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ABEVD na Mídia: Matérias em que ABEVD foi citada. Confira:

Anatomia de uma operação de Venda Direta – Livro que indica fundamentos para ingressar no setor de Venda de Direta é disponibilizado na versão impressa

No ano passado, Marcelo Alves, que tem 28 anos de experiência na área comercial e 10 na venda direta, lançou o e-book “Anatomia de uma operação de Venda Direta” (clique aqui para ler entrevista com o autor). Agora, o livro também está disponível na versão impressa — para aqueles que preferem a experiência clássica de leitura.

O livro físico, na versão paperback, está disponível na Amazon. O autor publicou um vídeo de unboxing do produto, que pode ser visualizado neste link.

Fonte: Assessoria de Imprensa

2021-03-01T11:57:12-03:00março 1st, 2021|Categories: ABEVD na mídia|

Agência Brasil – Previsão do mercado financeiro para inflação sobe para 3,87% neste ano

Estimativa para crescimento da economia segue em 3,29%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 3,82% para 3,87%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,50%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

A projeção para 2021 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2021 em 4% ao ano. Para o fim de 2022, a estimativa é que a taxa básica suba para 5% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
As instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano em 3,29%.

Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 2,5%, a mesma previsão há 149 semanas consecutivas. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro também continua projetando expansão do PIB em 2,5%.

A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 5,05 pra R$ 5,10, ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,03.

Fonte: Agência Brasil

 

2021-03-01T11:39:48-03:00março 1st, 2021|Categories: ABEVD na mídia|

Estadão – Com pandemia, varejo elimina 75,2 mil lojas

No início da pandemia de covid-19, o empresário Marcelo de Carvalho, dono da cinquentenária Mototex, que confecciona e vende uniformes para restaurantes e condomínios, ficou com as duas lojas fechadas por três meses. Nesse período, continuou pagando aluguel e tendo outras despesas, mas sem a contrapartida da venda de uniformes. Em julho, Carvalho decidiu encerrar definitivamente uma das lojas. “Se a venda continuar aquém do necessário, cogitamos só ficar com a confecção e fabricar sob demanda”, diz.

Caso o plano de Carvalho de fechar a segunda loja se confirme e seja seguido por outros comerciantes, o varejo deve demorar para se recuperar do tombo de 2020. No ano passado, o isolamento social imposto pela pandemia e o avanço acelerado do comércio online derrubaram a abertura de lojas físicas no País. Entre inaugurações e fechamentos, o comércio perdeu 75,2 mil pontos de venda, revela estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), obtido com exclusividade pelo Estadão. O levantamento considera lojas com vínculo empregatício que entram no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O resultado de 2020 foi o pior desde 2016, quando o saldo tinha sido de 105,3 mil lojas fechando as portas, na época, por causa da maior recessão da história recente. Após dois anos seguidos de saldo positivo – com a abertura líquida de 27,1 mil lojas –, o estrago em 2020 só não foi maior por causa do auxílio emergencial, segundo o economista-chefe da CNC e responsável pelo estudo, Fabio Bentes. “Sem o auxílio teríamos tido seguramente mais de 100 mil lojas fechadas.”

Apesar da digitalização acelerada do comércio por conta da pandemia, o varejo brasileiro é ainda muito dependente do consumo presencial, que responde por cerca de 90% das vendas. Essa relação é nítida, segundo Bentes, quando se constata que o impacto maior da pandemia ocorreu no primeiro semestre, com o fechamento líquido de 62,1 mil lojas. Nesse período, o índice de isolamento social atingiu o pico de 47% e as vendas recuaram quase 18% em abril. No segundo semestre, quando se iniciou o processo de reabertura e o consumo foi impulsionado pelo auxílio, o saldo negativo de abertura de lojas foi bem menor e ficou em 13,1 mil.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, o que explica o saldo negativo na abertura de lojas é uma “tempestade perfeita” que combinou o aperto provocado pela crise sanitária com a aceleração da digitalização do varejo, a redução da presença no País de marcas internacionais e o forte aumento de custos dos aluguéis, especialmente em shoppings. “Todos fatores estão interligados.”

O fechamento de lojas de marcas internacionais, na opinião de Terra, tem relação com a crise sanitária, que levou muitas empresas a encerrarem pontos de venda em países que não são prioritários. Mas as empresas alegam outros motivos.

A espanhola Zara, por exemplo, do setor de vestuário, fechou sete lojas no País nos últimos três meses e ficou com 49 em funcionamento. Segundo fontes próximas da companhia, o encerramento desses pontos não está relacionado com a pandemia. Ele faz parte de um projeto global, anunciado antes da crise sanitária, de transformação digital no qual as lojas menores seriam desativadas.

A francesa L’Occitane au Brésil, de perfumaria, é outra que fechou 39 lojas em 2020 e manteve 157 em operação. Segundo a companhia, o encerramento das lojas é resultado da reestruturação, anterior à pandemia, que visa uma “adequação dos espaços do varejo”, como avanço da venda online.

