Loading...
Início/ABEVD Clipping

Notícias

ABEVD NA MÍDIA | NEWS

Clipping de Notícias das Empresas de Vendas Diretas e Parceiros. Confira:

O Globo – Amazônia em risco: política ambiental do governo ameaça estratégia internacional das empresas

Desmatamento, queimadas, reservas indígenas ameaçadas e a falta de respostas adequadas a esses problemas da controversa política ambiental do governo de Jair Bolsonaro estão deixando exportadoras e multinacionais brasileiras na defensiva em suas estratégias de negócios no exterior.

Executivos relatam pressão nunca vista no exterior em torno das questões ambientais brasileiras. A nova diplomacia do país, que emprega forte conteúdo ideológico contra parceiros comerciais importantes do país, agrava o quadro. E esta não é uma dor de cabeça apenas para o agronegócio.

Indústrias com reconhecimento global por práticas sustentáveis passaram a ser indagadas por clientes e investidores lá fora, tendo que gastar energia extra para explicar que nem todos no Brasil têm práticas que põem em risco a preservação da Amazônia.

— Nunca fomos tão questionados sobre nossa responsabilidade ambiental, em todos os idiomas, em todos os fóruns. Como temos empresas globais (negócios adquiridos no exterior), nossos porta-vozes nessas companhias em diversos países precisam responder sobre o que está acontecendo na Amazônia — conta João Paulo Ferreira, presidente da Natura&Co América Latina, holding que une Natura, Avon, The Body Shop e Aesop. — O nosso negócio ainda não sofreu, mas a gente não quer perder oportunidades.

‘Mapinha’ para estrangeiro

A gigante brasileira de cosméticos, que faturou R$ 14,4 bilhões no ano passado, deve parte considerável de seu sucesso a uma estratégia amazônica, que envolveu desenvolver produtos a partir da floresta, com a preservação de dois milhões de hectares.

Há um mês, além de se comprometer a neutralizar as emissões de carbono, prometeu trabalhar para zerar o desmatamento da Amazônia até 2025.

Nestor Forster: Quem vive na Amazônia ‘não pode ser esquecido porque estrangeiro acha a floresta bonita’

A Suzano, que se tornou uma das maiores produtoras e exportadoras de celulose do mundo em 96 anos de atuação, também sente o impacto negativo da piora da imagem ambiental do país lá fora. Embora até o momento não veja perda de clientes, a empresa vê esse risco com o tema ambiental podendo ser usado por países protecionistas, interessados em barrar a entrada da celulose brasileira, altamente competitiva. Em 2019, a Suzano faturou R$ 26 bilhões vendendo para 80 países.

— Em todas as nossas apresentações temos um mapinha que mostra onde é a Amazônia e onde atuamos, longe da floresta — diz Marcelo Bacci, diretor executivo de Finanças da Suzano, que afirma que o manejo florestal do setor de celulose no país capta carbono em vez de emitir desmatando.

O executivo avalia a atual crise de imagem do país por causa dos problemas ambientais como comparável apenas ao calote da dívida externa na década de 1980. Para ele, o que poderia ser um instrumento positivo de influência internacional está se transformando em um entrave:

— A gente não deveria estar na defensiva. Somos um país com uma legislação ambiental muito boa, as empresas em geral têm práticas muito boas e os problemas são exceções, provocados por criminosos. Em vez de usarmos o meio ambiente como um diferencial a nosso favor, perdemos uma tremenda oportunidade.

No agronegócio o problema é turbinado. Para a  Marfrig, que envia seus produtos de proteína animal a quase cem países e faturou R$ 50 bilhões no ano passado, a necessidade de provar conformidade de sua carne é diária. Dos 16 mil pequenos fornecedores da Amazônia, a empresa bloqueou 3.500 deles por alguma irregularidade.

Neste ano, começou a usar uma nova tecnologia de mitigação de risco: a sobreposição de mapas de fornecedores e suas pastagens com os de áreas de mata nativa e as de maior risco de desmatamento, para monitorar se podem estar contribuindo para danos ao Cerrado e à Amazônia.

— Com essas coordenadas geográficas, conseguimos fazer a rastreabilidade das fazendas de suprimentos — diz Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade da empresa. — É possível, com novos modelos de crédito, e participação do poder público oferecendo técnicas, melhorar a produtividade desse pequeno produtor, para que produza gado sem derrubar árvores. É possível uma pecuária que não desmate.

Além da atuação internacional e uma posição no topo dos maiores grupos econômicos do país, Natura, Suzano e Marfrig têm outro ponto em comum: seus executivos estão no grupo de 50 líderes de grandes companhias em diferentes setores que enviou uma carta ao vice-presidente Hamilton Mourão, cobrando do governo o combate às queimadas ilegais na Amazônia.

Cautela redobrada

A carta tem um tom colaborativo, já que os empresários também sugerem ações, mas serviu de alerta para que o governo seja mais assertivo em sua política ambiental. O consultor Welber Barral, da BMJ Consultores, diz que a preocupação das empresas que atuam no exterior faz sentido:

— Até supermercados no Reino Unido têm se recusado a vender carne brasileira sob o argumento de que a produção está destruindo a Amazônia.

