em parte pela busca maior de investidores por alternativas para aplicação de recursos no mercado, em período de juros básicos em queda contínua.

Para especialistas, houve diferentes movimentos nessa aceleração de emissões recentes no varejo. Inicialmente, as empresas olhavam as ofertas como alternativa para reforçar o caixa e melhorar a estrutura de capital, como a Via Varejo. Depois, as operações passaram a buscar capital adicional para expandir investimentos em seus setores, como é o caso da Lojas Americanas.

O movimento se contrasta com a baixa demanda em lojas e fraca atividade do comércio em geral. Para analistas do setor, investidores avaliam essas companhias considerando projeções de ganhos de mercado e retomada futura da venda, algo que, no médio prazo, deve acabar crescendo de forma mais acelerada nessas empresas de capital aberto, que já dominam parte de seus mercados e tem operações mais sólidas.

A lista de ofertas não se restringe ao setor de varejo. Construção civil é outro setor com um fila extensa: Lavvi, Plano&Plano e Cury, que contam com participação da Cyrella, entre outros nomes.

 

Fonte: Valor Econômico

2020-07-07T14:31:11-03:00julho 7th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Forbes – Com receita bruta superior a US$ 10 bilhões, Natura revoluciona a venda direta

A conclusão da compra da Avon em janeiro transformou a fabricante de cosméticos Natura&Co em um titã do setor de beleza. Com a nova subsidiária, que se juntou às marcas Aesop, Natura e The Body Shop, comprada da L’Oréal em 2017, o grupo tornou-se a quarta maior empresa de cosméticos do mundo, com receita bruta superior a US$ 10 bilhões, 3 mil lojas e mais de 40 mil colaboradores.

A força de trabalho engajada nas vendas diretas da empresa também é gigantesca: 6,3 milhões de representantes independentes, em sua grande maioria mulheres, trabalham com os produtos das marcas Natura e Avon, e o grupo considera a expansão da venda direta em seus outros negócios.

A inovação tecnológica é uma grande aliada na evolução de seus canais de venda e uma prioridade em 2020. Tanto a Natura quanto a Avon usam o modelo de venda direta há décadas, sendo em grande medida precursoras da gig economy (que envolve trabalhadores temporários, autônomos e freelancers). Agora um dos cofundadores da Natura, Guilherme Leal, vê a digitalização como um mecanismo de mudança cultural. “Quando você acopla tecnologia e inovação [ao negócio] e faz com que [as consultoras] sejam reais microinfluenciadoras, você tem uma possibilidade de disseminar cidadania, transparência e compromisso ético, e não só construir o negócio”, ressaltou, durante um evento em 2019.

Além desse aspecto social, o avanço digital tem um papel importante nas vendas. A intenção do grupo é fazer com que todas as marcas se beneficiem dos aprendizados da matriz brasileira nesse aspecto. Ao lado da ênfase na abordagem multicanal, a Natura fez com que suas mais de 900 mil representantes brasileiras aderissem a plataformas digitais, como aplicativos. Segundo a empresa, consultoras digitalizadas vendem 15% a mais, pois conseguem fazer ofertas individualizadas aos consumidores e melhorar sua experiência de compra.

Com o alastramento do novo coronavírus, a Natura diz se preocupar, como parte de seu comprometimento socioambiental, em possibilitar a continuidade das vendas de suas milhares de representantes, que podem precisar limitar o contato físico com consumidoras. Segundo Erasmo Toledo, vice-presidente de negócios para a América Latina da empresa, esse tem sido um tema constante para a liderança do grupo: “O que [a epidemia] tem mostrado é que precisamos ser rápidos o suficiente para lidar com uma situação em desenvolvimento e garantir o cumprimento do nosso papel em relação a segurança das pessoas,” aponta Erasmo, que em janeiro teve seu nome cogitado para assumir a presidência da Avon. “Nossa grande preocupação é com a renda dos pequenos negócios, que são altamente impactados com as paralisações e quarentenas”, pontua, acrescentando que a liderança da Natura quer apoiar as consultoras para que “passem por este período de uma forma mais tranquila.”