A retração de 1,5% nas vendas do varejo ampliado em 2020, que inclui veículos e materiais de construção, e o grande fechamento líquido de lojas físicas resultaram na perda de 25,7 mil postos formais de trabalho, aponta o levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados do Caged. Foi o primeiro saldo anual negativo no emprego do varejo desde 2016. Naquele ano, por conta da forte recessão foram fechadas 176,1 mil vagas, entre admissões e demissões.

Apesar do saldo negativo na ocupação do varejo em 2020, não houve uma reversão completa das vagas abertas nos três anos anteriores. Entre 2017, 2018 e 2019, o setor gerou 220,1 mil empregos com carteira.

Segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, o grande fechamento de lojas físicas que houve em 2020 não deverá ser compensado este ano por conta do cenário incerto em relação às novas ondas da pandemia e ao ritmo de vacinação. “Seguramente, esse quadro deve fazer com que a retomada do emprego no comércio seja bem mais difícil, a menos que ocorra alguma surpresa.”

Além das incertezas sobre a retomada da abertura de lojas por causa da pandemia, ele lembra que o comércio eletrônico cujas vendas cresceram 37% em 2020, não tem capacidade de gerar tantos empregos como as lojas físicas.

Fonte: Estadão

2021-03-01T11:36:16-03:00março 1st, 2021|Categories: ABEVD na mídia|

Folha de S. Paulo – Conheça histórias de quem começou a empreender depois da aposentadoria

Sem espaço em empresas, profissionais acima dos 60 criam negócios para complementar renda e manter a cabeça ativa

No Brasil, 7,3% dos empreendedores têm 65 anos ou mais, de acordo com dados do IBGE. A principal motivação para começar um negócio nessa idade é financeira.

Outros motivos são aproveitar oportunidades, sentir-se útil e realizar uma vontade antiga de empreender, aponta uma pesquisa feita pelo Sebrae-SP em 2017.

Em muitos casos, profissionais acima dos 60 são forçados a empreender, já que as portas do mercado de trabalho se fecham conforme as décadas avançam.

“O etarismo é violento, a pessoa chega a essa idade e as empresas não estão mais interessadas nelas”, afirma Alexandre Kalache, médico gerontólogo e presidente do ILC-BR (Centro Internacional de Longevidade no Brasil).

Segundo o médico, a saída do mercado de trabalho pode até afetar a saúde. Assim, começar uma empresa depois da aposentadoria é uma forma de se manter ativo e com propósito na vida. “É uma maneira de se reinventar e continuar a ser relevante”, diz ele.

Essa fase da vida pode ser uma oportunidade de ir atrás dos desejos profissionais não realizados, sem a pressão de precisar construir a carreira.

“A maioria das pessoas passa a vida fazendo coisas que não foram escolhas delas, mas, quando chegam nessa nova etapa, chutam o balde”, diz Heliane Gomes Azevedo, fundadora do IPPE (Instituto de Pesquisas e Projetos Empreendedores), que dá cursos para fomentar o empreendedorismo na terceira idade, em Belo Horizonte (MG).

A experiência de vida é a principal vantagem de quem empreende nessa fase. Se o profissional tiver acumulado capital financeiro, ou puder gastar a aposentadoria só com o seu sustento, há mais tranquilidade para investir em um negócio e correr riscos.

“Por terem mais tempo, eles aproveitam para se planejar mais, não têm aquele anseio dos jovens”, diz Ruy Barros, consultor do Sebrae-SP, que ministrou o curso Empreendedor 60+, parceria do HCor com a entidade.

Mas a pandemia representou uma tripla barreira para esses empresários: além de terem de enfrentar a crise econômica e estarem no grupo de maior risco para a doença, eles tiveram maior dificuldade em encontrar saídas para trabalhar neste período, em razão da falta de familiaridade com a tecnologia.

Para tentar amenizar o problema, o IPPE oferece aulas de marketing digital, finanças e plano de negócios. Os cursos atualmente são online e gratuitos. Veja mais informações em institutoippe.com.br.

Conheça, a seguir, histórias de quem começou a empreender depois dos 60 anos.

‘HOJE, TENHO MUITO MAIS ENTREGA EM TUDO O QUE FAÇO’
Lenice Morici, 62, dona da LM Confecções

Já tive confecção há uns 30 anos. Depois disso, me dediquei à fotografia de eventos por mais de 20 anos. Em 2013, me casei e fui para a Itália. Mas ele morreu e, em 2017, voltei para Belo Horizonte. Estava numa fase em que precisava de uma sacudida, porque tive depressão. Aos 60 anos, passamos por uma crise existencial.

Também não gosto de ficar dependente de filho. Então, resolvi fazer o curso do IPPE, em 2018, e abriu um sol na minha vida. Voltei a fotografar, mas veio a pandemia.

Minha filha me incentivou a fazer máscaras. Costurei mais de mil e, em seguida, comecei a fazer pijamas, porque todo mundo estava dentro de casa. Aí minha memória afetiva com a costura voltou.

Mudei-me para um apartamento maior e montei meu ateliê em um dos quartos. Vendo para uma loja e também por Instagram e WhatsApp.

