Washington, 8 jun (EFE).- A economia da América Latina crescerá 5,2% neste ano, acima dos 3,2% previstos em janeiro, e a do Brasil registrará uma expansão de 4,5%, segundo as projeções divulgadas nesta terça-feira pelo Banco Mundial (BM). A organização multilateral destacou que o crescimento da economia na região dependerá “do moderado progresso na vacinação, do relaxamento das medidas de restrição e de um aumento no preço das matérias-primas”. No entanto, o BM também projeta que o produto interno bruto (PIB) da América Latina cairá 2,9% em 2022. “A região continua severamente afetada pela pandemia de covid-19 e os casos aumentaram de forma abrupta após terem diminuído no início de 2021”, indicou a análise.

A instituição financeira enfatizou que, no primeiro semestre de 2021, as restrições de circulação endureceram em países como Brasil, Argentina, Barbados, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai, o que “prejudicou a atividade econômica”.

Apesar dessas circunstâncias, as duas grandes economias regionais deverão apresentar expansões sólidas: o Brasil crescerá 4,5% neste ano, graças a uma nova rodada do auxílio emergencial; enquanto que o México crescerá 5%, impulsionado pelo esperado ‘boom’ da demanda dos EUA nos setores de manufatura e serviços. Por sua vez, a expectativa é que a economia na Argentina se recupere 6,4% em 2021, já a da Colômbia deverá se expandir 5,9% neste ano. O Chile crescerá 6,1% e o Peru, 10,3%, tornando-se o país com a maior taxa de crescimento da região.

A economia mundial, segundo as novas projeções, crescerá 5,6% neste ano, acima dos 4% previstos em janeiro, mas de forma desigual, com uma forte expansão em Estados Unidos (6,8%) e China (8,5%), em plena recuperação da pandemia de covid-19.