Embora pequenos exportadores, como os de frutas, vejam novas barreiras lá fora, não há boicotes significativos, por exemplo. Para Paulo Vicente, professor da Fundação Dom Cabral, empresas têm um papel para evitar danos maiores:

— Não adianta nota de repúdio. O setor produtivo precisa pressionar o governo, que já demonstrou que é sensível à opinião pública. Do contrário ele vai atender apenas sua base mais radical, que não se interessa pelo meio ambiente.

Thomaz Favaro, diretor da consultoria Global Risk Analysis, afirma que os negócios no país estão mudando por causa deste dano de imagem. As investigações prévias de negócios por investidores ficou mais cautelosa, detalhista, mais atenta a riscos ambientais, diz:

— Há um risco reputacional. Nenhuma empresa quer fechar um negócio que pode virar um escândalo ambiental.

Fonte: O Globo

2020-07-13T14:19:37-03:00julho 13th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

UOL – Com investimento bilionário, Natura quer zerar desmatamento na Amazônia

Como convencer uma empresa com 6 milhões de vendedores, milhares de produtos e lojas, de que a não derrubada de uma árvore na Amazônia é importante para manter todo o negócio de pé? Essa é uma das tarefas da Natura &Co, gigante do setor de cosméticos, com receita líquida de R$ 14 bilhões no ano passado, para vencer a contradição entre extrair matéria-prima do meio ambiente e preservá-lo ao mesmo tempo.

 

Dono da Natura, Avon, Body Shop e Aesop, o grupo traçou um plano para zerar a emissão de carbono até 2030, certificar toda a linha de produção das quatro empresas e inserir mais diversidade em seu quadro de funcionários.

 

Além disso, assumiu um compromisso ousado: ajudar a zerar o índice de desmatamento na Amazônia em cinco anos. Para isso, serão investidos cerca de US$ 800 milhões (R$ 4,3 bi) nos próximos dez anos.

 

É possível evitar a boiada?

 

Não à toa, o grupo faz parte parte do Conselho Nacional da Amazônia Legal, grupo criado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste ano e chefiado por Hamilton Mourão. O vice-presidente tenta, desde então, mediar o desgaste da gestão de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, considerada radicalizada e com índices recordes de desmatamento entre os biomas brasileiros. Os índices negativos têm pesado no bolso e afastado investidores.

 

Questionado se Salles e falas como “passer a boiada” mais atrapalham do que ajudam neste objetivo, o presidente-executivo do conselho e CEO da Natura &Co, Roberto Marques, afirma que o posicionamento da empresa sobre os próprios objetivos já está dado.

 

“A nossa posição é muito clara. De maneira muito transparente, a gente coloca que nosso compromisso daqui para 2030, dentro da nossa visão, é que um dos pilares importantes é a proteção da Amazônia”, diz. “Obviamente, não depende só da Natura &Co. A gente acredita que tem o papel de dialogar com outros atores”, em referência a ONGs, instituições públicas, privadas e universidades.

 

Segundo ele, o grupo utiliza 38 ingredientes da natureza e atua com 33 comunidades locais na Amazônia, tendo impacto sobre 22 mil pessoas somente na região. A ideia é dobrar os R$ 30 milhões já investidos anualmente nessas comunidades.

 

Para evitar que árvores de ucuúba fossem derrubadas para a produção de vassouras, vendidas no comércio local, o grupo resolveu pagar o dobro do valor que a comunidade amazônica recebia pelo trabalho. Em vez do corte, passaram a ganhar mais para manter as árvores de pé e extrair apenas as sementes, que têm propriedades hidratantes para a produção de cremes – a Natura tem uma linha de produtos com a semente desde 2015.

 

No ano passado, só a Natura vendeu 374,4 milhões de unidades de cosméticos no Brasil, responsáveis por uma receita bruta de R$ 8,8 bilhões.

 

Outra demanda é mapear e certificar toda a linha de produção das quatro empresas no mundo. Especialmente, elementos como o óleo de palma, já que a extração do insumo elevou índices de desmatamento no sudeste asiático e na África. A empresa mantém áreas controladas por pequenas comunidades para a preservação do óleo — e exige reflorestamento da área de onde é extraído.

O objetivo é ampliar para 3 milhões de hectares a área preservada na Amazônia até 2030. Atualmente, são 1,8 milhão de hectares protegidos na região.

 

Devido à concentração de dezenas de hectares, produtos, tecnologia e consumidores, a produção do grupo será usada por um instituto de ciência para elaborar protocolos sobre como diminuir o impacto ambiental. Por exemplo, desenvolver uma métrica unificada para a diminuição da degradação de rios com uso reutilizável da água. O método será aplicado às quatro empresas no mundo e servirá como precedente para outras do ramo.

 

O plano envolve também as consultoras, aquelas que batem de porta e porta. Junto com o catálogo de produtos, também devem receber guias e instruções sobre todo o processo de extração dos insumos da natureza.

 

O que tem a ver meio ambiente e inclusão?

