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InfoMoney – Possível venda de fatia da Aesop, da Natura (NTCO3), é oportunidade para destravar valor; ação sobe, mas fecha longe da máxima

Natura&Co disse em comunicado que avalia venda de fatia na empresa, mas não descarta cisão ou IPO, após notícias da véspera

Na véspera, ganhou destaque no mercado a notícia de que a Natura &Co (NTCO3) conversa com Bank of America e o Morgan Stanley para vender uma fatia da sua controlada Aesop, marca de luxo da Natura, de acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg.

A Aesop atraiu interesse da empresa de private equity CVC Capital Partners e concorrentes como L’Occitane e Shiseido para uma potencial aquisição minoritária, de acordo com a publicação.

Segundo a reportagem, a Natura havia manifestado preferência por uma oferta pública inicial da Aesop, mas agora está inclinada para a venda de uma participação minoritária devido a condições do mercado de ações.

A Natura &Co confirmou, em comunicado, que a administração da companhia permanece avaliando estruturas alternativas estratégicas envolvendo o investimento na subsidiária Aesop, em linha com os objetivos de, entre outros, financiar o crescimento acelerado da Aesop e proporcionar maior autonomia e responsabilidade às suas marcas e unidades de negócios.

“O processo de venda de participação minoritária está em estágio inicial de consultas sigilosas e não há até o momento qualquer definição quanto aos termos e condições de uma potencial transação”, diz o comunicado publicado nesta manhã.

Nesta quarta-feira (30), os papéis NTCO3 chegaram a subir 4,78%, mas fecharam longe das máximas, com avanço de 1,74%,  a R$ 11,71.

Para o Itaú BBA, o desinvestimento da Aesop poderia ser positivo para a Natura&Co porque desalavancaria a empresa e potencialmente traria o múltiplo de preço sobre o lucro (P/L) de curto prazo para um nível mais confortável.

Analistas acreditam que a disposição da Natura de avaliar a venda para um parceiro estratégico, ao invés do que um potencial IPO, aumenta a probabilidade de uma conclusão do negócio dado as atuais condições macro desafiadoras.

“Dito isso, os parceiros estratégicos podem querer pagar menos pelo ativo, o que é um risco a ser monitorado à frente”, comenta BBA, em relatório.

O Itaú BBA acredita que o mercado está avaliando a Aesop em torno de R$ 8 bilhões, mas pode haver risco positivo ou negativo para esse número. No entanto, analistas enxergam uma importante oportunidade de desalavancagem para a Natura, mesmo que o negócio esteja em linha com esse valor (implicando 10x EV/Ebitda 2023).

“Se a venda se confirmar, significa que a Natura está planejando uma rota alternativa para destravar valor da Aesop”, diz o Citi.

A Natura&Co disse no comunicado que uma decisão final será tomada por seu conselho de administração após a avaliação final de várias alternativas em estudo, não descartando uma potencial oferta pública inicial de ações (IPO) ou cisão da unidade. A empresa anunciou pela primeira vez em outubro que havia começado a estudar uma possível cisão ou IPO da Aesop nos Estados Unidos.

A Aesop é o ativo de crescimento mais rápido/mais lucrativo da empresa (35% de vendas líquidas CAGR 2016-21), por isso deve exigir múltiplos mais altos.

Desbloquear valor por meio da venda de participação minoritária para um parceiro financeiro seria o melhor caminho, na visão do Citi, pois a empresa continuaria consolidando o negócio e até abriria as portas para um eventual IPO em melhores condições de mercado.

Com base na avaliação dos players de cosméticos global + presença geográfica premium da Aesop, Citi estima que o ativo poderia ser negociado a 10-20 vezes o múltiplo de valor da empresa + dívida sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EV/Ebitda), contra os atuais 5,9 vezes 2023 da Natura.

Por fim, BBA mantém classificação outperform (equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 17, o que representa um potencial de valorização de 47,3% em relação ao preço de fechamento de terça-feira (29) de R$ 11,51. Já o Citi tem recomendação neutra para o ativo, ainda que com preço-alvo de R$ 20, ou um upside de 74%.

