Como fazer com que a Venda Direta seja a melhor opção de trabalho é debatido entre executivos do setor

Durante o 3° Congresso Nacional de Vendas Diretas, promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), na última quinta-feira (20.10), executivos debateram sobre maneiras de atrair novos empreendedores para o setor. Com moderação da superintendente Comercial da DeMillus, Cátia Bandeira, a palestra contou com a presença da diretora de vendas da Natura, Cida Franco; o diretor-executivo de Gestão Comercial da Avon, Emerson Teixeira e o fundador da Polishop com.vc, Gilberto Guiti.

Para Cátia Bandeira, a nova geração de trabalhadores pensa muito em propósito. “Os novos trabalhadores não querem trabalhar apenas para ganhar dinheiro, eles têm um propósito por trás disso. E que setor tem mais propósito do que a Venda Direta?”.

Segundo Cida Franco, a tecnologia entra na Venda Direta para auxiliar e tornar a venda mais acessível e conveniente. “Precisamos ter capacidade de nos preparar para fazer que a tecnologia seja uma aliada, não substituta da relação entre cliente e empreendedor. Precisamos usar a tecnologia para ampliar esse negócio e não para substituí-lo”.

“Torço para que as pessoas não estejam preparadas, porque, se o presente é dinâmico, o futuro é muito mais. Quando você se prepara muito para o futuro, acha que o modelo vai funcionar e fica engessado. Tendências mudam, pessoas mudam, assim como forças de venda. E a pandemia evidenciou isso”, opinou Gilberto Guiti.

De acordo com Emerson Teixeira, a realidade e o desafio do setor é outro. “A Venda Direta tem todos os ingredientes quando se fala de futurismo. As pessoas querem mais flexibilidade, pois o segmento sempre trouxe isso como característica de negócio; as pessoas querem mais contatos e relações humanas”.

Para Teixeira, o grande diferencial da Venda Direta são os empreendedores e o principal desafio é fazer cm que as evoluções nos modelos de negócio cheguem nos representantes e consultores. Evitando e tentando fugir do excesso de informações que é presente no dia a dia de todos.

“Na venda direta falamos muito dos ganhos, mas temos que ir além disso. Precisamos explorar elementos humanos e sociais dos modelos. Nosso modelo é de altíssimo valor agregado, na dimensão social e emocional inclusive”, explicou a diretora de vendas da Natura.

Segundo ela, a empresa tem investido em pesquisas para entender onde que os empreendedores têm ganhado com as Vendas Diretas e constatou que o ganho financeiro não é mais o único objetivo dentro deste mercado.

Para o fundador da Polishop com.vc, o mercado de Vendas Diretas sempre vai perder pessoas, mas é preciso entender o que faz com que as pessoas fiquem. “Pessoas entram pelo dinheiro, mas ficam pelos propósitos, ficam pelos valores, ficam pela empresa”.

Fonte: Assessoria de imprensa da ABEVD