A maioria dos mercados de venda direta latino-americanos registra vendas anuais superiores a US$ 2 bilhões

O Brasil está entre os cinco países com maior potencial para empreendedorismo em negócios de venda direta na América Latina. Os países latino-americanos que seguem a tendência brasileira, com maior potencial de crescimento para empreendedores nesta indústria, são Colômbia, Equador, México, Peru e República Dominicana. As informações são da Federação Mundial de Associações de Venda Direta (World Federation of Direct Selling Associations), mostram que o Brasil é o país mais forte da região em termos de vendas com US$ 7,4 bilhões, seguido pelo México com US$ 5,9 bilhões.

A Colômbia registrou US$ 2,3 bilhões em vendas, o Peru US$ 2 bilhões e outros países como Equador estão próximos a US$ 900 milhões. Em comparação com a economia dos Estados Unidos, onde foram feitas vendas diretas de US$ 40,5 bilhões em 2022, o potencial de crescimento nos países da América Latina é considerado promissor.

Os dados foram divulgados durante o evento virtual Venda direta como catalisadora do empreendedorismo na América Latina: desafios e tendências, organizado pela multinacional Hy Cite, que contou com a participação das Associações de Venda Direta do Brasil e Colômbia, bem como de empreendedores da região que compartilharam seus cases com os participantes. “Em resposta às altas taxas de desemprego na região, que em países como Brasil chega a 7,7%, são muitas as pessoas que encontram na indústria de venda direta uma oportunidade real de prosperar economicamente e alcançar metas pessoais e profissionais”, comenta o CEO e presidente da Hy Cite, Paulo Moledo.

A presidente executiva da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), Adriana Colloca, lembra que as maiores empresas de venda direta do mundo estão localizadas na região há muitos anos, o que permitiu o amadurecimento do empreendedorismo e a consolidação do mercado. “Empresas sólidas como a Hy Cite, com décadas de experiência, lideram a defesa pelas melhores práticas em nosso setor, que são padrões que aos poucos podem se estabelecer no mercado. A venda direta dá acesso à diversidade e é uma grande oportunidade em nossa região, especialmente para aqueles que não encontram o que procuram no mercado de trabalho”, afirma.

Durante o encerramento do evento, os participantes ressaltaram a importância das empresas estarem atentas às mudanças nas condições econômicas, uma vez que o setor deve se adaptar para garantir a estabilidade de mais de 14 milhões de pessoas que vivem da atividade de venda direta na América Latina. “Hoje, o desafio da nossa indústria é respeitar o canal de venda, o que significa garantir que os produtos sejam comercializados pela relação direta dos vendedores com os compradores. Isto demonstra respeito pelos distribuidores, que não devem dispor de canais que concorram com eles, como comércio online ou lojas de varejo. O futuro da nossa indústria está em garantir esse relacionamento individual”, acrescentou o chief sales officer da Hy Cite, Juan Carlos Franco.

Fonte: Diário do Comércio.