Eu mesma mexo nas redes sociais. Faço cursos online e tento me aperfeiçoar. Mas tenho dificuldades nessa parte, de me colocar na linguagem atual e engajar os clientes. Vender é o mais difícil.

Empreender hoje é mais tranquilo do que no passado, porque tenho muito mais entrega no que estou fazendo. Não tem aquela pressa de quando se é jovem. Posso estar mais focada em mim, sem precisar sustentar filhos.

Para a cabeça, costurar é ótimo. Não penso em problemas, às vezes ponho música e até canto enquanto costuro.

Quero continuar dedicada à confecção. Sempre estou com novas coleções na cabeça. Não vou falar que estou ganhando rios de dinheiro, porque não está fácil para ninguém, mas foi um achado na minha vida.

‘PRETENDO VIVER ATÉ OS 120 ANOS, PRECISO ESTIMULAR A CABEÇA’
Vera Caovilla, 72, fundadora da 50mais Ativo

Trabalhei com administração hospitalar por muitos anos, dei consultoria na área e fundei a Associação Brasileira de Alzheimer. Depois de 27 anos como voluntária, precisava fazer algo para receber, porque a aposentadoria só diminui.

Transformei meu conhecimento em negócio, o 50mais Ativo. Sei conversar com o público que está envelhecendo e mostrar que isso tem que ser feito de forma saudável.

Em 2018, fiz um curso do Sebrae com o HCor, que deu um gás para a gente se planejar melhor. Começamos em 2020, mas veio a pandemia. Então, voltamos a atividade online para duas áreas.

Um dos programas é de estímulos cognitivos e destinado a pessoas acima de 50 anos. O segundo desenvolvemos com familiares de pacientes com comprometimento cognitivo. Nela, temos encontros semanais, para conversar.

Há uma diferença de mais de 30 anos entre mim e minhas duas sócias. Acredito que, em todo lugar onde há diferenças de idade e de ideias, você consegue produzir mais, porque é mais estimulado. Como pretendo viver até os meus 120 anos, tenho que estimular cada vez mais a minha cabeça. Não sei como seria parar.

Continuo fazendo cursos, estou aprendendo italiano, tudo online, mas tenho dificuldade com mídias sociais. Não consigo trabalhar com Instagram ou Facebook, mas é para isso que servem os amigos e o Google.

Meu pensamento enquanto empresária é ir crescendo gradativamente, com segurança.

‘SEM CONSEGUIR ME RECOLOCAR, MERGULHEI NO MEU PLANO B’
Rui Martins Rosado, 64, fundador da IdCel

Trabalhei em multinacionais nos meus últimos 30 anos de vida profissional. Quando saí do meu último emprego, tentei me recolocar, mas os processos paravam. Em um deles, me confidenciaram que a idade estava pegando.

Apesar de topar até trabalhar ganhando menos, ninguém me contratava.

Tenho amigos que estão com dificuldade de se recolocarem por isso também, e o mercado está perdendo grandes profissionais.

Então, mergulhei de cabeça no meu plano B. Fui procurar investidores, aceleradora. E minha empresa está aí até hoje. Isso tem quatro anos.

Os 60 anos são uma boa idade para empreender porque você tem bastante experiência e não depende do salário. Sua maior preocupação é não gastar todo o seu patrimônio.

A primeira vez que empreendi foi na década de 1990. Comprei uma distribuidora de impressoras que depois vendi, porque queria voltar para as multinacionais. Agora me conheço mais, não sofro tanto, tenho um círculo de relacionamento muito maior, porque entrei em um segmento que já conhecia, de serviços de tecnologia. Gosto pela inovação não depende de idade.

Tinha a intenção de ficar pouco tempo empreendendo, mas não estou conseguindo parar. Gosto do meu cotidiano e agora trabalho remotamente. Ficar parado não passou pela minha cabeça, porque sou muito ativo. Vou tentar me aposentar até os 70 anos, mas não sei se vou parar ou fazer outra coisa.

‘TRABALHAVA ATÉ 15 HORAS POR DIA E NÃO CONSEGUI DESACELERAR’
Dimas Paulo Michelli, 65, fundador das agências DPM Models e Trastur

Já tive várias atividades na vida. Sou educador físico, trabalhei em clubes, tive academia e, quando me aposentei na rede estadual de ensino de Minas Gerais, abri uma agência de turismo, a Trastur.

Queria estruturar melhor a empresa e fiz o curso de empreendedorismo do IPPE em 2018. Lá, surgiu a ideia de criar uma agência de modelos para pessoas acima dos 40 anos.

Hoje tenho cerca de 50 pessoas cadastradas. Quando alguma empresa precisa, a gente indica para testes. Eu mesmo já fiz algumas publicidades.

Também sou personal trainer, trabalho com suplemento nutricional, faço massagem e drenagem linfática. Sempre fui muito ativo. Trabalhava até 15 horas por dia, aí não consegui mais desacelerar.

A experiência gera credibilidade. Os clientes querem alguém com responsabilidade.

Aposentado pela rede estadual não tem salário alto, então a gente tem que complementar a renda. E eu também passeio e me divirto.

Tenho vários pequenos negócios, não com grande resultado econômico, mas que preenchem o meu tempo. Não tenho mais aquela sangria desatada, de que, se não fizer tal negócio, a vida estará comprometida financeiramente.