 

Nos últimos anos, executivos engravatados encamparam a bandeira da inclusão como boas e rentáveis práticas de negócios. Para o CEO, a diversidade no quadro de colaboradores também tem a ver com redução do impacto ambiental.

 

“É uma visão holística que a gente tem de pensar na sustentabilidade, que tem um componente de meio ambiente, mas também um componente social. É muito difícil separar”, diz.

 

A meta do grupo é ter posições de lideranças com 50% de mulheres, e 30% em diversidade racial, étnica, de identidade de gênero, pobres e pessoas com deficiência no grupo até 2023.

 

O executivo, responsável por fazer o “namoro” virar casamento entre Natura e Avon, então duas competidoras, afirma que a pandemia gerou um chamamento para empresas públicas e privadas se mexerem e evitarem ainda mais intensificação destas desigualdades.

 

“Apesar de não discriminar, o vírus tem um impacto maior em populações mais carentes”, diz. “A gente pode reconstruir um mundo mais sustentável do ponto de vista ambiental. Aí, também entra um mundo mais justo, com mais inclusão não só do ponto de vista de gênero, mas racial”, conclui.

 

Fonte: UOL

 

2020-07-13T14:17:30-03:00julho 13th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Estadão – Ministro da Defesa defende fim da Amazônia Legal e fixar orçamento da pasta em 2% do PIB

Proposta estará na próxima Estratégia Nacional de Defesa; anúncio foi feito pelo ministro Azevedo e Silva em evento de ‘think tank’

O Ministério da Defesa vai enviar na próxima semana uma proposta que pretende fixar em 2% do Produto Interno Bruto (PIB) o orçamento da pasta. A proposta estará na nova Estratégia Nacional de Defesa (END) que deve ser entregue pelo governo ao Congresso na próxima semana. O ministro, general Fernando Azevedo e Silva, defendeu, nesta quinta-feira, 9, o fim do conceito de Amazônia Legal para medir devastação da área e disse que a nova END deve reafirmar a soberania do País para cuidar da região. De acordo com o ministro, em relação aos gastos de Defesa, a ideia é que o setor possa contar com previsibilidade para o planejamento de seus gastos. O anúncio foi feito por Azevedo e Silva em evento do grupo Personalidade em Foco, um think tank ligado a um grupo com forte presença de oficiais da Marinha. Atualmente, Educação e Saúde têm seus gastos mínimos fixados em 18% e 15% pela Constituição.

“O único oxigênio que falta para a gente é a questão orçamentária, é a previsibilidade para honrar contratos assumidos pelas Forças. Isso ocorreu em 2019 e está acontecendo em 2020, apesar de não ser suficiente. A Estratégia Nacional de Defesa prevê até como membro extra-OTAN um patamar de 2% do PIB. Essa é a meta que temos a intenção, o necessário para que o Brasil tenha um orçamento de defesa à altura da política e da estratégia que o Brasil tem”, afirmou o ministro. Em 2018, os gastos somaram 1,5% do PIB.

No orçamento deste ano, o orçamento da pasta está blindado – não pode ser contingenciado perla equipe econômica. “Temos atualmente 1,8% do PIB. Isso não é condizente com a estatura que o Brasil tem de dissuasão e presença. Tenho certeza de que no governo Bolsonaro vamos melhorar esse aspecto.” De acordo com o ministro, tudo depende de como deve ficar a economia no pós-pandemia. “A nova estratégia já estipula 2% o razoável do PIB e uma previsibilidade, que é o mais importante.”

O ministro afirmou ainda que despachou com o presidente a futura END e a Política Nacional de Defesa bem como o Livro Branco, todos previstos para serem revistos neste ano de acordo com a lei Complementar 136. O documento deve abordar a Amazônia após as Forças Armadas iniciarem a Operação Brasil Verde-2 para tentar coibir desmatamento e queimadas na região, diante da pressão intencional de governos e fundos de investimentos contra a inação do governo Bolsonaro na proteção da região.

“Na Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo presidente, tem uma frase. ‘Quem cuida da Amazônia brasileira a serviço da humanidade e de si mesmo é o Brasil’.” No caso da operação Brasil Verde-2, o ministro afirmou que foram montados três comandos conjuntos, o da Amazônia, o do Norte e o do Centro-Oeste voltados para o combate dos ilícitos ambientais. “O resultado com 50 dias são efetivos: só de multas são 400 milhões de reais, mais 70 mil metros cúbicos de madeira apreendidos, além de armas e das autuações.”

O ministro defendeu a revisão do conceito de Amazônia Legal ao responder a uma pergunta do ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Luiz Fernando Furlan. Para Furlan, o conceito só fazia sentido para a concessão de benefícios fiscais que não existem mais.

“Concordo em acabar com conceito da Amazônia Legal. É um conceito ultrapassado. Tenho ido muito à Amazônia. Na semana passada, fui ao pelotão de fronteira de Surucucu. A gente voa horas dentro do bioma Amazônia completamente preservado, mas o conceito de Amazônia ilegal, que abrange população do entorno, não está de acordo com o bioma da Amazônia em si.”

