Conforme os dados da vacinação divulgados até terça-feira (12), 162.270.361 pessoas (cerca de 81,07% da população vacinável) estão totalmente imunizadas contra a COVID-19. A dose de reforço foi aplicada em 82.348.041 pessoas (50,9% da população vacinável). Ainda, vale mencionar que 11.129.655 crianças entre 5 e 11 anos tomaram a primeira dose (54,29% deste grupo). Ademais, nas últimas 24 horas, foram registrados 21.784 novos casos conhecidos, fazendo o Brasil alcançar a marca de 30.180.491 contaminados pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia. O país também registrou 163 mortes pela COVID-19 nas últimas 24 horas, totalizando 661.552 óbitos pela doença. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 138 mortes, variação de -22% em relação há 2 semanas, indicando forte tendência de queda nos óbitos.

AVALIAÇÃO BMJ

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a continuidade da tendência de queda nos casos, internações e óbitos por COVID-19 indica que a terceira onda de infecções, causada pela variante Ômicron, está terminando. A queda no número de mortes e na letalidade da COVID -19 está relacionada à vacinação da população. E com o surgimento de novos medicamentos contra a doença, espera-se controle da COVID-19 nas linhas de prevenção e tratamento. Um exemplo de medicamento é o Paxlovid, antiviral da Pfizer. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) deu o parecer favorável à incorporação do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão, que é um dos primeiros passos para a disponibilização do medicamento na rede pública, foi anunciada em reunião de terça-feira (12). Agora, o antiviral deve seguir para a consulta pública. Assim, especialistas e sociedade civil poderão oferecer contribuições ao longo de dez dias. Depois disso, ainda deve ser analisado pelo plenário da Conitec. Se aprovado, a avaliação segue para a Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (SCTIE), que dá a decisão final. Nesse sentido, com o cenário futuro positivo, o governo voltou a anunciar que deve rebaixar o status de pandemia de COVID-19 para uma endemia “nos próximos dias”. Anteriormente, o presidente Jair Bolsonaro havia afirmado que tal mudança se daria até o final de março, o que não aconteceu.