“ASSOCIEI-ME A UM AMIGO E A VIDA VOLTOU A RODAR”
João Silveira Monteiro, 71, engenheiro civil

Sou engenheiro civil há 42 anos e me aposentei em 2014. Estava trabalhando em uma obra, comandava 150 homens, e de repente o diretor me avisou que não precisava vir mais. Cheguei em casa arrasado. Minha vida virou de trás pra frente. Eu ficava indo da sala para o quarto, do quarto para o corredor.

Mandei uns 600 currículos, queria complementar minha renda, porque a aposentadoria é quase 50% do que eu recebia. Sempre respondiam que o currículo era bom, mas que não precisavam de alguém, que futuramente poderia ser chamado. Eu estaria esperando até hoje.

Então decidi fazer o curso de empreendedorismo do IPPE. Fiz oito cursos com eles.

Tenho um amigo que tem uma empreiteira, e falei pra ele, “vamos fazer juntos, eu capto as obras, tenho muitas amizades na engenharia, você me dá uma porcentagem e faz a obra”. Aí minha vida voltou a rodar.

Fizemos mais de 32 obras de passeio (calçada) em condomínios, em 2019, e mais 10 em 2020, porque a pandemia atrapalhou, além de reformas internas. Sempre tiro foto das obras e mando para os condôminos, porque todo mundo tem alguém que pode me indicar.

Também dou uma volta de carro pelo bairro, vejo os passeios ruins, anoto, faço um orçamento da reforma e mando em uma carta para os síndicos. Você tem que tentar achar a sua obra de tudo quanto é jeito.

Fiz curso de informática e de Autocad (software para projetos de engenharia), estou aprendendo devagarinho, me aprimorando. Se você não acompanhar, fica para trás.

Eu não podia continuar vivendo daquele jeito, senão teria feito uma besteira. A vida da gente é uma bolinha, que fica rodando em 360 graus. Se a gente parar de rodar, morre. Meu orixá falou que vou até os 100 anos, estou forte e saudável.

Fonte: Folha de S. Paulo

2021-03-01T11:34:15-03:00março 1st, 2021|Categories: ABEVD na mídia|

Valor Econômico – Anúncios acentuam busca por consumidor real

“Louro, não”, dizia, logo de início, uma mensagem recente de uma marca de produtos populares para uma grande agência de publicidade, ao descrever o que esperava da campanha publicitária. Não se trata de discriminação, mas de exigência cada vez mais acentuada entre os anunciantes para que sua propaganda espelhe da melhor maneira possível o público consumidor brasileiro.

Até por isso, pessoas comuns, famílias iguais a quaisquer outras, ou como quer que se chamem aqueles que não são modelos profissionais, são cada vez mais procuradas pelas agências de publicidade.

Astros e estrelas ainda têm espaço e alto valor, mas concorrem cada vez mais pela atenção do público com anônimos – ou quase anônimos – nas telas grandes e pequenas. “Foram substituídos pelos influenciadores, que estão mais próximos das pessoas”, diz Pedro de Santis, psicanalista e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

“Hoje não se quer mais o ideal de beleza esmagador, inatingível. Houve uma fragmentação, uma pulverização de ideais. O consumidor quer um ideal que ele possa seguir”, afirma.

Durante o último ano, com as restrições da pandemia, agências de publicidade e produtores procuraram soluções com parentes, vizinhos e amigos, para criar anúncios que buscam se aproximar do consumidor.

“Até me arrependi de não ter colocado minhas filhas num comercial”, brinca Renata Sayão, chefe de produção integrada da agência Publicis.

Em várias peças produzidas durante a pandemia fotógrafos de agências diferentes se ajudaram para arranjar “atores” e “atrizes” de comerciais, que eram maridos e esposas, funcionários, conhecidos.

Fabiana Varella era atendente do McDonald’s quando, aos 14 anos, foi escalada para um comercial da empresa. Estreou no papel de si mesma e gostou. Começou a trabalhar como produtora e desde cedo se acostumou a buscar o que se chama “gente comum”. Seu trabalho para a Natura no início dos anos 2000, era achar a “mulher normal”.

O trabalho deu certo e ela fundou a empresa “As procuradoras”, em 2006. “Essa busca pelas pessoas comuns só se acentuou nos últimos tempos”, observa Fabiana. “Muitas agências tradicionais de modelos abriram braços de pesquisa, com catálogos de gente que não é profissional”, acrescenta.

Sua filha Clara, de 5 anos, acabou entrando em um comercial do Grupo Boticário deste ano quase por acaso: “Era para as crianças se filmarem com celular, saiu tudo meio tremido, de baixo para cima, mas ela acabou sendo uma das escolhidas para abrir a peça do Dia das Mães, em plena pandemia.”

Para outro comercial que ela produziu recentemente, precisou encontrar pessoas com a dentição imperfeita: falhas nos dentes, caninos desalinhados, nada do branco reluzente.

“Muitas modelos que foram barradas em testes há alguns anos, por não serem consideradas bonitas, agora estão sendo habilitadas”, diz Renata, da Publicis.

