Debate sobre nova era da Venda Direta encerra 3° Congresso Nacional do setor

A última palestra do 3° Congresso Nacional de Vendas Diretas foi realizada por grandes executivos do setor para debater sobre o futuro do segmento. O coutry manager da Amway Brasil, João Leone, moderou a conversa entre o presidente da Avon Brasil, Daniel Silveira; o CEO da Jequiti, Eduardo Ribeiro e o CEO e presidente da Hy Cite (Royal Prestige), Paulo Moledo.

As transformações do mercado, a introdução das redes sociais e da tecnologia nas vendas e outros pontos que alteram o setor foram trazidos à tona na conversa. Segundo o CEO da Jequiti, o principal questionamento que deve ser feito é sobre o valor que todos dão para as Vendas Diretas. “Ofereceríamos esse modelo atual para nossos filhos?”, questionou.

Para o presidente da Avon Brasil, mudanças e transformações para a nova era vão requerer reflexões sobre os fundamentos que fazem a Venda Direta ser especial e diferente. “A gente fala tanto da nova era, só que quanto mais próximos estamos do campo, mais vemos que a inovação está presente todos os dias. Nossos representantes e consultores inovam todos os dias, entre eles e com o consumidor também. Quem está vendo isso?”, comentou. “Não temos que ter medo da nova era da Venda Direta, temos oportunidade de inovar juntos”.

Já Paulo Moledo entende que as Vendas Diretas nunca pararam de evoluir. “Prefiro dizer que a evolução é constante, nunca parou. No passado teve outras coisas. Não é só a digitalização a grande mudança de era da Venda Direta”, afirmou. “No final do dia, a Venda Direta vai ter tantos modelos quanto companhias”.

Segundo os palestrantes, algo essencial para a melhoria da profissão e garantia de continuidade do setor é uma normatização das Vendas Diretas e qualificação dos serviços.

Para Eduardo Ribeiro, hoje existe um descaso com o setor. “O Brasil tem que parar de normalizar e colocar um basta no descaso com as Vendas Diretas”, refletiu. “É preciso normatizar e qualificar a entrada dos consultores, é preciso ter modelos distintos e separados de Vendas Diretas. Dá para fazemos transformações em nosso modelo, desde que acreditemos na Venda Direta”.

Segundo o CEO Jequiti, o papel da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) é assegurar esses novos modelos e transformações, deixando o setor cada vez mais forte.

“A ABEVD tenta propor uma nova narrativa, um reposicionamento da Venda Direta. Se tivermos realmente movimento e garantindo que não tenha problemas de ética, cuidando da indústria e reposicionando nossa marca, temos tudo num negócio”, destacou o presidente da Avon Brasil. Segundo ele, a Associação é muito importante para trazer espaço de troca e reflexão.

De acordo com o CEO da Royal Prestige, o que as próprias empresas fazem no mercado, prejudica o nome de todo o setor. “Acho que a Venda Direta não parou de evoluir, mas gostaria que tivesse uma nova era de imagem. O que fazemos como indústria prejudica um ao outro. E para isso paixão é fundamental”.

Fonte: Assessoria de imprensa da ABEVD