Será coordenada pelo dep. Ricardo Izar (PP/SP)

O que houve
A Frente Parlamentar da Beleza e Bem-estar foi lançada, nessa 4ª feira (26/06). O grupo pretende estimular, defender e resguardar os interesses sociais e econômicos de todas as atividades econômicas relacionadas ao segmento: profissionais de beleza, vendedores porta a porta, indústria, comércio e toda a cadeia da beleza e bem-estar. Ainda, pretende ser um canal de diálogo entre o parlamento e o setor de beleza, gerando renda e empregos.

Coordenadores
A Frente será presidida pelo dep. Ricardo Izar (PP/SP), que elogiou a união da classe que trabalha com beleza e declarou que a Frente será ativa na defesa do setor.

A 1ª vice-presidente, dep. Soraya Santos (PL/RJ), criticou a alta carga tributária dos produtos de HPPC e lembrou que a beleza está na base da dignidade e da autoestima, de forma a Frente precisa reunir o segmento e dar visibilidade para todo o setor e ajudar a potencializar o consumo dos produtos.

Já o 2º vice-presidente, dep. Fábio Trad (PSD/MS), lembrou que os projetos de lei só são aprovados se houver articulação política, habilidade e sensibilidade. Afirmou que defenderá os projetos de interesse do setor na CCJC, comissão da qual é membro. Prometeu estreitar laços e reforçar o compromisso de defender o setor.

Principais considerações
João Carlos Basílio, presidente da ABIHPEC, declarou que a indústria da beleza cumpre um papel de prevenção, uma vez que sabonete, álcool gel e protetor solar previnem diversas doenças. Lembrou que não existe nenhum produto que pode substituir o protetor solar e que mesmo assim, a incidência do câncer de pele no país é muito alta, principalmente na população mais carente.
Ressaltou que o setor é o segundo mais tributado, o que prejudica o acesso da população aos produtos que são essenciais para a manutenção da saúde.
Lembrou que em 2018 o crescimento do setor foi de 4,3%, mesmo com a ampliação da taxa de desemprego no Brasil e destacou o papel da indústria na inserção da mulher no mercado de trabalho, corroborado pelo avanço da tecnologia dos absorventes íntimos.

Adriana Angelozzi, diretora de assuntos institucionais da ABEVD, frisou que existem mais de 4 milhões de empreendedoras de venda direta no Brasil, ressaltando ser um trabalho democrático responsável pelo incremento de renda das famílias. Acredita que a venda direta é o futuro da renda não só no Brasil mas no mundo todo e criticou a alta carga tributária do setor, que é cobrada sobre todas as vendas físicas e suportada integralmente pelas empresas. Destacou que a independência financeira traz empoderamento feminino.

José Augusto Ribeiro, presidente da Associação Brasileira de Salões de Beleza, afirmou que está no mercado há 30 anos e que a Lei do salão parceiro foi um marco para o segmento.

Fonte: Avon