“Não que isso não dê mais trabalho”, pondera Cris Vida, sócia e diretora da Cine, produtora de audiovisual. “Quando você lida com um ator ou atriz profissional, ele toma conta da cena, precisa de poucas orientações.” Com os não profissionais, muitas vezes é necessário muitas horas de conversa para que a pessoa fique descontraída diante da câmera. Ela lembra que usou oito câmeras para filmar uma conversa entre mulheres sobre abusos, para conseguir expressões naturais.

Apesar de mais trabalho Cris considera as mudanças muito bem-vindas. “É preciso descontruir os códigos”, defende. “O racismo existe, o preconceito existe, é preciso sim mais diversidade”.

Mas a tentativa dos anunciantes de espelhar os consumidores brasileiros não pode virar um “check-list”, afirma Aloisio Pinto, vice-presidente de estratégia e produto da Isobar, agência do grupo Dentsu.

Para ele, não basta ter um negro, um gordo, um transexual, “um pot-pourri”, num comercial. É preciso que a marca anunciante acredite nisso e inclua esses grupos entre seus funcionários. Ele vê um amadurecimento entre os consumidores, que ficaram mais céticos e enxergam claramente quando alguém está falando alguma coisa porque está sendo pago para isso.

O estrategista da Isobar faz uma linha do tempo: os anos 80 foram a época do “show me the money”, do excesso de perfeição. Nos anos 90 e 2000 começou um movimento, puxado pela indústria da beleza, para que as propagandas refletissem mais o mundo real. Agora, as redes sociais amplificaram essa demanda. “Agora ninguém aceita imposições, que não pode falar, que não pode ter voz. As redes sociais são grandes vitrines para as pessoas reais se verem, participarem, venderem”, diz.

Mudou mesmo o que as pessoas esperam da comunicação, dos filmes, das novelas, diz Marcelo Nogueira, diretor-executivo de criação da Almap: “Os consumidores querem se identificar com o que vêm na publicidade, mas não acabou o espaço para o sonho, para a esperança”.

Para Nogueira, não é uma amarra criativa aproximar a propaganda da realidade. É trabalho do publicitário encontrar um jeito de contar histórias reais inspiradoras. “As pessoas continuam querendo o sonho, a fantasia”, acrescenta.

Para Pedro de Santis, da ESPM, o ideal do herói, do líder, que sempre foi importante para as pessoas e para a publicidade, se fragmentou ao longo tempo, se pulverizou. “Nos anos 2000 cresceram as diversas tribos na sociedade, atualmente não há mais rigidez de identidades, e todos querem apenas ser aceitos como são.”

A necessidade das pessoas de ver, em posições de destaque, personagens mais próximos de sua realidade é perceptível não só na publicidade, mas também na política, observa ele. “Tanto Lula quanto Bolsonaro são líderes que se aproximam do eleitor como numa conversa de boteco.”

Fonte: Valor Econômico

2021-03-01T11:30:17-03:00março 1st, 2021|Categories: ABEVD na mídia|

Propmark – Natura divulga perfume com ironias da Blogueirinha do Fim do Mundo

A Natura destaca o Kaiak Oceano Feminino em aum ação com a atriz e roteirista Maria Bopp, a Blogueirinha do Fim do Mundo.

Usando seu lado irônico, ela compartilhou um olhar consciente em nome da luta contra a poluição nos oceanos.

O tema faz parte da campanha “Ouça o Chamado do Oceano”, desenvolvida pela agência DPZ&T,que busca conscientizar e incentivar as pessoas quanto a quantidade excessiva de lixo nos mares.

O produto possui parte das embalagens feitas com plástico retirado do litoral e propõe novas formas sustentáveis e viáveis de lidar com a poluição dos oceanos.

Enquanto faz a publi e tece comentários com seu jeito tradicional na internet, a influenciadora informa os seguidores do uso de recicláveis nas embalagens, dos danos que os plásticos causam nos oceanos, de atitudes do dia a dia que aumentam a quantidade de lixo, entre outras mensagens da campanha.

Fonte: Propmark

2021-03-01T11:26:15-03:00março 1st, 2021|Categories: ABEVD na mídia|

Estadão – Natura leva ‘aroma digital’ para o mundo

A solução de uma startup brasileira vai ganhar o mundo a partir das 589 lojas da Natura e, em breve, chegará também às mãos das consultoras da empresa: os “aromas virtuais”. Desenvolvido pela Noar, da empresária Claudia Galvão, o “carrossel de cheiros” começou a ser testado no fim de 2019 em pontos de venda da Natura, sendo aprimorado pelas impressões dos clientes das lojas físicas e das revendedoras da marca.

O aroma virtual, na verdade, é uma união do mundo físico com o digital. As fragrâncias são acopladas a uma solução de tecnologia, em duas versões. A primeira lembra uma prancheta e tem apenas um borrifador – qual cheiro a pessoa vai sentir dependerá do acionamento feito em um aplicativo instalado no celular do revendedor ou cliente.