Segundo Erasmo, a digitalização também será uma ferramenta fundamental nesse período de adaptação do modelo de negócio, pois permite a interação remota das representantes com a Natura, clientes e outras consultoras. “Potencializar essa rede digital permitirá o menor impacto possível no dia a dia das consultoras e na sua renda.” Para os próximos meses, o executivo antecipa que o atual arranjo digital do grupo será aperfeiçoado para responder aos novos desafios do mercado. Mas, além de tudo, espera que o negócio possa atravessar a crise global. “Daqui a um ano, espero poder dizer que conseguimos escapar de forma razoavelmente tranquila e que estejamos perto do final disso tudo.”

História da Natura começou na Vila Mariana

A Vila Mariana, bairro da zona sul de São Paulo, foi o berço da Natura, que nasceu como uma pequena fábrica de cosméticos com o nome de Indústria e Comércio de Cosméticos Berjeaout, em 1969. O “pai da criança”, Antônio Luiz Seabra, logo trocou o nome de sua cria para ressaltar a participação de ativos vegetais na composição dos produtos. No cinquentenário da fundação do negócio em 2019, o empreendedor e copresidente do conselho se tornaria um dos homens mais ricos do Brasil, ocupando a posição 37 do ranking de bilionários da Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 1,5 bilhão.

Um ano depois da fundação da Natura, Seabra abriu uma loja na rua Oscar Freire, onde atendia pessoalmente os clientes. Cinco anos depois, fechou o ponto e introduziu o modelo de venda direta, que usa consultores independentes para que os produtos cheguem às mãos dos clientes. O segundo dos “três mosqueteiros” que fundaram a empresa é Guilherme Leal, um dos mais importantes acionistas da empresa e copresidente do conselho de administração, que se juntou à Natura em 1979.

Leal, que foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Marina Silva em 2010 e estreou no ranking da Forbes em 2006, também é a alma da empresa para os assuntos relativos a responsabilidade social, valorização da diversidade e proteção ambiental. A proteção da natureza e as questões sociais são um pilar fundamental do negócio, que tem parcerias com dezenas de comunidades produtoras e organizações sem fins lucrativos na região Norte do país para garantir a exploração dos insumos que utiliza em seus produtos, como frutos e sementes, de forma sustentável. Nos anos 1980, quando a Natura já tinha 2 mil consultoras, o terceiro “mosqueteiro”, Pedro Passos, juntou-se a Seabra e Leal.

O processo de internacionalização para além da América Latina começou em 2012 e só terminou em 2016, quando a Natura comprou a rede de cosméticos australiana Aesop. Os anos seguintes foram pontuados por outras aquisições: em 2017, comprou a britânica The Body Shop, da L’Oréal, por cerca de € 1 bilhão; em maio de 2019, anunciou a compra da Avon, criando a maior empresa de venda direta do mundo.

Fonte: Forbes

2020-07-07T14:16:43-03:00julho 7th, 2020|Categories: ABEVD Clipping, Associados|

Abertura de Mercado: Bom humor no exterior deve animar os mercados locais

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionadas por um rali na China, que ganhou força com sinais recentes de que a segunda maior economia do mundo está se recuperando do choque do coronavírus em ritmo mais rápido do que se previa.

Os últimos indicadores econômicos, que mostraram retomada da atividade econômica e aumento dos lucros industrial, geram esperanças de que as bolsas do país atravessem um período de tendência de alta.

Assim, o índice Xangai encerrou o dia com alta de 5,71%. Já os índices futuros das bolsas de NY sobem na volta do feriado americano, e as bolsas europeias também avançam, após um rali nos mercados chineses com investidores focando nos indicadores positivos recentes, incluindo o último relatório de emprego dos EUA, a perspectiva de recuperação econômica e avanços de possíveis tratamentos para a Covid-19, apesar dos sinais de aceleração da pandemia.

No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo também operam em alta, revertendo perdas da sessão anterior, em meio a ganhos expressivos dos mercados acionários após um rali nas bolsas chinesas. Na Zona do Euro, as vendas no varejo saltaram 17,8%, superando a previsão de analistas de alta de 14%.

No Brasil, o bom humor do exterior deve se espalhar para os mercados locais, haja vista a alta de 4% do ETF do Brasil e de ao redor de 2% dos ADRs da Petrobras
negociados em NY. Mesmo com o avanço do Covid-19 nos EUA, o investidor prefere olhar para os sinais de retomada das economias ao redor do mundo e a esperança de que uma vacina não demore a sair.

