Dois meses após a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no dia 17 de setembro, seis em cada dez consumidores brasileiros (61%) ainda desconhecem a nova legislação, cujo objetivo é proteger informações pessoais. Foi o que revelou pesquisa da plataforma de busca e comparação de softwares Capterra, empresa que pertence à Gartner. Entre as obrigações das empresas estão confirmar aos usuários que seus dados estão sendo tratados, facilitar o acesso e permitir a eliminação das informações.

Entre os mais jovens, na faixa etária de 18 e 25, metade (51%) desconhece a LGPD. O grupo com maior ciência da nova regra é o compreendido entre 26 e 45 anos, no qual 43% alegaram saber do que se trata.

Apesar da falta de familiaridade com a lei, a maioria dos entrevistados acredita que a aplicação de novas regras para as empresas coletarem e tratarem dados pessoais dos usuários — como nome, RG e CPF — será complicada. Para 72% dos entrevistados, estas não estão totalmente preparadas para atender às demandas dos consumidores, previstas na legislação, com relação aos seus dados.

A nova lei, porém, traz um certo otimismo: 73% dos entrevistados avaliam que os brasileiros passarão a se preocupar mais com a manipulação de seus dados. Já 84% apostam que as empresas passarão a manipular as informações com mais responsabilidade a partir da LGPD.

O estudo ainda mostra que, hoje, a preocupação dos consumidores com seus dados é pequena: apenas 16% dos entrevistados afirmam se certificar sempre sobre o que acontecerá com suas informações antes entregá-las às empresas.

Além disso, somente 29% dos entrevistados afirmam já ter entrado em contato com alguma empresa por temas relacionados aos seus dados pessoais, antes da entrada em vigor da lei. A maioria, no entanto, acredita que passará a fazê-lo com mais frequência com base na nova legislação.

Os números da pesquisa evidenciam um consumidor ainda pouco atento ao valor dos dados que fornece às empresas. Quando introduzidos aos conceitos da LGPD, no entanto, os entrevistados se mostram interessados em cuidar e vigiar mais de perto as informações que fornecem”, destaca Lucca Rossi, analista responsável pela pesquisa.

Fonte: Extra