A venda por relacionamento, além de ser um grande atrativo para revendedores, também pode ser uma grande ferramenta de engajamento social

Uma das críticas mais comum ao setor de vendas diretas se refere à sustentabilidade do negócio, ou seja, a capacidade de gerar lucro para os revendedores. No entanto, o número de pessoas que aderem a esse modelo de negócio segue crescendo. Segundo dados da World Federation of Direct Selling Associations, em 2015, mais de 103 milhões de pessoas atuam nesse mercado, um aumento de 4,4% em relação ao percentual anterior. Mas se o setor de venda direta atrai tanta gente assim, será mesmo que não é sustentável?

Engajamento com a comunidade
Sem dúvida nenhuma, um dos grandes desafios da indústria é ressaltar o impacto da venda direta na economia e na vida das pessoas. Para tanto, o CEO da Herbalife, Michael O. Johnson, acredita que as empresas devem promover e incentivar o engajamento da força de vendas com a comunidade para fortalecer a indústria. “Nossos revendedores devem interagir com governos locais, representantes locais, ter um espírito de comunidade, participar da vida pública local. Trabalhar pela e para a comunidade”, diz ele.

Michael ressalta ainda que as empresas e sua força de vendas devem se fazer presente localmente, não apenas para vender seus produtos, mas para ajudar a comunidade. E construir essa relação leva tempo, mas quando essa conexão existe, fortalece o setor.

Corrente do bem
A venda direta, por ser baseada nas relações entre as pessoas, possui uma influência relevante sobre a vida de seus clientes. Dessa forma, porque não usar essa capacidade para promover mudanças em toda sociedade?

Esta é a visão de Alessandro Carlucci, ex- CEO da Natura e ex presidente da WFDSA. “A Natura alcançou a marca e 1,5 milhão de consultoras e consultores. Imagina todas as empresas de venda direta juntas, qual é o poder de influência, na sociedade? Não estou falando só de vender produtos, mas ajudar as pessoas a viverem melhor, a serem melhores”, diz Carlucci.

“Nós temos uma indústria muito poderosa nas mãos. Uma indústria poderosa economicamente e socialmente. Vamos usar esse poder”, finaliza Carlucci.