Na segunda versão, que está começando a sair das linhas de montagem, a “prancheta perfumada” vem com uma tela de tablet acoplada, e o usuário pode escolher o cheiro sem depender de um segundo aparelho. O compacto kit de fragrâncias que vem junto com o aparelho permite o uso no modo “refil” – cada frasquinho é suficiente para cem experimentações.

Para facilitar a vida das consultoras, a solução da Noar permite que cada fragrância seja substituída individualmente. O sistema comporta a escolha de até 20 aromas por revendedora, que poderá adaptar o catálogo conforme seu perfil de vendas. Segundo explicou Claudia ao Estadão, trata-se de uma evolução da tecnologia que permitia ao consumidor da Natura sentir aromas esfregando páginas do catálogo físico.

Segundo a gerente de inovação da Natura, Daniela Diogenes, além de ser uma tecnologia que, em tempos de pandemia de covid-19, elimina a necessidade de toque, o aroma digital desenvolvido pela Noar também garante uma evolução na experiência do consumidor. Como o cheiro liberado pelo aparelho é “seco”, não é necessário usar as fitinhas de experimentação comuns em lojas – assim, reduz-se a confusão do cliente depois que ele provou diversas fragrâncias.

Daniela conta que a aproximação entre a startup e a fabricante de cosméticos começou em 2019 – e, rapidamente, a Natura percebeu o caráter tecnológico que a solução poderia acoplar à marca. Foi justamente por essa razão que, no último trimestre daquele ano, a empresa decidiu testar a solução da Noar em sua estreia na Malásia, um mercado que valoriza a inovação.

Depois de um período de testes no Brasil em plena pandemia, Daniela diz que já está decidido que os aparelhos da Noar ficarão disponíveis em todas as lojas da Natura, no Brasil e no mundo. Para a solução chegar à mão das revendedoras, questões de custo deverão ser equacionadas. A Natura ainda vai decidir se venderá ou locará o aparelho para seu exército de milhões de representantes na venda direta ao redor do mundo.

A história empresarial de Claudia Galvão está intimamente ligada ao setor de cosméticos – e, em especial, à perfumaria. A startup Noar surgiu da Ananse, negócio que ela ainda mantém e que é responsável justamente por entregar a tecnologia de “esfregue e sinta o perfume” nas revistinhas físicas tanto da Natura quanto de outras empresas de cosméticos.

A empresária conta que a Noar nasceu como uma necessidade de perpetuar o negócio da Ananse ao longo do tempo, mas acabou virando uma empresa separada a partir da atração de um investidor externo – no caso, a Wheaton, tradicional fabricante de frascos de perfume e de medicamentos com sede em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Embora já tenha no horizonte o fornecimento da solução de cheiro virtual para outras empresas de cosméticos, a fundadora da Noar vislumbra outras aplicações para os aromas virtuais. “A gente tem estudos para uso do aparelho na área de saúde, para o tratamento de doenças neurológicas. E há também outras experiências olfativas que a gente pode desenvolver. Isso é só o começo.”

Fonte: Estadão

2021-03-01T11:21:57-03:00março 1st, 2021|Categories: ABEVD na mídia|

Estadão – Dívida pública brasileira fecha janeiro em patamar recorde de 89,7% do PIB

BRASÍLIA – Em meio ao aumento dos gastos dos governos para fazer frente à pandemia de covid-19, a dívida pública brasileira acelerou em janeiro. Dados divulgados nesta sexta-feira, 26, pelo Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral fechou janeiro aos R$ 6,670 trilhões, o que representa 89,7% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar recorde.

O porcentual é maior que os 89,2% de dezembro de 2020. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

Com o aumento de despesas públicas em função da pandemia, a expectativa é de que a dívida bruta continue a subir nos próximos meses no Brasil. Esse é um dos principais fatores de preocupação dos economistas do mercado financeiro.

A Dívida Bruta do Governo Geral – que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais – é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

O BC informou ainda que a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) passou de 63,0% para 61,6% do PIB em janeiro de 2021, somando R$ 4,582 trilhões. A dívida líquida apresenta valores menores que os da dívida bruta porque leva em consideração as reservas internacionais do Brasil.

Apesar dos efeitos econômicos da pandemia, o setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobrás e Eletrobrás) apresentou superávit primário de R$ 58,375 bilhões em janeiro, informou o BC. Esse é o maior superávit para um mês de janeiro na série histórica, iniciada em dezembro de 2001.

O resultado primário reflete a diferença entre receitas e despesas do setor público, antes do pagamento da dívida pública. Em função da pandemia, cujos efeitos econômicos se intensificaram em março, o governo federal e os governos regionais passaram a enfrentar um cenário de forte retração das receitas e aumento dos gastos públicos. Em dezembro do ano passado, havia sido registrado déficit de R$ 51,837 bilhões.

O resultado fiscal de janeiro foi composto por um superávit de R$ 43,156 bilhões do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS). Os governos regionais (Estados e municípios) terminaram com o caixa no azul em R$ 14,772 bilhões no mês. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 13,104 bilhões, os municípios tiveram resultado positivo de R$ 1,669 bilhão. As empresas estatais registraram superávit primário de R$ 446 milhões.