Fonte: Infomoney

2022-12-01T10:28:45-03:00dezembro 1st, 2022|Categories: Notícias do Setor|

Metrópoles – Natura deve vender participação em marca de “luxo” e focar na Avon

Natura estuda vender uma fatia de 25% da Aesop, marca australiana de cosméticos de maior valor adquirida em 2012, por até R$ 2,6 bilhões

A Natura decidiu vender uma fatia da Aesop, marca de cosméticos australiana adquirida em 2012. Atualmente, a empresa brasileira é dona de 100% do negócio, e pode se desfazer de até 25% do controle.

O negócio teria dois objetivos: levantar recursos para a Natura e destravar valor para a Aesop, notadamente a empresa de maior crescimento dentro do guarda-chuva do grupo brasileiro. Além da marca australiana, a Natura é dona da The Body Shop e da Avon.

A informação da venda foi divulgada inicialmente pela Bloomberg e confirmada pela Natura na manhã desta quarta-feira (30/11).

“O processo de venda de participação minoritária está em estágio inicial de consultas sigilosas e não há até o momento qualquer definição quanto aos termos e condições de uma potencial transação”, diz a empresa, em comunicado.

Não se sabe ainda como a venda do negócio se concretizará. A fatia na Aesop poderá ser ofertada na Bolsa de Valores, por meio de um processo de abertura de capital – analistas dizem que é mais provável que, caso esse seja o caminho, a operação seja realizada nos Estados Unidos, e não no Brasil.

Outro caminho é fazer uma cisão da empresa e buscar um sócio do mercado financeiro ou da própria concorrência. Segundo a Bloomberg, a fila de interessados pela Aesop teria a gestora de Luxemburgo de fundos CVC Capital Partners e as concorrentes de cosméticos L’Occitane, da França, e a Shiseido, do Japão.

Por que a Natura quer vender a Aesop?

De acordo com cálculos de analistas, a Aesop poderia valer cerca de R$ 8 bilhões. Se vender 25% da empresa, a Natura poderia embolsar até R$ 2,6 bilhões, nas contas do banco Citi.

O valor poderia ser menor, uma vez que um IPO neste momento de mercado em baixa possivelmente faria o mercado avaliar a Aesop (e a própria Natura) por um preço inferior. Além disso, a concorrência poderia aproveitar a situação financeira complicada da Natura para “pechinchar” na negociação.

O “inferno astral” da empresa brasileira se dá por uma combinação de endividamento elevado, em razão da captação que a Natura fez para comprar a Avon, em 2020, e pelo ciclo de baixa no mercado de consumo de cosméticos do Brasil e dos Estados Unidos.

Apesar dos pesares, trata-se de um negócio considerável, uma vez que a própria Natura está avaliada em R$ 15 bilhões na bolsa brasileira. As ações da empresa acumulam perdas de 55% em um ano e têm a pior cotação desde 2016.

A Aesop representa apenas 7% das vendas líquidas da Natura, mas seu impacto no Ebitda, indicador que mede o lucro líquido (lucro antes de impostos e outras amortizações) é bem maior, na ordem de 20%. Segundo analistas do Citi, a marca australiana é o negócio de maior crescimento do grupo.

Faz sentido, portanto, que a Natura use esse potencial para, primeiro, captar recursos e reduzir seu endividamento, e, segundo, angariar receitas para investir nas próprias marcas, como a Avon, e potencializar os ganhos da empresa no médio e longo prazo.

Fonte: Metrópoles

2022-12-01T10:26:28-03:00dezembro 1st, 2022|Categories: Notícias do Setor|

Fashion Network – Avon se junta a Perfect Corp. para oferecer teste virtual de produtos

A marca de beleza Avon expandiu sua parceria com a empresa de tecnologia Perfect Corp. para oferecer uma experiência de compra online virtual try-on (VTO).

