O confinamento prolongado foi um dos fatores que desencadeou o crescimento acelerado do consumo dentro de casa. Houve um aumento, para as famílias latino-americanas, na utilização de produtos domésticos básicos. Na América-Latina, no início da pandemia, o consumo de alimentos, produtos de limpeza, higiene e saúde já eram favorecidos, porém com o passar do tempo, os alimentos foram priorizados, crescendo 1,5 vezes mais rápido que o restante dos setores.

Embora este ano com certeza tenhamos maior circulação e recuperação de algumas atividades fora de casa, a raiz da mudança e da reavaliação do lar continuará ao longo de 2021.

Na América Latina somos resilientes e temos tudo que precisamos para enfrentar qualquer desafio. Já fizemos isso antes.

Três fatores que serão pontos-chave a serem considerados na construção da estratégia de curto, médio e longo prazo durante 2021:

  1. Nem todos os consumidores têm o mesmo impacto econômico. É fundamental levar essa realidade em consideração;
  2. A inovação continuará a ser o fator-chave, se seu espectro for expandido para atender as novas necessidades dos consumidores;
  3. A eficiência deve ser o pilar de qualquer estratégia: o ambiente exige de nós melhores resultados com menos complexidade.

Uma estratégia segmentada por categoria/produto será a nova solução. Devemos ter muito cuidado com os produtos que serão promovidos e em qual patamar os colocaremos, já que nos tempos de crise, quando aumentos e reduções de preços não acontecem, eles sempre representam o crescimento das vendas. Para os produtos com preços menos acessíveis será um desafio maior manter-se no carrinho de compras do consumidor, no entanto, ele estará procurando reduzir os riscos com uma boa proposta de valor.

No ano de 2020 houveram inúmeras mudanças inéditas que afetaram a forma como nos relacionamos, comunicamos, trabalhamos, educamos e, sobretudo, como nos relacionamos. Embora tivemos uma recuperação considerável tudo continuará no ano de 2021. Neste contexto, o conceito DIY, Do it yourself (faça você mesmo), ganha força.

A obsessão com a economia e o que mais importa para os consumidores

Os preços são sempre um dos principais fatores de decisão de compra, por isso, em tempos de crise, aumentos e reduções nos valores nem sempre representam o crescimento de vendas. Por isso, 25% do volume de vendas é um efeito dos famosos descontos. Brasil e México são os dois países da América-Latina onde a importância das promoções é mais relevante.

A pandemia deu origem a dois compradores diferente:

– Os restritos: afetados economicamente, (estima-se 59% da população da América Latina) que enfrentam situações como perda de emprego, menor renda, menores remessas, dívidas não pagas, subsistência com o básico e resposta reativa à saúde.

– Os protegidos: sem impacto financeiro, (estima-se 41% da população da América Latina) com condições de retenção de emprego, renda estável, trabalho em casa, pagamento de dívidas, economia de dinheiro, ajuste de atividades para “em casa” e cuidados de saúde proativos.

Saiba como viver com o novo consumidor no estudo completo da NielsenIQ. Clique e acesse.