Para atrair clientes, donos de e-commerce e aplicativos estão apostando neste tipo de venda

Uma das maiores dificuldades da venda online hoje no Brasil, ainda é a falta de confiança das pessoas na hora da compra. Umas das soluções encontradas pelos donos desses negócios, foi contar com um time de vendedores diretos para atenderem os clientes mais tradicionais.
Essa foi uma das situações enfrentadas por Fernando Okumura, que para abrir o seu negócio, o Kekanto, teve como inspiração a venda direta. Mesmo sendo um guia online de lugares e serviços, a empresa recrutou vendedores externos. “O relacionamento pessoal é sempre mais rico, passa mais informação do que o telefone ou o e-mail. O dono do estabelecimento acaba se sentindo mais confortável”, afirma Fernando.
O diretor da consultoria E-bit, Pedro Guasti, conta que recorrer aos profissionais de vendas diretas para ficar na rua atrás de clientes pode ser algo imprescindível em alguns modelos de negócios. Essa estratégia é comum em empresas que precisam vender ou fechar parcerias com outras empresas ou profissionais autônomos. O maior desafio enfrentado pelas empresas online é convencer pessoas a adotarem um serviço que não conhecem.
Esse foi o caso de Marcelo Ferreira quando começou o HelloFood. Ele pessoalmente visitava os restaurantes e tentava convencer os donos a listar seus estabelecimentos entre os que faziam o delivery de comida pela plataforma. Hoje a empresa consta com 40 profissionais de vendas, que visitam, em média, três restaurantes por dia.
Já Thiago Kuin, dono da Loja do Profissional – e-commerce de produtos para pequenas indústrias e outros segmentos profissionais – viu a necessidade de ter vendedores diretos quando percebeu a falta de cultura das empresas de seu mercado de comprar pela internet. Antes de fecharem a compra pela internet, os clientes costumam ligar para ver se a empresa realmente existe e checarem o endereço da loja.