Com o afastamento imposto pela pandemia do novo coronavírus, a expressão “novo normal” se tornou bastante comum para os líderes de TI do Brasil. O cenário acelerou o chamado XaaS, conceito no qual quase tudo pode ser oferecido como serviço. Assim, a tecnologia ganhou responsabilidade de entregar resultados, gerir recursos e manter a eficiência em um mundo acelerado pela pandemia. Todas as questões acima foram discutidas no encontro “Tudo como serviço: o papel da TI para atender a demanda crescente”, que contou com a presença de Roosevelt Nascimento, CPO na Dafiti, Renan Rocha, CTO da Unidas e Renata Marques, CIO América Latina da Natura. O painel integrou a programação de conteúdo do IT [email protected], evento realizado pela IT Mídia entre os dias 11 e 13 de junho.

Um dos reflexos da pandemia do novo coronavírus no ramo de serviços foi a digitalização da jornada dos consumidores. “A crise vai deixar uma mudança na nossa cultura e na forma como nossos clientes internos e externos utilizam a tecnologia”, conta o CTO da Unidas. O executivo afirma que a empresa de locação de carros e venda de seminovos acelerou projetos, como a o foco em mobilidade. O app da marca permite que o consumidor cumpra as etapas do aluguel sozinho, deixando só a retirada dos carros para as lojas. E, ainda assim, o procedimento é feito sem contato com atendentes.

Já no caso da Dafiti, o e-commerce notou uma mudança de hábitos de consumo, tanto na exigência logística para entrega mais rápida quanto no setor de analytics. Esse segundo precisou entrar em ação para adaptar a oferta de produtos mais interessantes para o momento, como pijamas, por exemplo. “O mercado de moda tem muito espaço para crescer online. Quando teve a pandemia, os players desse mercado que tinham presença física tiveram que fechar as portas. A gente percebeu que, no novo normal, há mudanças no hábito de consumo e na qualidade dos serviços que a gente entrega”, comenta Nascimento.

E não foi só o perfil dos consumidores que mudou com essa digitalização acelerada: a forma de lidar com algumas práticas corporativas também. Renata Marques, da Natura, conta que a marca não teve tantas dificuldades para se adaptar ao esquema de home office em tempo integral. A executiva afirma que a empresa tinha esse formato como prática já antes da crise. Por outro lado, adaptar a experiência de consumidores e consultoras trouxe desafios. “O importante é humildade para aprender e não achar que a jornada do consumidor ou da consultora vai sair do jeito que a gente quer”, argumenta Marques. Durante o período, a marca brasileira de cosméticos também mudou o direcionamento de algumas estratégias, promovendo uma live com a cantora Ivete Sangalo, dentre outras ações.