A experiência de compra imersiva permite que os clientes experimentem vários produtos de beleza virtualmente para encontrar o produto perfeito. Em particular, os clientes da Avon poderão experimentar produtos instantaneamente por meio de celular ou webcam no desktop, para ver os produtos ganharem vida com resultados hiper-realistas. Os representantes da Avon também poderão oferecer a seus clientes uma experiência aprimorada de compras.

O teste de RA da Perfect Corp. utiliza a tecnologia AgileFace patenteada que identifica automaticamente as características faciais únicas dos usuários, como formatos de olhos e sobrancelhas, para oferecer a experiência de teste virtual mais realista. Ele será lançado oficialmente em nove mercados, incluindo Reino Unido, África do Sul, Filipinas, Itália, Polônia, Rússia, Romênia, República Tcheca e Turquia.

“Esse tipo de tecnologia de beleza não está amplamente disponível no mercado de beleza de massa. Até agora, apenas marcas de prestígio ofereciam esse tipo de experiência”, disse Alex Long, Head de marketing global omnicanal da Avon.

“Estamos muito entusiasmados com o potencial desta tecnologia para ajudar a Avon melhorando a experiência de compra. Seja comprando online ou por meio de um consultor de beleza, os clientes podem obter uma experiência verdadeiramente personalizada e ter mais confiança em suas compras”.

A tecnologia comprovadamente aumenta a confiança de compra do cliente, bem como o engajamento digital. Da mesma forma, como nenhum produto físico é usado, o teste virtual oferece uma experiência de teste de beleza sustentável e higiênica.

“À medida que os consumidores recorrem às marcas para obter conselhos e recomendações de produtos personalizados, as tecnologias IA e RA vem se tornando mais importantes do que nunca”, disse a fundadora e CEO da Perfect Corp., Alice Chang.

“Estamos empolgados em trabalhar com a Avon International para levar o poder dessas tecnologias a seus clientes de uma forma verdadeiramente personalizada e imersiva. Estamos ansiosos para ver como essa tecnologia permitirá que o negócio cresça e prospere ainda mais.”

Fonte: Fashion Network

2022-12-01T10:23:59-03:00dezembro 1st, 2022|Categories: Notícias do Setor|

Agência Brasil – Brasil ultrapassa US$ 4 bilhões em gastos de estrangeiros em 2022

De dezembro até março, país deve receber mais de 800 mil visitantes

O Brasil ultrapassou a marca de US$ 4 bilhões em gastos de turistas estrangeiros no acumulado do ano. O valor foi alcançado com os US$ 413 milhões gastos no país por estrangeiros em outubro deste ano. O setor de turismo havia registrado gastos de US$ 2,9 bilhões e de US$ 3 bilhões ao longo de 12 meses em 2021 e 2020, respectivamente. Os dados são do Banco Central do Brasil.

Segundo a Embratur, o resultado de outubro indica tendência de crescimento nos números, já que, em agosto e setembro, o valor também foi superior a US$ 400 milhões. Levando em consideração todo o ano de 2022, outubro foi o quinto mês em que os gastos de visitantes de outros países passaram de US$ 400 milhões. Em todo o ano de 2021, nenhum mês alcançou esta marca.

Em 2019, último ano antes da pandemia, gastos de turistas estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 5,9 bilhões. O recorde histórico continua sendo 2014, ano da Copa do Mundo de futebol no país, com US$ 6,84 bilhões.

Segundo estimativa feita pela Gerência de Inteligência Competitiva e Mercadológica da Embratur, mais de 800 mil visitantes estrangeiros devem vir ao país entre dezembro de 2022 e março de 2023.

Edição: Nádia Franco

Fonte: Agência Brasil

2022-11-30T10:00:20-03:00novembro 30th, 2022|Categories: Economia|

Agência Brasil – Confiança empresarial atinge menor nível desde fevereiro

Pesquisa é da Fundação Getúlio Vargas

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 6,7 pontos de outubro para novembro. Assim, o indicador atingiu 91,5 pontos, em uma escala de zero a 200, seu menor nível desde fevereiro deste ano (91,1 pontos).

