O ano de 2019 começa com boa expectativa no cenário econômico brasileiro. Após a forte recessão enfrentada em 2015 e 2016, o país voltou a apresentar crescimento nos anos seguintes, mesmo que em um ritmo menor do que o esperado.

De acordo com a previsão do relatório Focus, do Banco Central, realizado com mais de 100 instituições financeiras, o PIB brasileiro em 2019 deve ter alta de 2,5%, superando assim o índice registrado em 2018.

Alguns números divulgados recentemente dão base para esta visível retomada, como por exemplo, a intenção de consumo das famílias que de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 91.2 pontos, em dezembro, maior nível em 3 anos. Como sabemos, o índice de confiança das famílias é uma das variáveis que mais impactam o varejo.

Apesar destes índices favoráveis, o Brasil ainda tem 12,5 milhões de desempregados e este contingente de pessoas em busca de trabalho impacta diretamente na retomada da economia. A capacidade instalada da indústria, abaixo da média histórica, ainda evidencia que a economia está ociosa.

O mercado segue ansioso à espera das reformas estruturais, principalmente da Previdência, que devem ser apresentadas ainda no início deste ano pelo novo governo. Com o déficit constante nas contas públicas, é preciso equilibrar os gastos para que o país volte a ter um crescimento sustentável.

Ainda é cedo para saber se as projeções de 2019 se tornarão realidade. Basta lembrar que no início de 2018, os números indicavam crescimento superior a 2%, mas ações como a greve dos caminhoneiros e a indefinição eleitoral acabaram minimizando esta alta.