O fim do conceito de Amazônia Legal foi discutido durante a votação do Código Florestal, mas não foi aprovado. Na Amazônia Legal, de acordo com o código, além de as propriedade nas florestas terem de manter 80% da vegetação, nas áreas de cerrado, a proteção é de 35%. Para Tasso Azevedo, da ONG MapBiomas, isso significaria retirar a proteção de milhões de hectares de cerrado, mas teria pouco impacto na contagem dio desmatamento e dos focos de incêndio.

Isso, por duas razões. A primeira é que a devastação hoje já se concentra no bioma Amazônia e a segunda é que os sistemas de vigilância do Prodes Amazônia e Prodes Cerrado cobrem as duas regiões.

Segundo Márcio Astrini, do Observatório do Clima, há no Congresso projeto de lei que trata do tema. “Em termos ambientais, o fim do conceito diminui o índice de reserva em algumas regiões na Amazônia, aumentando a possibilidade de desmatamento. Pode ser que também ocorra efeitos administrativos tributários para algumas cidades de fronteira no bioma.”

Astrini lembra que nesta quinta-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão se encontrou com megainvestidores que ameaçam retirar dinheiro do País devido ao avanço do desmatamento. “Dado esse contexto de crise de imagem que estamos atravessando por conta da questão ambiental, eu só diria a você que o ministro perdeu uma boa oportunidade de ficar calado”, afirmou.

De volta à palestra, Azevedo e Silva afirmou ainda que as Forças Armadas estão distantes da política. “As Forças estão afastadas da política e seguem trabalhando nas missões diuturnas e estão cumprindo sua missão constitucional. Não se vê uma declaração politica do pessoal do dia a dia.” Ele negou a existência de um caráter militar do governo, em razão da presença de militares no governo. “São quadros altamente qualificados com origem militar, assim como outros presidentes pegaram prioritariamente outros segmentos. Esse rótulo não incomoda, mas não é na prática verdadeiro.”

Fonte: Estadão

2020-07-10T12:58:33-03:00julho 10th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Deflação de 0,26% em serviços reflete fraqueza da demanda, aponta IBGE

Setor já vinha de uma queda de preços de 0,45% em maio

Os serviços consumidos pelas famílias registraram deflação de 0,26% em junho, após queda de 0,45% em maio, mostram dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Para Pedro Kislanov, gerente de índices de preços do IBGE, o resultado mostra como a demanda seguiu enfraquecida durante a pandemia em junho. “Difícil falar em retomada da economia ou mudança nesse sentido diante desse resultado”, disse ele.

Pixabay

Dados divulgados pelo IBGE mostraram que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, acelerou para 0,26% em junho, após queda de 0,38% em maio. Para Kislanov, porém, o movimento é basicamente explicado por itens administrados.

“Preços administrados como gasolina e medicamentos tiveram aumento de preços em junho. São itens com preços controlados, sem relação direta com a demanda”, disse ele.

Dos itens em queda em serviços estão passagens aérea (-26,01%), transporte por aplicativo (-13,95%), pintura de veículo (-1,19%) e manicure (-0,48%) , por exemplo, todos afetados pelas medidas de isolamento social durante a pandemia.

Em outro levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, o setor mostrou queda do volume de serviços prestados de 0,9% em junho ante maio, no 4º mês seguido de perdas.

Fonte: Valor Econômico

2020-07-10T12:57:06-03:00julho 10th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Valor Econômico – Cresce movimento de CEOs que cobram ações socioambientais

Grupo de líderes empresariais deverá se reunir com o vice Hamilton Mourão na sexta-feira

Continua crescendo o movimento de líderes empresariais que cobram ações socioambientais efetivas do presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

Na segunda-feira, conforme divulgado pelo Valor, um grupo de 38 CEOs e quatro grandes entidades do agronegócio, indústria, serviços e setor financeiro, enviaram carta-manifesto a Mourão pedindo combate inflexível ao desmatamento, inclusão econômica das comunidades locais na preservação das florestas e direcionamento de investimentos para a economia de baixo carbono.

Desmatamento na Amazônia

Desde então, foram registradas as adesões dos CEOs da Sunew, LVMH, Equinor, Grupo Boticário, Way Carbon e Palladium e do Pacto Global das Nações Unidas. Agora, o movimento tem 44 empresas e cinco entidades. Outras dez empresas estão em processo de adesão.

Há duas semanas o grupo de empresários procura reunir-se com Mourão. A reunião, confirmada nesta quarta-feira, deve acontecer na sexta, às 15h.

Por enquanto estão confirmadas as participações de Marina Grossi, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), Marcello Brito, da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Paulo Hartung, da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Paulo Souza, da Cargill, Walter Schalka, da Suzano, e João Paulo Ferreira, da Natura.

 

Fonte: Valor Econômico

2020-07-10T12:55:54-03:00julho 10th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Correio – Boticário doa álcool em gel para pacientes que recebem alta do Hospital Espanhol

Objetivo é estimular que cuidados sejam tomados em casa mesmo após fim do tratamento contra a covid-19

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

A empresa O Boticário fez a doação de 1.000 unidades de garrafas de 250 ml, contendo álcool em gel a 70%, para o Hospital Espanhol. O produto está sendo distribuído aos pacientes que recebem alta.