O ICE consolida os índices de confiança dos empresários de quatro setores da economia pesquisados pela FGV: indústria, construção, comércio e serviços.

Queda

O Índice de Situação Atual Empresarial, que mede a percepção do empresariado brasileiro em relação ao presente, caiu 4,1 pontos e atingiu 95,2 pontos. O Índice de Expectativas teve uma queda mais acentuada: oito pontos, chegando a 87,9.

Quatro setores produtivos tiveram queda do ICE em novembro. A mais intensa foi observada no comércio (-10,8 pontos). Em seguida, aparecem serviços (-5,4 pontos), construção (-5,3 pontos) e indústria (-3,6 pontos).

Com a queda mais acentuada, o comércio também tem o menor índice de confiança: 87,2 pontos. A construção tem o maior índice: 95,6 pontos.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: Agência Brasil

2022-11-30T09:59:40-03:00novembro 30th, 2022|Categories: Economia|

Fashion Network – Natura lança programa na Argentina para formar líderes de triplo impacto

A Natura Argentina abriu o edital para seu “Programa CorajeN”, uma proposta que busca atrair talentos para desenvolver futuros líderes com perfis intraempreendedores com foco em triplo impacto.

Os interessados podem se inscrever até 15 de dezembro. No total, cinco pessoas serão selecionadas na Argentina para participar do programa. Os escolhidos podem ser tanto pessoas que já trabalham na Natura como candidatos de fora da empresa.

“Com esse programa buscamos formar um time multidisciplinar, diverso e inovador para gerar impacto positivo e trazer soluções transformadoras para o negócio. É uma proposta que também vai ao encontro das necessidades do mercado, que exige ciclos de trabalho mais curtos, maior autonomia, aprendizado e propósito dentro das organizações”, disse Lucila Canónico, gerente de Recursos Humanos da Natura, em nota.

A iniciativa surge da oportunidade de formar futuros líderes embaixadores da forma de fazer e da cultura da empresa. Dessa forma, a Natura&Co busca avançar com o seu “Compromisso com a Vida” para 2030.

Para ingressar no programa, os candidatos devem ter ensino superior completo, experiência relevante (profissional ou não), perfil inovador, experiência de impacto social ou sustentável e alinhamento com a cultura organizacional da Natura.

Serão selecionadas pessoas para trabalhar no Brasil e na Argentina, com contrato de 18 meses a partir de março de 2023. Terminado o programa “CorajeN”, estas poderão ser efetivadas no país ou designadas para outro.

Fonte: Fashion Network

2022-11-30T09:58:57-03:00novembro 30th, 2022|Categories: Notícias do Setor|

Exame – Gilberto Gil protagoniza campanha de Natal da Natura com neta e bisneta: ‘uma estrela por gerações’

A campanha vai ao ar na TV aberta pela emissora Globo, logo após a novela das 21h

O Natal da Natura, uma das épocas mais promissoras de vendas para a companhia, começou em grande estilo. A gigante varejista de cosméticos investiu em uma campanha natalina alinhada em torno do afeto. Para tanto, chamou o ícone da música popular brasileira (MPB) Gilberto Gil, sua neta Flor Gil e a bisneta Sol de Maria.

A iniciativa de trazer as diferentes gerações da família de Gil também faz parte do processo criativo da campanha. Os três filmes foram pensados em torno da canção “Estrela”, lançada pelo baiano em 1997, no álbum “Quanta”, e vão ao ar nas redes sociais e TV Aberta a partir desta terça-feira, 29 de novembro.

“Essa música, há muitos anos atrás, eu escrevi essa música referenciando uma menina já crescidinha, filha de dois amigos meus, o Paulo Leminski e a Alice Ruiz. O nome dela foi fundamental, porque ela se chamava Estrela”, disse Gilberto Gil em coletiva à imprensa na Casa Natura, localizada na capital Paulista.

“A canção fala desse mistério profundo, esse mundo misterioso dos astros distantes da Terra, das estrelas, um paralelo mesmo. Hoje, eu vejo ela com essa lembrança, mas também vem dentro de uma coisa muito frequente no meu trabalho, essa coisa de dialogar um aspecto afirmativo e com vários significados. Uma estrela por gerações”, completa ele.