Para esta semana, na agenda local, destaque para a divulgação das vendas no varejo de maio na quarta-feira e para o IPCA de junho, na sexta-feira. Hoje, o investidor pode reagir às declarações do ministro da economia, Paulo Guedes, que disse que a tributação de dividendos deve entrar na reforma tributária. De acordo com ele, esta reforma pode ser aprovada ainda em 2020.

Há também o debate sobre a criação de tributos sobre transações digitais, que não é a CPMF. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também ressaltou que a reforma tributária é prioridade na agenda legislativa do segundo semestre. Guedes também disse em entrevista recente que o governo fará 4 grandes privatizações em até 90 dias.

Para o Ibovespa, esperamos uma abertura no campo positivo, acompanhando o movimento dos pares internacionais.

Fonte: Valor Econômico

2020-07-06T13:27:48-03:00julho 6th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Auxílio emergencial deve evitar queda maior do PIB, com estímulo a consumo das famílias

Tombo seria de 9% em 2020 sem o benefício, mais que os 6,5% previstos pelo mercado. Ajuda também vai aliviar caixa do governo, com retorno de R$ 75 bi em impostos

O auxílio emergencial, que pode injetar até R$ 300 bilhões na economia, tem efeitos que vão além da manutenção da renda dos trabalhadores que perderam o emprego na pandemia. Especialistas avaliam que os recursos podem reduzir em 27% a queda do Produto Interno Bruto (PIB) e aliviar o caixa do governo, já que R$ 75 bilhões devem voltar aos cofres públicos por meio de arrecadação de impostos.

O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, calcula que, sem o programa dos R$ 600, a economia poderia ter um tombo de 2,5 pontos percentuais maior. Como o mercado projeta recessão de 6,5% este ano, sem o auxílio, a retração chegaria a 9%, como estima o Fundo Monetário Nacional (FMI).

— O auxílio é um dos elementos que ajudam a explicar uma queda menor do PIB. O recuo de 9% do FMI acaba parecendo um pouco forte nessas condições — diz Vale.

O componente que vai fazer o PIB cair menos será o consumo das famílias, que responde por 64,5% da economia. Vale diz que, supondo que todo o benefício seja gasto, adiando o pagamento de dívidas, o consumo cairia 3,7% em vez dos 7,6% previstos.

Na arrecadação de impostos, Pedro Schneider, economista do Itaú, prevê retorno de 30% dos R$ 254 bilhões que o governo estima gastar com o benefício, já contando a prorrogação dos R$ 600 por mais dois meses, anunciada semana passada.

Considerando pagamento de dívidas ou poupança com o auxílio, e o restante sendo gasto, entrariam R$ 75 bilhões em impostos no caixa do governo. A carga tributária corresponde a 33,5% do PIB.

— Um mês de auxilio custa R$ 65 milhões. O Bolsa Família custa R$ 33 bilhões por ano. Muito mais dinheiro está sendo colocado na economia. Isso tem repercussão na atividade econômica e na arrecadação — afirma Schneider.

Custo fiscal

Especialistas alertam, no entanto, que manter o programa por muito mais tempo teria impacto nas contas públicas, que já estavam no vermelho antes da crise provocada pelo novo coronavírus.

Schneider afirma que o Itaú revisou a previsão de déficit primário (receitas do governo menos as despesas, antes do pagamento de juros) na última sexta-feira, exatamente por prever a manutenção da ajuda por mais meses. A estimativa de rombo aumentou de 10,2% para 11% do PIB.

— O governo está gastando, e isso vai ser importante para atividade. Nossa preocupação é o dia seguinte, caber no teto de gastos (regra fiscal que impede que as despesas cresçam mais que a inflação do ano anterior) — alerta Schneider.

O Instituto Fiscal Independente (IFI), ligado ao Senado, prevê que o auxílio injetaria ao todo R$ 309 bilhões na economia se houvesse mais três parcelas de R$ 600.

— O benefício não resolve o problema, mas impulsiona a atividade e gera algum retorno na arrecadação. Dados de ICMS mostram quedas menores, por causa desse tipo de medida, principalmente em bens de primeira necessidade. Há queda menor do que teria sem o auxílio — diz Felipe Salto, diretor executivo do IFI.