“A intenção, além do ato de cuidado e carinho, é enfatizar a necessidade das prevenções em casa. O paciente recém curado não deve deixar de manter a sua higienização rigorosa, dos seus utensílios, objetos pessoais e de contato. E assim deve agir toda a família”, alerta a médica Thayse Barreto, diretora geral do Hospital Espanhol.

As embalagens personalizadas, ganharam uma etiqueta do INTS (Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde) – organização responsável pela gestão do Hospital, demonstrando a alegria pela cura do paciente e o alertando sobre a importância de manter os cuidados em casa.

“Quando eles chegam até à Recepção, desejo que tenham uma boa recuperação e entrego a garrafinha, dizendo que é um cuidado do Hospital Espanhol e de O Boticário para todos aqueles que venceram a covid-19”, explica a recepcionista do Hospital Aiesa Fontes, responsável pela entrega do produto na saída dos pacientes.

O álcool em gel é um dos itens mais consumidos no mundo, nesta pandemia, pela sua eficácia comprovada na prevenção do coronavírus.

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, no último mês de abril, revelou que 94% dos brasileiros em todo o território nacional mudaram seus hábitos de higiene, inserindo o álcool a 70% como o produto com maior índice de aumento em relação ao consumo. O líder é o álcool em gel, com aumento de 67%. Seguido pelo álcool líquido (53%), água sanitária (51%), desinfetante (47%) e sabonete líquido (42%).

Fonte: Correio

2020-07-10T12:54:42-03:00julho 10th, 2020|Categories: ABEVD Clipping, Associados|

Clipping – Estadão – Bolsa retoma patamar de 100 mil pontos pela primeira vez desde março; dólar se mantém em queda

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, retomou o patamar de 100 mil pontos pela primeira vez desde o início de março, quando passou a sofrer impactos significativos da pandemia do novo coronavírus. Nesta quinta-feira, 9, o Ibovespa, principal índice da B3, abriu em alta de 0,32%, atingindo 100.085,43 pontos.

Já o dólar abriu as negociações em queda nesta quinta-feira, 9, voltando ao valor mínimo de R$ 5,2472. A desvalorização da moeda ocorre depois da notícia de que os EUA registraram mais de 3 milhões de casos do novo coronavírus. Às 10h15, a cotação era de R$ 5,2682.

Na quarta-feira, 8, o dólar fechou cotado a R$ 5,3496. O índice DXY, que compara a moeda americana ante seis rivais, oscilava ao redor da estabilidade há pouco, enquanto um viés de baixa predominava frente a divisas emergentes ligadas a commodities pares do real. Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram 99 mil nesta semana, e permaneceram no patamar de 1,3 milhão.

Cenário

Enquanto na China os dados de inflação permanecem em trajetória de retomada, impulsionando a alta das bolsas e a moeda chinesa, o yuan, ao seu maior nível desde março em relação ao dólar, o Banco do Japão (BoJ) rebaixou, nesta quinta, a sua perspectiva para todas as nove economias regionais do país, com a pandemia do novo coronavírus pesando sobre os exportadores e o setor de serviços. No relatório anterior, de abril, o banco disse que as nove economias estavam fracas ou estavam enfrentando forte pressão descendente. O presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, afirmou que a economia do Japão está em uma situação extremamente grave e não hesitará em tomar medidas adicionais, se necessário.

No Brasil, fica no radar uma videoconferência do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do vice-presidente Hamilton Mourão com investidores internacionais para tratar do desmatamento na Amazônia. O estado de saúde do presidente Jair Bolsonaro, que está com coronavírus, será monitorado, em meio a preocupações com possíveis infecções do coronavírus na cúpula do governo brasileiro, principalmente com o ministro da Economia, Paulo Guedes. A pauta do Congresso também prevê a votação da prorrogação de medidas emergenciais para diminuir o impacto da pandemia da covid-19 na atividade econômica, como a Medida Provisória 927, que trata das relações de trabalho durante a pandemia da covid-19, no Senado.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reafirmou na quarta que o Congresso deve derrubar o veto do presidente à prorrogação até o fim de 2021 da desoneração da folha de pagamentos, que diminui o custo de contratação de funcionários. Além disso, o Estadão/Broadcast apurou que o governo deve reforçar o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), mas o valor de suplementação ainda não foi definido pela equipe econômica. O orçamento total do Pronampe é de R$ 18,7 bilhões.

Na quarta, após manhã volátil, o dólar firmou queda nos negócios da tarde, após dois dias de alta. A sessão foi marcada pelo enfraquecimento da moeda americana no exterior, após notícias animadoras sobre uma vacina para combater o coronavírus, mas com o crescimento de casos nos Estados Unidos no radar. A melhora da atividade doméstica, evidenciada por vendas no varejo melhores que o previsto, também ajudou a fortalecer o real, enquanto o Ibovespa voltou a encostar nos 100 mil pontos, que haviam sido perdidos com a pandemia do novo coronavírus.