Ao todo, a Natura lançará 85 opções de presente para o Natal, que variam de preço entre R$ 20 a R$ 280. A campanha vem em um momento decisivo para a marca, que visa uma meta de crescimento expressiva para 2023, mas luta para se manter em alta na Bolsa após o desempenho da Avon e The Body Shop.

‘Abraçar o sentimento como uma criança’

A campanha foca em três vídeos diferentes que apostam no afeto entre amigos e família, com a premissa de “sentir o Natal como uma criança e transformar o mundo com todo o seu afeto”. O primeiro deles mostra uma filmagem do “backstage”, da gravação do cantor baiano cantando a música acompanhado da neta e da bisneta.

“O encontro com as crianças está sempre cheio de curiosidade. Elas despertam em mim essa ideia, de como lidamos de forma dramática e teimosa com as coisas, como é misterioso o sofrimento humano e como é possível abraçá-las em todos esses sentimentos, aprender todos os dias com ela. Vejo isso com as crianças da minha família”, disse Gil.

O segundo vídeo mostra, em coro, várias mães, filhos, pais e amigos cantando “Estrela”. A voz deles se junta à voz de Gilberto Gil, Flor Gil e Sol de Maria, com foco no afeto de estar com pessoas amadas.

Por fim, no terceiro vídeo — o principal da campanha —, uma criança cultiva uma árvore de natal natural que, a cada expressão de afeto, fica ainda maior.

Fonte: Exame

2022-11-30T09:58:09-03:00novembro 30th, 2022|Categories: Notícias do Setor|

Glamour – Lixo ainda é um desafio para a indústria da beleza, mas iniciativas apontam caminhos

Como o mercado de beauté está avançando para reduzir a produção e o impacto do descarte de resíduos no meio ambiente? A Glamour investigou

Escova e pasta de dentes, sabonete facial, sabonete corporal, creme hidratante, protetor solar, xampu, condicionador… Uma rotina de higiene e beleza simples envolve, ao menos, seis produtos. Pode reparar: a maioria deles, envoltos por lacres plásticos, seguido por embalagens similares. Engana-se quem pensa que o destino final delas está no lixinho do banheiro. Quando descartadas, vão parar diretamente em aterros sanitários ou nos rios e oceanos, desequilibrando todo o ecossistema. Por décadas, e em escala crescente.

Para ilustrar, vamos de números. No Brasil, mais de 80 milhões de toneladas de lixo são produzidas por ano, dos quais apenas menos de 3% são recicladas corretamente, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), respectivamente. Portanto, as pesquisas e ideias para a redução da produção de lixo e novas formas de minimizar o impacto da indústria da beleza no meio ambiente são urgentes.

Afinal, certamente parte deste contingente inclui os nossos recipientes de skincare, já que nosso País também é o quarto maior mercado de cosméticos e o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo, de acordo com o Atlas do Plástico. Em casa, também vale exercitar o olhar para as escolhas. Dá para mudar o mundo com uma troca? Certamente, não. Mas demandas impulsionam mercados.

A piloto de avião Camila Villegas é uma das consumidoras que endossa o coro. A virada de chave na forma de se relacionar com os rótulos veio quando, em 2019, passou a sofrer com crises de acne depois de ter parado o anticoncepcional hormonal. Foi o start para adotar uma rotina completamente vegana, clean beauty e sustentável.

“O impacto que os cosméticos têm na nossa pele e no meio ambiente é enorme, porque usamos vários tipos de produtos todos os dias e a sociedade não dá a relevância necessária para o assunto”, argumenta Camila. As experiências são compartilhadas no perfil @skincarecomplantas no Instagram, onde soma quase 100 mil seguidores.

Mar de desafios

De acordo com a Anvisa, em 2020, 3.130 empresas de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria foram registradas no País, sendo 205 delas novas indústrias. Esses números representam um crescimento de 7% em relação a 2019. Em 2021, cerca de 7.368 produtos foram lançados na categoria de cuidados pessoais, segundo a Mintel. Olha a quantidade!