Apesar das fraudes, grande parte do auxílio está indo para as famílias de renda mais baixa, nas quais a destinação do dinheiro para o consumo é mais imediata.

Estudo do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o auxílio emergencial conseguiu recompor mais de 100% da renda do trabalho perdida entre as famílias mais pobres. Nesses lares, a proporção dos que receberam auxílio emergencial chegou perto de 50%; entre os ricos, a parcela cai para 3,35%.

— Amenizou a queda da renda das famílias, principalmente das mais pobres. O auxílio recompôs tudo ou foi até maior do que elas recebiam — afirma Sandro Sacchet de Carvalho, autor do estudo.

Foi o caso do vendedor ambulante Renato Souza, de 41 anos, que faturava entre R$ 1.000 e R$ 1.500 antes da pandemia. Ele já recebeu as duas primeiras parcelas do auxílio de R$ 600. A mulher é cadastrada no Bolsa Família e, como tem uma filha, passou a receber R$ 1.200 de benefício.

— O valor de R$ 600 não é muito. Só de aluguel eu pago R$ 500, então, não sobra nada. Com o da minha esposa, pagamos as outras contas.

Souza vendia seus produtos no Largo do Encantado, na Zona Norte do Rio, mas, com as medidas de distanciamento social para conter a pandemia, não conseguiu mais trabalhar:

— Eu poderia ficar o dia inteiro ali que não faria R$ 50. Sou privilegiado porque, na minha casa, duas pessoas receberam o auxílio. Não sei como faria sem esse dinheiro. Você não vive o mês todo com R$ 600, ainda mais com uma criança.

Queda menor na renda

O diretor da FGV Social, Marcelo Neri, chama a atenção, contudo, para as mudanças na maneira de calcular o impacto dos recursos injetados na economia. Com o comércio e os serviços parcialmente parados, não há onde consumir:

— Sabemos que o auxílio é bastante pró-pobre, mas a certeza que esse dinheiro vai para o consumo não está tão garantida como antes.

A consultoria Tendências prevê que a renda das famílias terá queda de 2,3%, muito sustentada pelas transferências do governo.

Fonte: O Globo

2020-07-06T13:26:40-03:00julho 6th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Vendas no varejo da zona do euro têm alta recorde de 17,8% em maio ante abril

Alta foi de 17,8% em maio na comparação com abril

Os consumidores da zona do euro voltaram em massa às lojas em maio, uma vez que as restrições impostas pela pandemia foram aliviadas no bloco, mostraram nesta segunda-feira (6) estimativas da agência de estatísticas da União Europeia, sinalizando forte recuperação das vendas após quedas recordes em março e abril.

As vendas nos 19 países que usam o euro subiram 17,8% em maio na comparação com abril, informou a Eurostat, no aumento mais forte desde que os registros para as vendas varejistas da zona do euro começaram em 1999.

A alta foi mais intensa do que as expectativas do mercado de aumento de 15% no mês.

Na comparação com o ano anterior, o faturamento do comércio caiu 5,1% em maio, mostrando que a recuperação está longe de completa. Mas a queda anual foi menos acentuada do que o recuo de 7,5% esperando por economistas.

O ganho mensal compensa parcialmente as quedas recordes registradas nos dois meses anteriores, quando o volume de vendas varejistas caíram um recorde de 12,1% em abril e 10,6% em março, segundo dados revisados hoje pela  Eurostat.

2020-07-06T13:25:01-03:00julho 6th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Vendas do varejo brasileiro cresceram 12,5% entre janeiro e junho

As vendas do varejo (supermercados, atacarejo e farmácias) no Brasil cresceram 12,5% entre janeiro e o dia 14 de junho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2019, segundo dados inéditos da Nielsen.

O número, de acordo com o levantamento, mostra um reflexo das restrições impostas pelo coronavírus no consumo do país: o ambiente de distanciamento social fez as pessoas consumirem mais. Durante a pandemia, por estarem mais tempo em casa, acabaram cozinhando mais, tendo que repor mais produtos de limpeza, comprar mais itens de higiene e beleza, mais bebidas, etc.

A Nielsen indica que o desafio do varejo brasileiro no pós-pandemia será a estratégia de preços, levando em conta que haverá uma drástica redução do poder de compra da população.

Fonte: O Globo

2020-07-06T13:23:45-03:00julho 6th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|