Reapresentar o setor com uma nova narrativa para o mercado e a sociedade foi o principal ponto defendido por Laís Carvalho, head de Estratégia da 100% Design

O 3º Congresso Nacional de Vendas Diretas trouxe muitas discussões sobre as mudanças que o setor passou nos últimos anos e também sobre o que está por vir. A head de Estratégia da 100% Design, Laís Carvalho, trouxe reflexões sobre o futuro da Venda Direta, grande exponencial da economia brasileira.

Organizado pela Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), o evento voltou a acontecer após dois anos de adiamento por conta da pandemia de Covid-19.

Laís apresentou alguns pontos a partir dos estudos realizados pela Agência 100% Design com a ABEVD, que apontou que o preconceito com a Venda Direta é um dos principais motivos que impedem novas pessoas de empreenderem junto ao setor.

“Empreendedores entrevistados disseram que quando falam que são da Venda Direta, as pessoas de fora do setor acham que é uma atividade de baixo status social ou associam ainda aquele perfil de mulheres de meia-idade que vendiam cosméticos de porta em porta”, explicou Laís.

O cenário do mercado mudou. No passado as empresas eram detentoras do poder, hoje quem manda são as pessoas, e há organizações que só funcionam por causa da importância das pessoas. “O Waze só funciona porque permitimos que ele nos localize, sendo possível assim a identificação dos pontos com maior tráfego, que ele usará para indicar rotas. O Instagram só funciona porque nós o utilizamos. Nós criamos os conteúdos que estão lá”, exemplificou.

“A Venda Direta tem um grande futuro, desde que seja apresentada corretamente, como uma oportunidade de empreendedorismo. A Venda Direta humaniza o processo de vender, e valoriza as relações, a comunicação, e o futuro aponta para isso”.

A head da 100% Design também apontou a necessidade do setor se reapresentar para as pessoas, com uma nova narrativa, quebrando assim a visão antiga sobre a Venda Direta, e que seja uma opção, e não escolhida por falta dela.

“A fortaleza da Venda Direta é isso, a conexão humana. Temos que olhar com bastante atenção. Venda e pós-venda, você conhece o seu cliente, cada pessoa é uma loja da marca. Quem não quer isso para sua marca? É uma venda ativa, deve ser olhada como estratégia de marketing para as empresas”, observou Laís.

Finalizando a apresentação, Laís Carvalho propôs uma reflexão aos executivos. “Será que essa denominação ‘Venda Direta’ atende tudo que o setor tem pela frente?”.

Fonte: Assessoria de imprensa da ABEVD