Vice-presidente da SalesForce, Peter Schwartz, indica os fatores que irão transformar a interação entre empresas e consumidores, durante congresso mundial de vendas diretas no Rio de Janeiro

 

Peter_Schwartz_e_Pablo_Quintanilla_SalesForce

 

Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2014 – O relacionamento entre empresas e consumidores será cada vez mais influenciado pela tecnologia e o mercado deve se adaptar rapidamente, já que dentro de cinco anos estará diante de uma nova realidade. Essa é visão de Peter Schwartz, futurista e vice-presidente global de Relações Governamentais e Planejamento Estratégico da SalesForce, uma das mais inovadoras companhias de softwares para gerenciamento de relacionamento com clientes do mundo. Schwartz participou nesta manhã do Congresso da Federação Mundial de Associações de Empresas de Vendas Diretas (WFDSA, na sigla em inglês), em painel mediado por Pablo Quintanilla, gerente de estratégias de negócio da SalesForce.

“Se analisarmos como o mundo evoluiu na última década, é possível prever uma mudança ainda mais rápida em três a cinco anos”, afirma Schwartz. Para o futurista, a tecnologia já está hoje em todas as partes e deve contribuir significativamente na interação e conexão entre companhias, clientes, funcionários, acionistas, distribuidores e demais stakeholders.

As principais inovações devem passar por uma drástica evolução das interfaces. Dentre elas, controle de ambiente por voz e gesto, dispositivos de realidade aumentada, sensores, microssatélites e drones que monitoram hábitos e comportamentos, e todas elas reunidas no conceito de smartphone. “O formato do aparelho que usamos hoje para acessar toda essa tecnologia pode até mudar, tornando-se um relógio, por exemplo, mas o conceito se mantém. Os smartphones são a plataforma do amanhã”, destaca Schwartz.

O primeiro passo que as empresas devem dar para encarar a amplitude de possibilidades que a tecnologia vai oferecer é, segundo Schwartz, ter à frente líderes conectados. “Os principais executivos precisam aprender a usar os recursos tecnológicos imediatamente. Se eu puder dar um conselho é esse. Sejam usuários esclarecidos, explorem todas as potencialidades dos dispositivos que estão a sua disposição e disseminem em suas empresas a cultura da conectividade”.

Para Schwartz, o uso da inteligência proveniente da tecnologia vai proporcionar às empresas maior conhecimento dos hábitos e das necessidades de seus consumidores, possibilitando atendimentos mais focados e personalizados.

No setor de vendas diretas, isso pode ser potencializado, segundo Alessandro Carlucci, presidente da WFDSA. “Temos um diferencial em relação às demais modalidades do varejo. A força de cerca de 90 milhões de pessoas envolvidas em vendas diretas e o contato próximo que elas mantêm com os clientes”, diz. Um sistema alimentado por dados provenientes desses relacionamentos será, de acordo com Carlucci, uma valiosa fonte de informações sobre os anseios dos consumidores.

Realizado pela primeira vez no Brasil, o congresso tem como tema central “Vendas Diretas: a Rede Social Original”. Composto por empresas de diversas atividades, como cuidados pessoais, utensílios domésticos, suplementos nutricionais, serviços, entre outros, o setor de vendas diretas movimentou no ano passado cerca de US$ 180 bilhões em todo o mundo e mais de R$ 30,6 bilhões apenas no Brasil, crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior. O país está entre os cinco maiores mercados de vendas diretas no mundo.