Por aqui, a lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que pelo menos 22% das embalagens comercializadas passem pela logística reversa, ao mesmo tempo em que a Anvisa ainda exige a embalagem secundária (cartucho ou caixa) de produtos vendidos em pontos físicos.

“O movimento rumo ao lixo zero no Brasil está bem lento”, lamenta a sócia e fundadora da CARE Natural Beauty, Patrícia Camargo. Quando falamos sobre salões de beleza, o impacto na natureza é ainda maior. “Em São Paulo, todos os dias são descartadas mais de 15 toneladas de papel-alumínio no lixo, em cerca de 65 mil salões”, esclarece Cris Dios, fundadora do salão Laces and Hair, em São Paulo.

Diante deste cenário, o número de marcas e grupos brasileiros que estão procurando por alternativas que garantam a conservação de recursos naturais e uma cadeia mais sustentável vem aumentando. Embalagens, matérias-primas e ingredientes de fontes renováveis, recicladas ou recicláveis poupam energia e recursos. Mas se a pauta é tão importante, por que ainda não encontramos prateleiras recheadas de produtos refiláveis, com plástico verde, embalagens de vidro ou vendas a granel?

Patrícia Camargo acredita que a resistência é fruto de uma combinação de fatores. “A urgência dos prazos para lançar produtos e competir no mercado é a primeira questão. Na minha empresa, levamos o dobro do tempo de uma marca convencional para desenvolver um produto. Às vezes, encontramos a fórmula perfeita, mas a embalagem não segue nossa agenda de compromissos e as grandes indústrias não podem se comprometer com esse tempo hábil. A segunda questão, sem dúvida alguma, é o custo, já que os maquinários dependem de matérias-primas específicas e os fornecedores ainda não têm uma gama tão grande de opções sustentáveis; as poucas que existem são mais caras”, explica.

Há esperança!

Apesar das dificuldades, o compromisso coletivo, que vai das labels independentes às gigantes do setor, vem se renovando. “Tenho visto novas marcas surgirem e, em paralelo, as grandes corporações também criam linhas com pegada sustentável ou compram outras empresas com o mesmo DNA. Além disso, a tecnologia avança para proteger a natureza a partir da criação de ingredientes semelhantes aos encontrados no meio ambiente, só que sem a exploração. Se todo mundo fosse usar óleo essencial de lavanda, por exemplo, não ia ter lavanda suficiente no mundo para atender a demanda, o que desencadearia um desequilíbrio ambiental. A indústria tem encontrado maneiras de melhorar a performance e fazer mais reduções necessárias”, nota Camila.

No Laces, outra empresa nacional, Cris Dios é exemplo para os empreendimentos do segmento e suas iniciativas já foram reconhecidas mundo afora. Neste mês, a empresária participou da COP27, conferência mundial das Nações Unidas que avalia a situação das mudanças climáticas do planeta, em três painéis sobre práticas sustentáveis. “Temos uma ferramenta que é reutilizável para mais de 2.000 procedimentos de luzes, o ‘roll meches’. Além disso, desenvolvemos uma coloração 100% à base de plantas, que não deixa rastro no meio ambiente e não polui a água”, exemplifica.

Outras marcas made in Brazil também já assumiram compromissos no mesmo sentido. Para citar algumas, a Natura, por exemplo, disponibiliza produtos refiláveis desde 1983. Desde 2015, também são utilizados vidros reciclados em algumas fragrâncias. Isso significa reduzir em mais de 350 toneladas, por ano, a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, além de dar vida nova a materiais que já foram usados antes. Falando em frascos, a Mantecorp compensa 122% de todas as embalagens que coloca no mercado e garante a reciclagem desses materiais. O processo de reciclagem ainda pode ser complementado com iniciativas como o Programa Boti Recicla, de O Boticário, que, desde 2006, realiza logística reversa em mais de 4.000 pontos de coleta pelo Brasil; também existem, em portfólio, 205 produtos com esquema de refil e 1.334 embalados com materiais reciclados. Sobre reaproveitamento, o índice de recuperabilidade das embalagens Hinode é de 96%. A marca também utiliza ingredientes e matérias-primas que reduzem o tempo de decomposição no meio ambiente.

