Diretora executiva da ABEVD faz um balanço das vendas diretas em 2015

16 de fevereiro de 2016

Em entrevista ao portal, Roberta Kuruzu fala sobre o volume de negócios durante o ano

O ano de 2015 não foi economicamente favorável para o brasileiro. Alta do dólar, aumento de impostos e da inflação foram alguns dos nossos vilões. Mesmo assim, o setor de vendas diretas se manteve estável, o que representa um bom resultado tendo em vista a situação macroeconômica do país.

Além disso, o número de revendedores diretos cresceu 3,6% em comparação ao ano anterior, totalizando 4,6 milhões de profissionais autônomos atuantes no Brasil.

Entrevistamos a diretora executiva da ABEVD, Roberta Kuruzu, para fazer um balanço do mercado de venda direta e para dar uma perspectiva para o próximo ano.

Como a inserção de novos profissionais em 2015 interferiu no mercado de venda direta no Brasil?
Tivemos um crescimento no número de revendedores autônomos, assim como em momentos de cenário econômico mais favorável. Note que, nas últimas crises enfrentadas pelo Brasil, o setor de vendas diretas manteve crescimento tanto em volume de negócios, quanto em número de pessoas que se dedicam a essa atividade por conta própria.

Quais as principais lições que os revendedores tiveram durante o ano de 2015?
Diante de um cenário econômico mais conturbado, revendedores e empresas tiveram que ser mais criativos e mostrar seus diferenciais para conquistar o bolso do consumidor.

Tendo em vista a expectativa de agravamento da crise durante o ano de 2016, o que as empresas e os revendedores devem esperar?
Embora a ABEVD não divulgue projeções futuras, podemos dizer que ainda há muitas oportunidades a serem exploradas nesse setor. No Brasil, temos uma alta concentração de empresas de cosméticos, perfumaria e cuidados pessoais. Em países mais maduros, como os Estados Unidos, identificamos que várias outras categorias de produtos são distribuídas pelo canal de venda direta, tais como: artigos para o lar, acessórios, eletroeletrônicos, confecções, calçados, produtos nutricionais, livros e, até mesmo, serviços.

Com mais empresas distribuindo produtos por meio do canal de venda direta, mais oportunidades surgirão para os revendedores autônomos.

Quais as perspectivas para o mercado de vendas diretas para o próximo ano?
Conforme mencionei anteriormente, há muita oportunidade para os empresários que querem iniciar sua distribuição por meio do canal de venda diretas e, também, para os revendedores. Cada vez mais, identificamos que as empresas estão oferecendo ferramentas, capacitação e tecnologia para colaborar com o desenvolvimento dos profissionais autônomos, permitindo que esses empreendedores tenham a oportunidade de alavancar cada vez mais seu negócio por conta própria.