Parceria com a FAPEAM, comunidades e o programa de bolsistas in company são algumas das ações implementadas na região com apoio da multinacional brasileira de cosméticos.

O Núcleo de Inovação Natura Amazônia (NINA) comemora dois anos de atuação na Amazônia no dia 16 de agosto. Neste período, a unidade da Natura realizou projetos que contribuíram para a inovação e desenvolvimento da Amazônia. Dentre elas, estão a parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), a organização do Prêmio Ingredientes Vegetais Amazônicos e a expansão de parcerias junto às comunidades extrativistas da região. Com sede em Manaus (AM), o NINA faz parte do Programa Amazônia da Natura e tem como missão contribuir com o desenvolvimento do sistema regional de inovação através de sua atuação em rede, junto aos demais atores desse sistema, no desenvolvimento inovação a partir de oportunidades relacionadas à sociobiodiversidade amazônica.

Por meio da parceria com a FAPEAM, foram promovidas iniciativas conjuntas para o desenvolvimento de competências nos profissionais que desejam atuar no estado do Amazonas com a gestão da inovação e transferência de tecnologia. Atualmente, o NINA conta com quatro bolsistas que, ao mesmo tempo em que desenvolvem projetos de interesse para a companhia, ampliam competências para a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

Para a bolsista Marta Siza, o grande diferencial é a oportunidade de vivenciar toda esta experiência dentro de uma empresa que é referencia nos segmentos de inovação e sustentabilidade. “Isso agrega muito mais valor ao conhecimento que estamos adquirindo aqui”, pontua. E a bolsista Juliana Barros, não pensou duas vezes para se candidatar. “Na academia nós vemos a teoria e aqui temos contato com a boa prática. Esse é o maior diferencial, poder desenvolver um projeto de formação dentro da empresa”, revela.

O ineditismo dessa ação reforça o papel que a Natura desempenha como articuladora de inovação na região Norte. “No NINA, as bolsistas participam da parte prática de todos os processos relacionados a um projeto. Elas integram workshops e treinamentos, que certamente contribuem de forma diferenciada para esta capacitação”, explica o gerente geral do NINA, Iguatemi Costa.

No mês de aniversário do NINA haverá uma apresentação formal dos resultados parciais desse programa para os principais executivos da Natura a diretoria da FAPEAM. “Na ocasião, também deverá ser ratificada entre as partes a continuidade do programa com objetivo de reforçar o desenvolvimento tecnológico, tão relevante para o sistema de inovação regional”, adiantou Costa.

No mês de julho também foi firmada uma parceria que irá oferecer mais de 30 bolsas de várias modalidades que serão implementadas nos projetos científicos desenvolvidos pela Natura e parceiros na região. “A parceria consolida o relacionamento desenvolvido com a FAPEAM ao longo dos dois anos do NINA e apresente saldo bastante positivo no que se refere à estratégia da Natura para alavancar projetos de desenvolvimento na Amazônia”, disse o gerente.

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de novas pesquisas, o NINA possui parcerias também com outras instituições locais: a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).

Prêmio Ingredientes Vegetais Amazônicos

Outra ação do NINA focou na valorização do pesquisador e da sua pesquisa. No início do ano, a Natura anunciou a vencedora do Prêmio Natura Campus de Ingredientes Vegetais Amazônicos, a pesquisadora Ana Cristina da Silva Pinto, bolsista do Programa de Capacitação Institucional (PCI), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). A pesquisadora concorreu com o projeto de um repelente e inseticida natural no combate aos mosquitos da dengue e malária, tendo como ingrediente principal a pimenta-de-macaco (Piper aduncum).

A iniciativa recebeu 30 inscrições e as propostas foram avaliadas por uma banca científica mista composta por cinco pesquisadores, sendo três da Natura e dois estudiosos brasileiros da área de produtos naturais e farmacognosia, que se reuniram durante dois dias em Manaus para avaliação cuidadosa do material submetido. O processo de avaliação focou na qualidade dos ingredientes apresentados, independente da aplicação em cosméticos, além da quantidade de ingredientes utilizados na pesquisa.

“Vencer essa premiação, concorrendo com pesquisadores de toda a Amazônia foi muito importante. Serviu como reconhecimento profissional na minha carreira como pesquisadora recém-formada”, comenta Ana Cristina, que informou que graças ao prêmio, no valor de R$ 30 mil, será possível investir na continuidade da outra etapa da pesquisa sobre o tempo de ação do produto desenvolvido, além de ampliar o estudo para outras espécies de plantas.

