A dona de casa Elisabete Aguiar Aranha Loureiro tem 63 anos e há 20 anos participa de grupos investimentos entre amigos. Porém, foi por meio de consórcios de Tupperware, tradicional marca de utensílio domésticos, que ela conseguiu equipar toda a cozinha.

Pagando durante dez meses o valor de R$ 50, ela pôde resgatar uma quantia de R$ 500 em produtos da marca. “Fazemos o sorteio para definir a ordem das contemplações, é tudo feito entre amigos e vizinhos. Há mais de cinco anos participo desta modalidade. Se não fosse assim, não teria condições de ter tudo que tenho”, conta dona Bete.

Vizinho da dona Bete, o líder e empreendedor de venda Tupperware, Diego Macedo de 30 anos, entrou no negócio de consórcio da marca há aproximadamente cinco anos e já formou nove grupos desde então. No início ele visava ganhar uma renda extra. Hoje, o negócio se tornou sua principal fonte de faturamento.

“Nesta modalidade eu consigo ter venda garantida por um período de longo prazo e posso planejar minha renda, tenho uma comissão fixa e também consigo conquistar prêmios em produtos”, conta. Ele explica que o público participante é formado em sua maioria por mulheres, mas também é procurado por casais de noivos que querem equipar a cozinha para o casamento.

Outro tipo de consórcio que tem atraído a mulherada é o de maquiagem e de produtos de beleza. A consultora de beleza, Camila de Almeida, 39 anos, conta que trabalha com a modalidade de venda há nove anos, e costuma organizar dois tipos de grupos: um de seis pessoas no valor mensal de R$ 40 (total de R$ 240) e outro dez pessoas de R$ 50 (total de R$ 500).

Para ela, uma das vantagens é a de poder fidelizar as clientes durante meses, garantindo uma comissão. Além disso, consegue oferecer à clientela o benefício de diluir o valor do investimento para oferecer um produto de qualidade.

“Tem cliente que faz a transferência via pix e tem aquelas que preferem que eu pegue o dinheiro pessoalmente. É aí que eu consigo fazer a demonstração, vender novos produtos e até conhecer novas clientes para aderirem ao consórcio”, diz ela.

Para garantir que não haja inadimplência, Camila adotou um sistema de contemplação por ordem de entrada, assim os participantes mais antigos e com uma reputação já comprovada ficam no topo da lista, e quem entra depois, fica mais para o final, também garantindo que some uma boa quantia de pagamento antes de receber a contemplação.

Além disso, para assegurar direitos e deveres de cada participante e do organizador, ela faz um contrato simples constando nome e dados pessoais, além do documento conter cláusulas específicas como data de vencimento, valores das parcelas, mês de contemplação e valor da retirada.

Fonte: Diário da Região