Bloqueios destinados a conter disseminação do novo coronavírus diminuem mais gradualmente do que o previsto, o que se reflete nas perspectivas econômicas

A contração econômica da zona do euro será maior do que o inicialmente esperado este ano, à medida que os bloqueios destinados a conter a disseminação do novo coronavírus diminuem mais gradualmente do que o previsto, informou a Comissão Europeia nesta terça-feira.

No último dos quatro relatórios sobre as perspectivas econômicas que são publicados anualmente, a Comissão disse que a produção econômica combinada dos 19 países que compartilham o euro cairá 8,7% em 2020, um declínio mais profundo do que os 7,7% previstos anteriormente

O braço executivo da União Europeia destacou divergências crescentes entre os membros da zona do euro e disse que é necessária uma ação compartilhada para limitar as consequências da doença na área monetária como um todo.

A Comissão disse que agora espera que a economia da Itália entre em contração de 11,2% este ano. Anteriormente, o declínio previsto era de 9,5%. Por outro lado, reduziu sua previsão de queda do PIB da Alemanha para 6,3%, de 6,5%.

“A resposta política em toda a Europa ajudou a amortecer o golpe para nossos cidadãos, mas continua sendo uma história de crescente divergência, desigualdade e insegurança”, disse Paolo Gentiloni, principal funcionário da Comissão Europeia responsável pela política econômica.

A Comissão propôs um plano de recuperação econômica que levaria a uma etapa sem precedentes de emprestar centenas de bilhões de euros dos mercados para distribuir aos Estados-membros mais afetados. Mas os líderes da UE ainda precisam assinar essa proposta.

A Comissão Europeia disse que a economia da zona do euro provavelmente encolheu 13,6% durante os três meses até junho, quando os estritos bloqueios foram generalizados em toda a área monetária. Essa seria a maior queda na produção durante um único trimestre desde que a organização antecessora da UE foi estabelecida, na década de 1950.

A Comissão disse que a recuperação em 2021 provavelmente será mais lenta do que havia esperado três meses atrás, reduzindo sua previsão de crescimento para o ano que vem de 6,3% para 6,1%

Fonte: Valor Econômico