Você sabe quais são as políticas de responsabilidade com o lixo do seu rótulo favorito? É tempo de pesquisar e contribuir com a discussão. Vamos juntas?

Fonte: Glamour

2022-11-30T09:55:26-03:00novembro 30th, 2022|Categories: Notícias do Setor|

Monitor do Mercado – Apesar de bom novembro, faturamento do varejo recua 14% na Black Friday

O comércio eletrônico registrou diminuição de 14% no faturamento na Black Friday, que aconteceu na última sexta-feira (25), e teve resultados melhores no fim de semana (26 e 27), com alta nas vendas de 27%, com ticket médio 52% maior, apesar da queda de 17% no número de pedidos. Uma semana antes da Black Friday, período em que os varejistas antecipam promoções, as vendas subiram 6,7%, enquanto o ticket médio teve alta de 51%, em relação ao ano anterior.

Os dados foram levantados pela Linx, do segmento de software para varejo, que analisou uma base de mais de 2.800 grandes varejistas e marketplaces via Linx Digital. Os dados confirmam a previsão da Linx para a Black Friday 2022 de diluição das vendas ao longo do mês, com varejistas antecipando promoções, em meio à Copa do Mundo.

O segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo, realizado na segunda-feira (28), teve impacto de 54% nas duas horas que antecederam a partida, percentual maior que na estreia da Seleção Brasileira, na última quinta (24), quando caiu 46% nas três horas que antecederam o jogo.

O volume de vendas foi retomado mais rapidamente ao longo do jogo e, após o fim da partida, somou 140% de aumento em relação ao início, enquanto na primeira partida da Seleção Brasil ela aumentou 31% do início ao apito final, com picos de vendas no intervalo do jogo e quedas acentuadas nos minutos em que foram realizados os dois gols que selaram a vitória do Brasil.

A Black Friday 2022 também foi movimentada nos aplicativos de supermercados, segundo análise de dados da Mercadapp, que avaliou o desempenho de centenas de supermercados e empórios. O número de pedidos de sexta-feira (25) a domingo (27) foi 15% superior em relação ao mesmo período de 2021. Os dados apontam alta de 6% de faturamento, apesar do ticket médio ter caído 10%. Entre os itens mais procurados estão bebidas alcoólicas e alimentos de hortifruti, e nas categorias de produtos, se destacaram os itens de mercearia, laticínios e limpeza.

Fonte: Monitor do Mercado

2022-11-30T09:54:33-03:00novembro 30th, 2022|Categories: Notícias do Setor|

Monitor Mercantil – O varejo físico não morreu: mais de 200 milhões de pessoas têm vínculo afetivo com shoppings

Consumidores valorizam cada vez mais as experiências de convívio social

Os shoppings centers ocupam um espaço importante na vida dos brasileiros. Sempre houve consumo, mas nunca foi só isso. Seu ponto mais sólido é o afeto. Mais de 200 milhões de pessoas têm um vínculo afetivo com os shoppings. Para muitos, esses locais são verdadeiras válvulas de escape à realidade. Apoiando-me no termo cunhado pelo sociólogo americano Ray Oldenburg, afirmo, com toda certeza, que os malls são um third place para diferentes classes da sociedade, onde é experimentada a segurança, arquitetura, arte, respeito e dignidade.

O nível de qualidade da experiência durante uma visita ao varejo físico é um fator fundamental para os consumidores. De acordo com uma pesquisa realizada pela 121 Labs, por meio da plataforma Hazo.App, 41% dos entrevistados julgam que um atendimento eficiente, simpático e acolhedor são aspectos essenciais, enquanto 36% valorizam a facilidade de compra e pagamento, além da conveniência.

