Durante o 2º Congresso Nacional de Vendas Diretas, o diretor de governança corporativa da Natura & CO, Moacir Salzstein apresentou dados robustos que comprovam a força do setor e ainda relevam o grande potencial das vendas diretas para o futuro.

Informações computadas pela ABEVD mostram que o Brasil com 208 milhões de habitantes tinha em 2017 uma força de vendas de 4,1 milhões de empreendedores independentes que movimentaram R$ 45,2 bilhões.

No mesmo período, o mundo contava com 7,6 bilhões de pessoas, sendo que 107 milhões atuavam como empreendedores independentes e movimentaram R$ 602 bilhões em volume de negócios.

Em relação às categorias de produtos: os cosméticos correspondiam a 83%, enquanto bem-estar ocupava o 2º posto com 7%, seguido de utilidades domésticas com 5%.

Se comparado com o mundo, o setor brasileiro tem grande potencial de crescimento e muitos desafios para as empresas, já que os dados mundiais representam: bem-estar (34%), cosméticos (32%) e utilidades domésticas (11%).

A respeitável lista da Direct Selling News com as 100 maiores empresas de vendas diretas no mundo, com a Amway na liderança, seguida por Avon e Herbalife, também foi apresentada durante a palestra.

Sexto colocado no ranking de venda direta no mundo, o Brasil conta com a presença destas grandes companhias e para muitas, o país já é o principal mercado, superando até as matrizes.

A venda direta tem força para acompanhar o crescimento do varejo e por isso não há motivos para preocupação. A análise dos números convida a uma reflexão.

Se o varejo brasileiro movimentou R$ 1,236 trilhão em 2017, ainda há espaço para crescer, tendo em vista que as vendas diretas movimentaram R$ 45,2 bilhões.

Diversidade – As vendas diretas podem ser o canal de comercialização para qualquer tipo de produto. Como exemplo, nos Estados Unidos, até energia elétrica é vendida por meio do canal.

No Brasil, há diversas categorias que podem se expandir no futuro, com destaque para os serviços financeiros.

Fonte: ABEVD