Interactive Retail Trends, evento pós-NRF da Gouvêa Ecosystem, analisou o presente e o futuro do mercado de varejo
Duas semanas após o fim da NRF23, a maior feira de varejo do planeta, a Gouvêa Ecosystem organizou o Interactive Retail Trends, um evento que contou com palestras de convidados e consultores do grupo analisando e entendendo os próximos passos do mercado no Brasil e no mundo.
Abrindo o evento, Marcos Gouvêa de Souza, fundador e CEO da Gouvêa Ecosystem, trouxe um pouco da importância da participação do varejo na economia de cada país. “O papel do evento é trazer para nossa realidade o que vimos lá fora para gerar resultados. Comparar com a nossa própria realidade. Sabendo que hoje a participação do varejo no PIB de cada país é um indicador importante de evolução de mercado”, afirmou.
Marcos acredita que nos próximos anos a tendência é o setor de varejo cada vez mais aumentar sua participação no PIB dos países, inclusive no do Brasil.
“Quando uma economia se desenvolve a população migra da área de produtos para a área de serviços. Na área de alimentação, por exemplo, existe a transformação da compra dos produtos para se fazer em casa, para a compra do serviço de food fora dela. E essa tendência, indo para outras áreas, faz o mercado se aquecer”, revelou o CEO da Gouvêa Ecosystem.
Explosão do e-commerce e varejo de valor
Fazendo uma comparação entre Brasil e EUA, sabendo que cada mercado tem suas nuances e dificuldades, podemos perceber alguns movimentos em comum. Em um estudo comparativo entre 2000 e 2022, com dados do Censo Bureau, a evolução das vendas no varejo geral norte-americano passou de uma base de 100 para 256. No Brasil a evolução foi de 100 para 196.
“O chamado varejo de valor cresceu muito nos EUA e foi um pouco mais tímido no Brasil. Olhando para trás podemos ver o quanto estamos migrando ao longo do tempo para o varejo de valor. É a busca do mais por menos”, lembrou Marcos.
Já o e-commerce teve uma explosão nos dois países e também no mundo nos últimos anos. E a pandemia foi a grande responsável por esse ‘boom’. “Muita coisa que estava chegando naturalmente acabou sendo acelerada pela pandemia. Nesse ponto vemos um crescimento maior no Brasil do que nos EUA, mas isso acaba sendo compreensível já que o mercado digital norte-americano estava na frente do brasileiro em muitos aspectos”, revelou Marcos.
“O varejo será cada vez mais protagonista. Isso se encaminha nesta direção. E deveria assumir novas posturas por conta dessa tendência. É necessário atitude no plano pessoal e coletivo. As perspectivas são boas para os próximos anos”, finalizou Marcos, encerrando a abertura do evento.
Fonte: Mercado e Consumo