O termo para alguns é novo, mas a prática para muitos é antiga. Se você usa as principais redes sociais para se conectar com o cliente para a venda de produtos e serviços, você está praticando o social selling – que é o comércio direto feito para gerar relacionamento entre o vendedor e o comprador, sem a necessidade de um estabelecimento para intermediar a relação. Basta estar conectado, por exemplo, no instagram, whatsapp e sites para realizar uma venda.

Dados da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) mostram que esse novo comportamento, pós-pandemia, vem crescendo. Mais de 48% de empreendedores independentes com atuação na venda por relacionamento utilizam as mídias sociais para a comercialização de produtos. No total, 54% dos profissionais do setor vendem de forma on-line atualmente. Pesquisa da Gestão de Mídias Sociais (mLabs) mostra o Instagram como a rede social com o maior número de conversões de acessos para venda. O engajamento, que, além de ser o mais alto entre as redes sociais, cresceu em 7,29% no primeiro ano de pandemia.

Ariane Egydio faz parte desse grupo que usa as redes para vendas. Proprietária do brechó vintageGarimperial, ela conta que, no início da pandemia passou a atuar com as vendas pelas redes sociais, principalmente no instagram, onde possui mais de 2 mil seguidores. O primeiro contato é por lá, logo sendo direcionado para o WhatsApp para finalização da venda. “Foco muito na curadoria das peças. Busco sempre identificar o material de confecção e a lavagem para as minhas clientes. Hoje trabalho com peças vintage, o que vem sendo um diferencial dentro do ramo da moda. Com o instagram como ferramenta consegui atingir um público mais amplo e converter seguidores em clientes” pontua Ariane.

Essa “nova tendência” alimenta a vontade das pessoas de empreender nas redes. Mas será que todos estão preparados para ser novos empreendedores?

Tânia Zambon, especialista em comportamento humano e estrategista de negócios, explica que todos podem empreender, porém são as ações que levam ao sucesso. “Um dos mitos mais fortes do mundo do empreendedorismo é de que as pessoas nascem com talento para empreender, parecendo ser algo genético. Disposição, conhecimento e atitudes são o resultado de escolhas individuais, não uma tendência natural. Deixar sua marca e identificar aquilo que foi feito é um motivador que vai além de apenas desenvolver um produto ou serviço bem feito”.

A especialista destaca a importância de identificar as oportunidades no mundo dos negócios e oferecer o que falta no mercado atendendo o consumidor.”A necessidade é a mãe das invenções. O primeiro passo é estar atento ao mercado e buscar por necessidades.Refletir se sua solução atende consumidores de forma atraente; se a sua empresa consegue utilizar a oportunidade encontrada para solucionar os problemas; a oportunidade é sazonal ou durável;

Qual o valor da sua solução para o cliente. Questiona-se.

Tânia Zambon analisa o ano de 2022 como sendo forte “tendência” para o empreendedorismo levando em conta a transformação do meio digital.”Por mais que estejamos vivendo um momento altamente incerto, é recomendável analisar as transformações geradas, as ações positivas de outras empresas durante a pandemia, além de identificar as melhorias que você deve investir para obter mais sucesso com suas estratégias a longo prazo. Tendo em vista que os hábitos de comprar e vender passaram por diversas mudanças nesse período pandêmico, a venda on-line que já era alta ficou ainda mais forte. Além de investir em processos inovadores e migrar para o digital, também é muito importante planejar, cuidar das finanças da sua empresa e organizar os processos com a sua futura equipe”, pontua a especialista.

Fonte: Diário de Petrópolis.