Fonte: Estadão

2020-07-09T13:16:20-03:00julho 9th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – O Globo – Dólar fecha em queda, a R$ 5,34, com dados positivos do varejo e pacote de US$ 1 tri nos EUA

Diante de um resultado positivo sobre as vendas do comércio brasileiro em maio, o dólar comercial fechou em queda frente o real nesta quarta. A moeda americana encerrou os negócios do dia com queda de 0,63%, valendo R$ 5,349.

Também contribuiu para o recuo da divisa dos EUA a expectativa de mais um pacote de auxílio econômico, estimado em US$ 1 trilhão, que a Casa Branca quer aprovar em agosto.

No mercado acionário, o dia foi de ganhos. O Ibovespa (índice de referência da Bolsa de São Paulo) subiu 2,05%, aos 99.769 pontos.

Em Nova York, o dia também foi positivo. Dow Jones e S&P avançaram, respectivamente, 0,68% e 0,78%.

A Bolsa eletrônica Nasdaq teve ganhos de 1,44%, aos 10.492 pontos – novo recorde de fechamento – impulsionada pelos ganhos de 7,34% do Twitter.

Impostos:  Fundador da rede Ricardo Eletro é preso em SP por sonegação fiscal

— O resultado do comércio de maio veio bem acima do esperado pelas projeções. O indicador corrobora a recente declaração do presidente do Banco Central, Campos Neto, de que o pior da crise econômica já ficou para trás — avalia Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos.

Ele continua:

— O resultado tira um pouco a leitura extremamente pessimista sobre o PIB do segundo trimestre, o que contribui para o mercado local. É fato que haverá uma queda acentuada no indicador, mas, agora, talvez menos intensa do que o imaginado no início da pandemia.

O mercado brasileiro também foi influenciado positivamente pela cena externa, especialmente em relação ao novo pacote de US$ 1 trilhão que a Casa Branca quer aprovar no mês que vem.

Em entrevista à Bloomberg, Marc Short, principal assessor do vice-presidente Mike Pence, confirmou o prazo e a cifra do projeto.

O objetivo do governo, segundo Short, é garantir a proteção aos desempregados. Os analistas destacam que, mesmo havendo discussões entre democratas e republicanos sobre o formato do pacote, a sinalização de mais ações do governo americano para combater os impactos da pandemia é positiva.

— Os democratas querem um pacote mais voltado para o social, enquanto os republicanos querem ajudar o setor de infraestrutura para impulsionar a retomada. Mesmo com esses debates, a sinalização é positiva e mostra que o governo americano está empenhado em recuperar a economia — destaca Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

Com o cenário mais favorável para o varejo, as empresas do setor listadas no Ibovespa apresentaram ganhos nesta sessão.

Os papéis ordinários (ON, com direito a voto) de Lojas Americanas e Via Verejo (dona de Casas Bahia e Ponto Frio) subiram, respectivamente, 0,35% e 3,22%. B2W (Americanas,com e Submarino) ON, que subia ao longo de todo o pregão, inverteu o sinal e fechou com queda de 1,44%.

Outro destaque positivo da Bolsa brasileira foi a construtora MRV, que avançou 4,5%. A alta veio na esteira das vendas recordes da empresa no segundo trimestre. As vendas líquidas da MRV atingiram R$ 1,8 bilhão no segundo trimestre, cifra 8,4% superior a do trimestre anterior.

Destoando dos números no azul ficou a operadora de turismo CVC. Suas ações fecharam com queda de 6,07%, após fato relevante informar que a empresa teve prejuízo superior a R$ 700 milhões por conta da pandemia de Covid-19.

Fonte: O Globo

2020-07-09T13:14:18-03:00julho 9th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Valor Econômico – Crise faz crédito bancário superar captação no mercado no 1º trimestre

Em 2019, emissão de dívida e ações contribuiu mais que banco no funding corporativo

Medidas emergenciais para atenuar os efeitos da pandemia na economia tomadas pelo Banco Central em março, que injetaram mais de R$ 1 trilhão em liquidez no sistema bancário, e a “corrida” de grandes companhias, muitas com empréstimos pré-aprovados, para acessar instituições financeiras fizeram a captação líquida de recursos pelas empresas via crédito bancário livre superar o volume levantado com a emissão de ações e títulos de dívida no primeiro trimestre deste ano, impondo ao menos uma pausa ao avanço das captações no mercado de capitais observado nos dois últimos anos.

Levantamento do Centro de Estudos de Mercado de Capitais (Cemec-Fipe) mostra que, de janeiro a março, os empréstimos bancários líquidos (descontados os vencimentos) com recursos livres somaram R$ 74,8 bilhões, alta de 32% em relação aos três últimos meses do ano passado — no primeiro trimestre de 2019, o saldo entre pagamentos e novas operações bancárias ficou negativo em R$ 6,1 bilhões.