O Prêmio Ingredientes Vegetais Amazônicos visa reconhecer pesquisadores da região amazônica que acreditam e investem no uso sustentável da biodiversidade brasileira e que contribuíram para o avanço da ciência através do desenvolvimento de ingredientes vegetais do Bioma Amazônico.

Comunidades Extrativistas

A Natura elegeu a região amazônica como um dos territórios prioritários de sua expansão. Dentro de um modelo sustentável, sem colocar em risco a maior floresta tropical do mundo, a empresa obtém insumos para seus produtos e, em contrapartida, oferece uma série de benefícios às comunidades extrativistas. Somado ao mais recente empreendimento do Programa Amazônia na região, inaugurado em março deste ano, o Ecoparque, a nova fábrica de sabonetes da empresa, será possível triplicar a produção até 2015, ampliar o uso de insumos e reduzir os custos pela concentração do processo industrial próximo a cadeia de fornecimento.

Atualmente, a Natura trabalha em parceria com 25 comunidades no Amazonas e no Pará, beneficiando 2.171 famílias. E esse número deve aumentar nos próximos meses com a implantação de projetos previstos pelo Programa Amazônia. Entre os benefícios recebidos estão os cursos de capacitação para formar lideranças e subsídios para formação de associações ou cooperativas que intermediam a relação da comunidade com a Natura e com o restante do mercado. Além disso, a empresa ainda proporciona à população local capacitações técnicas de produção agrícola ou extrativismo e beneficiamento das matérias-primas cultivadas pelas comunidades.

“A nossa meta é que o NINA se torne um aliado no desenvolvimento da Amazônia, através das suas ações de fomento à pesquisa e inovação e, com os resultados que temos alcançados, acredito que estamos no caminho certo. Há dois anos assumimos o compromisso de estimular o crescimento do ambiente científico local e essa meta será permanente”, apontou Iguatemi Costa.

Sobre o Natura Campus

 Lançado em 2006, o Natura Campus é o espaço de colaboração e construção de relacionamento com foco em ciência, tecnologia e inovação que tem como objetivo a promoção de parcerias e conexão em redes para desenvolvimento de novas ideias, conhecimentos, produtos e serviços. Com parcerias colaborativas, nacionais e internacionais, o programa busca a ampliação e o desenvolvimento da ciência, inovação e tecnologia, por meio da promoção da conexão em redes para fortalecimento do ecossistema de inovação, permitindo que todos colaborem para construção de valor compartilhado.

Sobre o Programa Amazônia

O Programa Amazônia é uma iniciativa da Natura, que busca gerar novos negócios a partir do investimento em pesquisa e inovação, com foco no uso sustentável de produtos e serviços da sociobiodiversidade, na valorização do conhecimento tradicional e cultura da região. Sua atuação abrange, inicialmente, a Amazônia Legal Brasileira, com concentração de esforços em territórios sustentáveis já identificados pela empresa. Na primeira etapa, de 2011 a 2013, o foco está sendo a expansão no segmento de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos por meio de investimentos em ciência, tecnologia e inovação e estruturação de cadeias produtivas da sociobiodiversidade.

Sobre a Natura

Fundada em 1969, a Natura é a maior fabricante brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza, e líder no setor de venda direta no Brasil, com uma receita líquida anual superior a R$ 7 bilhões.  A companhia conta com quase sete mil colaboradores, que atuam nas operações do Brasil, Argentina, Chile, México, Peru, Colômbia e França. A paixão pelas relações fez a companhia adotar a venda direta como modelo de negócios e atualmente reúne mais de 1,6 milhão de Consultoras, que disseminam a proposta de valor da empresa aos consumidores.

A Natura acredita na inovação como um dos pilares para o alcance de um modelo de desenvolvimento sustentável. No ano passado, destinou R$ 181 milhões em inovação. Este investimento fez com que a empresa atingisse um índice de inovação, percentual da receita proveniente de produtos lançados nos últimos dois anos de 63,4%. Por conta da atuação consistente ao longo de anos num comportamento empresarial alinhado com a sustentabilidade, a Natura foi eleita, Em 2013, fomos eleitos uma das empresas mais éticas do mundo no prêmio World’s Most Ethical Company, da EthiSphere, reconhecimento que se repete no ranking de 2014, divulgado em março. No Brasil, fomos reconhecidos como a empresa mais sustentável no setor de bens de consumo pelo Guia Exame de Sustentabilidade, da revista Exame. Especificamente sobre a capacidade inovadora, foi novamente uma das dez empresas mais inovadoras do mundo pela revista Forbes.