A projeção do Tesouro para o rombo fiscal do setor público consolidado em 2021 é de R$ 250,89 bilhões. Para o governo central, o déficit estimado é de R$ 247,118 bilhões.

Em janeiro, houve até mesmo superávit nominal, ou seja, ,depois do pagamento dos juros da dívida, o resultado foi positivo. O setor público consolidado registrou um superávit nominal de quase R$ 18 bilhões em janeiro.

Fonte: Estadão

2021-02-26T13:29:04-03:00fevereiro 26th, 2021|Categories: ABEVD na mídia|

Poder 360 – Desemprego recua para 13,9%, mas Brasil fecha 2020 com maior taxa desde 2012

O Brasil terminou 2020 com 13,9 milhões de pessoas desempregadas, o que corresponde a uma taxa de desocupação de 13,9% no último trimestre do ano. No mesmo período de 2019, o percentual era de 11%.

A perda de postos de trabalho foi impulsionada pela pandemia de covid-19, que impactou a economia ao restringir o fluxo de pessoas. Apesar da alta em comparação com 2019, a taxa de desemprego caiu 0,7 ponto percentual em relação ao 3º trimestre de 2020, quando estava no pico anual, em 14,6%.

Os dados foram divulgados nesta 6ª feira (26.fev.2021) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eis a íntegra (1 MB).

O desemprego terminou o ano no maior patamar desde 2012, quando iniciou a série histórica. Considerando a taxa média anual, aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% em 2020, que também é um percentual recorde.

A população que está em busca de um emprego cresceu 19,7% em comparação com 2019. Passou de 11,6 milhões para 13,9 milhões no período. Mas caiu em relação ao 3º trimestre de 2020, quando alcançou 14,1 milhões de desempregados. A média anual de desocupados ficou em 13,4 milhões –a maior desde 2012.

A taxa de subutilização atingiu 28,7% no trimestre encerrado em dezembro. O percentual caiu 1,6 ponto percentual em comparação com o trimestre de julho a setembro. Em números de pessoas, passou de 33,1 milhões para 32 milhões. A subutilização é formada por desempregados, subocupados (que trabalham menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar mais) e uma parcela de pessoas que está disponível para trabalhar, mas não consegue procurar emprego por motivos diversos.

Em comparação com 2019, o número de subutilizados subiu 22,5%, um aumento de 5,9 milhões de pessoas. Na média anual, o contingente chegou a 31,2 milhões –a maior quantidade da série histórica.

Os desalentados – que são aqueles que desistiram de procurar emprego porque acham que não encontrariam– fazem parte deste grupo. O número de pessoas nessa situação chegou a 5,8 milhões no último trimestre do ano. Subiu 25,3% em comparação com o mesmo período de 2019, quando o país tinha 4,6 milhões de desalentados.

MERCADO DE TRABALHO
A população ocupada chegou a 86,2 milhões no fim de 2020, o que corresponde a uma queda de 8,9% (menos 8,4 milhões de pessoas) em comparação com o último trimestre de 2019. A média anual foi de 86,1 milhões, o menor contingente da série história, e ficou 7,9% abaixo do que a média de 2019.

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado, considerado os empregados formais, chegou a 29,9 milhões de pessoas no trimestre encerrado em dezembro. Caiu 11,2% em 1 ano, o que representa 3,8milhões de pessoas. Mas aumentou 1,8% em relação ao 3º trimestre de 2020 (mais 519 mil pessoas).

A quantidade de trabalhadores informais (sem carteira assinada) no setor privado chegou a 10 milhões. Caiu 15,8% em relação ao último trimestre de 2019 –ou seja, uma queda de 1,9 milhão. A população informal aumentou em 973 mil em relação ao 3º trimestre de 2020.

A taxa de informalidade chegou a 39,5% da população ocupada (ou 34,0 milhões de trabalhadores informais). No trimestre de julho a setembro, a taxa foi 38,4%. No último trimestre de 2019, era 41%.

REMUNERAÇÃO DO TRABALHO
O rendimento médio real habitual (R$ 2.507) no trimestre terminado em dezembro cresceu 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2019. A média anual ficou em R$ 2.543, com crescimento de 4,7% em relação a 2019.

A massa de rendimento real habitual (R$ 210,7 bilhões) caiu 6,5% (menos R$ 14,8 bilhões) contra o mesmo trimestre de 2019. A média anual (R$ 213,4 bilhões) caiu 3,6% em relação a 2019.

Fonte: Poder 360

2021-02-26T13:25:57-03:00fevereiro 26th, 2021|Categories: ABEVD na mídia|

Forbes – Em meio à crise da Covid-19, social selling desponta como tendência em empresas

Em um ano atípico devido à pandemia do novo coronavírus, grandes empresas de bens de consumo tiveram de tirar do papel alguns planejamentos que estavam apenas no horizonte. Uma das tendências que despontou foi o chamado social selling. Companhias como Nestlé, L’Oréal e Hering estão entre as que criaram, de forma acelerada, plataformas para recrutar empreendedores interessados em fazer vendas compartilhadas, que atuam como uma espécie de consultor da marca.