No ano passado, em todos os trimestres, o volume de captação líquida das empresas no mercado de capitais superou o observada no crédito bancário. No primeiro trimestre deste ano, porém, não passou de R$ 922 milhões. Embora tenha caído pela metade em relação ao fim de 2019, a emissão de ações sustentou resultado positivo de R$ 8,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Mas as operações com dívida corporativa, que atingiram R$ 52,3 bilhões no quarto trimestre de 2019, registraram contribuição negativa de R$ 7,2 bilhões no caixa das empresas.

“Normalmente, primeiros trimestres são mais fracos para crédito bancário livre. Isso mostra que as medidas do BC foram extremamente robustas, geraram ampliação forte de crédito às empresas”, afirma Carlos Antonio Rocca, coordenador do Cemec.

Com isso, o valor líquido captado pelas empresas via crédito bancário com recursos livres, que encerrara 2019 em R$ 91,3 bilhões, saltou 88,6% nos 12 meses até março, para R$ 172,2 bilhões, empurrando o total das operações (considerando as múltiplas fontes de recursos) de R$ 184,8 bilhões para R$ 237,8 bilhões. No sentido contrário, as captações líquidas no mercado de capitais caíram 10% nos 12 meses até março, ante 2019, embora ainda representem o maior volume (R$ 192,2 bilhões).

Segundo Rocca, é possível que, além da demanda por caixa para atender compromissos num momento de queda das vendas por conta da paralisação das atividades, grandes empresas tenham feito em março o esforço de antecipar recursos para aumentar liquidez, prevendo o aprofundamento da crise nos meses seguintes. “As operações de crédito bancário não continuaram crescendo em abril e maio com o mesmo ímpeto de março”, diz. A desaceleração é até natural, já que, conforme as empresas ampliam a captação, também aumentam seu endividamento, elevando a percepção de risco diante dos bancos, ele explica.

Também por isso, bem como pela recente melhora no mercado de capitais, Rocca afirma que a “corrida” das empresas ao crédito bancário é pontual. “Lógico que houve ruído, o pessoal tomou consciência de que há limites de liquidez, mas acho que a tendência de crescimento do mercado de capitais, que começou em 2017, está dada.”

O economista observa, inclusive, que são as empresas de porte maior que captavam junto ao BNDES que, em geral, colocaram-se no mercado de capitais e, agora, conseguiram acessar recursos nas instituições financeiras. A evolução do saldo das operações de crédito bancário entre fevereiro, mês anterior às medidas do BC, e abril mostra crescimento de 11% para empresas grandes e de apenas 2,1% entre as pequenas, segundo o estudo.

O aprofundamento dessas diferenças agora é delicado porque ocorre sobre um processo de anos. Em abril de 2012, os saldos de crédito bancário das micro, pequenas e médias empresas (R$ 577 bilhões) e das grandes (R$ 564,7 bilhões) eram praticamente iguais, observa o Cemec. Em abril deste ano, o saldo das MPMEs somava R$ 553 bilhões, queda de 4,2% ante 2012, enquanto para grandes empresas cresceu 77,5%, ao redor de R$ 1 trilhão.

A trajetória oposta se acentua em meados de 2017, indicando, segundo Rocca, que pode existir correlação entre o aumento da inadimplência para MPMEs e uma subsequente queda no crédito oferecido a elas. A participação de “ativos problemáticos” de MPMEs nas carteiras dos bancos dobrou de 7% no fim de 2013 para 15% em meados de 2017.

Processos assim, que alimentam um ciclo vicioso, podem se repetir agora. “Você teve um choque externo, queda na demanda, no caixa das empresas, isso acarreta aumento da inadimplência e do risco de crédito. Para se defender, bancos apertam critérios de concessões, mas a restrição adicional pode fazer com que empresas que antes teriam condições melhores também sofram, é uma hipótese”, diz Rocca. Por isso, ele ressalta a importância de medidas do BC para reforçar garantias, por exemplo. “Estamos em julho, já teve muito fechamento de empresa. A pandemia foi um evento totalmente imprevisto, mas teria sido muito melhor se os programas já tivessem saído de modo que pudessem ter sido mais eficientes até agora.”

Em nota, Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), diz que as instituições estão sensíveis às necessidades das micro e pequenas empresas. Segundo ele, novas contratações, renovações de contratos e o saldo devedor de repactuações ao segmento somam R$ 154,2 bilhões na pandemia. “A Febraban entende que a demanda por novos financiamentos ainda não foi plenamente atendida”, afirma, acrescentando que novas medidas do BC reconhecem a necessidade de mais esforços para canalizar recursos às pequenas empresas.

Fonte: Valor Econômico

2020-07-09T13:12:08-03:00julho 9th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|

Clipping – Herbalife – Pesquisa global mostra aumento no número de mulheres que desejam empreender

72% das mulheres no mundo aspiram abrir seus próprios negócios,
aponta novo estudo. No Brasil, esse desejo aumentou 18 pontos percentuais em relação ao ano passado

A Pesquisa Global de Empreendedorismo 2020 realizada com 9.000 mulheres em 15 países, incluindo 500 brasileiras, constatou que, globalmente, a maioria (72%) aspira abrir seus próprios negócios, sendo que 50% delas ainda não têm negócios e 22% têm um, mas gostariam de abrir outro. Entre as mulheres brasileiras pesquisadas, 73% sonham em se tornar empreendedoras, um aumento de 18 pontos percentuais em relação à pesquisa realizada no ano passado, que constatou a aspiração de 55% delas em abrir um negócio próprio. Parte desse aumento pode ser devido à incerteza econômica que muitas pessoas enfrentam.

