Com as medidas restritivas impostas pela pandemia do coronavírus, o comércio fechou as portas por um longo período em Pernambuco. Porém, apesar do cenário de instabilidade econômica, o movimento buscou formas de amenizar as perdas. Para muitos, o delivery e o e-commerce foram as soluções. Mas o momento também beneficiou empresas que trabalhavam com vendas diretas, por apresentar um contato menos impessoal do que uma comercialização meramente digital e por fazer uma entrega diferenciada, com foco na experiência do cliente. O resultado não foi apenas um aumento nas vendas, mas também a abertura de oportunidades para pessoas que buscam uma saída para o período de incertezas em relação ao mercado de trabalho.

O diferencial não é apenas para o consumidor, que tem um atendimento diferenciado. A venda direta também é um caminho para ganhar dinheiro. Com um cenário de instabilidade no mercado de trabalho e com as vendas diretas em alta, muitas pessoas têm enxergado nelas uma oportunidade.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (Abevd), o Brasil ocupa a sexta posição no setor no mundo. A movimentação foi de R$ 45 bilhões em 2019. Além disso, a atividade é considerada uma oportunidade de renda para quatro milhões de brasileiros. Os negócios se mantiveram na pandemia graças à digitalização dos contatos, tendo o WhatsApp como principal canal de vendas e divulgação dos produtos, com 84%.

No início da pandemia, as vendas caíram, naturalmente, de uma forma geral. No entanto, muitos aproveitaram o período de crise para gerar oportunidades em cima disso. “O comércio de rua e de shoppings, nosso então concorrente, ficou fechado por muito tempo. Muita gente acabou recorrendo a comprar com uma pessoa que faz venda direta por falta de opção, gente que ainda não tinha tido essa experiência, inclusive. Então as vendas explodiram”, explica Higo Ferreira, executivo comercial do Grupo Hinode. Ele comanda um time de 20 mil pessoas em seis países e viu o faturamento crescer em 130% de março a julho. “Você apresenta uma solução ao cliente. Hoje ele só quer comodidade. Então, acabamos fidelizando os consumidores”, acrescenta.

Apesar de a opção do e-commerce existir e também ter tido uma grande adesão durante o período de pandemia, a venda direta oferece a mesma comodidade, mas com o diferencial no atendimento. “O vendedor conhece não só o produto, mas também o cliente e sua necessidade. Ele vai ensinar e direcionar o que o consumidor precisa, vai entregar na porta e, muitas vezes, até já embalado para o presente. E isso só se faz tendo contato”, pontua Higo Ferreira, enfatizando que o papel de liderança do gestor é fundamental também para extrair da equipe os melhores resultados. “Tem que focar na solução, mostrar que existe um negócio. O líder pode apenas dizer que tudo vai passar ou pode tomar a ação e aproveitar as oportunidades”, complementa.

Ferreira ainda reforça que as oportunidades se abrem para todos os perfis de profissionais. “Antes as pessoas se sentiam seguras no trabalho delas, mas na pandemia isso mudou. O principal motivo de as pessoas não quererem conhecer o trabalho de venda direta é a vergonha. Mas não precisa saber de vendas, existe um sistema educativo para isso. A pessoa pode vir do jeito que está, desde que ela esteja incomodada, querendo crescer e disposta a aprender”, conclui o executivo.

Evento

Com o sucesso de vendas e a impossibilidade de realizar eventos presenciais, tão comuns a quem trabalha com vendas diretas, será realizado um evento drive in corporativo de reconhecimento e treinamento, no próximo dia 16, no Planeta Drive In, no Pina, com capacidade para 151 carros. “O nome é Drive In Celebration, porque estamos em um crescimento recorde. Precisamos reconhecer isso e também aproveitar para fazer treinamentos”, detalha Higo Ferreira.

Fonte: Diário de Pernambuco