Além da renda extra, as empresas oferecem treinamentos sobre seus produtos e acompanham de perto o desenvolvimento de cada “embaixador”, o que tem sido algo inovador no varejo. A iniciativa também visa oferecer oportunidade de renda via redes sociais, impulsionando e humanizando o processo de vendas online, além do famoso “boca a boca”.

À Forbes, Monica Maele, head de health science da Nestlé, afirma que o projeto já estava sendo pensado, mas que a pandemia trouxe essa necessidade urgência, tendo em vista o cenário de diminuição na renda de vários brasileiros. A empresa adotou o social selling para seus produtos de nutrição apenas, mas a ideia é expandir para outros portfólios.

“Acreditamos no potencial dessa iniciativa de impactar positivamente a vida de muitos brasileiros, tanto levando conhecimento e capacitação para eles como proporcionando oportunidades de ganho e renda direta, que são pilares diretamente ligados à missão do departamento e da Nestlé de gerar valor compartilhado por meio de nossos alimentos e soluções nutricionais”, fala.

Ainda segundo ela, o mais importante no início do programa é que o novo empreendedor esteja interessado em adquirir o máximo de conhecimento possível, e assim, consequentemente, poder ter uma boa renda extra em curto e médio prazo.

Esse é o caso de Patrícia Santana, moradora de Niterói, no Rio de Janeiro. Ela está participando do programa “Embaixadores da Nutrição”, criado pela Nestlé há um mês, com vendas via redes sociais, em um formato que permite conversa e contato direto com consultores que divulgam produtos e serviços do e-commerce da linha. A carioca, uma entre 500 embaixadores, se diz satisfeita com os resultados no novo canal.

“É algo novo. Estou engatinhando ainda, mas com certeza tenho muita coisa para aprender e tirar proveito dessa oportunidade. O que vale mesmo agora é conhecer o que você está trabalhando, lidar com um público variado. Isso é importante para o empreendedor. Eu trabalho com roupa e agora com nutrição, estou conseguindo conciliar os dois”, afirma Patrícia.

Uma pesquisa realizada pela Mobile Time e Opinion Box em setembro de 2020 demonstra que as compras diretas via redes sociais cresceram em 2020, com 70% dos respondentes afirmando que realizaram compras pelo WhatsApp, 40% pelo Facebook e Messenger e 39% pelo Instagram.

Há um ano, a Cia.Hering já vem trabalhando com o novo canal de vendas. A plataforma foi desenvolvida em apenas uma semana e representou quase 10% do movimento do e-commerce em abril e 20% em maio do ano passado –mês do Dia das Mães.

Atualmente, segundo o diretor de novo varejo e consumidor da Hering, Filipe Albuquerque, são mais de 3.000 pessoas atuando na plataforma. Até agora, a novidade era utilizada apenas por franqueados, multimarcas e colaboradores, mas em breve será disponibilizada também para pessoas físicas, diz o executivo.

Albuquerque tem boas perspectivas para a continuidade do projeto de social selling. Ele diz que o novo empreendedor é o consumidor que já conhece os produtos e marcas Hering, o que facilita muito em um retorno de renda extra.

“O sucesso tem sido significativo. Criamos uma unidade de negócio para gerir a plataforma e expandir a iniciativa, gerando fluxo de novos consumidores e novos empreendedores. Além de todo acompanhamento e assistência que damos a esse novo programa. A pandemia nos fez acelerar esse processo e tem nos mostrado grandes resultados”, comenta.

Ainda segundo ele, a Hering tem planos de atrair influenciadores digitais para também trabalharem com o social selling da empresa.

Na L’Oréal, que adotou o social selling há um ano, o canal já um dos de maior crescimento no e-commerce. A expectativa é que globalmente o formato represente 25% das vendas online nos próximos anos.

À Forbes, Patrícia Borges, CMO da L’Oréal Brasil, fala que um aspecto chave de custos é que o alcance do projeto acontece via as redes que de qualquer forma, há esforço por trás do projeto: produzir conteúdo para educar e formar constantemente novos divulgadores.

“Já vínhamos nos preparando para iniciar o social selling há algum tempo, mas com certeza a pandemia acelerou o processo e começamos a atuar no formato em maio de 2020. Temos muitas parcerias que são fundamentais para acelerar esse programa junto à L’Oréal. Uma delas é o grupo Magazine Luiza que lançou o programa Parceiro Magalu durante a pandemia e desde então tem sido o nosso principal canal para gerar vendas nesse formato”, afirmou Patrícia.

Ela também conta que há parcerias com grandes influenciadoras digitais que trabalham com divulgações em suas lojas online para suas audiências em redes sociais.

Embora a plataforma venha sendo sucesso nessas empresas, ainda não há números estimados sobre lucros e pagamentos divulgados por elas. No entanto, os executivos dizem que os resultados parciais são “satisfatórios” e pretendem divulgar os números em breve.

O cadastro para ser um social seller é feito por meio do site das empresas e de forma gratuita. A única restrição é que o novo empreendedor seja maior de 18 anos.

Fonte: Forbes

2021-02-26T13:23:35-03:00fevereiro 26th, 2021|Categories: ABEVD na mídia|
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