O contato humano sempre será um ponto forte. Ainda segundo a pesquisa da Hazo.App, 71% dos consumidores estão dispostos a pagar até 10% a mais para ter uma experiência melhor em produtos e serviços e 77% preferem uma interação humana ao realizar compras em locais físicos, mesmo com a presença de tokens de autoatendimento.

O mesmo vale para a tão observada Geração Z, que vem conquistando poder de compra e se tornando um termômetro para o futuro dos negócios. Segundo a empresa de consultoria empresarial Kearney, 80% dos jovens têm preferência por realizar compras em lojas físicas e mais da metade justificam a escolha dizendo que o momento serve como uma pausa nas redes sociais e tempo gasto com a internet.

Mais de três décadas após a consolidação do modelo de shoppings no país, o setor que, hoje, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), conta com 620 empreendimentos, que geram 1,02 milhão de empregos e faturam mais de R$ 159,2 bilhões, precisou se adaptar a um novo cenário trazido pela pandemia de Covid-19 no ano de 2020.

Mesmo quando tudo estava fechado, sem pessoas nas ruas, em um dos piores momentos sanitários e econômicos, as lojas físicas e seus vendedores mantiveram o país respirando. Nesse período, o e-commerce chegou a representar pouco mais de 21% do total de vendas do varejo nacional, durante o segundo semestre de 2021, segundo a Sondagem do Comércio feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apesar de ter parecido bem mais aos olhos de muitos.

Digitalização

O comércio eletrônico, que antes da pandemia correspondia a 5% das vendas, ainda representa menos de 10% do varejo no Brasil, de acordo com especialistas da FGV. Acreditamos que esse número vai crescer. Porém, o que ficou claro, é que os ganhos da digitalização não vão embora. Ao contrário. O que o shopping fez nos anos 60 e 70, ao estabelecer um lugar organizado para o consumo, com diversidade de restaurantes, marcas e entretenimento, a internet deu continuidade, aumentando a conveniência. O consumidor agora é omnichannel.

Quando os shoppings usam a escada rolantes para fazer um consumidor circular, fico me perguntando como ainda não viram o que está acontecendo. O nível de conveniência não é mais um mix de ar-condicionado e segurança, é o poder de comprar com um click, que, inclusive, contribuiu para o aumento de 5% nas vendas da companhia.

E, quando olhamos para o e-commerce, percebemos o quanto o varejo físico pode ser relevante. As lojas virtuais não irão crescer convencendo as pessoas a comprarem mais, no entanto, podem alcançar margens melhores ao incluir a classe média no mercado. Para isso, precisamos resolver dois problemas: affordability e acesso. O primeiro, várias entidades estão resolvendo. Os cartões das lojas, as fintechs e o PIX incluíram milhões no sistema financeiro. Agora, o acesso é bem mais complicado. E é aí que podemos entregar valor.

Reforçar a qualidade das experiências é certamente um dos pontos chaves para o momento. Com isso, o Customer Relationship Management, CRM, vem conquistando cada vez mais a atenção do setor, pois permite uma automatização do contato com os clientes a partir da identificação de seu perfil e preferências. As carteiras digitais para Shoppings Centers também contribuem para facilidade de pagamentos, afiliação de consumidores e compreensão sobre os hábitos de compra por meio do registro de dados. Com a chegada do 5G, ainda será possível expandir as possibilidades com os recursos de geolocalização e notificações por proximidade, proporcionando experiências personalizadas e memoráveis.

Durante o Spot On, evento no qual reunimos os nomes influentes do varejo físico e do Marketing de Dados para debater inovações, ficou claro que o setor precisa se modernizar e investir na digitalização para construir o shopping do futuro a partir de hoje, e assim, continuar entregando o que faz de melhor diante das mudanças na sociedade, uma experiência completa às pessoas e qualidade de serviços personalizados.

Raphael Carvalho é CEO da Spot Metrics.

Fonte: Monitor Mercantil

2022-11-30T09:53:41-03:00novembro 30th, 2022|Categories: Notícias do Setor|
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