A alta do e-commerce foi de 16,3% enquanto as vendas físicas subiram 4,5% ante igual período do ano passado

As vendas no Varejo cresceram 5,5% da sexta-feira (25), Black Friday, até a segunda-feira (28), Cyber Monday, ante igual período do ano passado, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O e-commerce registrou alta de 16,3% enquanto o faturamento no universo físico subiu 4,5%.

O segmento que mais se destacou foi Turismo e Transporte, com crescimento de 21,4%, seguido de Drogarias e Farmácias (+ 19,8%), Cosméticos e Higiene Pessoal (+17,7%), Supermercados e Hipermercados (+13,7%), Alimentação – Bares e Restaurantes (+11,7%), Varejo Alimentício Especializado (+10,9%), Vestuário (+5,0%), Óticas e Joalherias (+2,2%), Livrarias, papelarias e afins (+2,1%), Veterinárias e Pet-Shops (+0,4%). Dois segmentos registraram queda: Móveis, Eletro e Depto (-1,3%) e Materiais para Construção (-8,0%).

Em relação às vendas presenciais, a região Sul teve o maior crescimento: alta de 7,8%, com destaques para o Rio Grande do Sul (+11,6%) e Santa Catarina (+5,9%).

Em seguida aparece a região Sudeste (+5,2%), puxada por Minas Gerais (+8,7%), São Paulo (+ 4,5%) e Rio de Janeiro (+4,1%).

No Centro-Oeste o faturamento do Varejo cresceu 4,3%, com destaque para Goiás (+4,0%) e Mato Grosso (+3,2%). Na região Norte as vendas subiram 1,2%.

No Nordeste o Varejo cresceu 1,1%, sendo que o Ceará teve a variação mais positiva: 3,1%. Bahia e Pernambuco foram os destaques negativos, com quedas de 0,8%.

SOBRE O ICVA

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas. Eles respondem por 1,1 milhão de varejistas credenciados à companhia. O peso de cada setor no resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

O ICVA foi desenvolvido pela área de Inteligência da Cielo com o objetivo de oferecer mensalmente uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.

COMO É CALCULADO

A unidade de Inteligência da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que foram aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento – como a variação de market share – e os da substituição de cheque e dinheiro no consumo. Dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

Esse índice não é de forma alguma a prévia dos resultados da Cielo, que é impactado por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.

ENTENDA O ÍNDICE

ICVA Nominal – Indica o crescimento da receita nominal de vendas no varejo ampliado do período, comparando com o mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.

ICVA Deflacionado – ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, é utilizado um deflator que é calculado a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ajustado ao mix e pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do varejo, sem a contribuição do aumento de preços.

ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste calendário – ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.

Fonte: Cidade Marketing