Empresas que atuam no mercado de venda direta estão entre as consideradas sustentáveis

O grau de consciência ecológica do consumidor brasileiro e a forma como ele avalia as iniciativas em prol da sustentabilidade realizadas pelas empresas começa a ganhar importância na hora da escolha de um cosmético. É o que mostrou uma pesquisa realizada pela GfK (empresa alemã de estudos de mercado), que revela que mais da metade dos brasileiros considera o impacto ambiental dos cosméticos na hora de comprar um produto. De todos os países pesquisados, o Brasil foi o que apresentou o maior percentual.
Uma das razões para esse resultado é que as empresas brasileiras estão investindo em sustentabilidade. A Natura, por exemplo, é reconhecida como a maior empresa de beleza mais sustentável no mundo. Em 2013, ela ficou em 2º lugar em uma pesquisa mundial das 100 maiores empresas sustentáveis realizada pela Corporate Knights. Já o Grupo Boticário é ativo em responsabilidade social e desenvolvimento sustentável. Em 1990, a empresa criou a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza que protege mais de 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado.
Ao promover um consumo mais sustentável, os consumidores se tornam mais exigentes e rigorosos na hora de comprar. Um estudo do Instituto Akatu destacou que os principais aspectos que os consumidores consideram ao escolher um produto são se eles não são testados em animais (52%); se ele é socialmente responsável (46%); se é comprometido com a preservação do meio ambiente (46%); se é fabricado com baixo consumo de energia (44%); e se é certificado para condições dignas de trabalho (43%).