Conduzida pela OnePoll, a segunda Pesquisa Global de Empreendedorismo encomendada pela Herbalife Nutrition, realizada entre 18 de março e 7 de abril de 2020, analisou os desafios que as mulheres enfrentam no local de trabalho e os objetivos delas em abrir seus próprios negócios. Em todo o mundo, a principal motivação para iniciar um negócio foi revelada como “se tornar minha própria chefe” (61%), percentual que foi um pouco maior no Brasil, com 63%.

Tornar-se uma referência para mulheres mais jovens foi considerado um fator motivador para 80% das entrevistadas, algo bem próximo de como pensam 82% das brasileiras. Mas, 62% das pesquisadas revelam que gostariam de iniciar um negócio devido ao tratamento injusto em experiências anteriores em empresas, percentual que salta para 70% aqui no país.

A pesquisa investigou ainda qual seria esse tratamento injusto e constatou que mulheres de todo o mundo enfrentaram desafios em ter sucesso no local de trabalho quando comparadas aos colegas do sexo masculino. Isso inclui menos oportunidades de promoção (33%) e falta de equiparação salarial (31%). No Brasil, 37% das entrevistadas afirmaram não existir uma equiparação salarial com os homens e pouco mais de 34% confirmaram ter menos oportunidades de promoção.

Os resultados também mostram que, globalmente, 43% das mulheres entrevistadas adiaram a ideia de ter filhos porque pensaram que isso afetaria negativamente sua carreira. Já aqui no país, este número sobe para 51%. Além disso, 25% das mulheres nos 15 países afirmaram ter enfrentado discriminação na gravidez, sendo que no Brasil aconteceu com mais de 18% delas.

Outro dado importante é que 42% das mulheres acreditam que foram injustamente negligenciadas por um aumento ou promoção por causa de seu sexo, algo que aconteceu, em média, em pelo menos três vezes em suas carreiras. Já no Brasil, 34% delas afirmaram ter sofrido essa situação, sendo que a maioria passou por isso duas ou três vezes.

Mas não é só: 72% das pesquisadas e 73% das brasileiras acreditam que as mulheres precisam trabalhar mais para ter as mesmas oportunidades que os homens na força de trabalho – e dois terços (67%) estão comprometidas em ajudar a quebrar essa barreira, sendo que 79% das mulheres brasileiras concordam com isso. E uma maneira que elas encontram de romper esse desafio é com a possibilidade de empreender.

“Empreender nem sempre é um caminho fácil, mas com a oportunidade certa, trabalhando com foco e uma comunidade de apoio, pode ser muito gratificante”, diz Jenny Hienrich, Vice-Presidente Sênior Global de Serviços e Operações para Consultores Independentes da Herbalife Nutrition. “É emocionante que este ano mais mulheres queiram iniciar seu próprio negócio, e espero que haja um aumento geral no número de pessoas interessadas em empreender”.

Mas isso não significa que elas esperam que o empreendedorismo seja tranquilo: 33% das mulheres que planejam empreender estão “muito preocupadas” com o fracasso de seus negócios atuais ou futuros nos próximos cinco anos. Essa também é uma preocupação de mais de 35% das brasileiras.

Os três principais desafios para iniciar um negócio revelaram ser em torno de dinheiro. Ganhar dinheiro suficiente para compensar custos é algo que preocupa 51% delas no total dos países e mais de 54% das mulheres brasileiras entrevistadas. Ter orçamento suficiente para crescer é outra preocupação de 51% das entrevistadas e de mais de 47% das brasileiras, assim como financiar seus negócios – algo que preocupa 48% das mulheres entrevistadas e que foi confirmado por 36% das brasileiras.

Essa preocupação com dinheiro ecoa na pesquisa do ano passado, pois as mulheres relataram que o financiamento de seus negócios era o aspecto mais desafiador (58%) em 2019.

Para muitos, no entanto, os benefícios de empreender superam os desafios. O principal revelado por 54% delas é o potencial crescimento da renda, índice bem próximos ao do Brasil (55%), seguido pela habilidade de ser seu próprio chefe – benefício apontado por 52% das mulheres entrevistadas nos 15 países e por 63% das brasileiras participantes. Além de mais flexibilidade no horário de trabalho/horário para atividades pessoais (45%), que também foi confirmado por mais de 46% das brasileiras.

Hienrich acrescenta: “O empreendedorismo tem sido uma tendência global crescente há muitos anos e somos apaixonados por apoiá-lo e incentivá-lo”.

 

 

Fonte: Herbalife

2020-07-09T13:10:22-03:00julho 9th, 2020|Categories: ABEVD Clipping|